Há um caminho democrático que estamos seguindo e construindo ano a ano na política brasileira. Para aperfeiçoar essa caminhada, é necessário excluir da política e da administrção pública pessoas ineptas para os cargos. Sempre se corre o risco de injustiças, de julgamentos incorretos, mas com certeza esse risco é bem melhor para a sociedade do que permitir que pessoas com currículo totalmente descredenciado gerencie o dinheiro da sociedade. Se o administrador se sentir injustiçado, tem todo o direito de buscar na justiça uma reparação do dano, mas distante dos cofres públicos.
Uma boa idéia seria criar um índice do corrupto. Ele pode ser feito com o cruzamento de dados. O TCU (Tribunal de Contas da União) divulgou hoje uma lista com 3,1 mil gestores públicos cujas contas foram consideradas irregulares. A lista, com 339 páginas, inclui instituições públicas, como prefeituras, bancos, empresas estatais e outras. Além dessa, tem a lista de candidatos processados e condenados pelo Ministério Público, que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) elaborou.
Por meio da quantidade e gravidade dos processos pode-se criar um índice que elimina o político da vida pública. Dessa forma, a possiblidade de injustiça fica bastante reduzida.
(Glauco Cortez)