Educação Política

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ÁRVORES MORREM NO RIO GRANDE DO SUL, POSSIVELMENTE POR AGROTÓXICO

Ibama enviará biólogo a São Borja para investigar mortandade de árvores

Por Ulisses A. Nenê, da EcoAgência

Árvores começam a secar a partir da copa

Árvores começam a secar a partir da copa

A Superintendência do Ibama/RS, em Porto Alegre, confirmou à EcoAgência que um biólogo do órgão vai a São Borja, na próxima semana, investigar a mortandade de árvores que está acontecendo na cidade e em outros municípios, na região da fronteira com a Argentina.

A principal suspeita recai sobre um agrotóxico, o Gamit, que tem por princípio ativo o Chlomazone, usado contra os inços nas lavouras de arroz.

Todas as plantas mortas, muitas de grande porte, apresentam os mesmos sintomas: primeiro embranquecem as folhas, depois os caules, e então secam e morrem, em grande quantidade.

Outra característica é que, nos grandes arvoredos da zona rural, nas regiões onde há aviões fazendo aplicações do produto, morrem primeiro as árvores mais altas, começando pelos galhos do topo (foto).

A denúncia partiu de um agrônomo da cidade, Darci Bergmann, que desde os anos 70 luta na região na defesa do meio ambiente.

Segundo ele, o Chlomazone ou Gamit (nome comercial) é um produto extremamente volátil, que se desloca a grandes distâncias quando pulverizado de avião, principalmente, e também nas aplicações terrestres.

“O problema dos agrotóxicos danosos ao ambiente e à saúde parecia sob controle, mas a questão ressurgiu e a sociedade precisa se alertar para isso”, afirma Bergmann.

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