É genial. A tese absurda defendida por Gilmar Mendes em entrevistas foi assumida pelo juiz Ali Mazloum para indiciar o delegado Protógenes Queiroz. A tese é a seguinte: Polícia, Justiça e Procuradoria se uniram para prender bandidos. Ué! Mas não é para isso que são constituídas essas instituições do estado de direito brasileiro e liberal-democrático? Já está na hora de investigar a união de política, justiça e procuradoria para defender bandidos. Isso sim é que precisa de apuração. Ou estamos doidos!
Veja abaixo a nota da Associação dos Procuradores da República
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público esclarecer, em razão da matéria intitulada Juiz transforma Protógenes em réu por vazar Satiagraha, publicada na edição desta terça-feira (26/5) do jornal Folha de S. Paulo, que o fato de existirem telefonemas entre o Procurador da República, o Juiz Federal e o Delegado de Polícia Federal que funcionam em um processo não é motivo para lançar suspeição sobre a lisura da conduta destas autoridades públicas, uma vez que tais contatos são necessários para o esclarecimento acerca de medidas requeridas no curso de investigações criminais.
A ANPR ressalta que o Ministério Público é o titular privativo da ação penal pública, do que decorre a necessidade de acompanhar de perto o desenvolvimento das investigações policiais, sendo a atuação dos Procuradores da República pautada em princípios constitucionais, na defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis, no estrito cumprimento do dever funcional.Brasília, 26 de maio de 2009.Antonio Carlos Bigonha
Presidente da ANPR***
Veja também texto de Paulo Henrique Amorim e conheça o Juiz Ali MazloumO Juiz Ali Mazloum (*) pede à Polícia Federal que investigue a natureza dos telefonemas trocados entre a minha empresa (?), a PHA, e o ínclito delegado Protógenes Queiroz.A minha empresa, ainda que modesta, é bastante lucrativa, a ponto de pagar em dia seus inúmeros e competentes advogados, e ter vários números de telefones fixos, celulares e de rádio – todos devidamente grampeados, suspeito.O juiz não informa que número de telefone da minha empresa dialoga com o ínclito delegado.Apesar disso, o juiz convoca a Polícia Federal a investigar a troca de ligações suspeitas.O juiz pode ficar tranquilo.A Polícia Federal do Presidente Lula não precisa gastar tempo com isso.Poderia dedicá-lo a localizar o áudio do grampo sem áudio do Supremo Presidente do Supremo; ou a decifrar os HDs e pen-drives de Daniel Mendes, digo Dantas.
Eu confesso: eu uso os telefones da minha empresa e ligo para o delegado Protógenes.
Telefono também para o delegado Paulo Lacerda.
Para o Juiz Fausto De Sanctis.
Para os Procuradores De Grandis e Anamara Osório.
Para a Juiza Márcia Cunha.
Para o Mino Carta.
Para o Sergio Lirio, e Leandro Fortes, da Carta Capital.
Para Rubens Glasberg e o Samuel Possebon, da Teletime.
Para Luís Nassif.
Para o Luiz Roberto Demarco.
Os acima citados são vítimas de implacável cerco político e/ou judicial do passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas.
Eu jamais telefonei para o Juiz Ali Mazloum.
(*) O juiz federal Ali Mazloum é aquele que, graças a voto de Gilmar Mendes, foi excluído de ação penal por formação de quadrilha, na “Operação Anaconda” da Polícia Federal, a despeito da oposição do Ministério Público.
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(Glauco Cortez)