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AUMENTOU O NÚMERO DE INTERNAUTAS, MAS AINDA É POUCO

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A entrada de prefeituras com investimento em infra-estrutura para acesso à internet e banda larga pode ser decisiva para baixar os preços cobrados pelas empresas e possibilitar maior acesso da população à informação fora dos oligopólios de mídia. O Brasil avançou nos últimos anos, mas precisa avançar muito mais.

Uma em cada cinco casas brasileiras tinha acesso à internet em 2007

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Uma em cada cinco casas brasileiras tinha acesso à internet no ano de 2007. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2007, divulgada hoje esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa demonstra um grande avanço em relação a 2001, quando o item passou a fazer parte das estatísticas. Naquele ano, havia 6 milhões de domicílios com microcomputador, sendo 4 milhões com conexão à internet. Em 2007, dos 56,3 milhões de residências brasileiras, 15 milhões tinham computador (26,6%). Desses, 11,4 milhões tinham acesso à rede mundial.

Apesar do avanço, a distribuição regional dos lares com computadores e com acesso à internet ainda apontava desigualdades em 2007.

Mais da metade dos domicílios com computador (8,8 milhões) estava na Região Sudeste. Desses, 6,9 milhões tinham acesso à internet. O Sudeste era a região com o maior percentual de lares conectados à rede mundial de computadores no ano passado.

Em seguida apareciam o Sul (24%); o Centro-Oeste (18,4%), o Nordeste (8,8%) e o Norte (8,2%).

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DADOS DO IBGE EXPÕEM QUESTÃO RACIAL E TRABALHO INFANTIL

Trabalho infantil predomina entre negros, indica IBGE

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A maioria das crianças que trabalha ilegalmente no Brasil é preta ou parda. Divulgada hoje (18), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revela que 59,5% dos brasileiros com idade entre 5 e 13 anos que trabalhavam em 2007 eram pretos ou pardos.

Elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa mostrou que o número de brasileiros na faixa etária de 5 a 17 anos que trabalhavam diminuiu no ano passado em relação à 2006, mas ainda representava 4,8 milhões de  crianças e adolescentes.

A Constituição Federal proíbe o trabalho para pessoas com menos de 16 anos, a não ser na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos.

Entre as quatro divisões etárias estabelecidas na pesquisa, o maior percentual de pretos e pardos foi registrado entre as mais novas. De acordo com o IBGE, 69,6% das crianças com idade entre 5 e 9 anos que trabalhavam em 2007 eram pretas ou pardas. Na faixa de 10 a 13 anos, esse índice era de 65,1%.

As crianças trabalhadoras de 5 a 13 anos somavam cerca de 1,257 milhão no ano passado. A maioria, do sexo masculino, estava empregada na agricultura e tinha renda familiar per capita mensal inferior a um salário mínimo. Entre as mais novas, o rendimento era o menor: R$ 189.

Entre os adolescentes de 14 a 17 anos e que podem trabalhar na condição de aprendiz, os pretos e pardos também predominavam. Entre aqueles de 14 e 15 anos, 67,7% eram classificados como tal, assim como 55,4% dos ocupados com 16 e 17 anos.

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