Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

SERIA UMA ÓTIMA NOTÍCIA A TELEBRÁS CONCORRER COM AS EMPRESAS PRIVADAS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE INTERNET

 

Seria uma ótima notícia em 2009 se uma estatal brasileira, Telebrás, pudesse ser prestadora de serviço de internet, liberando uma rede que já existe para milhões de brasileiros. Provedores privados poderiam usar essa rede para competir com as grandes empresas de telecomunicações que prestam um péssimo serviço.  

Atualmente os serviços de acesso à internet no Brasil são um verdadeiro escândalo econômico: um dos piores e mais caros do mundo.  Veja abaixo trecho de uma matéria do Estadão mostrando que a Telebrás recebeu um aporte de capital do governo. Será que o governo Lula terá coragem de construir uma forte estatal para baratear o acesso à internet? É dessa comunicação que o Brasil precisa.

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Telebrás terá aporte de capital de R$ 200 milhões

Estatal deve usar rede da Eletronet em projetos de inclusão digital

A Telebrás está mais próxima de se tornar a gestora de um programa nacional de inclusão digital, com o aumento de capital de R$ 200 milhões, autorizado pelo governo na quarta-feira e comunicado oficialmente ontem ao mercado. Para tanto, segundo técnicos do governo, a Telebrás usaria a rede de fibras óticas da Eletronet, prestadora de serviços de telecomunicações criada em 1999 por empresas de energia elétrica, que entrou em falência em 2003.

O aporte de R$ 200 milhões está previsto desde dezembro do ano passado e consta da Medida Provisória 405/2007 que liberou R$ 5,45 bilhões em créditos extraordinários para vários ministérios. Naquela época, a justificativa foi a promoção do equilíbrio de contas da Telebrás, para prepará-la para coordenar um programa de inclusão digital e de universalização da banda larga.

Os R$ 200 milhões, segundo um técnico do governo, foram empenhados no ano passado e ficaram como restos a pagar em 2008. Os recursos teriam sido liberados para evitar que se perdesse na virada do ano.

O aporte de capital provocou uma alta das ações da Telebrás na Bolsa de Valores. A empresa, que está em um processo inconcluso de extinção, era uma holding que controlava as operadoras estatais de telefonia, privatizadas em 1998. Desde então, administra um quadro de funcionários, muitos dos quais cedidos à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A idéia de se revitalizar os 16 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet nunca foi abandonada pelo governo, que trava uma briga na Justiça com os credores da empresa (Alcatel-Lucent e Furukawa). A dívida estaria entre R$ 130 milhões e R$ 300 milhões. Fontes do governo sustentam, porém, que há no contrato da Eletronet uma cláusula que dá à estatal Eletrobrás o direito de tomar para si os ativos da empresa no caso de falência, mas o imbróglio aguarda decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro. (Texto integral no Estadão)

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