Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

QUANDO O SUPREMO VAI SE INDIGNAR COM TRABALHO ESCRAVO INFANTIL?

Mais um Você Decide! Ou melhor, o Supermo decide:

O que é mais degradante: crianças trabalhando em condições de escravidão ou um indivíduo acusado de diversos crimes algemado?

Quanto tempo vocês acham que o Supremo vai demorar para aprovar uma Súmula contra o trabalho escravo infantil? Veja reportagem abaixo.

Crianças e adolescentes nas casas de farinha

Crianças e adolescentes nas casas de farinha (Foto:SRTE/PI)

21/08/2008
Ação fiscal encontra trabalho infantil em casas de farinha

Uma jovem grávida e outras 26 crianças, com idade entre 12 e 15 anos, trabalhavam em casas de farinha no sul do estado. A jornada de trabalho era de 16 horas diárias; produtores pagavam R$ 6,00 por sete quilos raspados

Por Bianca Pyl

Quando chegamos, uma menina se aproximou e disse ´tem até uma grávida que o patrão mandou correr´. Fomos atrás da jovem e encontramos ela chorando, com medo, no meio do mato. Explicamos que estávamos ali para ajudá-la”. Foi assim que o auditor fiscal Rubervam Du Nascimento, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí (SRTE/PI), foi recebido em uma das casas de farinha fiscalizadas no município de Marcolândia (PI), na região sul do estado. A jovem citada tem 15 anos e está no sexto mês de gestação. “Ela trabalhava como raspadora de mandioca para ajudar a mãe, que trabalha em outra casa de farinha”, explica o auditor.

Junto com a jovem foram encontrados outras 26 crianças e adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos. Elas tinham uma jornada de trabalho de 16 horas diárias e recebiam R$ 6,00 a cada sete quilos raspados. A quantia total não somava um salário mínimo por mês. A ação, que durou três dias e fiscalizou dez casas de farinha, contou com a participação de membros da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) da 22ª Região, de Picos (PI). (leia mais no Repórter Brasil)

Uma resposta para “QUANDO O SUPREMO VAI SE INDIGNAR COM TRABALHO ESCRAVO INFANTIL?

  1. Alberto 6 dezembro, 2010 às 9:58 am

    Os Direitos Humanos dos trabalhadores que se encontram em condições degradantes ou análogas às de escravo precisam de ajuda, o mínimo patamar civilizatório alcançado pelo ocidente, representado pelo trabalho livre e digno, precisam de ajuda, a infância e a adolescência precisam de ajuda.

    No Brasil uma das principais instituições de combate a tal desrespeito aos Direitos Humanos é a Fiscalização do Trabalho que, infelizmente, encontra-se hoje com um número de auditores-fiscais absolutamente insuficiente para cumprir sua missão, o que fere, inclusive, importante convenção da OIT (81) da qual o Brasil é signatário.

    Infelizmente, a nomeação de novos Auditores-Fiscais do Trabalho, cuja verba orçamentária já estava prevista para 2010, está sendo protelada por questões que fogem à compreensão de qualquer cidadão ciente do flagelo que representa o trabalho escravo, o trabalho infantil, a falta de segurança no trabalho e o custo que isso represente aos cofres públicos. O processo de nomeação de novos AFTs, todos aprovados no último concurso, encontra-se parado no Ministério do Planejamento.

    Se os recursos previstos para nomeação dos mesmos não forem utilizados esse ano o governo terá que utilizar os de 2011, que poderiam ter outra finalidade (mais fiscalização, mais efetividade na luta contra o trabalho infantil…).

    Não se trata de assunto que interesse aos meios de comunicação. Seu blog é um poderoso veículo de informação, as crianças exploradas, os trabalhadores escravos, as pessoas cuja dignidade foi roubada não têm como se defender sozinhas no Brasil.

    Ou a sociedade civil organizada cobra explicações da equipe de transição de governo sobre qual será sua postura diante do Trabalho Infantil e Escravo ou todas as cartas e compromissos assumidos durante a campanha serão como palavras ao vento.

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