Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

PARATY: 500 ANOS DE HISTÓRIA E NADA MUDOU; CAIÇARAS DA PRAIA DO SONO E VILA ORATÓRIA SÃO OPRIMIDOS PELA GANÂNCIA DA ELITE BRASILEIRA

Paraty: na terra da Flip quem tem grana manda

Paraty: na terra da Flip quem tem grana manda

A história parece que não muda, nem a ganância humana. Depois de 500 anos de história, os moradores da praia do Sono e Vila Oratória em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, divisa com São Paulo, sofrem com a intolerância e com a face mais tosca da elite brasileira.

Moradores da praia do sono e da Vila Oratória se dizem oprimidos pelo condomínio e impedidos de ter acesso ao mar. A terra da feira de livros Flip esquece seus habitantes.

Em visita que fiz ao local há uma semana, moradores relataram que há poucos dias houve brigas entre seguranças do condomínio Laranjeiras e moradores que tentavam ter acesso ao mar. Moradores feridos foram parar no hospital.

A praia do Sono é uma das coisas mais belas que a natureza já esculpiu e o homem ainda não destruiu. No local, que é uma área de proteção ambiental,  apenas moradores nativos e caiçaras que oferecem comida e pouso para trilheiros.  A beleza da natureza atiça a cobiça humana para empreendimentos imobiliários, desde que se expulse os moradores tradicionais e mude a legislação do local.

Para chegar à praia do Sono e a vila Oratória, o visitante tem de passar por uma guarita do Condomínio Laranjeiras, instalada no meio da estrada. Os seguranças exigem que se pare o carro e  interrogam os turistas. Não há lei em Paraty. O coronelismo do Sudeste continua vivo.

Ora, como pode seguranças privados podem questionar o destino das pessoas? Em países mais sérios, isso não aconteceria. No Rio de Janeiro (e diga-se também parte do Brasil) não tem saída; as classes baixas são oprimidas por traficantes ou pela elite.

Veja as boas matérias feitas pela Agência Brasil. As grandes empresas de comunicação não deram nada.

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7 Respostas para “PARATY: 500 ANOS DE HISTÓRIA E NADA MUDOU; CAIÇARAS DA PRAIA DO SONO E VILA ORATÓRIA SÃO OPRIMIDOS PELA GANÂNCIA DA ELITE BRASILEIRA

  1. Cláudio Ferreira 3 agosto, 2009 às 2:47 pm

    “Ganância da Elite” ?

    Primeiro, a FLIP não tem nada a ver com isso. Ao contrário, a FLIP estende as ações a estas comunidades, durante o ano inteiro, levando conhecimento, oficinas e montando bibliotecas nas escolas locais, que recebem novos livros todos os anos após o evento, como contra-partida social. Os próprios moradores podem confirmar o que estou dizendo; inclusive demonstrar localmente os acervos e resultados efetivos das ações promovidas pela FLIP ao longo desses anos, em várias outras comunidades como o Mamanguá por exemplo.
    Em segundo lugar, recomendo aos interessados, que não fomentem a discórdia entre as partes, como fez o anônimo e desavisado autor dessa matéria, gerando mais confusão entorno de um assunto já bastante complicado. Como se diz no popular: “se não puder ajudar, não atrapalhe”.
    A discussão promete ir mais longe do que se possa imaginar; portanto, recomendo que ambas as partes acalmem seus ânimos, e resolvam amigavelmente suas diferenças. Para isso, trago a luz, dois termos jurídicos, que podem orientar os interessados: “Passagem Forçada” e “Servidão de Passagem”, dois grandes institutos do Direito Civil.
    Encontrei uma publicação excelente sobre o assunto; trabalho de Joanita Zacchi de Campos — Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito do Norte Pioneiro (FUNDINOPI), em Jacarezinho (PR), no site clubjus.com.br (Clube Jurídico do Brasil).
    Recomendo por fim, que as partes estudem a matéria, e tenham a “coragem física” de se enfrentarem com inteligência e educação, mantendo a tradição secular de igualdade política e social; característica prima de Paraty. Ao contrário do que afirma o irresponsável (SIC) autor dessa matéria.

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    • glaucocortez 3 agosto, 2009 às 11:27 pm

      Basta ir a Paraty e ver os seguranças e conversar com os moradores do local Praia do Sono e Vila Oratório. Sobre a igualdade, Paraty tem, segundo o próprio governo federal (PNAD), cerca de 4.600 famílias pobres. A cidade possui apenas 35 mil habitantes. Não precisa dizer mais nada.

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