LUCRO DO PETRÓLEO NA EDUCAÇÃO; ESSA DEVE SER UMA BANDEIRA DOS EDUCADORES

15 Agosto, 2008
Prosta de Dilma e Lula deve ser encampada por professores e pesquisadores

Proposta de Dilma (foto) e Lula deve ser encampada por professores e pesquisadores

Parte dos lucros do pré-sal será investida em educação, diz Dilma Rousseff

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (15) que parte dos recursos obtidos com a exploração do petróleo encontrado na camada do pré-sal deve ser investida em educação.

Dilma Rousseff fez essa declaração, em entrevista, após participar de um café da manhã com a bancada do PT no Distrito Federal, no Hotel Nacional, em Brasília.

Essa intenção, segundo a ministra, permeia as discussões desde que o governo federal tomou conhecimento da reserva. “Acredito que essa definição vem atender uma injustiça e, mais do que isso, uma falha histórica dos sucessivos governos com o povo brasileiro. Precisamos, como diz o presidente Lula, pagar essa dívida”, afirmou a ministra.

A ministra, no entanto, não quis adiantar o teor das discussões do grupo de trabalho, coordenado por ela, que discute como será a exploração do petróleo na região, nem sobre a possível criação de uma nova estatal para se encarregar do pré-sal.

Mais uma vez, referindo-se a declarações do presidente Lula, que também tem defendido a destinação de recursos do petróleo para educação, Dilma Rousseff afirmou que uma transformação definitiva do Brasil passa por uma política consistente de educação.

“A importância que uma transformação definitiva do Brasil e sua elevação à condição de país desenvolvido passa, necessariamente, por uma política maciça e massiva de educação, que faça com que todos os brasileiros tenham o mínimo de nove anos de escolaridade”, disse a ministra.

Ontem, ao discursar no Pará, Lula defendeu que parte dos recursos do pré-sal sejam destinados para fazer reparações históricas e citou, entre essas reparações, a educação. Dias antes, no Rio de Janeiro, ele havia defendido mudanças na Lei do Petróleo para que o lucro possa ser empregado em favor da educação e na redução da pobreza.


MERCADO FINANCEIRO ACREDITA EM JURO MAIS ALTO, MESMO COM QUEDA DA INFLAÇÃO

11 Agosto, 2008

Mesmo com a inflação em baixa, empresas do mercado financeiro e analistas econômicos querem (ou acreditam em) aperto de juros. Veja notícia abaixo: eles acham que a inflação será menor, mas os juros serão maiores. Se ocorrer isso, a economia pode diminuir o ritmo neste semestre. Juro alto com inflação baixa é bom para quem aplica no mercado financeiro, principalmente porque fica mais fácil atrair (e administrar) dólares de estrangeiros.

Inflação volta a ficar na meta, segundo projeção de analistas

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar dentro do limite da meta de inflação para este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa caiu de 6,54% para 6,45%. Essa é a segunda redução consecutiva.

O centro da meta de inflação é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior, de 2,5%. Para 2009, que tem a mesma meta, a projeção dos analistas permanece em 5%.

A expectativa de menor inflação este ano é acompanhada de projeção de maior aperto monetário. De acordo com o boletim, os analistas aumentaram a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a inflação, de 14,50% para 14,75% ao final deste ano. Para 2009, permanece a perspectiva de 14%.

Neste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 1,75 ponto percentual. Atualmente os juros básicos estão em 13% ao ano.


EUA BLOQUEIA A VENDA DE TECNOLOGIA PARA SATÉLITE BRASILEIRO FEITO EM PARCERIA COM A CHINA

7 Agosto, 2008

Satélite Sino-Brasileiro

EUA impõem restrições à compra de componentes para o CBERS; empresário considera restrição oportunidade para mais inovação

Janaína Simões

As restrições impostas à importação de componentes para a fabricação do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, o CBERS-3, provocaram alterações no cronograma de lançamento do satélite. Inicialmente previsto para ir ao espaço em 2009, o CBERS-3 só estará pronto para lançamento em 2010. As dificuldades de importação de componentes resultam da ação dos Estados Unidos. O governo dos EUA teme que exportações de produtos de empresas norte-americanas a ser embarcados no CBERS-3 resultem em transferência de tecnologias sensíveis para os chineses, que podem ser usadas por estes com fins militares.

As restrições atrasaram as entregas de partes dos subsistemas do CBERS-3 que eram de responsabilidade do Brasil na parceria com a China. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que gerencia o programa CBERS, contrata empresas no País para desenvolver e produzir parte desses subsistemas. Algumas dessas firmas tiveram problemas na importação dos componentes. Em julho, o instituto recebeu a notícia de que mais três componentes importantes não serão vendidos para o projeto.

A informação foi dada por Jânio Kono, gerente da área espacial do programa CBERS, durante mesa-redonda sobre o programa e a formação de recursos humanos para a indústria aeroespacial na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

As restrições dos EUA

Uma das empresas impedidas de comprar componentes nos EUA foi a Opto Eletrônica, de São Carlos (SP). A empresa ficou encarregada de montar duas câmeras do CBERS-3, e teve de cancelar um contrato de US$ 45 mil com a International Rectifier (IR), da Califórnia, em 2007. O componente comprado — um conversor de corrente altamente sensível — não pôde ser embarcado para o Brasil, mesmo depois de pago, porque as severas regras do governo dos EUA impediram a empresa californiana de fornecer o produto. Empresas norte-americanas que exportem tecnologia considerada sensível pelo Departamento de Estado dos EUA são fortemente penalizadas. O receio dessas penalidades, impostas pelo governo, fazem-nas desistir de negócios com países como China, Coréia do Norte, Cuba e Irã, entre outros.

As empresas dos EUA pedem a seus compradores no exterior para assinar o que chamam de “bomb letter“. Na carta, o comprador se compromete a não dar a esses produtos nenhuma destinação que os EUA não aprovariam, como a fabricação de bombas — daí o nome. Limitar a transferência de tecnologia também é preocupação de outros países, que os faz adotar medidas e restrições semelhantes às dos EUA.

Contudo, jarbas Castro Neto, presidente da Opto, destacou que os problemas de importação, por conta da norma ITAR, não são de todo negativos, pois estão se transformando em oportunidade. Podem tornar o País mais independente de nações mais desenvolvidas no que se refere às tecnologias para os satélites, comentou ele na apresentação na SBPC. (Notícia completa - Unicamp)


POBREZA DIMINUI, MAS AINDA É PRECISO MELHORAR MUITO A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

5 Agosto, 2008

Pesquisa revela queda de 11 pontos percentuais na taxa de pobreza em cinco anos

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A taxa de pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu de 35% da população, em 2003, para 24,1% neste ano, com redução de quase um terço da pobreza em termos proporcionais. A indigência seguiu o mesmo ritmo, e sua participação no conjunto da população caiu para a metade nesse período. Os dados são da pesquisa Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano, divulgada hoje (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em 2003, o percentual de famílias mais ricas, com rendimento de 40 salários mínimos mensais ou mais, sofreu redução de 20%, voltando a crescer a partir de 2005. Segundo o Ipea, no ano passado, o percentual encontrava-se no mesmo patamar de 2002 e, neste ano, a tendência é permanecer estável.

A pesquisa revela, entretanto, que “todo o quadro favorável no que se refere à pobreza não evoluiu para a obtenção de ganhos de produtividade, em face da estabilidade econômica e dos ganhos com os aumentos do salário mínimo”. De acordo com o Ipea, “os detentores dos meios de produção podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional”.


BRASIL PRECISA DOBRAR INVESTIMENTO EM PESQUISA

2 Agosto, 2008

Não adianda fazer discurso de que estamos no primeiro mundo, não basta prender quadrilheiros que assaltam os cofres públicos (nem isso conseguimos!). O país precisa investir pesado em Ciência & Tecnologia para melhorar as contas externas e as condições de vida da população.  Mas é preciso também investir em educação para que se tenha profissionais qualificados para os desafios do conhecimento.

A Carta Capital desta semana traz uma boa matéria sobre o tema. Segundo dados da reportagem, o Brasil investiu 1,4% do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento. O japão investe 3,3% do PIB e a Coréia do Sul, que deu um salto de desenvolvimento nas últimas décadas, investe 3% do PIB.

É uma pena que esse discurso não entra nas eleições.

Parte da reportagem está no site da Carta Capital

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COMPUTADOR MAIS BARATO PARA PROFESSOR

5 Julho, 2008

A facilidade na compra de computadores é outra ótima notícia para os professores e para melhorar a educação no Brasil. Mesmo assim, as taxas de juro entre 1,4 e 1,8%, apesar de baixas para o padrão brasileiro, são muito altas. Os professores deveriam poder comprar computador sem juros ou com taxas de0,5% ao mês. É um investimento na educação; isso não é gasto. Mas veja matéria abaixo, após os links.

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Assinado decreto que cria programa para facilitar compra de computador por professores

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O decreto que cria o Programa Computador Portátil para Professores foi assinado hoje (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo programa, professores da rede pública e da rede privada poderão adquirir computadores portáteis, em condições facilitadas, com preço à vista de até R$ 1 mil e frete e seguros incluídos.

A pagamento também poderá ser parcelado em até dois anos junto aos bancos, que começam se credenciar agora que o decreto foi assinado. As taxas de juros vão variar entre 1,4% e 1,8% ao mês.

O projeto se destina aos cerca de 3,4 milhões de professores do ensino básico até o universitário. Ficam de fora professores de cursinhos pré-vestibulares, de escolas de música e de idiomas e de academias de ginástica.

Cada educador pode adquirir apenas um computador – o controle será feito pelos Correios pelo número do CPF do comprador. As vendas começarão em setembro, pelas capitais. No caso do pagamento à vista, o professor deverá ir a uma agência dos Correios ou a uma agência bancária credenciada pelo programa e escolher entre as configurações de computadores disponíveis.

Para fazer o financiamento, o professor deverá apresentar os documentos necessários em uma agência dos Correios ou diretamente no banco. Com a adesão dos bancos ao programa, será possível descontar o valor da parcela diretamente na folha de pagamento.

Nos dois casos, é necessário apresentar a carteira de identificação de professor, que comprova a atividade profissional. Após o pedido ou a liberação do financiamento, o computador é entregue em casa pelos Correios em cerca de 20 dias.

Ao apresentar o programa, o assessor especial da Presidência da República, César Alvarez, informou que haverá 12 mil pontos de venda em todo o país, já que os computadores serão adquiridos nas agências dos Correios. Segundo Alvarez, passará a ser possível também a aquisição pela internet.

Não há orçamento previsto para o programa, que conta com a adesão de empresas fabricantes de computadores, de bancos públicos e privados e de criação de linha de empréstimo para aquisição dos equipamentos.

A secretária-executiva do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Wanessa Sechim, ressaltou a importância da compra do computador para a formação continuada dos professores e para preparar aulas com conteúdos atuais. “Falamos em inclusão digital dos alunos, e agora surge a possibilidade de inclusão digital dos professores, uma vez que os custos vão ser inferiores aos do mercado. Acreditamos que vai favorecer diretamente a metodologia de ensino e o planejamento educacional”, disse.

Além do presidente Lula, participaram da cerimônia, os ministros da Educação, Fernando Haddad, das Comunicações, Hélio Costa, e a chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Dilma Rousseff.


MINISTRO QUER TIRAR DA PETROBRÁS PETRÓLEO DO PRÉ-SAL

3 Julho, 2008

O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, teve uma idéia brilhante para entregar o petróleo brasileiro à possível exploração de empresas multinacionais. Ele quer tirar a Petrobrás da exploração e criar uma nova empresa para administrar as reservas do pré-sal. Além da insensatez de tal proposta, imaginem uma nova empresa e todos os novos custos para os brasileiros: diretoria, sede, salários de executivos etc.. Bacana!!! Até especialistas vêem com desconfiança tal proposta. (Veja matéria abaixo com link para a idéia brilhante do ministro).

O que precisa ser feito é consertar mais uma herança tosca do PSDB, durante o govenro de Fernando Henrique Cardoso, isto é, modificar leis de concessão e alterar a legislação de forma a garantir maior tributo, royalties e controle sobre as reservas.

Petrobras deve explorar reservas do pré-sal, defendem especialistas do setor

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A idéia de criar uma empresa estatal para administrar a exploração das novas reservas de petróleo encontradas no Brasil, apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, é vista com desconfiança por especialistas do setor. Eles defendem que, em vez de uma nova estrutura, o governo deveria deixar essa atividade sob responsabilidade da Petrobras.

“Você não pode pegar o sucesso de uma empresa como a Petrobras, obtido com garra, tecnologia, muita pesquisa e muito estudo e passar para outra empresa”, defende Giuseppe Bacoccoli, que é pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele conta que estranhou a proposta do ministro, pois o país já tem uma estatal de petróleo com experiência e prestígio internacional. “O pré-sal é resultado de uma campanha de exploração da Petrobras, e ela merece e sabe lidar com isso”, diz Bacoccoli. O pesquisador também afirma que o governo já tributa pesadamente a produção de petróleo e gás do subsolo brasileiro.

Para defender a idéia de que a Petrobras deve ficar à frente da exploração das reservas da camada pré-sal, ele lembra as dificuldades técnicas da operação. “Não estamos falando de uma coisa trivial, estamos falando em perfurar poços de mais de mais de seis quilômetros de profundidade, em águas acima de 2 mil metros de profundidade, atravessar uma camada de sal com mais de 2 quilômetros de espessura. Não é qualquer um que faz isso”, afirma.

O diretor cientifico da Fundação Brasileira de Direito Econômico, Wladmir Coelho, diz que a Petrobras deve ser fortalecida para assumir o controle da exploração de petróleo no pré-sal. Ele lembra que o mercado é extremamente oligopolizado, pois são poucas empresas que têm condições de explorar o petróleo, e teme que a nova empresa já nasça enfraquecida, apenas com a função de administrar a exploração. “Essa estatal vai apenas administrar, quem vai tirar o lucro é a empresa que vai explorar o petróleo. Na prática, vamos entregar o petróleo às empresas transnacionais”, diz.


NO MEIO DO CAMINHO HAVIA INFLAÇÃO, E AGORA JOSÉ?

2 Julho, 2008

Quem já estabeleceu metas e planos na vida, seja profissional ou pessoal, de empresa ou instituição, sabe que há uma diferença grande entre teoria e prática, ou seja, entre o que foi idealizado e o que se realiza de fato.

O Brasil estabeleceu uma meta de inflação de 4,5% este ano. Ótimo. Mas no meio do caminho, ou no meio do ano, tivemos uma inflação originada por grande influência internacional, principalmente pela elevação dos preços do petróleo, alimentos e comódites (commodities). O que fazer? Ora, replanejar a meta de inflação. Se o Banco Central estabelecer, diante dos acontecimentos, uma nova meta, por exemplo, de 6,5%, o Brasil poderá cumprir a meta, apesar do rejuste no meio do ano. No próximo ano, incia-se novamente com a meta de 4,5% e ajusta-se de acordo com os acontecimetnos internos e externos. Afinal, é uma meta ou um dogma?

O Banco Central faz isso com seus boletins sobre as perspectivas econônicas. A cada mês a previsão muda. Além disso, 6,5% é uma inflação de primeiro mundo. Não corrói tanto o salário e permite que o país tenha expansão econômica. Se decidir fazer uma perseguição implacável aos 4,5%, haverá grande chance desaquecer a economia.

O plano de metas de inflação deve ser entendido como um plano de metas. Ou seja, busca-se e planeja-se manter uma meta de inflação. Este ano, a meta está programada


ECONOMIA CONTINUA EM RITMO FORTE

26 Junho, 2008
Deasemprego em maio tem a menor taxa para o mês desde 2002

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

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Rio de Janeiro - A taxa de desemprego caiu para 7,9% no mês de maio nas seis principais regiões metropolitanas do país, depois de ter ficado em 8,5% em abril. O resultado foi o menor já registrado para o mês desde 2002 e o menor, entre todos os meses, desde dezembro de 2007 (7,4%). Na comparação com maio do ano passado (10,1%), o recuo foi maior: 2,2 pontos percentuais.

Os dados divulgados hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam também que o rendimento médio dos trabalhadores, cujo valor é de R$ 1.208,20, caiu 1% em maio em relação a abril, mas subiu 1,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.


CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

24 Junho, 2008

O cheque especial é especial somente para os bancos. Imagina uma taxa de juro de 157% ao ano. É o mesmo que pegar R$ 10 mil emprestado em Janeiro e pagar mais de R$ 25,7 mil em dezembro. Pode colocar especial nisso!

Juros do cheque especial sobem para 157,1% ao ano em maio

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os juros cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em maio chegaram a 157,1% ao ano, contra os 152,7% ao ano registrados no mês anterior. O aumento foi de 4,4 pontos percentuais de um mês para o outro e no ano foi de 19 pontos percentuais. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Banco Central.

A taxa média de juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,4% ao ano, em abril, para 37,6 % ao ano em maio. Nos 12 meses fechados em maio, a taxa média subiu 0,4%. No ano, a alta é de 3,8%.

Os juros anuais do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento, passaram de 50,6% em abril para 48,4% em maio. Na aquisição de veículos, a taxa subiu de 29,8% ao ano para 30,6% ao ano.

O spread, diferença entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação) e o que cobram na concessão do empréstimo (financiamentos) ficou em 14,5 pontos percentuais para empresas, 33,5 pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos percentuais no total. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread. Em 12 meses encerrados em maio, o spread para as empresas subiu 1,7%, para as famílias houve redução de 4%, e no total foi registrada redução de 1,5%.