Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 9 agosto, 2008

MAINARDI PROCESSA MAIS UMA VEZ NASSIF; VEJA NÃO GOSTA DE LIBERDADE DE IMPRENSA… DOS OUTROS

Diogo Mainardi processa Luis Nassif por série de textos publicados em blog

Redação Portal IMPRENSA

O jornalista Diogo Mainardi, colunista da revista Veja, publicada pela Editora Abril, está processando o portal iG e o jornalista Luis Nassif por danos morais.

Em fevereiro deste ano, Nassif postou uma série de textos em seu blog relacionando os jornalistas Diogo Mainairdi, Lauro Jardim, Mário Sabino e Eurípedes Alcântara. Juntos, eles formariam o “quarteto de Veja”.

Essa relação entre os quatro serviria para favorecer um esquema criado pela revista, em que se estabeleceria ligação direta com o banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Um trecho do blog de Nassif diz: “O trio se tornava, então, o quarteto de Veja, que dali por diante, entraria de cabeça na campanha em favor de Daniel Dantas. Nesse jogo, o papel mais ostensivo passaria a ser desempenhado por Diogo Mainardi”.

A defesa do autor da ação alega que Nassif deve ser condenado porque “além de Mainardi ser acusado em campanha a favor do banqueiro, o que já configuraria claras ofensas”, ele é também apontado como “inescrupuloso, ávido pelas benesses que a exposição jornalística trazia”.

Além da indenização por danos morais, o colunista da revista da Editora Abril quer a retirada das informações relacionadas a ele do blog e a publicação da eventual sentença condenatória no iG.

As informações são do site Consultor Jurídico

Comentário

A revista tem 1,2 milhão de exemplares. Alguns de seus articulistas têm autorização para matar: a Abril banca o advogado e as condenações. No site da Veja, contrata-se blogueiro para os ataques mais baixos e desqualificados. Garante-se advogado e pagamento da condenação pecuniária dos profissionais contratados para a tarefa. Condenação criminal é quase impossível, em virtude dos prazos dos processos.

Na outra ponta, busca-se calar os críticos entupindo-os de injúrias (em 1,2 milhão de exemplares) e processos. São custos altos para a defesa e custos altos para as ações contra a revista.

É o gigante contra a pessoa física. Só que não irão me dobrar. E não me farão apelar para baixarias, que continuarão exclusividade da Veja e de seus profissionais.

Essa pressão mostra, além disso, a real dimensão desse rapaz, o Mainardi. Sua força reside exclusivamente no direito de escrever o que quiser para 1,2 milhão de exemplares – e ter as condenações bancadas pela Abril. Quando confrontado com a polêmica, ainda que desproporcional – um Blog contra a maior revista do país – demonstra sua fragilidade e sua real natureza: uma pessoa pequena e assustada. (Luis Nassif)

Leia texto integral no site do Luis Nassif

TEATRO DEVERIA SER POLÍTICA PÚBLICA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE

Palco do Teatro Rondon Pacheco de Uberlândia

Uma ótima idéia aconetece em João Pessoa na Paraíba (veja texto abaixo), que é usar o teatro para educação no ensino de questões da saúde. Essa deveria ser uma política pública. O teatro pode ser uma ferramenta importantíssima para a educação, ainda que seja muito mais do que isso. As escolas públicas deveriam ter dramaturgia como disciplina obrigatória. Além de educar de uma forma lúdica e criativa, construiríamos com certeza uma indústria fortíssima na área teatral.

Agentes usam técnica teatral para ensinar bons hábitos de saúde às comunidades

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Encenar situações da vida real em pequenas peças foi a forma que agentes comunitários de João Pessoa, capital da Paraíba, encontraram para ensinar bons hábitos de saúde às pessoas da comunidade onde eles vivem e trabalham. É o projeto Agente Ator Comunitário de Saúde, o segundo colocado na 3ª Mostra Nacional de Experiências em Saúde da Família, em uma das três categorias avaliadas no concurso.

“A gente trabalha com as temáticas da unidade [de saúde onde trabalham]: pré-natal, amamentação, gestação. A gente faz a encenação dentro dessa temática e o mais importante é que envolve também a ação do dia-a-dia da comunidade, uma situação da vida real que a gente traz para a encenação”, diz o agente de saúde Alecsandro Pereira de Melo.

No final de 2003, Ana Carla e Alecsandro Pereira de Melo, deram início à experiência no bairro de Mangabeira, um dos maiores da capital paraibana. Também participam da ação médicos, enfermeiros e auxiliares das quatro equipes de saúde da família do bairro. Os resultados positivos já aparecem, seja na participação da comunidade nos eventos da unidade de saúde, seja no cuidado das pessoas com a própria saúde.

“Quando a gente chega na casa de uma Maria ou de um João, a coisa se torna mais fácil, eles já sabem como têm de fazer”, revela Alecsandro. “É muito gratificante esse trabalho, porque eu estou fazendo o que gosto, o pessoal também. Além desse trabalho como agente comunitário, o pessoal está tendo o retorno da comunidade, que é muito importante”.

A experiência em João Pessoa é um dos 1.940 trabalhos inscritos para concorrer aos prêmios da mostra e um dos quase quatro mil que estão sendo apresentados no evento, que comemora os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS) e os 15 anos da Estratégia Saúde da Família (ESF).

“Nossa idéia é propiciar a troca de experiências sobre as diversas situações que essas equipes de saúde enfrentam no Brasil de acordo com a realidade em que são implantadas”, explica Toni Silveira, coordenador do evento. Entre os trabalhos apresentados, estão relatos não só de agentes comunitários de saúde, mas também de equipes da Saúde da Família e estudos sobre a estratégia, desenvolvidos por secretarias, universidades e outras instituições.

Notícia completa na Agência Brasil

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