Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 6 setembro, 2008

27º DO MUNDO, BRASIL NÃO EMPREGA DOUTORES DAS CIÊNCIAS AGRÁRIAS

De acordo com a National Science Foundation (NSF), em ciências agrárias, o Brasil só formou menos doutores do que Japão, Estados Unidos e Índia . No entanto, pesquisa feita por Viotti e Baessa mostra que a agricultura praticamente não emprega doutores.

Brasil é 27º do mundo em número de doutores por 100 mil habitantes

Da Unicamp

O relatório de Viotti e Baessa também traz uma tabela que compara a formação de doutores em diversos países a partir de dados da National Science Foundation (NFS), agência federal norte-americana. Os Estados Unidos conquistaram o primeiro lugar da lista, com 42,1 mil doutores titulados em 2004. As nove posições seguintes ficaram com Rússia (29,8 mil), Alemanha (25,9 mil, em 2005), China (23,5 mil), Japão (16,8 mil, em 2005, incluindo os doutorados “ronbun hakase“, obtidos por empregados na indústria), Reino Unido (15,2 mil), Índia (13,7 mil). Na casa dos 8 mil doutores estão França, Espanha e Brasil. De acordo com a NSF, em ciências agrárias, o Brasil só formou menos doutores do que Japão, Estados Unidos e Índia .

Outra tabela referente a 2004 (ou ao ano das estatísticas mais recentes) aponta o número de doutores titulados por 100 mil habitantes em cada país. Nela, o Brasil conseguiu apenas a 27ª posição, com taxa de 4,4 (em 2003). Os dez países mais bem classificados foram Suíça (263,6), Suécia (42,6), Portugal (37,7), Finlândia (35,6), Coréia do Sul (35,5), Alemanha (31,5, em 2005), Áustria (29,9), Reino Unido (25,5), Austrália (23,7) e Rússia (20,8). Os Estados Unidos ficaram na 18ª posição, com taxa de 14,4. China e Índia, cujas iniciais estão com as de Brasil e Rússia na sigla “Bric”, que se refere aos principais países em desenvolvimento do mundo, conseguiram o 30º e o 32º lugar, respectivamente. Para cada grupo de 100 mil habitantes, a China formou 1,8 doutores e a Índia, 1,3 (em 2003). (Texto original e integral de Rachel Bueno e Giovanny Gerolla)

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COMO CONTROLAR A PIRATARIA DE QUEM É CONTRA A PIRATARIA?

A reportagem abaixo nos deixa com algumas dúvidas. Afinal, onde está o maior problema de pirataria no Brasil? Nos CDs dos camelôs ou nos contratos com as gravadoras? Faça as contas: supondo que o camelô vendesse um CD pirata a R$ 5,00 e o artista tivesse direito a 10% desse valor (gravadoras às vezes pagam menos). Para dar um prejuízo de um R$ 1 milhão ao artista, o camelô teria de vender 2 milhões de cópias.

Família do cantor Bezerra da Silva receberá R$ 1 milhão de gravadora

Do Última Instância

A gravadora BMG Brasil foi condenada a indenizar a família do cantor Bezerra da Silva em aproximadamente R$ 1 milhão. O valor é referente aos direitos de vendagem de discos reproduzidos após o fim do contrato firmado entre o cantor e a gravadora. A decisão é da juíza Ana Paula Pontes Cardoso, da 31ª Vara Cível do Rio de Janeiro.

A parceria começou em 1980 com a assinatura de contratos por tempo determinado. No último, com validade de 1990 a 1994, foi acertado que Bezerra da Silva produziria um disco por ano e uma das cláusulas transferia para a gravadora a plena propriedade dos discos produzidos durante a sua vigência, podendo relançar as gravações de LP em forma de CD.

Após o término do contrato, conforme informa o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a gravadora deveria efetuar os pagamentos dos direitos artísticos ao sambista. Porém, de acordo com a magistrada, a empresa pagou ao cantor valores inferiores ao combinado no contrato.(texto integral)

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Destino dos Doutores

Estudo pioneiro mostra que os mais qualificados profissionais do País se empregam no setor público

Da Unicamp

Um estudo que cruzou, pela primeira vez, dados do sistema de pós-graduação com dados da área econômica do governo apresenta informações inéditas sobre o destino dos doutores formados no Brasil. Os autores do estudo, denominado de “Características do Emprego dos Doutores Brasileiros” são os consultores Eduardo Viotti e Adriano Baessa.

Segundo o relatório, dos quase 26 mil doutores com vínculo formal de emprego em 2004, 66% trabalhavam em instituições de ensino; 18% para os diversos níveis de governo; 4% em associações — como ONGs, por exemplo. Na indústria de transformação, a porcentagem ficou em torno de um ponto: 1,2%. Nas instituições “típicas de pesquisa e desenvolvimento” — como institutos privados de pesquisa —, trabalham 2,5% dos doutores formalmente empregados (a soma desses dois itens dá 3,7%). Como a maior parte das instituições de ensino que empregam titulados são as universidades públicas, pode-se concluir que quatro em quase cinco doutores são absorvidos pelo setor público. A agricultura é setor que praticamente não emprega doutores.

Os resultados do estudo mostram que 36,14% dos 40.271 doutores titulados no período 1996-2003 não estavam formalmente empregados no final de 2004. Entre os outros 63,86%, o principal empregador era o setor público, e não o privado. O estudo mostra também que São Paulo é o celeiro de doutores do País; que as ciências da saúde são as que mais formam doutores e a área que concentra a maior parte dos empregos formais; e que o salário médio de um doutor oscilava, em 31 de dezembro de 2004, entre R$ 5 mil e R$ 6 mil mensais.

O levantamento feito por eles concentra-se no período 1996-2003 e apóia-se em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e da Previdência Social (MPS). A íntegra do estudo, coordenado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), está em nossa página de Íntegras. (Texto original e integral de Rachel Bueno e Giovanny Gerolla)

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