INCRÍVEL, ATÉ OS FAZENDEIROS NÃO AGUENTAM MAIS A PEQUENEZ DE RACIOCÍNIO DA BANCADA RURALISTA

5 Novembro, 2009

Nem os fazendeiros estão caindo na lábia da bancada ruralista (CC/Ana Cotta)

Incrível, mas há uma luz no fim do túnel para tirar os fazendeiros e empresários do agronegócio das concepções fantasiosas da bancada ruralista.

Um grupo de fazendeiros, reunidos na ONG Aliança da Terra, fez um manifesto diretamente contra a atuação da bancada ruralistas.

Os empresários, veja texto abaixo, não concordam com a linha “quanto mais destruição, melhor”  defendida pela bancada ruralista.

Para esses fazendeiros, há sim a necessidade de conservação do meio ambiente e o Brasil não pode cometer os mesmos erros que o resto do mundo cometeu ao destruir totalmente suas florestas. Leia o resto deste post »


O CASO DA ESTUDANTE DE MINISSAIA DA UNIBAN MOSTRA UM POUCO A CARA DE SÃO PAULO E COMO MUDARAM OS ESTUDANTES DEPOIS DE MAIO DE 68

30 Outubro, 2009

O caso da estudante da Uniban, que foi covardemente insultada porque vestia uma minissaia, mostra um pouco a cara de São Paulo e também que há um aprendizado educacional no Brasil que está muito distante das humanidades e das capacidades reflexivas. É o exercício da irracionalidade.

Vivemos um tempo de intolerância com a minissaia. É fantástico, depois de 45 anos de criação da minissaia, pela estilista inglesa, Mary Quant, ela ainda provoca a fúria de estudantes.

Estudantes que há 40 anos estavam na vanguarda das mudanças comportamentais, como liberdade sexual e outros temas da contracultura em uma França incendiária de maio de 68, hoje em São Paulo estão na vanguarda da intolerância. Veja vídeo abaixo.

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25 Outubro, 2009

O Maranhão é dominado por essas histórias de um Brasil profundo.

Isso sim deveria ter uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Uma CPI do trabalho escravo e da grilagem de terra.

Veja bem no final do vídeo abaixo, publicado no canal You Tube do Repórter Brasil,  a consciência política dos ruralistas desse Brasil profundo. Em que partido político será que o ruralista vai votar?

Parte da  classe média, que vive em casas e apartamentos nos grandes centros, não tem um palmo de terra, mas caem como patos no discurso dos ruralistas e de publicações obscurantistas como a revista Veja, da Abril.

Quem é mais criminoso? Que derruba pés de laranja ou quem escraviza seres humanos e faz a grilagem de terra? Essa é uma boa discussão para o Brasil.

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BMF-BOVESPA QUER QUEBRAR O BRASIL PARA QUE AMERICANOS E EUROPEUS MILIONÁRIOS NÃO PAGUEM IMPOSTO NO CASSINO DA BOLSA DE VALORES

23 Outubro, 2009
Bovespa: 2% de imposto é muito!

Bovespa: cassino da economia não gosta de imposto de 2%; brasileiro paga 40% (CC/Roberta Zouain)

A BM&F-Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) quer quebrar o Brasil e a indústria brasileira.

A empresa faz campanha contra o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% e a grande mídia aceita sem senso crítico. Os jornais de ontem pareciam assessoria de imprensa da bolsa.

O brasileiro médio paga de 30 a 40% de imposto por ano. A Bovespa não quer que o milionário dos EUA e da Europa pague 2%. É comédia.

Graças ao governo Lula, a Bolsa brasileira se transformou em uma das mais atrativas do mundo. O problema do governo é o sucesso da política econômica aos olhos do mundo, ainda que aqui dentro encontre dificuldade para aumentar a distribuição de renda, mas que também tem ocorrido.

O IOF é uma medida para preservar o país da entrada de dólares de especuladores  que, a qualquer mudança de vento, jogam sujo contra a moeda brasileira para ganhar dinheiro fácil.

A BM&F-Bovespa não quer que esses senhores paguem 2% de imposto.

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20 Outubro, 2009

A pesquisa CNA (Confederação Nacional da Agricultura)/Ibope sobre agricultura familiar  mostra o sucesso da perversa política empreendida pela entidade e pela bancada ruralista.

O levantamento CNA/Ibope mostra um efeito inverso ao que os realizadores tentaram mostrar. O problema não é a falta de capacidade de produção dos assentados, mas a falta de assistência governamental para os assentados graças às dificuldades que a própria CNA e a bancada ruralista impõem para dificultar o desenvolvimento da pequena propriedade.

A miséria dos assentamentos agrícolas é a cara da política desenvolvida pela CNA e pela bancada ruralista, isto é, inviabilizar as políticas de assistência ao pequeno agricultor.

É preciso  investir na reforma agrária para tirar essa população, que segundo a pesquisa, não está conseguindo renda suficiente.

É graças aos investimentos em agricultura familiar que a inflação dos alimentos está razoavelmente controlada. São os agricultores familiares, mesmo sendo 80% semianalfabetos,  que produzem a maior parte da comida presente na mesa dos brasileiros.

Se investir mais em agricultura familiar e reforma agrária, o governo resolve três problemas: melhora as condições de vida dos assentados, combate a inflação e diminui a violência nas áreas urbanas ao impedir que migrem para locais violentos das cidades.

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19 Outubro, 2009

Agricultor na lente de f.farias (CC)

Agricultor na lente de f.arias (CC)

O último Censo Agropecuário do IBGE, com dados de 2006 e recentemente divulgado, mostra que a inflação está sob controle também graças ao investimento em agricultura familiar. Se o governo continuar investindo em pequenas propriedades, o brasileiro vai continuar comendo e pagando menos para se alimentar. O censo também revela que 80% dos produtores que alimentam o Brasil são analfabetos ou não terminaram o ensino fundamental, como se pode ver no site do IBGE.

Segundo o último Censo do IBGE, os agricultores familiares são responsáveis por 70% do feijão produzido no Brasil, 87% da mandioca, 46% do milho, 385 do café, 58% do leite, 59% da carne suína e 50% das aves, segundo reportagem da Carta Capital.

É impressionante, mas veja que os grandes produtores do agronegócio abandonaram o investimento em produtos agrícolas que alimentam os brasileiros e visaram o mercado internacional de comódites (produtos comercializados em bolsas e para exportação) como soja, laranja, cana etc. Quem segura a inflação e alimenta os brasileiros é a agricultura familiar.

Moral da história: mesmo com baixa educação, o agricultor familiar combate a inflação e mata a fome do brasileiro. Se o governo investir em tecnologia e educação no campo, os pequenos produtores poderão ter boas condições de vida e ajudarão a desenvolver o país.

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16 Outubro, 2009

Matéria do Estadão mostra que o bolsa-família, programa do governo contra a miséria está dando lucro para o Brasil e para o governo do presidente Lula. Segundo pesquisa do Centro de Políticas Púlicas do Insper, o governo já arrecadou  em impostos 70% a mais do que investiu para acabar com a miséria. Veja trecho da matéria:

“Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bi, diz estudo

Ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo programa em 2006

SÃO PAULO - A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil cidades nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)”. (Texto Integral no Estadão on line)

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21 Setembro, 2009

Essa é uma das notícias mais importantes para o Brasil dos últimos anos. O que parecia impossível está acontecendo, ainda que lentamente. O Brasil, campeão da desigualdade no mundo, está conseguindo diminuir a quantidade de pessoas na linha de pobreza. Mesmo com todas as barreiras impostas pela elite e seus representantes no Congresso Nacional, o governo conseguiu alguns avanços. É pouco, mas é para se comemorar. Veja notícia abaixo.

Ascensão social beneficiou 31 milhões de brasileiros entre 2003 e 2008, revela pesquisa

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cerca de 31 milhões de brasileiros subiram de classe social entre os anos de 2003 e 2008. Entre eles, 19,4 milhões deixaram a classe E, que traça a linha da pobreza no país, tendo a renda domiciliar inferior a R$ 768,00; e outros 1,5 milhão saíram da classe D (de R$ 768,00 a 1.114,00). Com isso, houve uma queda acumulada de 43% no grupo dos mais pobres neste período.

Ao mesmo tempo, a classe AB, que representa o grupo com renda domiciliar mais elevada (superior a R$ 4.807,00), ganhou 6 milhões de pessoas. A classe C (renda familiar entre R$ 1.115,00 e 4.807,00) é a maioria da população e recebeu 25,9 milhões de brasileiros nos últimos cinco anos.

A constatação faz parte de um estudo divulgado hoje (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados de 2008 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apresentada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o economista da FGV Marcelo Néri, responsável pelo estudo, esse movimento foi puxado principalmente pelas políticas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família, que traz como impacto direto a melhoria na renda do brasileiro pertencente à camada mais baixa. Ele acredita que as transferências de renda no momento atual de crise podem contribuir para a retomada da economia.

“Se eu reajusto o Bolsa Família, a grande beneficiária é a classe E. Se eu aumento o salário mínimo, por exemplo, quem mais ganha é a classe D. Já se faço reajuste das aposentadorias acima do [salário] mínimo quem ganha mais é a classe AB”, diz Néri. “Por isso defendo mais reajustes transitórios ao Bolsa Família do que reajustes permanentes ao mínimo e muito menos ganhos de pensões acima do mínimo, que não beneficiam nem a classe média brasileira.”

“Acho que essa redução de desigualdade

foi a grande conquista da década”

Para ele, as políticas de renda têm impacto totalmente diferente em termos de desigualdade e de pobreza e na situação atual têm efeito diferente sobre a demanda. “O pobre consome toda a renda dele e, neste momento em que a gente está precisando de um ataque contra a crise, eu diria que o Pelé é o mercado interno e o seu companheiro de ataque é o Tostão do Bolsa Família. Essa é a dupla eficiente que está permitindo ao Brasil sair da crise ou não ter entrado tanto nela”, diz.

Néri destacou, ainda, que desde 2001 o Brasil vive um processo de redução da desigualdade. Neste período, a renda per capita dos 10% mais pobres da população subiu 72%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu, aproximadamente, 11%. De acordo com o economista, essa melhora no indicador foi impulsionado principalmente pela renda do trabalho.

“Acho que essa redução de desigualdade foi a grande conquista da década. O fato de ser puxada em cerca de 2/3 pela renda do trabalho significa que o brasileiro está gerando sua própria renda. O que temos observado é um boom no mercado de trabalho”, ressaltou Neri. Segundo ele, os programas sociais ou aposentadorias foram responsáveis pelos outro 1/3 do movimento.

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8 Setembro, 2009
Tá faltando o S do BNDES

Tá faltando o S do BNDES

O governo Lula acerta ao tentar implantar um sistema de compra de computadores para professores, mas erra ao fazer um plano que as Casas Bahia e outras empresas do ramo possuem.

A taxa de juro apresentada pelo governo e cobrada pela Caixa Econômica Federal para que professores comprem computador é muito alta, cerca de 26% ao ano. Enquanto isso, um grande empresário pode comprar máquinas e equipamentos em geral  pelo Finame com 4,5% ao ano via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Em um financiamento de dois anos pelo programa do governo, o professor leva um e paga um e meio. Não dá.

Ora, um país que precisa investir em educação, não pode ter essa diferença e privilégio. É correto que o BNDES financie empresários com taxas baixas. Isso é ótimo para o Brasil, mas o S do BNDES não está funcionando bem. No caso da educação, o governo não precisa nem mudar de nome. Pode chamar de Finame (Financiamento nacional para melhorar a educação).

Outra alternativa é permitir que governos, empresas da árrea de educação ou  municípios comprem computadores para professores no atacado via Finame e descontem sobre o holerite. A empresa, município  ou o estado podem até ganhar, cobrando juro administrativo de 1% ao ano. Assim, o professor pagaria cerca de 6% ao ano e todo mundo ganharia.

Mas o grande problema da informatização na educação não é a compra de computadores que, como disse, pode ser feito nas Casas Bahia. O problema é a banda larga. Sem banda larga, o computador fica muito limitado. O governo precisa investir para baratear o custo da internet. De que adianta financiar computador se a internet terá um custo de mais de R$ 100 por mês. Quase nada.

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4 Setembro, 2009

É impressionante, mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mais atrapalham do ajudam na expansão da rede de internet banda larga no Brasil.

As agências, já dissemos aqui, são uma macaqueação que o PSDB encantando com o neoliberalismo dos anos 90 implantou no Brasil.  As agências são a oficialização do lobby dentro do governo. É a privatização da política e um alvo mais fácil para a corrupção e monitoramento por algumas empresas. Até a famosa FDA (Food and Drug Administration) já esteve envolvida em esquemas de corrupção.

Quem trabalha  em agência reguladora não tem compromisso nenhum com a população. Eles não são eleitos, mas podem ter um bom emprego em empresas depois que saírem de lá.

Veja a lambança que a Aneel e a Anatel estão fazendo com a internet em dois trechos de matéria: uma da Folha de S. Paulo e outra da Convergência Digital.

“As distribuidoras de energia estão descontentes com as novas regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permitiu ontem a oferta de banda larga pelos fios elétricos.

As companhias elétricas acusam a Aneel de ter cedido às pressões da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que quis favorecer as tecnologias de ADSL (principal tecnologia de banda larga das teles) e o cabo, prejudicando o PLC.

Isso porque, pelas novas regras da Aneel, as distribuidoras de energia serão obrigadas a abrir uma oferta pública, caso haja algum interessado em utilizar a sua rede elétrica para vender banda larga em PLC. Ganhará quem oferecer o maior preço. A decisão da Aneel determina ainda que 90% da receita gerada por esse “aluguel” de rede seja usada para abater o preço das tarifas. A concessionária elétrica ficaria com 10% da receita”. (Texto integral na Folha de S. Paulo)

“Pioneira no uso do PLC (Power Line Communications) no Brasil e a mais adiantada no uso da tecnologia para levar o serviço de acesso à Internet aos consumidores de energia elétrica, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) freou o projeto de fornecer internet banda larga aos clientes. O motivo: as regras definidas pela Aneel que obrigam as distribuidoras a oferecer o compartilhamento da rede a terceiros.
O regulamento, aprovado na semana passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, atingiu em cheio os planos da distribuidora de prover acesso à web através de uma subsidiária, a Copel Telecomunicações. É que, pela resolução da Aneel, as distribuidoras precisam oferecer publicamente o “aluguel” da rede e devem aceitar a melhor proposta.
“No mundo inteiro, quem usa PLC é uma empresa ligada à distribuidora de energia. Todo o planejamento, a engenharia, a operação e manutenção da rede tem que ser integrados, algo impossível com uma empresa não associada”, reclama o coordenador de PLC da Copel, Orlando Cesar Oliveira.
A empresa esperava a regulamentação do PLC para começar uma exploração comercial em até 10 mil lares e, com essa experiência – inclusive para modelar custos e preços – partiria para um plano de negócios de US$ 400 milhões, necessários para conectar um terço do estado.
O regulamento afasta o uso do PLC como negócio. A Aneel foi influenciada pela Anatel e piorou a regulação depois da consulta pública, de forma a não perturbar as teles”, lamenta Oliveira, da Copel”. (Texto integral no Convergência Digital)

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