Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: dezembro 2008

SERIA UMA ÓTIMA NOTÍCIA A TELEBRÁS CONCORRER COM AS EMPRESAS PRIVADAS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE INTERNET

 

Seria uma ótima notícia em 2009 se uma estatal brasileira, Telebrás, pudesse ser prestadora de serviço de internet, liberando uma rede que já existe para milhões de brasileiros. Provedores privados poderiam usar essa rede para competir com as grandes empresas de telecomunicações que prestam um péssimo serviço.  

Atualmente os serviços de acesso à internet no Brasil são um verdadeiro escândalo econômico: um dos piores e mais caros do mundo.  Veja abaixo trecho de uma matéria do Estadão mostrando que a Telebrás recebeu um aporte de capital do governo. Será que o governo Lula terá coragem de construir uma forte estatal para baratear o acesso à internet? É dessa comunicação que o Brasil precisa.

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Telebrás terá aporte de capital de R$ 200 milhões

Estatal deve usar rede da Eletronet em projetos de inclusão digital

A Telebrás está mais próxima de se tornar a gestora de um programa nacional de inclusão digital, com o aumento de capital de R$ 200 milhões, autorizado pelo governo na quarta-feira e comunicado oficialmente ontem ao mercado. Para tanto, segundo técnicos do governo, a Telebrás usaria a rede de fibras óticas da Eletronet, prestadora de serviços de telecomunicações criada em 1999 por empresas de energia elétrica, que entrou em falência em 2003.

O aporte de R$ 200 milhões está previsto desde dezembro do ano passado e consta da Medida Provisória 405/2007 que liberou R$ 5,45 bilhões em créditos extraordinários para vários ministérios. Naquela época, a justificativa foi a promoção do equilíbrio de contas da Telebrás, para prepará-la para coordenar um programa de inclusão digital e de universalização da banda larga.

Os R$ 200 milhões, segundo um técnico do governo, foram empenhados no ano passado e ficaram como restos a pagar em 2008. Os recursos teriam sido liberados para evitar que se perdesse na virada do ano.

O aporte de capital provocou uma alta das ações da Telebrás na Bolsa de Valores. A empresa, que está em um processo inconcluso de extinção, era uma holding que controlava as operadoras estatais de telefonia, privatizadas em 1998. Desde então, administra um quadro de funcionários, muitos dos quais cedidos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A idéia de se revitalizar os 16 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet nunca foi abandonada pelo governo, que trava uma briga na Justiça com os credores da empresa (Alcatel-Lucent e Furukawa). A dívida estaria entre R$ 130 milhões e R$ 300 milhões. Fontes do governo sustentam, porém, que há no contrato da Eletronet uma cláusula que dá à estatal Eletrobrás o direito de tomar para si os ativos da empresa no caso de falência, mas o imbróglio aguarda decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro. (Texto integral no Estadão)

PARCERIA DO BRASIL COM A FRANÇA DEVERIA SER O INÍCIO DE INVESTIMENTOS PESADOS EM PESQUISA NA AMAZÔNIA

Brasil e França criam instituto para explorar Amazônia

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
da Folha de S.Paulo
RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio 

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy assinaram no Rio de Janeiro um ambicioso acordo para a exploração conjunta da Amazônia. O plano, que acabou ofuscado pela parceria militar e os olhos azuis da primeira-dama francesa, Carla Bruni, prevê atividades de pesquisa e exploração dos recursos genéticos do bioma amazônico, acesso aos conhecimentos tradicionais e o desenvolvimento de produtos “de interesse ambiental, econômico e social”, com a “repartição justa e eqüitativa dos benefícios” gerados.

Um protocolo adicional prevê a criação de um Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica, focado na pesquisa científica e tecnológica. O órgão será constituído de núcleos a serem instalados na região fronteiriça entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Pelo acordo, as atividades de exploração dos recursos dependerão da anuência de cada governo.

Segundo a Folha apurou, será criado grupo de trabalho com a missão de fazer um levantamento, por sensoriamento remoto, da situação atual dos recursos naturais, tanto do lado francês como do brasileiro. Regularização fundiária, zoneamento ecológico e econômico também estão no alvo do estudo conjunto.  (Texto integral na Folha)

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ENGENHEIRO DA PETROBRÁS MOSTRA QUEM SÃO E COMO AGEM OS LOBISTAS DO PETRÓLEO PARA CONVENCER A POPULAÇÃO

Lobistas do pré-sal  promovem seminário para convencer população

Fernando Siqueira – Diretor de Comunicações da AEPET(Associação dos Engenheiros da Petrobras).

Correio da Cidadania/Texto editado

Lobistas não querem mudança no marco regulatório

Lobistas não querem mudança no marco regulatório

Em plena comemoração do sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, muitas das recomendações nela citadas, além de conclamarem a prevalência de valores humanos nobres, requerem a existência de recursos financeiros corretamente alocados nas sociedades. Uma nação espoliada, onde seus recursos naturais não são usufruídos pela sociedade, não pode oferecer condições para existências dignas.

A imensa riqueza do pré-sal atrai a cobiça de dois segmentos poderosos: os Estados Unidos da América do Norte e o cartel internacional do petróleo, que há 50 anos domina o setor usando arsenal de transgressões.

Os EUA têm uma reserva de 29 bilhões de barris e consomem cerca de 10 bilhões por ano. Assim, invadiram o Iraque e o Afeganistão, onde já despenderam mais de US$ 2 trilhões, em busca de petróleo. O cartel internacional do petróleo tem hoje cerca de 3% das reservas mundiais. Segundo o jornal “Financial Times”, essas irmãs, na atual conjuntura, estão condenadas a desaparecer em cinco anos. Portanto, estes dois segmentos precisam de reservas para sair do sufoco, e o pré-sal seria a solução.

Com esse objetivo, eles cooptam lobistas nacionais para promover seminários, artigos na grande imprensa e outras ações para fazer a opinião pública aceitar a exploração das nossas riquezas por empresas estrangeiras, ou seja, levam mais de 50% em detrimento do povo brasileiro. Como conseqüência, aparecem inúmeros artigos e entrevistas na nossa mídia buscando nos convencer sobre propostas que, se bem explicadas, seriam repudiadas.

Os lobistas estão no Congresso Nacional e junto ao Executivo, visando influenciar o processo de decisão, defendendo propostas que significam a usurpação desta dádiva recebida pelos brasileiros. Só no Senado Federal, neste ano, já ocorreram quatro seminários, onde os tais lobistas (João Carlos de Luca – presidente da Repsol; David Zilberstajn – ex-diretor da ANP; Eloi Fernandes Y Fernandes – ex-diretor da ANP; Adriano Pires e Jean Paul Prates – integrantes do Instituto Liberal, criado pela Shell para derrubar o monopólio estatal do petróleo; os diretores da ANP Haroldo Lima e Nelson Narciso – ex-presidente da Halliburton em Angola e nomeado diretor daquela agência reguladora para atender aos interesses da Halliburton, que comanda vários jornalistas e professores “contratados” para defender as diretrizes da referida multinacional e dos EUA), que querem nos ludibriar, alegam que não é necessário mudar o atual marco regulatório para ser retirado o petróleo do pré-sal, bastando só aumentar a taxação, o que não nos interessa por várias razões, dentre as quais está a resultante perda da posse do petróleo.

Sem esta posse, não poderemos usar o petróleo geopoliticamente, reivindicando a aceitação de países para teses que nos são caras, em troca da garantia de seu suprimento.
O atual marco regulatório só interessa aos EUA e ao cartel internacional, porque garante às empresas estrangeiras a propriedade sobre o petróleo que extraírem, podendo exportar todo esse petróleo. (texto integral)

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Idéias de seringueiro ainda influenciam políticas de desenvolvimento sustentável

Beth Begonha e Luana Lourenço
Repórteres da EBC

idéias que colocam o Brasil no primeiro mundo

Chico Mendes: idéias que colocam o Brasil no primeiro mundo

Brasília – Em 22 de dezembro de 1988, um tiro de espingarda matou Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, que de líder sindical e seringueiro transformou-se em ícone da preservação da Amazônia. Vinte anos depois da morte, suas idéias ainda influenciam as políticas públicas para o desenvolvimento sustentável.

Precursor do ambientalismo brasileiro, Chico Mendes nasceu e viveu nos seringais de Xapuri, no Acre. “Ele sempre foi um menino pacífico, de natureza boa. Era sabido na leitura, muito inteligente. Tudo para ele era na calma”, lembra a tia, Cecília Mendes.

Conhecedor da floresta, Chico Mendes defendia o direito à exploração dos recursos naturais, mas sem o esgotamento. A preocupação com a sustentabilidade é uma das lembranças do primo e companheiro de resistência, Sebastião Teixeira Mendes. “Ele dizia: ‘Tião, é o seguinte: eu botei na minha cabeça que a gente tem que preservar’, aí saiu pelo mundo com essa história de preservar. Mas sempre voltava, não esquecia daqui”.

A luta contra a transformação da floresta em pasto para criação de gado, intensificada a partir do fim da década de 1970, deu visibilidade à luta dos seringueiros do Acre, que ganharam os jornais nacionais e internacionais com os chamados empates, ocasiões em que grupos de trabalhadores formavam barreiras humanas para impedir o trabalho das motosserras.

Cunhada do ambientalista, Deusamar Mendes lembra que os empates reuniam homens, mulheres e até crianças contra o desmatamento. “Quando se sabia que ia ter uma derrubada, um vizinho avisava o outro, marcava um lugar para todos se encontrarem. Ia todo mundo e chegava-se no local da derrubada, improvisava barracas de lona e avisava que eles teriam que parar a derrubada e sair pacificamente. Sabíamos que eram trabalhadores, mas dizíamos que aquilo não era um meio de sobrevivência; iam atrapalhar a vida de muitos outros”, relata.

À frente dos trabalhadores da floresta, Chico Mendes assumiu a secretaria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Brasiléia e em seguida fundou o STR em Xapuri. Dirigiu a Central Única dos Trabalhadores no Acre, foi vereador pelo MDB e participou da fundação do PT no estado, junto de nomes como a senadora Marina Silva e o atual governador do Acre Binho Marques.

“As questões ambientais passaram a ser debatidas dentro do movimento sindical a partir do envolvimento e da atuação direta do Chico”, disse o vice-presidente do Conselho Nacional dos Serigueiros, Júlio Barbosa. Em 1987, foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio Global 500, da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com os empates e a repercussão internacional da luta dos povos da floresta pela preservação da Amazônia, Chico Mendes passou a conviver com as ameças de políticos e fazendeiros da região, tanto que chegou a enviar para autoridades locais uma relação de nomes de possíveis algozes. Os nomes de Darly Alves e do filho Darci, condenados pelo assassinato, estavam na lista.

“Pistoleiros sempre ameaçavam: telefonavam, deixavam recados embaixo da porta. Um desses dizia assim: ‘o seu fim está próximo, você vai ter um belo Natal’. Foi uma morte anunciada, que o Chico avisou ao mundo inteiro”, lembra Deusamar.

O fazendeiro Darly Alves e o filho Darcy foram apontados como mandante e autor, respectivamente, da morte de Chico Mendes. Em 1990, os dois foram condenados a 19 anos de prisão pela morte do seringueiro. Fugiram da prisão em Rio Branco, em fevereiro de 1993, e só foram recapturados três anos depois. Em setembro deste ano, a Justiça concedeu o direito de prisão domiciliar para Darly, que hoje tem 71 anos.

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DESVIAR VERBA DA EDUCAÇÃO É PIOR DO QUE FURTAR MANTIMENTOS DE DESABRIGADOS DE SANTA CATARINA

Educação ambiental e moral serão importantes para reconstruir cidades catarinenses

Educação ambiental e moral serão importantes para reconstruir cidades catarinenses

O furto de mantimentos doados aos desabrigados de Santa Catarina recebeu grande repercussão nacional na mídia. É realmente uma notícia de peso, mas os danos para a população são infinitamente  menores se compararmos com o desvio sistemático de verbas públicas da educação como aconteceu em Araraquara e, certamente, continua a acontecer em outras cidades de São Paulo e do Brasil.

O furto de mantimentos por alguns voluntários não vai impedir o povo catarinense de se reerguer e construir, quem sabe, uma sociedade com maior harmonia com a natureza e, principalmente, mais segura ambientalmente.

O desvio de verbas da educação, ao contrário, compromete o presente e o futuro do país, destrói o tecido social e cria um ambiente de autodestruição social; produz uma cultura moralmente danosa para a coletividade. O país patina na lama sem educação.

Textos sobre o desvio de verba de Araraquara em 10 anos de corrupção:

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LEITORA RELATA SITUAÇÃO DEPLORÁVEL DA EDUCAÇÃO NO INTERIOR DE SÃO PAULO

DEPOIS DE CUBA E VENEZUELA, BOLÍVIA É O TERCEIRO PAÍS DA AMÉRICA LATINA A ERRADICAR O ANALFABETISMO; BRASIL AINDA PATINA E FICA PARA TRÁS

Fernanda Chaves

Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolivia

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolívia

A Bolívia se tornou o terceiro país da América Latina a erradicar o analfabetismo ontem, 20 de dezembro. O primeiro foi Cuba, em 1961. Depois, foi a vez da Venezuela, em 2005. E, justamente com a ajuda de cubanos e venezuelanos, o governo do presidente Evo Morales, em menos de três anos, pôde ensinar 820 mil pessoas a ler e escrever. O método utilizado foi o “Yo, sí puedo”, criado pela Revolução Cubana, que também contribuiu com assessores e equipamentos.

Na entrevista a seguir, o cubano Javier Labrada Rosabal e o boliviano Pablo Quisber, ambos coordenadores do programa de alfabetização, explicam o método e contam como o projeto se desenvolveu e foi implementado na Bolívia.

Brasil de Fato – Como funciona o programa Yo, sí puedo? Como foi aplicado na Bolívia?

Javier Labrada Rosabal: Na Bolívia, foi uiniciativa do presidente eleito. Em Havana, antes de tomar posse, Evo Morales firmou um convênio com o então presidente cubano Fidel Castro para o projeto de desenvolvimento do programa nacional de alfabetização em seu país. No último dia da campanha presidencial de Evo, um jornalista perguntou a ele: “para que o senhor quer ser presidente?”. Ele respondeu: “para muita coisa, mas, principalmente, valorizar o meu povo”. Essa era sua máxima aspiração. Então, em Cuba, em dezembro de 2005, em sua primeira viagem como presidente eleito, o governo cubano se comprometeu a desenvolver e enviar todo material didático necessário e também a assessoria para a implementação. Um mês depois, na Bolívia, junto com Evo, desenvolvemos, a partir de suas orientações, os moldes do programa, que foi lançado em março de 2006.

Quais sãos os fatores fundamentais dessa campanha?

Javier: Em primeiro lugar, a vontade política do presidente. Em mais de 500 anos de existência da Bolívia e quase 200 de Bolívia republicana, nunca nenhum governo havia implantado, como política, uma campanha de alfabetização. Aqui, houve algumas tentativas, inclusive através de ONGs, mas nunca se consolidou uma verdadeira política como agora.

E as particularidades da Bolívia?

Javier: Em relação àVenezuela e à Bolívia, que são casos mais recentes , o trabalho é fruto de presidentes comprometidos com seu povo. A maneira como o povo boliviano se assumia na campanha permitiu a conformação das comissões de alfabetização em todos os níveis. É um fenômeno social muito complexo que não aconteceria sem a força de muitos. Desse modo, a Bolívia está enfrentando o analfabetismo, com 60 mil bolivianos atuando como facilitadores e supervisores. Aí está o protagonismo principal. A força é dos bolivianos. Nós trazemos o método, ajudamos metodologicamente, organizativamente, através da experiência que já temos, mas o recurso humano principal é o boliviano. Aqui somos 128 cubanos e 47 venezuelanos ajudando a implementar o programa. Somente nós não teríamos como promover a alfabetização. Impossível.

O êxito do projeto se deve claramente à inclusão cidadã e também à adesão de todos os municípios, incluindo seus prefeitos, que apóiam o programa – até mesmo os que não simpatizam com o governo. Isso é muito importante dizer. É um programa humano, educativo, que não tem a ver com assuntos políticos internos.

Em quantos países se desenvolve o método Yo, sí puedo?

Javier: O programa está presente em 28 países do mundo. Nós temos o método “Yo, sí puedo” em vários idiomas: em inglês, em mauí (para a Nova Zelândia), em português (estamos aplicando em alguns lugares do Brasil, como Piauí).

Geralmente, quais dificuldades são enfrentadas?

Javier: O maior inimigo do programa é a pobreza. O problema número um do analfabeto não é não saber escrever, é ter que dar o sustento para sua família.

Como, se é por televisão?

Javier: Com a cooperação de Venezuela e Cuba, instalamos 8.350 painéis de energia solar, num esforço tremendo, atravessando rios, estradas… esse país é imenso. Tem altiplano, vales, amazônia, é muito diverso. Mesmo assim, triunfamos na diversidade, adaptamos o método às características das regiões, obviamente com toda a ajuda dos facilitadores e das próprias comunidades.

É uma missão, sobretudo?

Javier: Nós, professores cubanos e venezuelanos, estamos numa missão internacional, aprendemos muito com o povo boliviano e ainda há muito o que aprender sobre a Bolívia. Nos sentimos honrados de estar aqui agora, de auxiliar esse desenvolvimento, sobretudo por cumprirmos o sonho de Che Guevara, que deu seu sangue por esta terra, para que não houvesse analfabetos. Se o Che tivesse triunfado há 40 anos, as coisas estariam bem diferentes. Mas temos agora essa oportunidade com o Evo no governo. Eu particularmente estou muito emocionado. São 820 mil pessoas alfabetizadas. O Evo é o impulsionador máximo, o animador máximo desse programa.

O programa é apoiado até por prefeitos que não são da “base” do Evo? Como é isso?

Pablo: Isso é a fortaleza do programa e estamos muito orgulhosos disso. Os governos municipais recebem recursos de muitas fontes. Temos 327 municípios, cada um com seu governo.  O programa de alfabetização é um projeto ideal para os municípios, não importa seus tamanhos. Trabalhamos em municípios totalmente opositores a Evo. Houve um caso no departamento de Pando, por exemplo, em Bolpebra, uma cidade bem pequena, na fronteira com Brasil e Peru, e onde não havíamos entrado ainda. Mas era o único na região. As autoridades eram muito desrespeitosas com o pessoal de Cuba e da Venezuela, desconfiavam da gente, não nos queriam lá, até com escopetas nos ameaçaram… Não ingressamos nesse município até que o prefeito viesse nos pedir! Ele se deu conta que os municípios vizinhos, Cobija, El Porvenir, avançaram. Estavam se beneficiando do programa, com televisores, painéis solares… e também com os professores. E iam os médicos cubanos, para fazer exames de vista de aprendizado, eram distribuídos óculos. Exames de saúde eram feitos, e a população satisfeita. E o município “dele” era o único ainda da região que não tinha acesso a esses benefícios. Prefeitos totalmente opositores se dão conta que vale a pena. O caminho do desenvolvimento, seja por qualquer via, socialismo ou o capitalismo, passa pela educação das pessoas.

Qual é o custo financeiro para se implementar o Yo, sí puedo?

Pablo: Até agora, estamos fechando com 35 ou 36 milhões de dólares. Isso inclui tudo, tudo, tudo. O grosso desse custo não vai pro governo boliviano. O governo aportou 8 milhões de dólares, que sai dos contribuintes bolivianos. O restante, 28 milhões de dólares, é produto de doação em recursos como equipamentos e assessores, de Cuba e da Venezuela. Há os 8.350 painéis solares, que foram todos doados pelos dois países, e cada um custa 1,3 mil dólares. Esses 36 milhões parecem uma cifra grande, mas, se dividirmos pelo conjunto de pessoas que foram alfabetizadas, não dá mais que 40 dólares por pessoa. O cálculo mais realista fica em torno de 150 dólares por participante. (Texto Integral no Brasil de Fato)

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Fim de ano é sempre uma festa, principalmente entre os políticos. O Senado aumentou em 7 mil o número de veradores pelo Brasil sem diminuir os gastos e, pior, entrou na Justiça porque a Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara, corretamente, verificou que houve alteração no projeto, o que requer nova votação.

Mais abaixo trecho da matéria em que deputados paulistas, que barram toda e qualquer CPI contra o governo estadual, mas gastam R$ 8 milhões com automóveis. Feliz Natal!

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Assembléia de São Paulo vai gastar R$ 7,9 mi na compra de 164 carros

Sílvia Amorim/Agência Estado

Às vésperas de encerrar o ano, a Assembléia Legislativa de São Paulo decidiu renovar, em uma compra de R$ 9,7 milhões, o painel eletrônico de votação e toda a frota de carros de uso de deputados e funcionários.

O maior gasto será com 145 veículos modelo Corolla 1.8 Flex, da Toyota: R$ 7,2 milhões, ou R$ 49.900 cada. Eles vão substituir os atuais 120 Astra Sedan e 14 Bora, comprados em 2005. Outros 11 veículos novos vão se juntar aos carros reservas da Casa. A compra foi concluída no dia 11 e, segundo o Legislativo paulista, ficou R$ 1,6 milhão mais barata do que o previsto inicialmente – R$ 8,8 milhões. (Notícia Completa)

BBC BRASIL: PROFESSOR EGÍPCIO É ACUSADO DE MATAR ALUNO POR NÃO FAZER LIÇÃO DE CASA

Professor egípcio é julgado por matar aluno que não fez dever de casa

Da BBC Brasil

Um professor de matemática egípcio aparece diante de um tribunal neste sábado, acusado de espancar um aluno de 11 anos até a morte porque ele não havia feito o dever de casa.

O caso aconteceu em uma escola nos arredores de Alexandria, há dois meses e causou comoção nacional.

Depois de usar uma régua para punir o aluno, o professor Haitham Nabeel Abdelhamid, de 23 anos, teria levado o menino Islam Amr Badr para fora da sala de aula e dado pancadas violentas em seu estômago.

O aluno desmaiou e foi levado para o hospital. Mais tarde, teve uma queda repentina na pressão sangüínea e morreu de parada cardíaca.

A correspondente da BBC na cidade Yolande Knell diz que para muitos egípcios o caso é um doloroso sinal do fracasso do sistema educacional do país, em que professores jovens, inexperientes e com poucos recursos lutam para controlar turmas com até cem alunos.

O pai do menino Islam, Amr Badr Ibrahim, diz que outros deveriam ser julgados junto com o professor. “O problema está no ensino e nos professores”, diz ele. (mais informações na BBC Brasil)

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Banco Central a serviço da banca

Banco Central a serviço da banca

Um sintoma de que o Banco Central do Brasil é benevolente e negligente com a conduta dos bancos de serviço pode ser claramente percebido com a vontade que os bancos têm para atender o público. O atendimento normalmente é péssimo, as taxas são excessivas e as filas intermináveis. Até leis foram elaboradas para impedir que pessoas fiquem mais de meia hora na fila. É um absurdo uma lei dessas em setores onde há concorrência capitalista.

Isso demonstra a concentração econômica e de poder que os bancos têm no Brasil. É vergonhoso e tende a piorar com as novas fusões. Os bancos, na verdade, não fazem a menor questão de atender a população brasileira. Se fosse permitido, eles fechariam as portas aos brasileiros. Banco não tem cliente, tem dependente. A população depende dos bancos para uma série de serviços, inclusive receber seu salário.

Pergunte ao dono de uma loja de roupas, padaria ou qualquer outro ramo competitivo se ele vai atender o público somente 6h por dia de segunda a sexta. Pelo contrário, eles querem abrir  por 8h, incluindo sábados e domingos. Veja abaixo notícia de que os bancos vão abrir ao público apenas duas horas nas vésperas do Natal. Não precisava…

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CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

Bancos ficarão abertos por duas horas na véspera do Natal

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – As agências bancárias atenderão o público no próxima quarta-feira (24), véspera do Natal, mas apenas durante duas horas, das 9h às 11h (horário de Brasília), nas capitais e regiões metropolitanas. No interior, onde normalmente o expediente começa e termina uma hora antes, as agências serão abertas às 8h e fechadas às 10h. O tempo de funcionamento por duas horas também foi estabelecido nos locais com diferença de uma hora em relação à Brasília, segundo comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As contas de água, luz, telefone e TV a Cabo, além de títulos e outros pagamentos com vencimento no dia 25, poderão ser pagas sem incidência de multa, no dia 26, sexta-feira. A regra também vale para as contas que vencem em 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando não haverá expediente bancário, que poderão ser pagas no dia 2 de janeiro.

Na nota, a Febraban observa que os clientes podem agendar os pagamentos, no caso de contas com boletos que têm o código de barras, nos terminais de auto-atendimentos, bem como nas agências dos Correios, lotéricas e outros estabelecimentos comerciais onde normalmente são feitas essas quitações.

Nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro de 2009, os horários de funcionamento das agências serão normais, segundo a Febraban.

FERNANDO MEIRELLES QUE SE CUIDE, A REVISTA VEJA NÃO DEVE PERDOÁ-LO POR ENTREGAR SEU PRÊMIO AO JUIZ FAUSTO DE SANCTIS

Meirelles repassa troféu a juiz De Sanctis

Claudio Leal/Terra Magazine

Cineasta mandou recado à revista Veja

Cineasta mandou recado à revista Veja

O cineasta Fernando Meirelles, diretor de Ensaio sobre a cegueira, realizou uma premiação particular e inabitual ao juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto de Sanctis, que condenou o banqueiro Daniel Dantas a 10 anos de prisão por corrupção ativa.

Vencedor do prêmio “Paulistanos do Ano 2008”, da Veja São Paulo, Meirelles repassou o troféu ao magistrado por achar que havia um paulistano que merecia a homenagem mais do que ele. A notícia foi antecipada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo desta quinta, 18. Em cima da placa, Meirelles colou um papel: “Fausto De Sanctis/ O Homem!”.

Em novembro, De Sanctis recusou a promoção à vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Permaneceu no caso Dantas e condenou o banqueiro por tentativa de suborno ao delegado Vitor Hugo Alves, da Polícia Federal.

O cineasta foi procurado por Terra Magazine, mas se encontra em Dubai, onde divulga Ensaio. Na carta a De Sanctis, ele diz se orgulhar da “capacidade de resistir às pressões” do presenteado.

Fernando Meirelles que se prepare e leia o que Nassif escreveu sobre os assassinatos de reputação da revista Veja. A revista Veja é conhecida pela distribuição (não é venda) de 1 milhão de exemplares e por criticar as melhores escolas particulares do país. Por quê? Por que essas escolas fazem os alunos pensarem. E isso deve ser muito ruim para a revista.

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MAINARDI PROCESSA MAIS UMA VEZ NASSIF; VEJA NÃO GOSTA DE LIBERDADE DE IMPRENSA… DOS OUTROS
MAINARDI E VEJA SÃO ACUSADOS DE PERTENCER À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DE DANTAS

“QUEM TEM FOME DE EDUCAÇÃO TEM PRESSA”

Para AGU e educadores, piso salarial é fundamental para melhoria da educação

Marco Antonio Soalheiro e Amanda Cieglinski
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Em resposta aos argumentos apresentados pelos estados que questionam a lei que instituiu o piso salarial dos professores, a Advocacia-Geral da União (AGU) e os advogados de entidades representativas da classe ressaltaram hoje (17), durante julgamento no Supremo  Tribunal Federal (STF), que a valorização do professor é fundamental para a melhoria do sistema educacional do país e deve começar desde já.

“A educação do país tem um déficit e precisa ser melhorada. A valorização do professor por meio de uma remuneração digna passa por essa proposta”, afirmou o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli.

Ele lembrou ainda que o piso está  previsto na lei que criou o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e que a União poderá destinar recursos aos estados que não conseguirem, com os próprios recursos, arcar com o valor do novo piso.

Em nome da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o advogado Roberto Figueiredo Caldas assinalou que a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelos governadores foi uma manobra para adiar a implementação efetiva do piso, previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009.

“Quem tem fome de educação tem pressa. Não há porque se postergar a aplicação do piso. Essa pretensão esbarra em normas constitucionais”, disse Caldas.

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STF garante entrada em vigor do piso nacional de professores em janeiro

Marco Antonio Soalheiro*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (17) que a lei que instituiu o piso de R$ 950 para os professores poderá entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009 e que o aumento do tempo de planejamento de aulas para 1/3 da carga horária de trabalho do professor, também previsto na nova lei, ficará suspenso.

Por maioria, o STF rejeitou parcialmente o pedido de liminar por meio do qual cinco estados pretendiam suspender a entrada em vigor do piso. Governadores de Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do Ceará ajuizaram Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra dispositivos da lei que define novas regras para o magistério e unifica no país a remuneração inicial dos professores de escolas públicas da educação básica.

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Os argumentos apresentados pelos estados contra a classificação do piso como vencimento básico e o aumento do tempo de planejamento de aulas não sensibilizaram o ministro relator, Joaquim Barbosa. Ele ressaltou que a lei permitirá que até 31 de dezembro de 2009 o piso incorpore vantagens pecuniárias, numa espécie de período de maturação para os estados. Ao final do julgamento, Entretanto, os ministros definiram que não haverá prazo para que as gratificações possam valer como parte do piso, ou seja, será preciso julgar o mérito da questão.

Barbosa definiu como “justas expectativas” a ansiedade dos professores pelo aumento salarial.

“Não é crível presumir que os estados se oponham à melhoria das condições educacionais”, disse Barbosa. “Há estados que já se enquadravam no piso e outros terão que reformular a estrutura de suas carreiras de magistério, podendo adotar o entendimento de que o piso compreende não só o salário básico, como as vantagens e os adicionais”, acrescentou .

O relator deixou claro em seu voto que a aplicação do piso não poderá ter efeitos retroativos e que as previsões da lei serão progressivamente implementadas no próximo ano. O ministro Carlos Ayres Britto seguiu integralmente o voto de Barbosa. “Não se pode falar em valorização da educação no país sem a instituição de um piso digno para os professores”, disse Britto

A maioria dos ministros seguiu em parte o relator e a liminar foi deferida em relação ao aumento do tempo de planejamento das aulas. Prevaleceu o entendimento de que este é um tema sujeito a especificidades em cada estado e exige uma discussão de mérito mais aprofundada.

LEITOR FAZ APELO AO GOVERNADOR JOSÉ SERRA E A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, MARIA HELENA DE CASTRO, QUE IGNORAM SITUAÇÃO DE ARARAQUARA, INTERIOR DE SÃO PAULO

Por Dorival Silva

Apelo para apuração de denúncias envolvendo a ex dirigente de Ensino de Araraquara – SP, Supervisores de Ensino e Diretores de escolas de Araraquara e Região, denuncias feitas desde 2005.

Sr. Governador José Serra, Sr.ªSecretária da Educação Maria Helena de Castro Guimarães

Volto a tratar de um assunto de extrema gravidade. Na semana passada, comecei uma nova empreitada na conscientização todos os cidadãos da cidade de Araraquara e Região, distribuindo as provas (notas fiscais frias.
Porque o Governo de SP não tem o direito de varrer para debaixo do tapete as denúncias graves que estão sendo feitas contra a atuação da lider do esuema a ex dirigente de Ensino de Araraquara.

As denúncias, Sr. Governador, repito aqui, não foram ainda publicadas na grande mídia por que o clamor público começa a se manifestar agora, mas é bem possivel que em serão manchetes de jornais e revistas de grande circulação nacional, Jornal do Brasil, e em jornais do Estado de SP e também nas revistas Veja e ISTOÉ. Os noticiários de televisão, como “Jornal Nacional” e o da Record, apresentado por grandes jornalistas que defendem a moralidade pública, repetiremos as denúncias que consideramos de extrema gravidade. Elas vão desde a formação de caixa dois dentro das escolas, que, utilizando-se das verbas publicas destinadas as escolas, os fraudadores criam mecanismos muito bem engendrados de corrupção, estariam sendo cobrando propinas, que, segundo provas, procuração da Senhora  assistente planejamento da diretoria de ensino de Araraquara por mais de 10 anos que conhece bem o esquema da ex dirigente e seus comparsas chegam a mais de 10 milhões de reais. Isso significa, Sr.Governador, menos reformas, investimentos e menos educação para nossos filhos, que esta denúncia, em resumo, diz o seguinte: Não adianta os seus assessores quererem desqualificar as nossas denuncias e nem dizer que é bobagem aquilo que eu dissemos, De fato, não temos força para brigar contra corruptos que se utilizam de dispositivos em altamente poderosos para destruir seus denunciantes, mas o senhor Governador tem autonomia.

Nesse sentido, existe um requerimento do Educafórum, que deverá ser analisado na Assembléia legislativa de SP nesta semana, segundo compromisso do próprio Presidente da Comissão da Educação, Senhor Simão Pedro. Aprovado esse requerimento por esta Comissão, a Secretária da Educação deverá ser convocada. convocar o Ministro. Aliás, já foi convocada em 04 de Dezembro pela Casa, e lá depoisd e 04 anos foi questionada do Esquema de Corrupção em Araraquara, onde ex-dirigente é alvo de denúncias até do alastramento dessa máfia por todo o Estado . Todo o dinheiro desviado das escolas, segundo consta, estão se esvaindo nos bolsos dessa organização.

O Senhor Governador não pode, não tem o direito de dizer que não vai tomar providencias urgentes, no sentindo de responsabilizar os supervisores de ensino de Araraqura e dar prosseguimento as apurações de 44 escolas(a serem auditadas pela FDE). Acareações, colocando frente a frenre e seus denunciantes.

Queremos ouvir todos até para que tenham a oportunidade da defesa. Não queremos prejulgar, queremos dar a  seus aliados, apesar das provas existentes serem contudentes de seu indiscutivel envolvimento, mas é preciso que eles reconheçam que as denúncias são graves. Não podemos admitir que essas denúncias não sejam investigadas.
Tudo isso não vai cair no esquecimento apesar de já terem se passado quase 04 anos e para alguns diretores já estamos chegando no quinto.

O Senhor Governador está retirando e até queimando o sofá da sala, mas, evidentemente, não está resolvendo o problema das denúncias graves. Se elas ocorreram, a ex dirigente de ensino e seus comparsas cometeram uma grave traição contra o Governador do estado de São Paulo, que confiou na Secretária da Educação da época Rose Neubauer ao nomeá-la dirigente de ensino de Araraquara e Região, bem como para a Educação do Estado de São Paulo. Terá sido um péssimo exemplo para a juventude do nosso País, Sr. Governador José Serra. O Senhor não tem o direito de varrer para debaixo do tapete essa sujeira que está sendo anunciada e denunciada pela Imprensa, não tem o direito de “tirar o sofá da sala e atear-lhe fogo”, entendendo que assim terá resolvido o problema.

O problema é muito grave, agride a inteligência dos Araraquarenses e dos brasileiros. Não pode ser ignorado pelo Governador mais rico da Federação, que não pode acreditar que já o resolveu, ao transferir para a FDE que também apenas se limitou a um serviço pela metade. Sr. Governador, o caso é grave. Precisamos apurá-lo. Os Deputados Estaduais de São Paulo também não podem se omitir. Essa não é uma questão de Partido, mas de moralidade pública.

Sr. Governador, nesta fase difícil em que estamos vivendo, a crise mundial, o Brasil, nosso Estado de SP, está numa enorme turbulência enorme diante da crise do desemprego, das dúvidas, da incerteza que toma conta da população brasileira no que se refere à economia do País e do Mundo. Não podemos ignorar que são essas práticas da corrupção que arrastam os recursos que faltam para a creche, a escola, a saúde, a segurança pública, a agricultura, o desenvolvimento e o emprego.

São esses recursos roubados que acabam fazendo muita falta para o bem-estar da população. Porque podem até escapar os corruptos denunciados, em virtude da benevolência, da complacência do próprio Governo. No entanto, não escapará do julgamento da população, que, indignada, não suporta mais as denúncias de corrupção sem apuração devida e sem a responsabilização dos verdadeiros culpados por cada caso de corrupção denunciado e jogado debaixo do tapete.

O Governador José Serra ou qualquer outro cidadão deste País não têm – repito – o direito de jogar debaixo do tapete essa lama. O Governador do estado de SP não tem o direito de “tirar o sofá da sala, de queimar o sofá” e considerar que esse problema está resolvido. Ou teremos que apagar da memória dos computadores, dos jornais, das emissoras de televisão e de rádio deste País as denúncias que estão gravadas na memória de cada cidadão que leu, ouviu ou assistiu, pela televisão, denúncias que envolvem a Ex dirigente de ensino de Araraquara. Não vale apenas uma resposta malcriada da Assessoria Técnica da Secretaria da Educação SP. Ela  está, sim, sob suspeita, está sendo denunciada, e, muito mais do que uma resposta malcriada, precisa dar satisfação à Nação brasileira, a Paulista e a Araraquarense, daquilo que vem sendo praticando dentro das escolas estaduais . Eles tem tudo a ver com essa lama, com essa sujeirada, basta o governo ter vontade de investigar e olhar as provas para reconhecer a o Esquema de corrupção. Mas exigimos que esse caso seja apurado. E ele começará a ser apurado a partir dessa reunião de hoje na Assembléia Legislativa de São Paulo em audiência pública na Comissão de Educação.

Além disso, quero deixar colocado aqui esse instrumento a mais de condição de averiguação dos fatos, para que os senhores Deputados possam efetivamente apurar qualquer deslize e qualquer ato de improbidade que exista no âmbito do Poder Público Estadual. É para isso que existe a Comissão de Educação para fiscalizar e controlar, e melhorar o funcionamento de todas as escolas Estaduais, coloco a V. Exª essa questão e essa prerrogativa da Comissão. Muito obrigado.
Dorival Silva
Agradeço, o Senhor Glauco Cortez que abre este espaço democratico de denuncias de Corrupção e de desmandos do autoritarismo desenfreados nas escolas deste país, que cobra das autoridades públicas ação efetiva, mas não é conivência com a corrupção e com a imoralidade. Se foram denunciadas, têm de ser apuradas e quem deve determinar a apuração dessas denúncias e dessas irregularidades, aqui publicadas pela imprensa, é o próprio Governador do Estado de São paulo Senhor José Serra.

OBS: Peço, aos leitores do blog Educação Política, para não enviar comentários  excessivamente longos com trechos de outros blogs e sites. Caso queiram publicar trechos de outros sites e blogs, por favor resumam o material, elaborem um comentário e enviem.

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RETRATO DA DESIGUALDADE DO IPEA MOSTRA AS DIFERENÇAS ENTRE NEGROS E BRANCOS NA VIDA E NA ECONOMIA BRASILEIRA

Na mesma gestação, cores diferentes

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Mulheres negras são maioria em situações de trabalho precário

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As mulheres negras ainda são o grupo que vivencia situações de trabalho mais precárias. É o que mostra a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgada hoje (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e que analisa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

Se por um lado as mulheres (brancas e negras) têm aumentado a sua participação no mercado de trabalho, passando de 46% da população feminina ocupada ou à procura de emprego em 1996 para 52,4% em 2007, elas seguem com maior representação no trabalho doméstico, na produção para consumo próprio e no trabalho não remunerado.

Entre as mulheres negras, de acordo com a pesquisa, os dados revelam uma situação mais precária. Elas apresentam as maiores proporções no trabalho doméstico, 21,4% (contra 12,1% entre as mulheres brancas e 0,8% entre os homens), e na produção para subsistência e trabalho não remunerado, 15,4%. Elas também são o grupo com as menores proporções de carteira assinada, 23,3%, e e na posição de empregador, 1,2%.

Ainda no que diz respeito ao trabalho doméstico, a pesquisa destaca a queda no percentual de meninas com idade entre 10 e 17 anos (idade escolar) empregadas como trabalhadoras domésticas, passando de 14,2% em 1996 para 5,8% em 2007.


Expectativa de vida de brancos é maior do que de negros

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pesquisa divulgada hoje (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, entre 1993 e 2007, a expectativa de vida foi maior para as mulheres em relação aos homens e também para a população branca na comparação com a negra.

O estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça mostra que, em 1993, o total de mulheres brancas com mais de 60 anos de idade representava 9,4% da população e o de negras, 7,3%. Esses percentuais alcançaram, em 2007, 13,2% e 9,5%, respectivamente. O grupo dos homens brancos com 60 anos ou mais, em 1993, era de 8,2% e passou para 11,1%, em 2007. Já os negros na mesma faixa etária saltou de 6,5% para 8% no mesmo período.

A diferença de representatividade de homens brancos e negros com mais de 60 anos aumentou de 1,7 para 3,1 pontos no período. A diferença entre as mulheres brancas e negras passou de 2,1 para 3,7 pontos, entre 1993 e 2007.

O levantamento retrato das desigualdades é elaborado por meio de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo analisa diferentes campos da vida social e visa traçar um “retrato” atual das desigualdades de gênero e de raça no Brasil. Ele é realizado em parceria entre o Ipea, a  Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o IBGE.

Negros são maioria nas favelas, segundo estudo do Ipea

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar de reconhecer que nos últimos 15 anos houve uma melhoria nas condições de habitação no Brasil, a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgada hoje (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que ainda é perceptível a diferença entre negros e brancos, especialmente no que diz respeito aos domicílios localizados em assentamentos subnormais, ou seja, favelas e assemelhados.

Entre 1993 e 2007, o percentual de residências que se encontravam em favelas ou semelhantes passou de 3,2% para 3,6%. É um percentual considerado baixo, mas que representa um universo de 2 milhões de domicílios, ou pelo menos 8 milhões de pessoas.

Considerando a distribuição de acordo com o chefe da família, tem-se que 40,1% dessas casas são chefiadas por homens negros, 26% por mulheres negras, 21,3% por homens brancos e 11,7% por mulheres brancas. De acordo com o estudo, essa distribuição mostra a predominância da população negra em favelas, o que reforça a sua maior vulnerabilidade social.

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Uma obra-prima da teledramaturgia

Uma obra-prima da teledramaturgia

A série Capitu, exibida semana passada pela Rede Globo, colocou novamente a emissora como vanguarda e revolucionária na teledramaturgia. A série, assim como outras produções do núcleo de Luiz Fernando Carvalho, recriam a televisão. O trabalho dos atores, a direção, os efeitos teatrais e plásticos fizeram da série mais um momento histórico da televisão brasileira, assim como a série Hoje é dia de Maria, do mesmo diretor. O texto de Machado de Assis e a estética da minissérie formaram um par arrebatador.
Alguns rasos burocratas da emissora podem ficar abalados por uma possível queda de audiência na minissérie. Eles não percebem que é essa queda de audiência que faz a Rede Globo se recompor ainda mais forte na dramaturgia. A inovação e a criatividade podem ter um preço inicial, mas recebe um lucro grande com o tempo. São essas inovações que recompõem a audiência e a credibilidade da capacidade dramática da emissora.
No lado do jornalismo, a emissora continua a mesmice da doutrina Ali Kamel, que prega a inexistência de racismo no Brasil, a versão enviesada dos fatos, a omissão e o faturamento de acontecimentos que seriam possivelmente bons para a emissora. O jornal da Globo, por exemplo, que poderia apresentar uma visão mais honesta e digna da realidade, é enfadonho nas expressões dramáticas de William Wack, versão assessoria de imprensa de Wall Street. 

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BAHIA TEM ÁGUA CONTAMINADA POR PRODUTO RADIOATIVO, DIZ GREENPEACE

Greenpeace pede ações de ministérios contra contaminação radioativa da água de Caetité (BA)

Agência Brasil

Manifestantes do Greenpeace em Brasilia

Manifestantes do Greenpeace em Brasília

Brasília – Um ativista do Greenpeace entregou, hoje (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.

Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.

De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.

Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.

A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou

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JORNALISMO ECONÔMICO VIROU JORNALISMO ESPECULATIVO; ECONOMISTAS USAM LENÇO NA CABEÇA E JOGAM TARÔ PARA JORNALISTAS

jornalismo econômico quer mercado de videntes

jornalismo econômico quer mercado das videntes

 

O jornalismo econômico não trabalha mais com fatos ou acontecimentos, mas com previsões de acontecimentos. A realidade dos fatos não interessa, mas sim o que virá. O jornalismo econômico não trabalha mais com o presente, mas com o futuro. Os economistas tomaram o lugar dos videntes, cartomantes, etc.

O espírito baixa via computador. Por meio de comparativos, planilhas, dados e programas, os analistas dizem que o futuro ficou determinado. Só não entendemos porque erram tanto. E não entendemos também porque previsões ganham manchetes dentro do jornalismo, sendo que são apenas previsões.

Isso é culpa também dos meteorologistas, que ganharam eficiência e boa capacidade de previsão. Agora todo mundo quer dizer o que vai acontecer em 2009, 2010, 2011. O futuro para os economistas e para os jornalistas econômicos é algo palpável, determinado. O impressionante é que erram e depois dizem que era apenas uma previsão.

A Meca desse jornalismo premonitório é o Boletim Focus do Banco Central.  O Boletim Focus do Banco Central é inacreditável; todo mês muda. E mais incrível é a imprensa, que todo mês noticia como se fosse um fato real.  O pior de tudo é que esse documento de adivinhação não leva como variável do cálculo de análise o interesse dos jogadores de tarô financeiro.

 Veja link do Estadão,  manchete do Estadão on line de 15 de dezembro de 2008.

Mercado prevê queda nos juros e expansão menor da indústria :segundo relatório do BC, mercado espera três reduções do juro de 0,25 ponto porcentual no decorrer de 2009

Notícia na Folha de S. Paulo

15/12/200809h23  Economistas prevêem juro de 13% no final de 2009, diz pesquisa do BC

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UNIVERSIDADE DESENVOLVE PESQUISA PARA A PRODUÇÃO DE BIODIESEL A PARTIR DE MICROALGAS

Biodiesel feito de algas

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro (RJ)

Microalgas podem produzir biodiesel

Microalgas podem produzir biodiesel

Agência FAPESP – Embora, entre as matrizes vegetais, a soja seja a principal base do biodiesel do Brasil, sua escala de produtividade é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. O girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos. No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.

E, segundo o estudo, elas têm diversas outras vantagens. Do ponto de vista ambiental, o biodiesel de microalgas libera menos gás carbônico na atmosfera do que os combustíveis fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento.

A alternativa também não entra em conflito com a agricultura, pode ser cultivada no solo pobre e com a água salobra do semi-árido brasileiro – para onde a água do mar também pode ser canalizada – e abre possibilidades para que países tropicais (como a Polinésia e nações africanas) possam começar a produzir matriz energética. Além disso, as algas crescem mais rápido do que qualquer outra planta.

“O biodiesel de microalgas ainda não é viável, mas em cinco anos haverá empresas produzindo em larga escala”, estima o biólogo Sergio Lourenço, do Departamento de Biologia Marinha da UFF, responsável pelo estudo.

Lourenço identificou dezenas de espécies com potencial para produzir o biodiesel em larga escala. O problema é que a porcentagem de lipídios de cada alga não é alta – poucas espécies chegam a 20% de concentração. Mas a soja (18%) e o dendê (22%) também concentram baixas quantidades de lipídios. O amendoim concentra 40%.

“Se a matriz tem baixa concentração de lipídios, temos que acumular muito mais massa”, explica o biólogo. Por isso, ele e sua equipe trabalham em métodos para estimular a concentração de lipídios. “Por meio de técnicas de manipulação das condições de cultivo, conseguimos alterar a composição química nos meios de cultura, aumentando assim a concentração de lipídios. Em dez dias a biomassa está apta a ser colhida.”

Há pouco mais de um ano, o projeto vem sendo articulado com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério da Agricultura, a Secretaria Especial de Água e Pesca e a Casa Civil, que conduz o Programa Nacional de Biodiesel.

Conversas têm sido feitas com a Petrobras para apoiar o projeto. O financiamento permitiria o cultivo em grande densidade, em tanques de 20 mil litros, primeiramente em uma unidade da UFF, antes de ser levada ao semi-árido. Há também, segundo Lourenço, outra vantagem ecológica nesse cultivo: para fazê-las crescer, é necessário tirar carbono da atmosfera.

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TV CULTURA RECEBEU UMA CHUVA DE E-MAILS SOBRE O PROGRAMA RODA VIVA COM GILMAR MENDES E SEUS AMIGOS

A TV Cultura recebeu uma chuva de e-mails sobre o próximo Roda Viva com o presidente do Supremo  Gilmar Mendes, que deverá ir ao ar somente na segunda-feira, dia 15. O programa está causando comoção porque, ao que tudo indica, vai ser uma boa conversa de comadre entre entrevistado e entrevistadores. Tipo, levanta que eu chuto (ou meus amigos me entrevistam).

O ombudsman da emissora teve de dar explicações (link abaixo) e veja também o comentário de nosso amigo Luís Mello.

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JORNALISTICAMENTE, É O JUIZ FAUSTO DE SANCTIS QUE DEVERIA SER CONVIDADO PARA O RODA VIVA NO LUGAR DE GILMAR MENDES
TEATRO RÁ TIM BUM, DA TV CULTURA, CONSEGUE UNIR LINGUAGEM DO TEATRO E DA TELEVISÃO

Luís Mello

E mais: o ouvidor da TV Cultura ainda tem a coragem de reclamar da
quantidade de e-mails que a emissora recebeu por conta da listinha
privilegiada de “entrevistadores” ao coroné Mendes:

“Não poderia haver situação mais exemplar do cuidado que, na minha
opinião, todos devemos ter, independentemente de nossas opiniões
políticas, com o avassalador poder de multiplicação da Internet e da
importante – e também grave – possibilidade que ela abre para a
comunicação direta entre pessoas e instituições, sem intermediários.”

Ou seja, é realmente grave, para a mídiazona, a possibilidade de
“eliminar o intermediário” e estabelecer a comunicação direta entre as
pessoas.

Me faz lembrar daquele poema do Maiakóvski:

Incompreensíveis para as massas
Wladimir Maiakovski

Entre o autor e o público, posta-se o intermediário.
E o gosto do intermediário é bastante intermédio, medíocre.
Medianeiros médios pululam nos meios, onde, galopando, teu pensamento chega.
Um deles considera tudo sonolento:
“Sou homem de outra têmpera! Perdão”, e repete um só refrão:
“O público não compreenderá”.
Camponês, só viu um faz tempo, antes da guerra.
Operários, deu com dois, uma vez, numa ponte, vendo subir a água da enchente.
Mas diz que os conhece como a palma da mão.
Que sabe tudo o que querem!
Aqui vai meu aparte: chega de chuchotar bobagens para os pobres.
Também eles, podem compreender a arte. Logo, que se eleve a cultura do povo!
Uma só, para todos.

JORNALISTICAMENTE, É O JUIZ FAUSTO DE SANCTIS QUE DEVERIA SER CONVIDADO PARA O RODA VIVA NO LUGAR DE GILMAR MENDES

mestre de cerimônia do PSDB na Cultura

Alexandre Machado: mestre de cerimônia do pensamento tucano na Cultura

Os melhores programas de política e debate da TV Cultura de São Paulo são totalmente aparelhados pelo PSDB de forma vergonhosa. Um exemplo é o programa Opinião Nacional. É até divertido. Ele não existe sem um representante legítimo do tucanato ou dos sociólogos que prestam serviços para o partido. Gostaria que alguém fizesse um levantamento sobre quantos peessedebistas já participaram do Opinião Nacional. Tá fácil, basta conhecer um pouco da sociologia do PSDB e verificar os nomes no link do programa.

Esse aparelhamento faz com que o Roda Viva, um dos mais importantes  programas, perca o tempo jornalístico e também audiência. Na próxima segunda-feira pretende entrevistar o polêmico ministro do  supremo, Gilmar Mendes. Na verdade deveria entrevistar o juiz Fausto de Sanctis, que recentemente condenou, pela primeira vez na história, o banqueiro Daniel Dantas. Gilmar Mendes também deveria ser entrevistado, mas quando deu dois habeas corpus para Daniel Dantas em 48h. O Roda Viva perdeu o tempo jornalístico e vive um tempo político, assim como toda a TV Cultura.

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Veja abaixo nota do Conversa Afiada, sobre o Roda Viva com Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes e Roda Viva: a pergunta que não quer calar!

Conversa Afiada

A apresentadora do Roda Viva, Lillian Witte Fibe, comanda nesta segunda-feira (15/12), às 22h10, uma entrevista ao vivo com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.

O jurista brasileiro, que em 2008 passou a presidir a Suprema Corte brasileira, também foi ministro do STF por seis anos, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e advogado-geral da União. Assina a autoria de diversos livros e inúmeros artigos na área de Direito Constitucional. Sua nomeação e atuação como presidente do STF divide opiniões entre os profissionais da área jurídica, sobretudo por suas decisões quanto ao caso de Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Na bancada de entrevistadores estarão presentes Márcio Chaer, editor do site Consultor Jurídico; Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do blog Reinaldo Azevedo; Eliane Cantanhêde, colunista do jornal Folha de S. Paulo; e Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S. Paulo.

AÉCIO NEVES JÁ AVISOU QUE VAI ENFRENTAR JOSÉ SERRA COMO PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL

Aécio Neves defende prévias no PSDB para escolha de candidato à sucessão de Lula

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu hoje (10) que o partido entre em 2010 já com propostas de governo definidas e candidato escolhido, por meio de prévias a ser realizadas em 2009, para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele evitou se lançar como pré-candidato, mas considerou natural que o seu nome seja lembrado pela população.

“Na verdade, soa como estapafúrdio alguém dizer que é candidato por si próprio”, afirmou. No entanto, fez questão de destacar que na última pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Datafolha seu nome foi lembrado, espontaneamente, por 4% dos entrevistados.

Para que o PSDB entre em 2010 já com candidaturas e programa de governo postos, o governador de Minas Gerais defendeu a realização de prévias no partido entre outubro e dezembro de 2009. “O adequado seria, nos últimos meses do ano que vem, realizar as prévias para que amanhecêssemos em 2010 com a questão resolvida”, afirmou Aécio.

Hoje, numa reunião com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ele voltou a defender a realização das prévias – assunto que já discutiu com o governador de São Paulo, José Serra, nome cotado para disputar a sucessão do presidente Lula.

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Uma reflexão sobre a tragédia em Santa Catarina

Ecoagência

As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.

Por que tudo aconteceu de forma tão diferente e tão trágica? Será que a culpa foi só da chuva, como citam as manchetes? Nossa intenção não é apontar culpados, mas mencionar alguns fatos para reflexão, para tentar encaminhar soluções mais sábias e duradouras, e evitar mais e maiores problemas futuros.

Houve muita chuva sim. No médio vale do Itajaí ocorreu mais que o dobro da quantidade de chuva que causou a enchente de agosto de 1984. Aquela enchente foi causada por 200 mm de chuva em todo o Vale do Itajaí. Agora, em dois dias foram registrados 500 mm de precipitação, ou seja, 500 litros por metro quadrado, mas somente no Médio Vale e no Litoral.

A quantidade de chuva de fato impressiona. Segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica é a principal fonte de precipitações de grande parte do continente e tudo o que acontecer com ela modificará de maneira decisiva o clima no Sul e no norte da América do Sul. Assim, as inundações de Santa Catarina e a seca na Argentina seriam atribuídas à fumaça dos incêndios florestais, que altera drasticamente o mecanismo de aproveitamento do vapor d’água da floresta amazônica. Outros especialistas discordam dessa hipótese e afirmam que houve um sistema atmosférico perfeitamente possível no Litoral Catarinense.

Existe uma periodicidade de anos mais secos e anos mais úmidos, com intervalo de 7 a 10 anos, e entramos no período mais úmido no ano passado. Esse mecanismo faz parte da dinâmica natural do clima. De qualquer forma, outros eventos climáticos como esse são esperados e vão acontecer.

Mas o Vale do Itajaí sabe lidar com enchentes melhor do que qualquer outra região do país. Claro que muito pode ser melhorado no gerenciamento das cheias, à medida que as prefeituras criarem estruturas de defesa civil cada vez mais capacitadas e à medida que os sistemas de monitoramento e informação forem
sendo aperfeiçoados.

De todos os desastres naturais, as enchentes são os mais previsíveis, e por isso mais fáceis de lidar. Os deslizamentos e as enxurradas não. Esses são praticamente imprevisíveis, e é aí que reside o real problema dessa catástrofe.

É preciso compreender que chuvas intensas são parte do clima subtropical em que vivemos. E é por causa desse clima que surgiu a mata atlântica. Ela não é apenas decoração das paisagens catarinenses, tanto como as matas ciliares não existem apenas para enfeitar as margens de rios. A cobertura florestal natural das encostas, dos topos de morros, das margens de rios e córregos existe para proteger o solo da erosão provocada por chuvas, permite a alimentação dos lençóis d´água e a manutenção de nascentes e rios, e evita que a água da chuva provoque inundações rápidas (enxurradas).

A construção de habitações e estradas sem respeitar a distância de segurança dos cursos d’água acaba se voltando contra essas construções como um bumerangue, levando consigo outras infra-estruturas, como foi o caso do gasoduto. Esse é um dos componentes da tragédia.

Já os deslizamentos, ou movimentos de massa, são fenômenos da dinâmica natural da Terra. Mas não é o desmatamento que os causa. A chuva em excesso acaba com as propriedades que dão resistência aos solos e mantos de alteração para permanecerem nas encostas. O grande problema de ocupar encostas é fazer cortes e morar embaixo ou acima deles. Há certas encostas que não podem ser ocupadas por moradias, principalmente as do vale do Itajaí, onde o manto de intemperismo, pouco resistente, se apresenta muito profundo e com vários planos de possíveis rupturas (deslizamento), além da grande inclinação das encostas. E é aí que começa a explicação de outra parte da tragédia que estamos vivendo.

A ocupação dos solos nas cidades não tem sido feita levando em conta que estão assentadas sobre uma rocha antiga, degradada pelas intempéries, e cuja capacidade de suporte é baixa. Através dos cortes aumenta a instabilidade. As fortes chuvas acabaram com a resistência e assim o material deslizou.

A ocupação do solo é ordenada por leis municipais, os planos diretores urbanos. Esses planos diretores definem como as cidades crescem, que áreas vão ocupar e como se dá essa ocupação. Por falta de conhecimento ecológico dos poderes executivo, judiciário e legislativo (ou por não leva-lo em consideração), o código florestal tem sido desrespeitado pelos planos diretores em praticamente todo o Vale do Itajai, e também no litoral catarinense, sob a alegação de que o município é soberano para decidir, ou supondo que a mata é um enfeite desnecessário. Da mesma forma, as encostas têm sido ocupadas, cortadas e recortadas, à revelia das leis da Natureza.

Trata-se de uma falta de compreensão que está alicerçada na idéia, ousada e insensata, de que os terrenos devem ser remodelados para atender aos nossos projetos, em vez de adequarmos nossos projetos aos terrenos reais e sua dinâmica natural nos quais irão se assentar.

A postura não é diferente nas áreas rurais, onde a fiscalização ambiental não tem sido eficiente no controle de desmatamentos e intensidade de cultivos em locais impróprios, como mostram as denúncias frequentes veiculadas nas redes que conectam ambientalistas e gestores ambientais de toda região. A irresponsabilidade se estende, portanto, para toda a sociedade.

Deslizamentos, erosão pela chuva e ação dos rios apresentam fatores condicionantes diferentes, mas todos fazem parte da dinâmica natural. A morfologia natural do terrreno é uma conquista da natureza, que vai lapidando e moldando a paisagem na busca de um equilíbio dinâmico. Erode aqui, deposita ali e assim vai conquistando, ao longo de milhões de anos, uma estabilidade dinâmica. O que se deve fazer é conhecer sua forma de ação e procurar os cenários da paisagem onde sua atuação seja menos intensa ou não ocorra.

As alterações desse modelado pelo homem foram as principais causas dos movimentos de massa que  ocorreram em toda a região. Portanto, precisamos evoluir muito na forma de gestão urbana e rural e encontrar mecanismos e instrumentos que permitam a convivência entre cidade, agricultura, rios e encostas.

Por isso tudo, essa catástrofe é um apelo à inteligência e à sabedoria dos novos ou reeleitos gestores municipais e ao governo estadual, que têm o desafio de conduzir seus municípios e toda Santa Catarina a uma crescente robustez aos fenômenos climáticos adversos. Não adianta reconstruir o que foi destruído, sem considerar o equívoco do paradigma que está por trás desse modelo de ocupação. É necessário pensar soluções sustentáveis. O desafio é reduzir a vulnerabilidade.

Uma estranha coincidência é que a tragédia catarinense ocorreu na semana em que a Assembléia Legislativa concluiu as audiências públicas sobre o Código Ambiental, uma lei que é o resultado da pressão de fazendeiros, fábricas de celulose, empreiteiros e outros interesses, apoiados na justa preocupação de pequenos agricultores que dispõe de pequenas extensões de terra para plantio.

Entre outras propostas altamente criticadas por renomados conhecedores do direito constitucional e ambiental, a drástica redução das áreas de preservação permanente ao longo de rios, a desconsideração de áreas declivosas, topos de morro e nascentes, além da eliminação dos campos de altitude (reconhecidas paisagens de recarga de aqüíferos) das áreas protegidas, são dispositivos que aumentam a chance de ocorrência e agravam os efeitos de catástrofes como a que estamos vivendo. Alega o deputado Moacir Sopelsa que a lei ambiental precisa se ajustar à estrutura fundiária catarinense, como se essa estrutura fundiária não fosse, ela mesma, um produto de opções anteriores, que negligenciaram a sua base de sustentação.

Sugerimos que os deputados visitem Luiz Alves, Pomerode, Blumenau, Brusque, só para citar alguns municípios, para aprender que a estrutura fundiária e a urbana é que precisam se ajustar à Natureza. Dela as leis são irrevogáveis e a tentativa de revogá-las ou ignorá-las custam muitas vidas e dinheiro público e privado.

É hora de ter pressa em atender os milhares de flagelados. Não é hora de ter pressa em aprovar uma lei que torna o território catarinense ainda mais vulnerável para catástrofes naturais.

Prof. Dra. Beate Frank (FURB, Projeto Piava)
Prof. Dr. Antonio Fernando S. Guerra (UNIVALI)
Prof. Dra. Edna Lindaura Luiz (UNESC)
Prof. Dr. Gilberto Valente Canali (Ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos)
Prof. Dr. Hector Leis (UFSC)
João Guilherme Wegner da Cunha (CREA/CONSEMA)
Prof. Dr. Juarês Aumond (FURB)
Prof. Dr. Julio Cezar Refosco (FURB)
Prof. Dr. Lino Fernando Bragança Peres (UFSC)
Prof. Dra. Lúcia Sevegnani (FURB)
Prof. Dr. Luciano Florit (FURB)
Prof. Dr. Luiz Fernando P. Sales (UNIVALI)
Prof. Dr. Luiz Fernando Scheibe (UFSC)
Prof. Dr. Marcus Polette (UNIVALI)
Prof. Dra. Noemia Bohn (FURB)
Núcleo de Estudos em Serviço Social e Organização Popular – NESSOP (UFSC)
Prof. Dra. Sandra Momm Schult (FURB)
Equipe do Projeto Piava (Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí).

Se você também quer uma discussão mais aprofundada sobre o Código Ambiental e deseja que os parlamentares saibam disso, acesse o site www.comiteitajai.org.br/abaixoassinado

Fonte: Apremavi/EcoAgência

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EDUCAÇÃO POLÍTICA ATINGE 50 MIL ACESSOS

O blog Educação Política atingiu 50 mil acessos em menos de 7 meses de existência. É a internet, a rede mundial de computadores, que constrói essa nova comunicação. Uma comunicação que elimina a exclusividade da informação e multiplica os espaços públicos.

A internet está permitindo à comunicação e ao jornalismo uma multiplicidade de vozes, pensamentos e ideologias.

Aos leitores e internautas, muito obrigado.

LOCAÇÃO SOCIAL PODE SER ALTERNATIVA PARA HABITAÇÃO POPULAR E PARA IMÓVEIS VAZIOS

Locação social de imóveis é alternativa para minimizar déficit habitacional, diz coordenador

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Politicas públicas precisam de criatividade para melhorar moradia

Políticas públicas precisam de criatividade para melhorar moradia

Brasília – Entre 24 e 28 milhões de brasileiros não têm onde morar ou vivem em condições subhumanas. Segundo cálculos do Ministério das Cidades, seria necessário construir ou possibilitar a ocupação de pelo menos 6 milhões de moradias para extinguir o atual déficit habitacional brasileiro, problema que atinge principalmente as famílias de baixa renda das regiões metropolitanas, onde o problema é agravado pela falta de áreas livres para a construção, extremamente valorizadas. Para o coordenador de Reabilitação de Áreas Centrais do ministério, Renato Balbim, uma alternativa para que a população mais pobre tenha acesso à habitação é a locação social. Nesse modelo, o governo concede benefícios aos proprietários de imóveis que deixam aos cuidados de um gestor a locação desses espaços. O locatário também é beneficiado já que paga menos pelo aluguel. “Há uma série de possibilidades, em geral, o proprietário faz um contrato de longo prazo com o executor da política, que pode ser um município, um estado ou mesmo uma empresa privada que tenha aderido ao programa.” Diferente da política habitacional tradicional, em que há transferência da propriedade do imóvel, a locação social consegue garantir moradia à população, mas sem que o governo tenha que arcar com a aquisição de novos terrenos ou a construção de novas residências. “Como o proprietário original do imóvel alugado – seja o setor público, seja uma empresa – continua sendo seu dono, os subsídios ou financiamentos que as famílias beneficiadas pelo modelo têm que pagar não englobam o valor do imóvel”, afirma Balbim. Geógrafo e responsável pela organização do Seminário Internacional de Locação Social, evento que começa esta noite (8), em Brasília, Balbim lembra que há famílias que, embora tenham condições de pagar um financiamento imobiliário, não conseguem dar garantias para obter empréstimos para a compra de um imóvel. “Com a locação social, essas famílias poderiam passar alguns anos pagando pouco de aluguel e guardando algum dinheiro para quem sabe, futuramente, comprar sua casa própria”, defende Balbim. Além disso, ele sustenta que a locação social também ajudaria a induzir à utilização de imóveis vazios. “Como os contratos são de longo prazo, se inserem em uma política pública e são firmados com os executores do programa, esses imóveis se tornam uma fonte segura de renda para seus proprietários originais”, diz Balbim. Apesar de defender o modelo, Balbim reconhece que, no Brasil, nenhuma das poucas tentativas de implementar a locação social deram certo. “Houve algumas raras experiências que não atingiram o esperado sucesso”, afirma o géografo, citando, como exemplo, o caso de São Paulo (SP) e apontando a falta de regulações sobre o assunto como causa do fracasso.

HUMOR: CHARGE DE NANI DO SUPERGILMAR QUE TENTA SALVAR DANIEL DANTAS

CRIATIVIDADE DE PROFESSORES É PREMIADA PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Mais de 30 professores são premiados por práticas inovadoras

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Trinta e um professores de diferentes estados do país receberam hoje (3) o prêmio Professores do Brasil. Essa é a terceira edição da premiação que teve 779 experiências inscritas. O objetivo é valorizar e divulgar boas práticas de sala de aula desenvolvidas por esses profissionais.

A professora Nádia Maria Rodrigues, do Centro de Ensino Fundamental 18 de Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, foi uma das finalistas. Ela criou um projeto especial para ensinar a história e a cultura afro-brasileira a seus alunos do 2° ano do ensino fundamental.

“Foi uma motivação interna minha. Eu resolvi assumir o meu cabelo crespo e comecei a ler sobre a questão negra. Eu comecei a ler esses temas e vi que as crianças sofrem com o preconceito, com a discriminação, mas elas não sabem o que é isso, não sabem se defender. Como educadora, eu não poderia deixar de fazer esse trabalho”, justifica a professora, que é negra.

Os ganhadores são divididos em quatro categorias: educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Além de troféu, os professores recebem R$ 5 mil e as escolas são premiadas com equipamentos audiovisuais ou multimídia de até R$ 2 mil.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que é importante divulgar esses projetos. Ele citou a idéia de transformar o resultado da premiação em livro. “Esse é um prêmio de sucesso porque valoriza os trabalhadores inovadores e transformadores de professores de todo o Brasil, em todos os níveis da educação básica. Nós vamos fazer uma publicação de todas essas práticas e mandar para as escolas públicas para inspirar novas e boas práticas”, afirmou Haddad.

Ninfa Fausto, professora do município de Pindaí (BA), foi finalista com um projeto de resgate da memória da comunidade, com estudo dos documentos e arquivo histórico. “Hoje acontece esse processo de desenraizamento e a gente perde a nossa identidade. Eu quis valorizar esse patrimônio presente na nossa comunidade e que reforça a identidade do nosso lugar”, explica.

O prêmio Professores do Brasil é promovido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Fundação Bunge, Instituto Votorantim e Instituto Pró-Livro.

“O prêmio reconhece e premia o esforço do professor. E, mais do que isso, ele divulga o que foi feito. Isso é muito bom porque professores que tomam conhecimento do prêmio ficam estimulados a fazer algo diferente, por isso o prêmio passa a ser inspirador de novas práticas”, avalia a presidente da Undime, Justina Araújo.

A lista completa dos professores premiados está disponível no site do MEC.

EMISSÁRIO DE DANTAS FAZIA LIGAÇÕES DIRETAS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Gilmar Mendes pede apuração sobre ligação de ex-funcionário do STF com grupo de Dantas

Marco Antônio Saolheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, enviou hoje (3) uma representação à Procuradoria-Geral da República em que solicita a apuração de uma eventual ligação entre um ex-funcionário do STF e o grupo do banqueiro Daniel Dantas, condenado ontem (2) a dez anos de prisão pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Em sua sentença, De Sanctis citou uma série de telefonemas de Hugo Chicaroni, intermediário de uma oferta de propina de Dantas para um delegado da Polícia Federal, para Sérgio de Souza Cirillo, coronel da reserva do Exército, que ocupou cargo comissionado na Secretaria de Segurança do STF, entre os dias 30 de julho e 6 de outubro deste ano, quando foi exonerado.

Os contatos telefônicos ocorreram entre os dias 4 de junho e 7 de julho deste ano, véspera da deflagração da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. “Tal fato revela, pois, que os acusados, para alcançar seus objetivos espúrios, dias antes de oferecer e pagar vantagem às autoridades policiais atuavam, sem medir esforços, em suas tentativas de obstrução de procedimento criminal, tentando espraiar suas ações em outras instituições”, diz, em sua sentença, o juiz De Sanctis.

Segundo a assessoria do STF, Cirillo foi desligado dos quadros do tribunal por questões administrativas, sem ligação com qualquer desdobramento da operação da PF.

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PARLAMENTARES SE UNEM PARA QUE SUPREMO NÃO DERRUBE A LEI DO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO

Frente parlamentar faz peregrinação no STF em defesa da lei do piso nacional do magistério

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em peregrinação pela rejeição da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questiona a lei do piso nacional do magistério, membros da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores se encontram na tarde de hoje (3) com dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Adin, assinada pelos governadores do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará, questiona uso da denominação “vencimento básico”, em vez de “piso salarial”.

“Nosso propósito é colocar para os ministros o quanto essa lei foi debatida, seja na Câmara ou no Senado. Foram mais de 13 meses de discussão, ela foi aprovada por unanimidade e teve sua constitucionalidade respaldada pela Comissões de Constituição e Justiça da duas casas. É uma lei que significa muito não só para os 2 milhões de professores que ela vai beneficiar, mas para a educação brasileira e conseqüentemente para toda a sociedade”, argumenta a presidente da frente parlamantar, deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

A lei, sancionada em junho, estabelece um piso de R$ 950 para os professores e determina que um terço da carga-horária do profissional deve ser reservada para atividades extraclasse (atualização, cursos, preparação de aulas). A frente parlamentar já teve audiências com o ministro Marco Aurélio e com o relator da ação, Joaquim Barbosa, que adiantou que pretende definir seu voto até 15 de dezembro.

“Por isso, achamos conveniente conversar com os demais ministros um a um, já que eles vão ter que tomar uma posição sobre essa importante matéria. Na quinta-feira, devemos conversar com o ministro Eros Grau e continuamos com as audiências na semana que vem”, explica a deputada.

Segundo Fátima, o ministro Marco Aurélio se mostrou “sensível” à questão. “É claro que ele não pode adiantar o seu voto, mas disse que mais do que nunca devemos olhar com cuidado para a educação brasileira.”

A Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores é formada por 256 deputados e 58 senadores. A presidente alega que todos os atores envolvidos na área educacional foram “amplamente” ouvidos antes da aprovação da lei.

“O relator percorreu todos os estados da Federação, ouviu prefeitos, governadores e secretários de Educação municipais e estaduais. O valor de R$ 950 ainda está aquém do que o professor precisa e merece. Ele é um piso muito pequeno, estamos falando de pouco mais de dois salários mínimos e ainda tem gente questionando. Isso é inaceitável”, critica Fátima.

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Daniel Dantas é condenado a dez anos de prisão e pagamento de R$ 12 milhões

condenado a 10 anos e 12 milhões em multa

Dantas: condenado a 10 anos e R$ 12 milhões em multa

Do Uol

O juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, condenou nesta terça o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, a dez anos de prisão por corrupção ativa, por tentativa de suborno a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal

Dantas responde a processo por supostamente ter oferecido propina de US$ 1 milhão a um delegado da PF para que o nome dele fosse retirado do caso. O UOL entrou em contato com o advogado do banqueiro, mas ainda não obteve retorno.

Segundo a sentença, também foram condenados a sete anos e um mês cada um o assessor de Dantas, ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz, e o professor universitário Hugo Chicaroni. Eles teriam negociado a propina. Não foi determinada a prisão dos réus. Cabe recurso.

O juiz também aplicou multa por danos causados à sociedade, segundo ele, “para reparar o que lhe foi confiscado: a dignidade”. Dantas terá de pagar R$ 12 milhões, Chicaroni, R$ 494 mil, e Humberto Braz, R$ 1,5 milhão. A quantia será revertida a entidades beneficentes a serem designadas pelo juízo de execução, ou seja, somente quando não houver mais recurso. (texto completo no Uol)

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Desmatamento facilita o desmoronamento

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A conta do desmatamento e da total falta de preocupação com o meio ambiente já está chegando. Quem vai pagar é todo mundo.

Alguns, infelizmente, acabam pagando com a própria vida. Geralmente são as pessoas mais pobres, que vivem em situações de risco.

Mas todos perdem. Santa Catarina é um exemplo de que todos perdem, do Brasil inteiro.

Ecossistema, não dá mais para ignorá-lo.

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