A exposição Ver de Perto (mas também pode ser Verde Perto), de Neander Heringer, é belíssima por construir sentido em uma fotografia que extrapola o real. O fotógrafo nos faz enxergar o que não se pode ver no cotidiano; trabalha para que a câmera seja capaz de nos fazer ver além das nossas limitações visuais. A lente do fotógrafo às vezes nos coloca do tamanho de uma formiga ou cria uma capacidade de cores impensável em outros tempos não tecnológicos.
Para ver as fotografias na internet ou informações sobre exposição, clique no site Verdeperto.net
Escrito por glaucocortez
A peça Mimo, do grupo holandês Muganga, é poesia singela e bela. O espetáculo, que tem no palco apenas Carlos Lagoeiro, um brasileiro que fundou o grupo há 21 anos na Holanda, é uma mistura de tecnologia e criatividade em proveito da arte.
O filme Na Natureza Selvagem (into the wild), dirigido por Sean Penn e baseado em uma história real, é arrebatador, mesmo sendo trabalhado em um ritmo lento para os padrões norte-americanos. O filme nos dá uma noção clara da necessidade de se utilizar a razão instrumental e de sua real função para nossa sobrevivência.
O espetáculo Fuga!, do Núcleo Fuga do
A peça Encruzilhados entre a barbárie e o sonho é um espetáculo que mostra todo o talento de Esio Magalhães, do Barracão Teatro. Um texto feito sob medida para que ele interprete em mínimos detalhes vários personagens. Divertida ao mesmo tempo em que trabalha os dramas humanos, Encruzilhados brinca com o público e, em passagens rápidas, cria climas tensos e de suspense. Andrea Macena, a atriz que contracena com Esio, tem uma presença de palco intensa com a personagem “Professora da Luz”, que é ao mesmo tempo inigmática, engraçada e opressora. A direção é de Tche Vianna e a parte técnica (iluminação e som) fica com o ator Eduardo Brasil, que o faz de dentro do palco. Para quem está em Campinas e região, é possível assistir no próximo final de semana.
O filme Doces Poderes (1996) é um bom filme para jornalistas politicamente conscientes. Isso porque o filme, estrelado por Marisa Orth, Antônio Fagundes, Ségio Augusto, Tuca Andrada, Sérgio Mamberti e outros realmente não está fechado em busca de concepções ou orientações ideológicas. O filme parece, apesar de ser uma narrativa ficcional, uma bela reportagem sobre a consciência do jornalista de televisão que embarca em campanhas publicitárias. Uma bela reportagem porque parece querer apresentar uma versão fiel de uma realidade que não se pode ver na mídia.
(Glauco Cortez)