Durante um bom tempo imaginei que o PSDB e o PT poderiam ser os grandes partidos que disputariam as eleições nas próximas décadas. Mas estou me convencendo de que o PSDB não vai durar muito com políticos como José Serra, Fernando Henrique, Alckmin, Artur Virgílio e outros. O PSDB pode enganar durante mais algum tempo, mas com as políticas sociais do PT, apesar de todos os defeitos do Partidos dos Trabalhadores, vai ficar difícil.
Veja o caso de José Serra em São Paulo. Em vez de apoiar e melhorar as condições de vida do professor, ele decidiu piorar, dificultando a transferência de escola. Qualquer indivíduo de baixo rendimento escolar sabe porque uma pessoa pede transferência. Ela pede para ter melhores condições de trabalho, independente dos motivos. Pode ser por agressão, pressão, distância da residência etc. Em vez de facilitar o processo ou tentar melhorar as condições para evitar a transferência, o governo do PSDB prefere dificultar a transferência. Gênio! Na verdade, Serra mandou a seguinte mensagem para os professores paulistas: “você tem que sofrer ai nesta escola, quem manda ser professor!”. Claro que os professores, já sem reajuste há três anos, decidiram pela greve.
O PSDB é democrata no nome, mas tem uma prática de “coroné”. Por isso deu certa a parceria com o PFL, ou melhor, o Demos. Uma hora as grandes empresas de comunicação vão abandonar o barco. Isso vai ocorrer quando o prejuízo for maior que o possível lucro em uma vitória do partido. Nesse caso, o partido deverá rachar ou ir pelo mesmo caminho do PFL e do PDS: mudar de nome na hora que o filme estiver bem queimado.
A pergunta que fica é: qual será o partido que dominará a política brasileira na próxima década para concorrer com o PT?
(Glauco Cortez)