HUMOR REAL: BÊBADO DRIBLA JORNALISTA ABSTÊMIO

21 Outubro, 2009

EXTRA EXTRA! GRITARIAM OS GAROTOS NO TEMPO SEM INTERNET: BLOG DO PAULO HENRIQUE AMORIM TEM MAIS ACESSOS DO QUE A REVISTA VEJA INTEIRA

19 Outubro, 2009
E agora Veja: jornalismo ou militares?

E agora Veja? Fazer jornalismo ou chamar os militares?

A notícia de hoje no site do jornalista Paulo Henrique Amorim é mais um capítulo inestimável para a história do jornalismo contemporâneo.

Um blog de um jornalista tem mais acesso, e põe mais acesso nisso, do que a revista Veja inteira, que é a revista de maior circulação do Brasil e uma das maiores também do mundo.

Com certeza a Veja não é a que mais vende porque algumas pessoas que conheço recusaram a revista mesmo de graça. Parte da circulação da revista é dada de graça para os leitores que suportam. (É a velha história, de graça até injeção na testa).

É possível que o blog de Luis Nassif também bata a revista Veja. Tentei calcular, mas só aparece a pontuação do Ig (cujo blog do Nassif faz parte)  que é o 12° site mais acessado no Brasil. Para se ter uma idéia, o Conversa Afiada está perto do 2 mil, a Veja nos 12 mil.  O Educação Política está em 114 mil.

Quem quiser fazer o cálculo do seu site ou blog, basta acessar o site da Alexa, colocar o endereço e clicar em Go.

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ESTADÃO NÃO QUER INTERNET BANDA LARGA PARA OS BRASILEIROS; JORNAL PUBLICA MATÉRIA FALSA, DIZ VIRGÍLIO FREIRE

5 Outubro, 2009

O ataque à possibilidade de o Brasil democratizar a informação na internet  já começou. As grandes empresas de telecomunicação não vão perder tempo e vão jogar pesado contra a possibilidade de a população do Brasil poder se informar melhor e de mudar o verdadeiro desastre que é a internet banda larga no Brasil.

Há dois interesses muito bem casados contra a internet acessível e barata para toda a população: o das empresas de telecomunicação que cobram uma fortuna por um serviço de péssima qualidade e o dos grandes veículos de mídia, que não querem concorrentes nem profissionais que deixam transparente as omissões e a pequenez presente no jornalismo.

Mostrei na postagem  (BANDA LARGA QUE GOVERNO LULA PRETENDE IMPLANTAR DEVE SER UMA REDE NEUTRA, APENAS A ESTRUTURA FÍSICA ) que o Brasil fará isso se as empresas deixarem.

Elas vão fazer de tudo para impedir que a internet melhore. A ofensiva já começou.

É o que demonstra uma postagem de Virgílio Freire, sobre uma matéria que saiu domingo (ontem) no Estadão.

Veja alguns trechos abaixo:

A matéria é visivelmente anti-governo e pró-empresas privadas.

Já neste parágrafo inicial o jornalista deixa claro sua posição de que “a criação de uma estatal para o setor “preocupa” as empresas privadas”.

Não se dá ao trabalho de explicar ao leitor que a privatização foi um desastre, que as empresas privadas estão operando TODAS há dez anos, e até hoje não deram ao Brasil uma rede de Banda Larga adequada.

Recentemente, a qualidade do serviço de banda larga no Brasil foi considerado insuficiente para as necessidades atuais, de acordo com um estudo mundial conduzido pelas universidades de Oxford e Oviedo e patrocinado pela Cisco.

(…)

O modelo de competição elaborado pelo PSDB não funcionou, evidentemente. O modelo de Telecom também não. Está na hora de rever, e definir onde o Estado deve atuar.

Convém lembrar que na Europa, o país mais evoluído tecnologicamente é a França, onde existe atuação do Estado sempre que necessário, e a Inglaterra de Margareth Thatcher totalmente entregue à iniciativa privada é um fracasso.

Apenas como um exemplo, o trem que liga Londres a Paris é obrigado a uma velocidade de menos de 200 km/h no território inglês por falta de investimentos na ferrovia para modernizá-la, e no território Francês chega a quase 300 km/h – os franceses investiram no TGV, o Trem de Grande Velocidade.

O modelo privatista e defensor do capitalismo selvagem de Thatcher e Reagan mostrou-se inadequado, e até os Estados Unidos acabam de estatizar bancos e seguradoras…

(…)

O Prof. Sundfeld, único “especialista” consultado pelo repórter, “participou da equipe que elaborou a Lei Geral de Telecomunicações”.

O jornalista “esqueceu” de dizer que a Lei Geral de Telecom foi feita pelo governo FHC, especificamente pelo Sr. Sergio Motta, que era o arrecadador de fundos para a campanha de reeleição de FHC.

A Lei Geral foi feita por pessoas comprometidas com Sergio Motta, com o PSDB e com FHC. Logo, não é uma opinião isenta. Jamais o prof. Sundfeld irá reconhecer o fracasso da lei que ajudou a gerar nem do modelo que os tucanos implantaram no país.

(…)

Veja abaixo a outra notícia na mesma página do jornal.
Domingo, 04 de Outubro de 2009
Fora do Brasil, governo não entra na operação

“Até mesmo em mercados desenvolvidos existem planos de estímulo à banda larga. Mas esses planos não incluem a criação de estatais. Fabio Colasanti, diretor geral para a Sociedade da Informação e Mídia da Comissão Européia, afirmou que, na Europa, o governo pode instalar infra-estrutura de passagem, como dutos e até fibras, e depois oferecê-la de maneira isonômica à iniciativa privada. “Nos EUA, o governo cria incentivos tributários e financiamento, e deixa para o setor privado a construção das redes”, disse Meredith Baker, conselheira da Federal Communications Commission (FCC), agência reguladora dos EUA.”

A matéria acima é falsa.

Em primeiro lugar, na França o governo participa de iniciativas estratégicas como é o caso da implantação de uma rede universal de Banda Larga.

Em segundo lugar, o jornalista não tentou se informar sobre o modelo de Banda Larga que a comunidade de Telecom está discutindo com grande interesse no momento, o da Austrália.

Seminários, artigos nos informativos especializados, citam o caso australiano, e no entanto a matéria do Estadão o ignora. Talvez porque na Austrália irão criar uma estatal. Sim , uma estatal. Mas que não irá concorrer com as grandes operadoras. Eis como será feito.

O governo irá investir 48 bilhões de dólares, numa estatal que vai implantar os meios, ou seja, fibras óticas, cabos, torres, sistemas de microondas, etc.

Esta empresa vai alugar suas facilidades, ou meios, a todas as operadoras, grandes e pequenas.

Em suma, é uma empresa de atacado. Totalmente neutra do ponto de vista concorrencial.

Eventualmente, onde ninguém se interessar em atender, algum rincão longínquo da Austrália, ela poderá servir diretamente o publico.

Esse é um modelo a ser estudado e considerado no Brasil, e me parece que é algo semelhante que o Ministério do Planejamento está analisando para que seja a forma de atuação da Telebrás.
Em suma o governo está no caminho certo. O desastre da Telefonica em São Paulo é a maior prova disso. (Texto integral no site de Vírgilio Freire)

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JORNALISTAS DO ESTADÃO DERAM UM TOMBO NA FOLHA DE S.PAULO NO VAZAMENTO DA PROVA DO ENEM DA GRÁFICA DA FOLHA

4 Outubro, 2009
Folha sente o baque dado pelos jornalistas do Estadão

Folha sente o baque dado pelos jornalistas do Estadão

GRÁFICA DA FOLHA NÃO DÁ ENTREVISTA PARA JORNAL DA FOLHA

Os jornalistas da Estadão que avisaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o vazamento da prova do Enem deram um tombo sem tamanho na Folha de S.Paulo.

A Folha  está perdidinha. Passou a ficar na retranca com o vazamento que saiu de dentro de empresas de que é sócia-proprietária.

Os acusados pelo crime foram indiciados pela Polícia Federal e são ligados à políticos do PMDB e PSDB (Desabafo País).

Veja abaixo a situação da Folha de S.Paulo, tentando se defender e citando a matéria do  Estadão e agora o programa Fantástico da Rede Globo. É um vexame.

Dentro de suas próprias barbas, tem de fazer jornalismo citando os concorrentes. A Folha não sabe o que a gráfica da Folha vai fazer. É incrível.

Gráfica (da Folha!) nega que investigado por vazar Enem seja seu funcionário

A gráfica paulista contratada pelo consórcio Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção) para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) negou que um dos investigados pelo vazamento do caderno de questões seja seu funcionário. O exame, que ocorreria neste fim de semana, foi adiado.

A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, afirma em nota divulgada ontem que foi procurada pela Polícia Federal para prestar informações sobre um dos investigados.

“Após levantamentos, a Plural informou à polícia que tal pessoa não é e nunca fez parte de nosso quadro de funcionários e colaboradores”, diz a nota assinada pelo diretor geral da gráfica, Carlos Jacomine.

A gráfica ressalta na nota que “cumpriu rigorosamente” todas as determinações do contrato em relação à segurança, como também tomou medidas adicionais às previstas. A empresa também se colocou à disposição das autoridades e informa que tem colaborado com as investigações.

Indiciamento

Ontem, a Polícia Federal indiciou o empresário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid por suspeita de vazar a prova do Enem. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” publicada neste domingo, eles foram ouvidos ontem pela PF de São Paulo e liberados.

Segundo o jornal, Gregory afirmou que teria sido Felipe Pradella quem conseguiu as provas e as repassou a ele. O plano era vender o exame “para repórteres” e “levantar um dinheiro”. (Texto integral na Folha)

Outra:

Gráfica (da Folha!) vai entregar 1.200 horas de gravações à PF para ajudar na investigação do Enem (segundo o Fantástico, da Rede Globo!)

A gráfica Plural, contratada pelo Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção) para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), vai entregar 1.200 horas de gravações das câmeras de segurança no local para a Polícia Federal, segundo o programa “Fantástico”, da TV Globo. (Texto integral na Folha)

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3 Outubro, 2009
A participação de Lula foi decisiva para a escolha do Rio

A participação de Lula foi decisiva para a escolha do Rio

O povo brasileiro, os líderes mundiais e a mídia internacional já respeitam e consideram o presidente Lula como um dos mais importantes líderes do mundo, não só pela condução da economia, mas pelas transformações sociais internas e relações diplomáticas externas. Isso é fato.

O presidente Lula foi decisivo para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, mas é inacreditável como os grandes meios de comunicação no Brasil ressentem em reconhecer a decisiva presença de Lula.

A grande mídia não consegue olhar a realidade acima de paixões mesquinhas e dos interesses políticos menores.

Não é por acaso que no último ano aumentou em 50% o número de brasileiros que consideram a midia parcial.

Veja o comentário de um internauta no site do Nassif
Por walden
Na primeira página, O GLobo diz que “Havelange e Pelé foram decisivos”. São patéticos!

O jornal Hoje da Rede Globo tenta provar que filme de Meirelles foi decisivo: Veja que patético.

Veja também o texto sobre o tema no blog do Azenha:

A elite está se roendo. A elite odeia o Brasil

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1 Outubro, 2009
Charge Bessinha

Charge do Bessinha

A credibilidade da mídia despencou em queda livre no último ano. A queda foi de 18 pontos percentuais entre julho de 2008 e julho de 2009, período em que foram feitas duas pesquisas pelo Vox Populi. Em apenas uma ano, 30% dos entrevistados que acreditavam na imparcialidade da mídia deixaram de acreditar.

Os levantamentos foram encomendados pelo Centro de Referência do Interesse Público (Crip) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2008, 60% dos entrevistados acreditavam em uma mídia imparcial, atualmente esse percentual é de 42%. A percepção de que a mídia é parcial subiu 50%, saltando de 26% para 39%.(veja tabela abaixo)

É difícil imaginar o que causou tamanha queda de credibilidade. Pode ser a crítica da mídia presente blogosfera, pode ser a insistência da mídia em criticar acertos do governo Lula, pode ser o jornalismo de quinta categoria da revista Veja, pode ser a publicação de spam pela Folha de S. Paulo etc.

Pode ser muita coisa. Se o internauta tiver alguma ideia, mande um comentário. Por que será que as pessoas estão deixando de acreditar na mídia?

O fato é que os donos dos grandes meios de comunicação do Brasil devem ficar preocupados. Um candidato a presidente caiu 4% na última pesquisa e chamou uma reunião para analisar.

Talvez seja hora de rever conceitos para a credibilidade não começar a doer no bolso. Caso contrário, terão de bater na porta do quartel, como em 64. Esperamos que a segunda alternativa não seja a mais fácil.

PS: Vale ressaltar que o indivíduo que responte na pesquisa que a mídia é imparcial (termo não aplicado dentro do jornalismo), tem grande propensão a tomar a mídia como confiável e com credibilidade. Diferentemente de quem a considera parcial, ou seja, pelo menos não totalmente confiável.

Em sua opinião, a mídia costuma ser mais: 2008 2009
Imparcial 60%

42%

Parcial 26%

39%

Não sabe/não respondeu 14% 19%
Total 100% 100%
Número de entrevistados 2421 2400

Fonte: Relatório de pesquisa de opinião pública – Interesse Público e Corrupção – julho/2008 e julho/2009 – Vox Populi e CRIP (link em pdf do Contas Abertas)

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14 Agosto, 2009

Em reportagem para se defender da Rede Globo, Rede Record mostra a situação dramática da concentração da informação no Brasil. Na verdade, não há nada de ruim na briga entre Record e Globo.

É o melhor que se poderia acontecer para o Brasil. A grande mídia sempre foi corporativa e omissa com relação às suas faltas. Sempre acomodadas em seu quinhão do mercado, ninguém perturbava ninguém. Se fôssemos verificar o problema por trás de cada emissora, não existiria televisão no Brasil.

A pergunta que fica é a seguinte: e quem não tem uma rede de televisão para se defender?

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8 Agosto, 2009
Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Biondi: uma referência no jornalismo brasileiro

Um ótimo local para conhecer um pouco de jornalismo, economia e os anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República é visitar o site O Brasil de Aloysio Biondi,  dedicado ao jornalista. Lá há vasto material sobre os textos  do jornalista, que publicou mais de 2 mil artigos em 44 anos de jornalismo.

Biondi escrevia bem,  com conhecimento e se apresentava como uma das poucas vozes dissonantes dentro da grande imprensa durante os anos 90. Esse período, marcado por FHC na presidência, foi o do pensamento único do neoliberalismo, tanto na política quanto na mídia. Entre outros feitos, Biondi antecipou que o modelo de privatização do sistema elétrico durante o governo de FHC iria provocar apagão. Não deu outra e até hoje o consumidor paga a conta com as termoelétricas. Veja abaixo um texto do autor sobre educação em 2000.

Educação, falsa prioridade

Jornal Diário Popular , sexta-feira 5 de maio de 2000
Por Aloysio Biondi

A toda hora você vê na televisão aqueles anúncios do governo mostrando maravilhas que estariam sendo realizadas na área da Educação: crianças trabalhando em computadores, idosos que foram alfabetizados, jovens realizando pesquisas em laboratórios de ciências, um verdadeiro paraíso. O IBGE e o próprio Ministério das Comunicações estão divulgando estatísticas que mostram uma realidade bem diferente. Não passa de uma invencionice, sempre repetida pelo presidente da República, a história de que o governo FHC está fazendo uma ‘‘revolução na Educação’’, beneficiando os trabalhadores e suas famílias. O que os dados do próprio governo revelam?

* Analfabetismo — Há, no Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas, acima dos 15 anos, analfabetas e semi-alfabetizadas. Os programas de Alfabetização Solidária, sobre os quais o governo e empresas fazem tanta propaganda, atenderam a apenas 700 mil pessoas no ano passado. Os analfabetos, pelos critérios do IBGE, continuam a representar nada menos de 13,5% dos brasileiros acima dos 15 anos. Mas esses 13,5% são a média nacional, que é puxada para baixo pelos resultados do Sul/Sudeste, onde a taxa é de 4% a 5% de analfabetos (isto é, os pobres e seus filhos). No Nordeste, ela chega a incríveis 27,5%.

* Computadores — Segundo os dados do MEC, no ensino fundamental (primário), apenas 12% das escolas estaduais têm laboratórios de informática. No Nordeste, apenas 1,5% das escolas têm computadores. Para os laboratórios de ciências, o quadro mostra as mesmas deficiências prejudiciais à qualidade do ensino e aprendizados: apenas 17% das escolas estaduais possuem essas instalações.

* Bibliotecas — Toda a propaganda em torno da distribuição de livros didáticos encobre outra realidade: ela existe em apenas 4% das escolas rurais, em 10% das escolas municipais, e em metade das escolas estaduais.

* Energia elétrica — Não dispõem sequer de energia elétrica 65% das escolas primárias do Norte, 55% do Nordeste e 25% do Centro-Oeste. (O governo promete começar a atacar o problema, com a compra de pequenos geradores elétricos para as escolas…).

* Repetência — Mais de dois terços dos alunos de primeiro grau, no Brasil, já repetiram alguma série, e por isso estão ‘‘atrasados’’ — problema que os críticos relacionam à falta de condições das escolas e à vida miserável de vastas faixas da população. Para enfrentar esse problema, que os técnicos chamam de ‘‘defasagem série-idade’’, o governo criou a ‘‘promoção automática’’, que piora ainda mais o nível de aprendizado das crianças brasileiras. O governo diz que outra arma contra a repetência são as ‘‘classes de aceleração, onde os alunos muito ‘‘atrasados’’, isto é, muito velhos para as séries que estão frequentando, recebem atenção especial, aprendem e conseguem completar duas séries em um só ano. A verdade? Para 35 milhões de alunos no ensino fundamental e médio, somente 1,2 milhão de estudantes tiveram direito às classes de recuperação em 1998 e 1999.

O Paraíso da Educação, para o bem do povo, não passa de propaganda. (O Brasil de Aloysio Biondi)

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GOVERNO LULA NÃO TEM SAÍDA, É PRECISO NEGOCIAR O TEMPO TODO COM 300 PICARETAS QUE CHANTAGEIAM O GOVERNO

FÓRUM DOS PROFESSORES DE JORNALISMO: FALTOU CONHECIMENTO DOS MINISTROS SOBRE A PROFISSÃO E PREJUDICOU A DEMOCRACIA BRASILEIRA

24 Junho, 2009

Supremo julga jornalismo pelo que ele não é e atribui superpoder de regulação às empresas do setor
Da Redação/FNPJ

Edson Luiz Spenthof

Duas premissas equivocados constituíram a base de argumentação do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, do Ministério Público Federal e de oito ministros do STF para derrubar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Com premissa errada, a conclusão só poderia repetir erro.

A primeira é a de que a atividade profissional do jornalista seria a do exercício da opinião, cujo direito estaria, portanto, impedido pela exigência de qualquer diploma. Assim, o jornalismo foi julgado pelo que não é.

O jornalismo opinativo faz parte da fase embrionária da imprensa. Na atualidade, porém, o jornalista produz informações novas (conhecimento) acerca da realidade e faz a mediação das diversas opiniões sociais que disputam visibilidade na esfera pública. Por dever ético e eficácia técnica, ele não expressa a sua própria opinião nas notícias e reportagens que escreve.

Trata-se de atividade profissional, remunerada, e não gozo de direito fundamental, o que torna a medida do STF, além de equivocada, ineficaz. Mas ela teve uma consequência ainda pior, caminhando no sentido contrário ao anunciado: eliminando a necessidade não só de qualificação, mas também de fiscalização e registro em órgão de Estado (Ministério do Trabalho), o Supremo acabou com qualquer proteção ao cidadão, transferindo o poder de regulação para as empresas do setor.

E se o jornalista passou a ser aquele que meramente expressa a sua opinião, quem provê a sociedade de notícias e intermedeia as opiniões sociais? Destituindo essa função de qualquer requisito em termos de conhecimento, a decisão do STF criou séria restrição a outro direito humano fundamental, o de receber informações de qualidade, um direito-meio para o pleno exercício da cidadania.

A segunda premissa equivocada é a de confundir diploma com “restrição de acesso”. O critério para decidir se um diploma deve ser obrigatório não é, como disseram os ministros, a capacidade inequívoca, cristalina, para evitar erros e danos à sociedade, porque nenhum diploma garante isso. Prova disso são os inúmeros erros médicos, jurídicos e de engenharia cotidianamente noticiados. Em vez disso, o critério mais adequado é a capacidade efetiva de um curso para qualificar serviços fundamentais para os indivíduos e para as sociedades, como é o jornalismo nas complexas sociedades contemporâneas.

Na verdade, o diploma universitário democratiza o acesso à profissão, na medida em que se dá não pelo poder discricionário do dono de mídia, mas via instituição de ensino, que tem natureza pública e cujo acesso, por sua vez, se dá mediante seleção pública (vestibular) entre todos os pretendentes à determinada profissão. Pelo menos era assim também no jornalismo até o fatídico 17 de junho de 2009. Leia o resto deste post »


RODRIGO VIANNA MOSTRA QUE O MEIO FAZ O JORNALISTA; FERNANDO BARROS E SILVA, QUEM DIRIA…

2 Junho, 2009

 Quem já leu Fernando Barros e Silva na Folha de S. Paulo entende a surpresa ao ler esse texto.

Na verdade Rodrigo Vianna está relevando a fórmula para entender a relação entre o governo Lula e a grande mídia.

Todos sabem que capitalismo precisa de concorrência, mas a pior coisa para o capitalista é a concorrência. Capitalismo com concorrência é algo que o Brasil não está acostumado, ainda mais na mídia. 

 

Dói no bolso: bateu o desespero na turma da ditabranda

Por Rodrigo Vianna

Depois de anunciar em editorial que a discussão sobre terceiro mandato é “assunto encerrado” (e, ao mesmo tempo, manchetar em primeira página a discussão sobre o terceiro mandato – numa demonstração de clara esquizofrenia), o jornal da ditabranda passou recibo sobre suas reais preocupações: é no bolso (dos Frias) que o avanço de Lula (e de Dilma) dói mais.

A “tese” está em artigo de Fernando Barros e Silva, na página 2 do jornal, intitulado “O Bolsa-Mídia de Lula”. Fernando não é só um articulista. Ele é o editor de Brasil. Por ele, passam as decisões editoriais mais importantes do jornal.

No artigo, Fernando analisa ”reportagem” da própria “Folha”, que mostra como Lula pulverizou a verba publicitária do governo: em 2003, 179 jornais receberam verbas federais; em 2008, foram 1.273. Lula fez o mesmo com rádios e com a internet.

Isso, ao que parece, não agradou o Fernando…

Vejam o que ele escreve: “a língua oficial chama [a tal pulverização de verbas] de regionalização da publicidade estatal e vende como sinal de ´democratização´. Na prática, significa que o governo promove um arrastão e vai comprando a mídia de segundo e terceiro escalões como nunca antes nesse país

O argumento é tão rasteiro que dá até dó. Quer dizer que quando a verba ia só para o “primeiro escalão” (onde, suponho, Fernando inclui a “Folha”) os governos anteriores também estavam “comprando a mídia”? É esse o jogo?

O “primeiro escalão” quer ser comprado sozinho? Sem concorrência? A tal pulverização dói no bolso, é isso Fernando? Se dói, melhor você arrumar argumentos melhores pra fazer o dinheirinho voltar pro bolso do chefe.

Fico a aguardar algum comentário sobre a decisão de José Serra, que mandou as escolas públicas de São Paulo assinarem “Folha” e “Estadão”- http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/20/as-bondades-para-2010/.  Aí pode? Nesse caso, Serra estaria também “comprando” apoio? Ou nem precisa?

Mais adiante, outra pérola do articulista ”ditabrandista”: Essa mídia de cabresto que se consolidou no segundo mandato ajuda a entender  e a difundir a popularidade do presidente. E talvez explique, no novo mundo virtual, o governismo subalterno de certos blogs que o lulismo pariu por aí“.

O Fernando tá chateado com os blogs porque eles fazem a crítica da “grande mídia”, reduzem o poder dos jornais, tiram de veículos como a “Folha” a aura de ”isentos formadores de opinião” 

Mas não precisa ficar tão nervoso, Fernando. Não julgue os outros com seus parâmetros.

Por último, adorei saber que  a popularidade de Lula não se deve aos programas sociais, nem ao suceso da economia, nem à formação de um amplo, e internacionalmente reconhecido, mecado interno de novos consumidores. Não, nada disso.  É pura propaganda do Lula!

Agora, eu entendi. Ainda bem que – apesar de ter cancelado a assinatura  – sigo recebendo o jornal que a família Frias insiste em mandar de graça pra minha casa.  É divertido (mas é também um pouco triste, confesso) ver como o desespero está tirando do sério até gente que eu respeitava, como o Fernando.

Como no caso da GM, é  “o fim de uma era”.

Por isso, bate mesmo o desespero. Eu entendo.

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