Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 1 outubro, 2009

MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, DIZ QUE CALENDÁRIO TEM FOLGA E PROVA DO ENEM DEVE ACONTECER EM NOVEMBRO

Nova prova do Enem será em novembro

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro.

O MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.

Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas em consideração as datas de realização de outros vestibulares, para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.

Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas, de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível ajustar essas datas.

O ministro disse que as provas que vazaram “viraram um simulado”. E é possível que elas sejam disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes da nova aplicação do exame.

Uma reunião, hoje (1º) à tarde, entre representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.

Haddad afirmou que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São Paulo.

“Felizmente isso ocorreu antes da prova ser aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo seria muito maior”, afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado (3) e domingo (4) próximos.

De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para imprimir as provas – que já estão elaboradas – giram em torno de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.

Segundo o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação. Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.

Os candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61 61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.

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BANDA LARGA QUE GOVERNO LULA PRETENDE IMPLANTAR DEVE SER UMA REDE NEUTRA, APENAS A ESTRUTURA FÍSICA

Lúcia Berbet fez uma excelente matéria (com o título Santanna descarta parceria de operadoras no Plano Nacional de Banda Larga) para o Tele Síntese. Ela entrevistou o  secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.

Nela, o secretário explica como poderá ser a banda larga, ou melhor, a estrutura de banda larga que o governo pretende montar, se as grandes operadoras de telefonia deixarem e se os políticos entreguistas  não impedirem.

Na reportagem Santanna diz que serão necessários investimentos de R$ 1,1 bilhão para acender redes capazes de ligar 4.245 municípios e atender a uma população de 162 milhões de pessoas e que as três maiores operadoras detêm 86% do mercado de banda larga no Brasil concentrado nas classes A e B. “Os monopólios regionais levaram a concentração e a elevação dos preços”.

Para as classes C e D não há ofertas.  Além disso, Santanna ressalta que 90% das conexões estão abaixo de 1 Mbps, o que não é considerado banda larga. “A UIT só considera banda larga conexões acima de 2 Mbps”

Em outro trecho da reportagem diz que

” a rede de banda larga do governo será apenas de backbone e backhaul, a última milha terá de ser negociada entre pequenas empresas de telecom e provedores de internet. Será uma rede neutra que fomentará a concorrência, reduzirá os preços das tarifas de banda larga e promoverá acesso nos locais onde as operadoras não querem ir”. Ele ressaltou que o governo não quer ganhar dinheiro com essa rede, mas exercer um papel regulatório no mercado.

“Não há barreira regulatória para o serviço, aliás, sequer existe programa de qualidade da banda larga. E veja, também não é problema de investimento, porque no estado de São Paulo, que equivale a Argentina e o Chile juntos e ainda sobra gente, não tem um serviço de qualidade. E nem sequer é problema de dinheiro, porque a empresa que entrou em colapso em São Paulo é uma empresa muito rica. O problema é de gerência e de falta de concorrência no controle da infraestrutura”, disse Santanna.

Santanna afirma que há tempo hábil para colocar o Plano Nacional de Banda Larga em ação antes do final do governo. Ele lembrou que a Telebrás não tem nenhum empecilho para voltar a funciona, porque não chegou a entrar em processo de licitação, e o governo detém 91% das ações. Disse ainda que a garantia de continuidade do programa virá de seu funcionamento. “Se a sociedade apoiar, não há governante que queira acabar com o que está dando certo”, disse. (Texto integral no Tele Síntese)

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IMPRESSIONANTE: CREDIBILIDADE DA MÍDIA CAI QUASE 20 PONTOS PERCENTUAIS EM APENAS UM ANO, MOSTRA PESQUISA VOX POPULI/CRIP-UFMG

Charge Bessinha

Charge do Bessinha

A credibilidade da mídia despencou em queda livre no último ano. A queda foi de 18 pontos percentuais entre julho de 2008 e julho de 2009, período em que foram feitas duas pesquisas pelo Vox Populi. Em apenas uma ano, 30% dos entrevistados que acreditavam na imparcialidade da mídia deixaram de acreditar.

Os levantamentos foram encomendados pelo Centro de Referência do Interesse Público (Crip) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2008, 60% dos entrevistados acreditavam em uma mídia imparcial, atualmente esse percentual é de 42%. A percepção de que a mídia é parcial subiu 50%, saltando de 26% para 39%.(veja tabela abaixo)

É difícil imaginar o que causou tamanha queda de credibilidade. Pode ser a crítica da mídia presente blogosfera, pode ser a insistência da mídia em criticar acertos do governo Lula, pode ser o jornalismo de quinta categoria da revista Veja, pode ser a publicação de spam pela Folha de S. Paulo etc.

Pode ser muita coisa. Se o internauta tiver alguma ideia, mande um comentário. Por que será que as pessoas estão deixando de acreditar na mídia?

O fato é que os donos dos grandes meios de comunicação do Brasil devem ficar preocupados. Um candidato a presidente caiu 4% na última pesquisa e chamou uma reunião para analisar.

Talvez seja hora de rever conceitos para a credibilidade não começar a doer no bolso. Caso contrário, terão de bater na porta do quartel, como em 64. Esperamos que a segunda alternativa não seja a mais fácil.

PS: Vale ressaltar que o indivíduo que responte na pesquisa que a mídia é imparcial (termo não aplicado dentro do jornalismo), tem grande propensão a tomar a mídia como confiável e com credibilidade. Diferentemente de quem a considera parcial, ou seja, pelo menos não totalmente confiável.

Em sua opinião, a mídia costuma ser mais: 2008 2009
Imparcial 60%

42%

Parcial 26%

39%

Não sabe/não respondeu 14% 19%
Total 100% 100%
Número de entrevistados 2421 2400

Fonte: Relatório de pesquisa de opinião pública – Interesse Público e Corrupção – julho/2008 e julho/2009 – Vox Populi e CRIP (link em pdf do Contas Abertas)

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