EU QUERO VER A RAINHA É BELEZA, INTELIGÊNCIA E SENSIBILIDADE SOCIAL NUM ÚNICO ATO

12 Agosto, 2008

A peça Eu Quero Ver a Rainha, de Fabiana Fonseca, é algo que vira do avesso o universo feminino. A atriz, que idealizou o projeto, conseguiu unir pesquisa e dramaturgia de uma forma intensa. Poderia ser um espetáculo para mulheres, mas fala também diretamente aos homens.
Ao ver a peça, gerada em uma sociedade tão determinada pelo vazio da produtividade e do lucro que se constrói sobre o universo feminino, vive-se um extasiamento. E nos faz pensar como foi possível chegar a tal resultado e a imaginar questões para além do campo teatral.
Fabiana Fonseca é uma mulher absolutamente linda, com seu belo corpo e delicado rosto, mas se constrói na peça como uma mulher competente e sensível às questões sociais e ao mundo desigual em que vivemos. Fabiana foge do esterótipo da beleza burra e contrói uma beleza sensível e competente. Fabiana é a Rainha, ou melhor, Totalmente Demais (Ouça).

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TEATRO DEVERIA SER POLÍTICA PÚBLICA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE

9 Agosto, 2008

Palco do Teatro Rondon Pacheco de Uberlândia

Uma ótima idéia aconetece em João Pessoa na Paraíba (veja texto abaixo), que é usar o teatro para educação no ensino de questões da saúde. Essa deveria ser uma política pública. O teatro pode ser uma ferramenta importantíssima para a educação, ainda que seja muito mais do que isso. As escolas públicas deveriam ter dramaturgia como disciplina obrigatória. Além de educar de uma forma lúdica e criativa, construiríamos com certeza uma indústria fortíssima na área teatral.

Agentes usam técnica teatral para ensinar bons hábitos de saúde às comunidades

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Encenar situações da vida real em pequenas peças foi a forma que agentes comunitários de João Pessoa, capital da Paraíba, encontraram para ensinar bons hábitos de saúde às pessoas da comunidade onde eles vivem e trabalham. É o projeto Agente Ator Comunitário de Saúde, o segundo colocado na 3ª Mostra Nacional de Experiências em Saúde da Família, em uma das três categorias avaliadas no concurso.

“A gente trabalha com as temáticas da unidade [de saúde onde trabalham]: pré-natal, amamentação, gestação. A gente faz a encenação dentro dessa temática e o mais importante é que envolve também a ação do dia-a-dia da comunidade, uma situação da vida real que a gente traz para a encenação”, diz o agente de saúde Alecsandro Pereira de Melo.

No final de 2003, Ana Carla e Alecsandro Pereira de Melo, deram início à experiência no bairro de Mangabeira, um dos maiores da capital paraibana. Também participam da ação médicos, enfermeiros e auxiliares das quatro equipes de saúde da família do bairro. Os resultados positivos já aparecem, seja na participação da comunidade nos eventos da unidade de saúde, seja no cuidado das pessoas com a própria saúde.

“Quando a gente chega na casa de uma Maria ou de um João, a coisa se torna mais fácil, eles já sabem como têm de fazer”, revela Alecsandro. “É muito gratificante esse trabalho, porque eu estou fazendo o que gosto, o pessoal também. Além desse trabalho como agente comunitário, o pessoal está tendo o retorno da comunidade, que é muito importante”.

A experiência em João Pessoa é um dos 1.940 trabalhos inscritos para concorrer aos prêmios da mostra e um dos quase quatro mil que estão sendo apresentados no evento, que comemora os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) e os 15 anos da Estratégia Saúde da Família (ESF).

“Nossa idéia é propiciar a troca de experiências sobre as diversas situações que essas equipes de saúde enfrentam no Brasil de acordo com a realidade em que são implantadas”, explica Toni Silveira, coordenador do evento. Entre os trabalhos apresentados, estão relatos não só de agentes comunitários de saúde, mas também de equipes da Saúde da Família e estudos sobre a estratégia, desenvolvidos por secretarias, universidades e outras instituições.

Notícia completa na Agência Brasil


MIMO: UM CABEÇÃO COM GRAÇA E SENSIBILIDADE

26 Julho, 2008

A peça Mimo, do grupo holandês Muganga, é poesia singela e bela. O espetáculo, que tem no palco apenas Carlos Lagoeiro, um brasileiro que fundou o grupo há 21 anos na Holanda, é uma mistura de tecnologia e criatividade em proveito da arte.

Mas o grupo não precisou de muita tecnologia: um dos momentos mais belos da peça, uma dança amorosa que povoa o cabeção do Mimo, é feito apenas com um retroprojetor. É um momento sublime. O grupo teve várias apresentações no Brasil.

Como diz o próprio site do grupo, o espetáculo é um casamento entre o teatro e as artes plásticas:“Mimo é um espetáculo solo de Carlos Lagoeiro, diretor artístico/ator do Teatro Munganga e Marion Hoekveld, artista plástica. Trata-se de um encontro entre o teatro e as artes visuais em um espetáculo sem texto”


ASAS, DA CIA DOS PÉS, É TEATRO LIVRE E POÉTICO

17 Julho, 2008

Lindo, lindo, lindo. Essa é a sensação que se tem ao ver o espetáculo Asas, da Cia. dos Pés de São José do Rio Preto. O grupo, que montou um espetáculo com rapel e escalada, faz de Asas uma poesia no espaço, um espaço sem gravidade e em cores leves, com movimentos suaves, mas com a densidade própria do teatro. O espetáculo foi apresentado durante o Festival Internacional de Teatro de Rio Preto e segue para festival na Espanha. Para quem gosta de um teatro plástico, Asas é um sonho poético. Veja o site do Festival de Rio Preto e veja mais fotos.


ATENDA O CELULAR DURANTE A PEÇA DE TEATRO

9 Junho, 2008

O espetáculo Fuga!, do Núcleo Fuga do Lume Teatro, busca unir dança e teatro, mas une também artes plásticas e mídia. Os atores-dançarinos não estão no palco, mas em uma grande embalagem de produto eletrônico; estão dentro da embalagem, dentro do produto. O cenário plástico e “metálico” faz deles seres virtuais. Estão ali como nós, o público. E é por meio de bits que o público pode se relacionar com eles. O celular, o microfone, a câmera fotográfica, tudo pode. Atenda o celular sem medo durante a peça. O que não podia, agora pode. O que atrapalhava, virou cena. Será que não estamos nós também no meio desta grande caixa metálica que se transformou o nosso projeto de vida? O corpo e a estética da alma estão nas falas e nos gestos que traçam infinitas leituras. Leituras-clips de um mundo que não se fala, mas se comunica o tempo todo.


UMA PEÇA PARA ESIO

26 Maio, 2008

A peça Encruzilhados entre a barbárie e o sonho  é um espetáculo que mostra todo o talento de Esio Magalhães, do Barracão Teatro. Um texto feito sob medida para que ele interprete em mínimos detalhes vários personagens. Divertida ao mesmo tempo em que trabalha os dramas humanos, Encruzilhados brinca com o público e, em passagens rápidas, cria climas tensos e de suspense. Andrea Macena, a atriz que contracena com Esio, tem uma presença de palco intensa com a personagem “Professora da Luz”, que é ao mesmo tempo inigmática, engraçada e opressora. A direção é de Tche Vianna e a parte técnica (iluminação e som) fica com o ator Eduardo Brasil, que o faz de dentro do palco. Para quem está em Campinas e região, é possível assistir no próximo final de semana.

Encruzilhados entre a barbárie e o sonho - Dias 30 e 31 de maio e 01 de junho - Sextas e sábados às 21:00 horas e nos domingos às 20:00 horas.  Rua Eduardo Modesto, 128 – Vila Santa Isabel. Reserva: 19-3289 4275. Ingressos R$ 12,00 (Inteira).

 


O ACOLHEDOR LUGAR DO RISO

11 Maio, 2008

O Não Lugar de Ágada Tchainik, peça com Naomi Silman e dirigido por Sue Morrison, é o lugar do riso e de uma certa auto-ajuda para quem precisar. O público não é somente provocado e arrastado para a participação. Ele é provocado no riso e no aconchego das nossas pequenas neuroses cotidianas. “Estamos bem”, aquela palhaça nos garante. Estamos bem. Na verdade, ficamos bem; ficamos bem ao rir e aprecisar o rigoroso trabalho teatral da atriz, com a bagagem do Lume. Para mim, foi uma iniciação ao clown.

O trabalho escrito por Naomi e pela diretora canadense Sue Morrison, reflete a proposta exposta pela diretora: “Necessitamos construir um palhaço que fale aos nossos dias de hoje, não só uma coleção de gags, mas um arquétipo que revela a essência do performer/ator. Este é um clown que nos dá uma sensação maior do divino em cada um de nós. Que celebra nossa humanidade, nossa animalidade e os momentos em que podemos tocar um ao outro através do riso”.

Novas apresentações, após temporada em Israel. Acompanhe pelo site do grupo Lume.