MERCADO FINANCEIRO ACREDITA EM JURO MAIS ALTO, MESMO COM QUEDA DA INFLAÇÃO

11 Agosto, 2008

Mesmo com a inflação em baixa, empresas do mercado financeiro e analistas econômicos querem (ou acreditam em) aperto de juros. Veja notícia abaixo: eles acham que a inflação será menor, mas os juros serão maiores. Se ocorrer isso, a economia pode diminuir o ritmo neste semestre. Juro alto com inflação baixa é bom para quem aplica no mercado financeiro, principalmente porque fica mais fácil atrair (e administrar) dólares de estrangeiros.

Inflação volta a ficar na meta, segundo projeção de analistas

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a ficar dentro do limite da meta de inflação para este ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a estimativa caiu de 6,54% para 6,45%. Essa é a segunda redução consecutiva.

O centro da meta de inflação é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior, de 2,5%. Para 2009, que tem a mesma meta, a projeção dos analistas permanece em 5%.

A expectativa de menor inflação este ano é acompanhada de projeção de maior aperto monetário. De acordo com o boletim, os analistas aumentaram a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para controlar a inflação, de 14,50% para 14,75% ao final deste ano. Para 2009, permanece a perspectiva de 14%.

Neste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 1,75 ponto percentual. Atualmente os juros básicos estão em 13% ao ano.


NO MEIO DO CAMINHO HAVIA INFLAÇÃO, E AGORA JOSÉ?

2 Julho, 2008

Quem já estabeleceu metas e planos na vida, seja profissional ou pessoal, de empresa ou instituição, sabe que há uma diferença grande entre teoria e prática, ou seja, entre o que foi idealizado e o que se realiza de fato.

O Brasil estabeleceu uma meta de inflação de 4,5% este ano. Ótimo. Mas no meio do caminho, ou no meio do ano, tivemos uma inflação originada por grande influência internacional, principalmente pela elevação dos preços do petróleo, alimentos e comódites (commodities). O que fazer? Ora, replanejar a meta de inflação. Se o Banco Central estabelecer, diante dos acontecimentos, uma nova meta, por exemplo, de 6,5%, o Brasil poderá cumprir a meta, apesar do rejuste no meio do ano. No próximo ano, incia-se novamente com a meta de 4,5% e ajusta-se de acordo com os acontecimetnos internos e externos. Afinal, é uma meta ou um dogma?

O Banco Central faz isso com seus boletins sobre as perspectivas econônicas. A cada mês a previsão muda. Além disso, 6,5% é uma inflação de primeiro mundo. Não corrói tanto o salário e permite que o país tenha expansão econômica. Se decidir fazer uma perseguição implacável aos 4,5%, haverá grande chance desaquecer a economia.

O plano de metas de inflação deve ser entendido como um plano de metas. Ou seja, busca-se e planeja-se manter uma meta de inflação. Este ano, a meta está programada


ALIMENTOS CONTINUAM PRESSIONANDO INFLAÇÃO

3 Junho, 2008

Inflação medida pelo IPC-S avança em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou, no fechamento do mês de maio, em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), conforme dados divulgados hoje (3).

Em São Paulo, capital com o maior peso na formação do resultado do IPC-S, a taxa subiu de 0,95% para 1,11%. A única capital a apresentar recuo na taxa de variação foi Porto Alegre, que passou de 1,02% na última apuração para 0,84%.

A média para as sete capitais, segundo informou ontem (2) a FGV, ficou em 0,87%, contra 0,72% do levantamento anterior.

O avanço foi puxado principalmente pelos preços dos alimentos, que subiram 2,33%, apresentando o maior percentual desde a primeira semana de fevereiro de 2004 (2,36%).

O IPC-S foi calculado pela FGV com base nos preços coletados entre 1º de maio e 31 de maio e comparados aos vigentes no período de 1º de abril a 30 de abril.