Adoramos automóveis. São símbolos de status e de beleza, além de mobilidade e agilidade (que estão em segundo plano, claro). Paul Virilio, filósofo francês, já alertou que velocidade é poder. Mas a cada dia percebemos que o maior erro que um país pode cometer atualmente é incentivar a indústria automobilística.
Esse é um erro do governo do presidente Lula, que a oposição se cala. No último pacote de desonerações fiscais, promovido por Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ex-funcionário da indústria automotiva e pelo presidente Lula, também ex-funcionário da Indústria automotiva, só podia dar no que deu. Dos R$ 6,1 bilhões em desonerações fiscais previstas para estimular os investimentos dos diversos setores da indústria até 2011, as montadoras e os fabricantes de autopeças vão ficar com R$ 3,2 bilhões, o que representa mais da metade (52,8%) dos subsídios, segundo informou o Estadão (leia).
A oposição se cala porque o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) estabeleceu uma série de incentivos para essa indústria. Foi um descalabro deixar de arrecadar impostos da Ford, da General Motors, da Fiat, Renoault, Wolksvagen etc, enquanto a população não teve reajuste na tabela do Imposto de Renda. Mais que isso, o governo de FHC conseguiu ao mesmo tempo quebrar a indústria ferroviária e a indústria naval. Veja abaixo o quadro da indústria naval. No governo do PSDB , ela vai para o fundo do poço, mas se recupera no governo do PT.

Para ler diferença entre Lula e FHC. Leia O ignorante sábio e o sábio ignorante.
Estamos colhendo os frutos dessa política: engarrafamento e poluição.
Escrito por glaucocortez
(Glauco Cortez)