JORNALISMO MARIA VAI COM AS OUTRAS

28 Maio, 2008

O caso do suposto “dossiê” dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o máximo exemplo do jornalismo sem senso crítico. Na maioria da grande mídia (e das médias também) acusa-se a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (foto), sem qualquer discernimento. O PSDB está na função dele; bater no governo. O problema é o jornalista babão (ou seria inocente?) que entra na onda e reproduz qualquer factóide como se fosse uma notícia importante. Há, na verdade, uma espécie de coerção da profissão; se todo mundo diz que é dossiê, o jornalista mais crítico se sente constrangido para contrariar o senso comum, principalmente dentro das grandes redações. Se fizer isso, ele é chamado de chapa branca, governista, etc. É uma espécie de consciência sitiada. Mas o velho direitista Nelson Rodrigues já dizia que toda unanimidade é burra.

Um jornalismo um pouco mais sério e ético diria que investigar a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) seria o mínimo que o governo deve fazer. É incrível. A grande mídia, que sempre foi investigativa, trabalha para esconder os gastos banais de Fernando Henrique. Se todos os governos investigassem os anteriores, a corrupção diminuiria bastante no Brasil. A mídia está trabalhando para a corrupção, tentando intimidar governos que levantam informações de gestões anteriores. É obrigação da Casa Civil investigar e divulgar gastos excessivos de ex-governantes. Assim, o próximo governo deve agir. Elaborar e divulgar para a sociedade os gastos que foram escondidos no governo Lula (PT). O pior de tudo isso: o gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB) criou e vazou a história e a Veja engoliu (ou ajudou a construir?), o resto você conhece. Maria vai com as outras.