OPOSIÇÃO FECHA OS OLHOS PARA O PIOR DO GOVERNO LULA E CRITICA O QUE HÁ DE BOM; A OPOSIÇÃO NÃO ESTÁ SEM RUMO, ESTÁ SEM CHÃO

9 Novembro, 2009

Protógenes derveria pedir proteção internacional contra perseguição da Polícia Federal

A Polícia Federal do governo Lula mantém na direção do órgão o policial Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição. Ele foi acusado de torturar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul. Não bastasse isso, a Polícia Federal faz implacável perseguição a Protógenes Queiroz, delegado que prendeu Daniel Dantas e fez um grande trabalho na Polícia Federal por vários anos.

Esse seria um prato feito para a oposição montar um circo, CPI etc, mas ninguém do PSDB ou do Demo fala sobre o assunto. A presença de Luiz Fernando Corrêa na direção da entidade, com as acusações que lhe pesam, e a perseguição ao delegado Protógenes Queiroz é uma das piores coisas do governo Lula, mas a oposição e grande parte da mídia se cala.

Longe de criticar o que há de ruim no governo Lula, a oposição critica o que há de bom, como o Bolsa Família, investimentos na transposição do São Francisco, Prouni, etc etc….

É por essas e outras que se diz que a oposição está sem rumo. Na verdade, a oposição está sem chão.

Veja abaixo trecho da reportagem sobre Luiz Fernando Corrêa na Carta Capital. A perseguição sofrida pelo Delegado Protógenes Queiroz está no Terra Mazagine.

Trecho da matéria de Leandro Fortes sobre o delegado da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa:

“Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

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BANDA LARGA QUE GOVERNO LULA PRETENDE IMPLANTAR DEVE SER UMA REDE NEUTRA, APENAS A ESTRUTURA FÍSICA

1 Outubro, 2009

Lúcia Berbet fez uma excelente matéria (com o título Santanna descarta parceria de operadoras no Plano Nacional de Banda Larga) para o Tele Síntese. Ela entrevistou o  secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.

Nela, o secretário explica como poderá ser a banda larga, ou melhor, a estrutura de banda larga que o governo pretende montar, se as grandes operadoras de telefonia deixarem e se os políticos entreguistas  não impedirem.

Na reportagem Santanna diz que serão necessários investimentos de R$ 1,1 bilhão para acender redes capazes de ligar 4.245 municípios e atender a uma população de 162 milhões de pessoas e que as três maiores operadoras detêm 86% do mercado de banda larga no Brasil concentrado nas classes A e B. “Os monopólios regionais levaram a concentração e a elevação dos preços”.

Para as classes C e D não há ofertas.  Além disso, Santanna ressalta que 90% das conexões estão abaixo de 1 Mbps, o que não é considerado banda larga. “A UIT só considera banda larga conexões acima de 2 Mbps”

Em outro trecho da reportagem diz que

” a rede de banda larga do governo será apenas de backbone e backhaul, a última milha terá de ser negociada entre pequenas empresas de telecom e provedores de internet. Será uma rede neutra que fomentará a concorrência, reduzirá os preços das tarifas de banda larga e promoverá acesso nos locais onde as operadoras não querem ir”. Ele ressaltou que o governo não quer ganhar dinheiro com essa rede, mas exercer um papel regulatório no mercado.

“Não há barreira regulatória para o serviço, aliás, sequer existe programa de qualidade da banda larga. E veja, também não é problema de investimento, porque no estado de São Paulo, que equivale a Argentina e o Chile juntos e ainda sobra gente, não tem um serviço de qualidade. E nem sequer é problema de dinheiro, porque a empresa que entrou em colapso em São Paulo é uma empresa muito rica. O problema é de gerência e de falta de concorrência no controle da infraestrutura”, disse Santanna.

Santanna afirma que há tempo hábil para colocar o Plano Nacional de Banda Larga em ação antes do final do governo. Ele lembrou que a Telebrás não tem nenhum empecilho para voltar a funciona, porque não chegou a entrar em processo de licitação, e o governo detém 91% das ações. Disse ainda que a garantia de continuidade do programa virá de seu funcionamento. “Se a sociedade apoiar, não há governante que queira acabar com o que está dando certo”, disse. (Texto integral no Tele Síntese)

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20 Setembro, 2009

Corrupção, Má Gestão, e Desempenho Educacional:
Evidências a partir da Fiscalização das Escolas Estaduais do Estado de São Paulo.

Por Murilo Armond Barbosa Pinheiro

A corrupção política e a má gestão dos governos são vistas como algumas das principais barreiras ao crescimento e desenvolvimento econômico Altos níveis de corrupção enfraquecem as instituições democráticas e induzem distorções que diminuem a produtividade do setor privado e alteram a composição do gasto público
Além disso, a corrupção e a má qualidade dos governos reduzem a oferta e a qualidade de bens e serviços públicos. Desvios de recursos em educação, saúde e saneamento, por exemplo, geram altos custos para a sociedade já que reduzem a acumulação de capital humano e acentuam a desigualdade porque domicílios mais pobres dependem de maneira mais acentuada dos serviços públicos.
No entanto, apesar da corrupção e a má governança pública serem problemas amplamente debatidos, suas conseqüências ainda são pouco compreendidas. Isto se deve principalmente a dificuldade de medir o montante de recursos desviados dos cofres públicos e quantificar as irregularidades cometidas na implementação das políticas públicas. Estudos recentes
têm avançado em quantificar a incidência de corrupção usando micro dados e medidas objetivas.Estamos encontrando dificuldades porque no governo estadual de SP não há transparência e acesso aos dados à população que quer saber onde são gastos e investidas as verbas.

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O PRESIDENTE LULA ACORDOU PARA A QUESTÃO DA INTERNET, MAS ESTÁ DIFÍCIL MELHORAR OS SERVIÇOS DE BANDA LARGA NO BRASIL

17 Setembro, 2009

O presidente Lula parece ter sido acordado, talvez tarde demais, para a necessidade de um investimento rápido e pesado em uma estrutura pública de banda larga.

De acordo com matéria da Pay-tv, “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou várias autoridades nesta terça-feira, 15, para discutir a criação de um Plano Nacional de Banda Larga. Participaram da reunião ministros de áreas diretamente ligadas à políticas de inclusão digital: Hélio Costa (Comunicações), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação) e Paulo Bernardo (Planejamento). Autoridades como o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg; o advogado-geral da União, José Antônio Tóffoli; e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, também foram convidados”.

O problema é que Lula está cercado por interesses que não querem nem ouvir falar em avanço da internet banda larga. A Aneel e a Anatel fazem de tudo para dificultar o avanço da internet. Isso vai emperrando o processo e se o PSDB ganhar as próximas eleições, aí a coisa vai para o espaço.

Se o presidente Lula não tomar uma decisão firme sobre isso, o Brasil vai continuar pagando caro por um serviço ruim e a comunicação continuará controlada por poucos.

A internet livre com banda larga de boa qualidade e barata é a melhor receita para democratizar a comunicação no Brasil.

De acordo com a matéria, a Telebrás poderia ser reativada.

” A Telebrás já tem cerca de R$ 280 milhões em caixa que poderão ser aplicados no projeto. Além disso, analisa-se o uso das redes de transmissão das empresas de energia (Chesf, Furnas e Eletronorte), além da rede da Petrobrás. Há pequenos obstáculos jurídicos para a viabilização dessas redes para projetos do governo, mas que já estão sendo trabalhados. O acesso banda larga por meio da tecnologia PLC (via redes elétricas) é uma possibilidade em estudo, cuja proposta deve ser apresentada pela Aneel.

Também pode ser utilizada para acesso à essa rede banda larga a infraestrutura pública de TV digital, cujo edital para escolha do parceiro na PPP que fará a operação da rede será lançado até o final do ano, também deve ser incluída no projeto.

A questão da Eletronet também foi discutida. A conclusão é que essa é uma das possibilidades importantes, mas o presidente Lula mostrou-se especialmente irritado com as decisões judiciais que amarram o uso deste ativo. Durante a reunião, decidiu-se que a Advocacia Geral da União deverá interceder para agilizar a liberação definitiva desta infraestrutura ao governo.

Resta saber se o presidente Lula vai conseguir resolver a questão sem acabar com as Agências reguladoras ou sem demitir alguns ministros. Difícil.

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BRASIL PRECISA AVALIAR MELHOR OS GASTOS COM EDUCAÇÃO

15 Setembro, 2009

Brasil precisa melhorar indicadores educacionais, diz especialista

Amanda Cieglinski
Enviada Especial

São Paulo – Os indicadores educacionais do Brasil precisam ser ampliados e ir além da análise de desempenho dos estudantes, defendeu a coordenadora de programas da Ação Educativa, Vera Masagão, durante debate hoje (15) sobre os dois anos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Uma das principais ações do PDE, lançado em 2007, foi a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), uma espécie de termômetro da qualidade da educação. Ele leva em consideração o desempenho dos alunos nas avaliações que medem as competências em matemática e linguagens, além das taxas de aprovação e reprovação.

Para Vera, o Ideb é um indicador importante e produziu um bom impacto nas ações políticas dos gestores. Mas é necessário avaliar outras duas dimensões que compõem o universo escolar: a distribuição dos recursos e insumos escolares que influenciam na qualidade do ensino.

A especialista ressalta que nem sempre os recursos do orçamento da educação são alocados na área. “Em São Paulo a gente tem um programa de distribuição de leite para os alunos que custa R$ 200 milhões. Enquanto isso, o programa de formação de professores alfabetizadores custa R$ 17 milhões”, compara.

O ideal seria criar um indicador que pudesse medir exatamente o que é gasto em educação para avaliar o que está “dando certo em termos de investimento”. Outra dimensão que precisa ser avaliada, segundo Vera, são fatores como o corpo docente e a infraestrutura da escola.

“Precisamos saber qual é o regime de trabalho do professor, se a escola tem biblioteca, se tem computador, se tem papel higiênico nos banheiros, independentemente se isso vai interferir na nota de matemática ou não. A gente pode considerar todas essas coisas como valores”, disse.

Ainda sobre o Ideb, Vera disse que o índice não foi assimilado por professores e recomenda que os docentes recebam mais informações sobre o formato de avaliação do exame. “A prova não tem uma boa matriz pedagógica para orientar os professores. Eles não conseguem compreender bem o que está sendo medido”, afirmou.

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O GASTO COM CAÇAS E SUBMARINO NUCLEAR SERÁ INÚTIL SE PSDB CHEGAR AO PODER EM 2010

11 Setembro, 2009
Caça Rafale francês, um dos concorrentes a equipar a Aeronáutica

Caça Rafale francês, um dos concorrentes a equipar a Aeronáutica

A compra/parceria do Brasil para adquirir tecnologia de caças e do submarino nuclear será um dinheiro jogado fora caso o PSDB ganhe as eleições presidenciais em 2010.

Isso porque só faz sentido investir tanto dinheiro em tecnologia militar agora se o governo tiver o objetivo explícito de proteger as megajazidas de petróleo descobertas no pré-sal. Caso o PSDB ganhe as eleições em 2010 e repita o que fez o governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso), os campos de petróleo vão para licitação e ficarão facilmente com as multinacionais. Daí não faz sentido proteger os campos, visto que o próprio Estados Unidos e outras nações desenvolvidas estarão decididas a proteger suas próprias empresas, ou melhor, “nossas reservas”.

Segundo matéria da Carta Capital desta semana, a Indonésia entregou suas reservas de petróleo no mesmo sistema adotado pelo PSDB e as empresas estrangeiras foram ‘eficientes”. Retiraram todo o petróleo e exportaram a 2 dólares. O petróleo acabou e agora a população daquele país paga 70 dólares para importar.  É preciso planejamento de estado, inegavelmente. O governo sabe que tem muito petróleo debaixo do mar.

Um sistema de segurança razoavelmente presente no mar tende a afastar aventureiros. Como disse o diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella (site do PHA), os EUA não invadiram o Iraque por causa das tâmaras.  Apesar de as Tâmaras serem muito gostosas…

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8 Setembro, 2009
Tá faltando o S do BNDES

Tá faltando o S do BNDES

O governo Lula acerta ao tentar implantar um sistema de compra de computadores para professores, mas erra ao fazer um plano que as Casas Bahia e outras empresas do ramo possuem.

A taxa de juro apresentada pelo governo e cobrada pela Caixa Econômica Federal para que professores comprem computador é muito alta, cerca de 26% ao ano. Enquanto isso, um grande empresário pode comprar máquinas e equipamentos em geral  pelo Finame com 4,5% ao ano via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). Em um financiamento de dois anos pelo programa do governo, o professor leva um e paga um e meio. Não dá.

Ora, um país que precisa investir em educação, não pode ter essa diferença e privilégio. É correto que o BNDES financie empresários com taxas baixas. Isso é ótimo para o Brasil, mas o S do BNDES não está funcionando bem. No caso da educação, o governo não precisa nem mudar de nome. Pode chamar de Finame (Financiamento nacional para melhorar a educação).

Outra alternativa é permitir que governos, empresas da árrea de educação ou  municípios comprem computadores para professores no atacado via Finame e descontem sobre o holerite. A empresa, município  ou o estado podem até ganhar, cobrando juro administrativo de 1% ao ano. Assim, o professor pagaria cerca de 6% ao ano e todo mundo ganharia.

Mas o grande problema da informatização na educação não é a compra de computadores que, como disse, pode ser feito nas Casas Bahia. O problema é a banda larga. Sem banda larga, o computador fica muito limitado. O governo precisa investir para baratear o custo da internet. De que adianta financiar computador se a internet terá um custo de mais de R$ 100 por mês. Quase nada.

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29 Agosto, 2009
Amorim inseriu o Brasil na geopolítica internacional (foto:ABr)

Amorim inseriu o Brasil na geopolítica internacional (foto:ABr)

A Unasul (União das Nações Sul-americanas) é mais uma grande empreitada da diplomacia brasileira. Pela primeira vez na história, países sul-americanos estão debatendo interferências norte-americanas em território abaixo da linha do equador. A Unasul é mais uma articulação de Celso Amorim e da diplomacia brasileira, uma diplomacia que evitou que o Brasil afundasse na crise hipotecária americana ao fomentar as relações comerciais com a África, Ásia e países da América do Sul nos primeiros anos do governo Lula.

A Unasul é um grande sucesso diplomático dos países do continente, que criaram um fórum de debates que coloca o continente em um novo patamar político na geografia internacional.  O fato de a reunião realizada na Argentina não ter chegado a uma conclusão é o menos importante desta história. De 10 reuniões em fóruns internacionais, 9,9 não chegam a consenso algum, mas são importantes para estabelecer caminhos e nortes nas políticas internas de cada país.

Há sem dúvida neste momento uma inflexão histórica trazida pela Unasul. A América do Sul, apesar das divergências, sai desses encontros como uma região integrada em um fórum de segurança.

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27 Agosto, 2009
Bancada ruralista tem empréstimos subsidiados, mas não quer aumentar a produtividade

Grandes fazendeiros têm empréstimos subsidiados, mas não querem aumentar a produtividade

Dois temas importantes que entraram em debate nesta semana mostram que o governo de Lula é progressista e tenta melhorar as condições de vida da sociedade. O problema é a própria sociedade, o PMDB, os ruralistas e a elite econômica e suas organizações.

O primeiro tenta reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas. A redução é mínima, não deixaria nenhum empresário mais pobre, mas ajudaria em muito o país ao gerar novos empregos, além de diminuir o desgaste do trabalhador e dar melhor condição de vida, principalmente para profissões mais desgastantes.

Mas as entidades empresariais atuam de forma ideológica, disposta a não ceder nada. Querem apenas receber investimento de infraestrutura, financiamento com juros baixo e outros tantos projetos importantes realizados pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A elite econômica organizada do país tem um simples pensamento: “quero tudo e não cedo nada”. A proposta é defendida pelo governo, pelo ministro do Trabalho, Carlos Luppi, mas não adianta.

O segundo tema importante é o aumento do critério de produtividade da terra para reforma agrária, que tem critérios definidos com parâmetros de 1975. Esse é um tema dos mais importantes e necessários. O índice de produtividade está desatualizado e impede que áreas bastante improdutivas sejam desapropriadas para reforma agrária.

A reforma agrária no Brasil também não avança, mesmo com o governo Lula.  Os ruralistas travam qualquer avanço, qualquer migalha, mas arrastam infinitamente os empréstimos em bancos públicos.  Isso é razão ideológica.  A mudança não vai afetar nenhuma propriedade produtiva, não vai retirar um centavo do bolso dos ruralistas, mas eles não admitem qualquer avanço.  O Brasil se arrasta.

É por essas e outras que continuamos no terceiro mundo, mesmo tento o governo do presidente Lula tentado melhorar a situação. No governo anterior, o debate era outro: tirar direitos dos trabalhadores, privatizar e criar leis para dificultar a reforma agrária.

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24 Agosto, 2009

As faces da mentira

Do blog do Nassif

A esta altura, até pela leitura da Época – que pertence ao mesmo grupo – O Globo sabe que a tal reunião entre Lina e Dilma não existiu. A Folha sabe, o Estadão sabe.

Mas a intenção do jogo não era chegar à verdade. Era mentir sistematicamente até que a pecha de mentirosa pegasse na vítima. Em plena segunda, com a trama desvendada, prosseguem mentindo.

Matéria de capa de hoje de O Globo (na foto, o diretor de redação Rodolfo Fernandes):

Dilma sai de cena para evitar desgaste

Matéria interna:

Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a ministra se enfraqueceu muito com o episódio de Lina Vieira e não se sustenta mais como candidata do governo à sucessão de Lula.

- Ela mentiu muito, foi mentindo, mentindo, mentindo, e agora querem tirá-la de cena para repaginar seu currículo. Por conta dela mesma, despencou, e é irreversível. Esse remendo em pneu velho não surte efeito, tem que trocar o pneu. Se o governo não trocar de candidato, vai perder por antecipação. O brasileiro não quer um presidente mitômano – avalia.

Demóstenes é o sujeito que participou da mentira com Gilmar Mendes em torno do grampo falso da Veja.

Na Folha (na foto, o diretor de redação Otávio Frias Filho), o grande pensador Fernando Rodrigues cria o conceito de “patrimonialismo da informação” para abordar exclusivamente a falta de imagens no sistema do Palácio. Dias antes, escreveu um artigo inteiro chamando a Ministra de mentirosa – com base em uma mentira. Anos atrás, passou um mês dando sobrevida a uma armação de sua fonte preferida – Gilberto Miranda – o dossiê Cayman.

Internamente, nenhuma matéria do jornal sobre o desmascaramento de Lina.

No Estadão (na foto, o diretor de redação Ricardo Gandour), também nenhuma menção ao dia 19 – dia que Lina dava como sendo da suposta reunião. A matéria fala que a base se mobiliza para evitar a convocação de Dilma.

Pergunto, em que mundo estão? Graças à Internet, esse factóide foi desmontado. Centenas de milhares de leitores de Internet – dentre os quais, os melhores leitores do Estadão, Folha e Globo – sabem que estão sendo enganados, ludibriados, sabe que mentiram para eles.

Onde se pretende chegar? O Estadão faz um drama com a decisão do desembargador em proibir a divulgação de um tema sob sigilo da notícia. Pergunto ao Gandour: qual o direito que tem um jornal de manipular a informação, de mentir e, depois de descoberta a mentira, não se corrigir?

Como se pretende alçar a liberdade de imprensa ao panteão das grandes liberdades civis, com essa desmoralização persistente? Não percebem que estão fazendo o jogo dos inimigos da democracia, que estão legitimando o chavismo? Quando irá cair a ficha desses destrambelhados?

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