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O JORNALISMO

POLÍCIA FEDERAL ATUA SORDIDAMENTE NO CASO DO DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ E A MÍDIA É COMPLACENTE E CÚMPLICE

Matéria do Estadão sobre os pen drives do delegado Protógenes Queiroz mostra que a Polícia Federal está sórdida e que a mídia tem senso crítico seletivo.

A Polícia Federal está sórdida porque vaza informações de forma ininterrupta de uma apuração sobre, justamente, “vazamento de informação”, que teria sido feito pelo delegado Protógenes.

A mídia tem senso crítico seletivo. Estamos no meio de uma guerra e a notícia do Estadão é uma assessoria de imprensa à banda da política que tenta inocentar Daniel Dantas e, pior, não expõe de forma clara a grande manchete que contém os pen drives de Protógenes, ou seja: “Ministros do governo e senador tinham linha direta com esquema Dantas de corrupção“.  Olha que manchete!! Esse deveria ser o título da matéria, mas falta criticidade. Ou será que faltou jornalismo?

Dentro do jornalismo isso muitas vezes acontece por causa da cumplicidade com a fonte. Nesse caso, a fonte (Polícia Federal) vaza para que seu interesse seja reproduzido. A PF plantou matéria no Estadão. A reportagem do Estadão aceitou!

O esquema Dantas agradece. O jornalismo perdeu uma grande manchete.

Veja trecho da matéria sem faro jornalístico do Estadão.

Arquivos indicam que ministros e parlamentares caíram em grampos

Fausto Macedo/Estadão

Peritos da Polícia Federal identificaram em dois pen drives de uso pessoal do delegado Protógenes Queiroz arquivos ilustrados com 27 fotografias de “autoridades do governo federal, deputados e alvos da Operação Satiagraha”.

Os registros secretos do delegado indicam ainda que essas autoridades podem ter caído no grampo telefônico – provavelmente de forma involuntária porque mantiveram contatos com investigados.

A informação consta do Relatório de Análise de Mídias, página 19, que a PF preparou exclusivamente com base no conteúdo dos pen drives de Protógenes, apreendidos em novembro por ordem judicial.

O delegado armazenou as informações sobre parlamentares e integrantes da administração federal em pastas intituladas pela senha “Brasil”, inseridas no capítulo “dados para a vigilância”.

Também há menção a “áudios interceptados” de suspeitos em contato com autoridades e jornalistas e advogados.

Na página 5 do relatório os peritos reproduziram uma tela capturada em um pen drive de 2 gigabytes de Protógenes com cinco arquivos que indicam que o grampo pode ter pego o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, e o advogado Nélio Machado, que dirige o núcleo de defesa do chefe do Opportunity.

Os arquivos são assim denominados: “Áudio Satiagraha Guilherme x D. Dantas”, “Áudio Satiagraha x Luiz Eduardo”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Min. Geddel”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Sen. Heráclito Fortes” e “Áudio Satiagraha Nélio Machado”. (texto completo)

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O PLANETA E SEU HOMEM

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CRIA PAPEL PLÁSTICO COM EMBALAGEM DE MATERIAL DE LIMPEZA

Papel de plástico reciclado
Embalagens descartadas servem para rótulos e livros

Novo papel plástico é usado para embalagens
Novo papel plástico pode ser usado até para fabricar dinheiro

Um papel sintético fabricado com plástico descartado pós–consumo foi desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e testado em uma planta piloto da empresa Vitopel, fabricante de filmes flexíveis com fábrica em Votorantim, no interior paulista. Produzido em forma de filmes, o material produzido a partir de garrafas de água, potes de alimentos e embalagens de material de limpeza pode ser empregado em rótulos de garrafas, outdoors, tabuleiros de jogos, etiquetas, livros escolares e cédulas de dinheiro. “Ele é indicado para aplicações que necessitam de propriedades como barreira à umidade e água, além de ser bastante resistente”, diz a professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade e coordenadora do projeto que teve financiamento da FAPESP para o desenvolvimento da pesquisa e o depósito de patente. O papel sintético comercializado atualmente é produzido com derivados de petróleo. “Existem várias patentes e produtos comercializados com matéria-prima virgem, mas não encontramos nenhuma patente ou papel sintético feito a partir de material plástico reciclado”, diz Sati.

Os testes na planta piloto, também chamada de escala semi-industrial, foram conduzidos por Lorenzo Giacomazzi, coordenador de tecnologia de processos da Vitopel, que tem a cotitularidade da patente. “O grande diferencial desse processo é fabricar um papel sintético com material totalmente reciclado”, diz Giacomazzi. Foram usadas várias composições e misturas de plásticos da classe das poliolefinas. “O aspecto final é o mesmo do produto feito a partir da resina virgem, com a vantagem que se aproveita o material que iria para o aterro sanitário ou lixões.” A negociação da patente foi uma permuta entre as duas partes. Como a empresa precisava conhecer a composição do material para permitir o uso do equipamento, foi feita uma parceria. “Não pagamos nada para usar a máquina necessária para o experimento e, em troca, eles ficaram com um terço da propriedade intelectual”, explica Sati. Atualmente a empresa está à procura de fornecedores de material reciclado para continuar os testes em escala ampliada

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