Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 12 novembro, 2008

JÁ ESTÁ NA HORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGAR A POLÍCIA FEDERAL

Já está na hora de uma CPI da Policia Federal

Já está na hora de uma CPI da Polícia Federal

Polícia Federal mais furada que peneira

Há mais de dez anos, desde o momento em que a Polícia Federal iniciou as grandes investigações, ocorrem vazamentos de informação para a imprensa. Isso não é novidade. A novidade é a investigação seletiva que a Polícia Federal faz em relação à operação Satiagraha. O Ministério Público precisa investigar. Afinal, por que nos últimos dez anos apenas um caso, ocorrido durante a operação Satiagraha, coincidentemente a operação que investigou Daniel Dantas, está sendo devassado pela Polícia?

Não está na hora de uma CPI da Polícia Federal.

Veja abaixo matéria do Terra Magazine sobre a peneira da Polícia Federal

Os vazamentos no inquérito da PF sobre vazamentos

Raphael Prado/Terra Magazine

Desde sábado, estão nas páginas dos jornais e na mídia em geral informações vazadas do inquérito sobre vazamentos na Operação Satiagraha. A investigação é conduzida pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, da Corregedoria da Polícia Federal. O inquérito que chega às páginas como se apenas o delegado Protógenes Queiroz estivesse sendo investigado teve o vazamento-mãe registrado para a história na edição da Folha de S.Paulo de 26 de abril deste ano. O delegado Protógenes, como já se sabe, diz que o vazamento para a Folha partiu da cúpula da Polícia Federal. Os vazamentos de agora, do inquérito sobre o vazamento – a se levar a sério as versões veiculadas nas últimas 72 horas – pretendem fazer crer que o delegado Protógenes teria vazado contra si mesmo. Em tempo: o inquérito de agora, sobre o vazamento da Satiagraha, também corre sob segredo de justiça.

Como vazou, Terra Magazine procurou saber nesta quarta-feira 12, junto ao ministério da Justiça e à Polícia Federal, se haverá um novo inquérito: sobre o vazamento do inquérito que apura o vazamento.

A assessoria de imprensa da Polícia Federal em Brasília informou que o órgão não se pronunciaria sobre a questão e que o diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, não comenta inquéritos que ainda estão sob investigação de outro delegado. “Muito menos quando é da Corregedoria”, afirma a assessoria, que recomendou a consulta ao assessor do delegado Amaro em São Paulo, onde o inquérito é presidido.

Terra Magazine procurou também o ministério da Justiça – a quem está subordinada a PF. Por meio da assessoria de imprensa, a informação é de que o ministro Tarso Genro “não pode nem deve se pronunciar sobre o inquérito até o fim da investigação”. O ministério não confirma nem nega que as informações veiculadas nos últimos dias pertençam, de fato, ao relatório do delegado Amaro, tendo como argumento o segredo de justiça da investigação.

A Polícia Federal de São Paulo, por sua vez, verifica que a mídia circula informações do inquérito que investiga vazamentos. “Como jornalistas obtiveram a informação, você jornalista deve saber”, diz a assessoria de imprensa. Também informa que a eventual abertura de procedimento para apurar essas condutas “está sendo analisada”, mas que “ainda não existe decisão” a respeito. E conclui: “o objetivo principal no momento é a investigação do vazamento da Satiagraha”.(Terra Magazine)

ATÉ QUE ENFIM UM PARTIDO POLÍTICO ENTRA NA LUTA CONTRA O ESTADO JURÍDICO-POLICIAL INSTAURADO PELO SUPREMO

Psol deveria ocupar o lugar que foi do PT nos anos 80 e 90

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PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO PARA DEFENDER PROTÓGENES E DE SANCTIS

Paulo Henrique Amorim

O PSOL saiu a campo para lutar a favor dos agentes públicos que tiveram coragem de prender o banqueiro Daniel Dantas. Uma representação assinada por diversas lideranças do partido será entregue nesta quarta-feira, 12, ao Procurador-Geral da República, Fernando Antonio de Souza. O documento pede que seja apurado o comportamento do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, e do corregedor do órgão, delegado Amaro Vieira Ferreira. Ambos utilizam seus cargos para desmoralizar Protógenes e De Sanctis. Com isso, criam meios para que os advogados de Dantas possam tirá-lo da cadeia, sinaliza o PSOL.

A representação do partido atira contra Correa e Amaro, mas mira alvos muito maiores do que os dois delegados. “Vamos lutar contra a pressão de todos aqueles que têm o rabo preso com Dantas”, diz a deputada Luciana Genro (PSOL-RS). “Entra tanto gente ligada ao Lula, quanto ao STF e ao PSDB. Eu diria que são os altos escalões da política brasileira”, afirma.

A deputada não poupa críticas nem mesmo a seu pai, o ministro Tarso Genro (Justiça) a quem a PF está subordinada. Evitando o tratamento de parentesco, refere-se a ele apenas pelo cargo que ocupa. “O ministro está comprando a versão errada dos fatos e está agindo, até involuntariamente, de acordo com esses interesses. Pessoalmente, tenho a convicção de que ele não tem envolvimento nenhum com isso tudo”, argumenta Luciana Genro.

Manifestação

Além da representação, o PSOL vai promover uma série de atos públicos pela prisão de Dantas. Eles estão previstos para ocorrer no próximo dia 17, em Porto Alegre, no dia 18, em frente à Assembléia Legislativa de São Paulo, e no dia 19, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A data coincide também com o prazo final para que o juiz Fausto De Sanctis dê a sentença a Dantas. (Paulo Henrique Amorim)

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