Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 21 junho, 2008

JÁ SABEMOS COMO MELHORAR A EDUCAÇÃO DO BRASIL

A notícia relatada abaixo é um belo exemplo de que nem sempre dinheiro é tudo em educação, assim como não é tudo em segurança. O grande valor do Ideb está em mostrar que podemos ter escolas públicas de primeiro mundo, com qualidade, mesmo com os recursos disponíveis hoje. O Ideb mostra onde está e como fazer a educação do Brasil melhorar. Basta estudar e adaptar as boas experiências de acordo com a realidade local. Mas para isso é preciso qualificar professores, gestores e, pior, políticos….

Escola com pior nota no Ideb nas séries iniciais é da capital do Pará

Amanda Cieglinski e Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – De um lado, alunos que recebem acompanhamento individual e contam com aulas de flauta, informática, inglês e capoeira no turno contrário. Do outro, um colégio que sofre com o abandono e já registrou até mesmo uma tentativa de estupro dentro da unidade. Essa é a realidade das duas escolas que registraram a melhor e a pior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2007 (Ideb) para as séries inicias do ensino fundamental: a Escola Elisabeth Maria Cavaretto de Almeida, em Santa Fé do Sul (SP) e o colégio Ruy Paranatinga Barata, de Belém (PA).

A escola de Santa Fé, cidade com 30 mil habitantes, atende alunos da pré-escola à 4ª série do ensino fundamental. No Ideb de 2005 apresentou nota bem abaixo da média das outras unidades da rede municipal: 2,6. Em 2007, a nota foi 8,6, a maior da rede pública de ensino do país nos anos iniciais do ensino fundamental. Para a diretora do colégio, Odete Stefanoni, foi a mobilização de todos que reverteu o quadro.

“A gente não esperava, a ficha ainda não caiu. Foi uma choradeira”, conta. “Não foi um trabalho inovador, mas foi de equipe, de união. Nós tínhamos que melhorar e o diferencial foi o comprometimento”, acredita. Odete acredita que a nota baixa foi algum erro de apuração do ministério. “Mas já que a gente não ia mudar, fomos atrás para melhorar”, justifica.

Um dos princípios da escola é o atendimento individual do aluno. A escola conta com quatro professores de apoio que acompanham os estudantes com mais dificuldade. No turno contrário à aula, os alunos com baixo rendimento fazem reforço duas vezes por semana durante quatro horas. “Essas crianças são acompanhadas de perto para a gente ter esse retorno”, explica. Outro diferencial são as atividades extra-classe oferecidas como informática, dança, capoeira, canto, inglês e futsal.

Já no colégio Ruy Paranatinga Barata, em Belém, a diretora Léa Gomes Miranda, denuncia os problemas estruturais que há mais de uma década são sentidos pela instituição. Ela diz que ficou surpresa com a nota da escola, que foi 0,1. Segundo Léa, em 2006, quando ela assumiu a direção, a escola estava com o fornecimento de água e luz cortados.

UMA LEI QUE PRECISA ESTAR VIVA

Mulheres realizam manifestação em defesa da Lei Maria da Penha

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Integrantes do Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher do Distrito Federal fazem hoje (21) no Parque da Cidade, em Brasília, uma manifestação em defesa da Lei Maria da Penha. A Lei 11.340 foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006 como forma de coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Representantes do Ministério Público do Distrito Federal e do conselho querem que a lei passe a valer da forma como foi concebida, que, segundo os manifestantes, transfere para o Estado a responsabilidade das denúncias e não para a mulher agredida, que, por várias circunstâncias, muitas vezes acabam desistindo da queixa.

“Queremos que nos crimes de lesão corporal as vítimas não sejam responsáveis para que esse agressor seja punido. Mas que o Estado assuma o dever de punir, pois a vítima vai abrir mão de fragilidades e vulnerabilidades”, defende a assessora jurídica do Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, Suely Vitorino.

Segundo ela, há uma divergência na interpretação da Lei Maria da Penha entre juízes e promotores que em certas ocasiões permitem que a vítima, depois de registrarem as queixas contra seus agressores, terminam voltando atrás. Suely Vitorino explicou que, como não há um entendimento pacífico, em alguns lugares o Ministério Público assume o dever de punir o agressor. Já em outros, o juiz e o promotor aceitam que a vítima retirem a representação.

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