Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 16 novembro, 2008

JOSIAS DE SOUZA, DA FOLHA DE S.PAULO, NÃO ENTENDEU A NOTÍCIA OU CAIU NA BABA DA VEJA

Delegado que investigou Daniel Dantas sofre também com a midia brasileira

Delegado que investigou Daniel Dantas sofre também com a mídia brasileira

O jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, afirma no título de um artigo que o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, teria admitido espionagem no STF. O título diz: “Em gravação, Protógenes admite espionagem no STF”
Ao ler o título, imagina-se que durante o texto você  encontrará uma admissão de Protógenes ou alguma prova contundente de que ele tenha espionado o STF. Lê-se o texto e nada. Há apenas uma informação de que ele sabia que havia Habeas Corpus sendo produzidos.

Daí a inferir que houve espionagem no STF, my God! Imagino o tanto de coisas que o leitor sabe sem necessariamente espionar ninguém. Ou será que se sabemos de algo que não podemos ver a olho nu nos transformamos em espiões? Essa parece ser a lógica do colunista.

Josias caiu na baba ideológica da revista Veja, aquela que pediu desculpas para o Colégio Visconde de Porto Seguro por ser preconceituosa e praticar um péssimo jornalismo. Vale a pena ver a nota da Veja sobre o Porto Seguro e a nota com pedido de desculpa no blog do Nassif. É mais uma pérola para os anais do jornalismo brasileiro.

Veja mais abaixo o título de Josias e o texto sem sustentação.

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Em gravação, Protogenes admite espionagem no STF

Josias de Souza

Em Brasília, uma cidade guiada pelo interesse, o segredo é um projeto irrealizável.

Há quatro meses, interessava ao governo esconder os desacertos da Satiagraha.

Decidiu-se, então, guardar a sete chaves uma gravação produzida em reunião da PF.

Reunião realizada em 14 de julho, que resultou no afastamento do delegado Protógenes Queiroz do leme da investigação contra Daniel Dantas e sua gente.

De um lado da mesa, o delegado Protógenes a equipe dele. Na outra ponta, três mandachuvas da PF:

Roberto Troncon, diretor da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Leandro Coimbra, superintendente da PF em São Paulo e Paulo de Tarso Teixeira, chefe da divisão de Combate aos Crimes Financeiros.

Agora, numa fase em que Protógenes foi convertido de investigador em investigado, interessa ao governo trazer o áudio da reunião à luz.

De repente, a gravação ganhou as páginas. Entre as pessoas que a ouviram estão os repórteres Expedito Filho e Diego Escosteguy.

O resultado da audição está exposto em texto veiculado pela revista Veja (só assinantes). Vão abaixo os principais detalhes das quase três horas de fita:

1. Espionagem no STF: A certa altura, Protógenes pronunciou diante de seus superiores uma frase que, ouvida hoje, soa como uma confissão.

Sem mencionar o nome do ministro Gilmar Mendes, o delegado contou que dispunha de informações sobre o que se passava na sala do presidente do STF:

“Nós sabíamos que tinha um HC [habeas corpus] já preparado, já um outro HC, que estava sendo gestado no gabinete no Supremo Tribunal Federal… né? E em escritórios de advocacia. Isso em trabalho de inteligência que nós…”.

Protógenes não concluiu a frase. Tampouco os delegados que o ouviam se preocuparam em pedir-lhe que esmiuçasse o tal “trabalho de inteligência”.

O ex-chefão da Satiagraha chegou mesmo a profetizar, em timbre de ironia: “Vão surgir notícias de que nós grampeamos o Supremo, que a Abin grampeou…”.

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