Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

PROFESSORA: CORRUPÇÃO É A TORTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

A corrupção deteriora as próprias estruturas da sociedade

Por Roseli Manfredi de Campos Silva

O que a corrupção faz com a sociedade brasileira, na obra de Fernando Botero)

O que a corrupção faz com a sociedade brasileira, na obra de Fernando Botero

Corrupção é palavra que voga na atualidade. A história brasileira é repleta de exemplos. Porém muitos períodos, foi “proibido” falar e apurar a corrupção. Ela não é prática só das elites dirigentes. A palavra corrupção em sua definição, expressa a oposição, a negação daqueles valores que consideramos, ou pelo menos deveríamos considerar como sustentáculos do bom andamento das relações intrapessoais e sociais, que são necessárias para a realização humana. Corromper, portanto, é o ato pelo qual se adultera, se estraga algo físico ou moralmente. A repercussão é de maior ou menor amplitude, conforme a ação que se realiza.

As causas são praticamente inesgotáveis, pois envolvem problemas estruturais, sociais e pessoais.  A corrupção política, ou a corrupção na política de uma determinada sociedade deteriora as próprias estruturas da sociedade, uma vez que a política é o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade, uma vez que a política e o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade como um todo enfrenta.

A sociedade clama justiça, onde a maioria dos casos a impunidade torna-se aliada das empresas, das gangs, autoridades e maus funcionários, há quem diga que um terço do que se gasta nos governos se esvai pelos ralos da corrupção. Isto tudo é dinheiro coletivo que se perde, deixando de atender, com ele, uma grande quantidade de necessidades sociais.

A exclusão social é resultado da lógica de funcionamento do sistema econômico vigente no país, orientando para a acumulação sem fim do capital.

A corrupção na política é aproveitar-se, apropriar-se do que é coletivo, em benefício próprio. É roubar. Se os agentes públicos – os políticos – são corruptos, e/ou se associam a agentes privados corruptores, a saúde da sociedade corre sérios riscos. Faltando o respeito pelo que é de todos, prevalece no comportamento de cada um o vale tudo, o “levar vantagem” em tudo, o enganar para escapar ileso de eventuais punições.
No Brasil, corrupção está espalhada pelos diferentes setores e níveis da atividade política: no executivo, no legislativo e no judiciário, do nível federal ao nível municipal. Paz parte também dos comportamentos das empresas privadas que trabalham para o governo em obras e serviços ou que dele defendem para autorizações e legislações de suas atividades.
No legislativo e no executivo ela é pior do que no judiciário, porque estes poderes mexem diretamente com o dinheiro e com as legislações. Os legislativos costumam ser comparados com balcões de negócios. O executivo nacional já chegou até a criar mecanismos para a lavagem de dinheiro sujo, obtido com o narcotráfico ou com a corrupção – como as contas CC5 autorizadas pelo Banco do Brasil.
Este sistema é hegemônico hoje no mundo inteiro e está levando à exclusão de cada vez mais populações e até países inteiros. Esse sistema se relaciona com a corrupção na medida em que na sociedade capitalista as pessoas não são vistas como cidadãos, mas como consumidores. Um cidadão tem direitos que a sociedade deve entender, tenha ele dinheiro ou não. Um consumidor terá suas necessidades se tiver suas necessidades para isso. A corrupção dá acesso ao dinheiro, mas a corrupção também agrava a exclusão, não gerando empregos, não prestando serviços ou construindo equipamentos coletivos necessários à elevação dos níveis de vida.
Para mudar este quadro, em primeiro lugar é preciso que cada um de nós, na sua vida cotidiana, atue de forma limpa, pensando nos outros, alertando todos que pudermos para os males da corrupção e a verdadeira função do político, trabalhando para que sejam eleitas pessoas dignas de exercer mandatos políticos, denunciando toda improbidade que chegue ao nosso conhecimento, etc, isto é, tornando-se um agente de mudança pelo fim da corrupção.

Ela só acabará com a pressão, só ocorrerá se a sociedade criar uma repulsa à corrupção tão forte como já se conseguiu fazer com a tortura. A tortura atinge uma pessoa de cada vez. A corrupção oprime populações inteiras. Ambas são absolutamente inaceitáveis. Ambas podem matar. São crimes hediondos.

Uma sociedade concentrada num complexo sistema de ralações sociais. Tais relações seguem objetivos políticos alimentados por projetos políticos que buscam construir modelos que vão instaurando um imaginário senso de pura honestidade, porém por trás há trocas de fatores absurdos onde dão cargo de confiança a pessoas que não têm nem sequer profissão relacionada ou compromissada com a educação que são: economistas outras que não têm nem o curso superior, supervisores, coordenadores que estão cumprindo mandatos dentro das escolas por causa da troca de favores com os políticos.

Todos sabemos o porque desta realidade. Pois tais relações são aleatórias aos objetivos da instituição escolar. Cuja função é criar um ambiente alfabetizador voltado para o ensino e aprendizagem, e priorizar suas funções pedagógicas e sociais que é ensinar a ler e escrever e principalmente formar cidadãos críticos com olhos voltados para o crescimento profissional e social, pois quanto mais publica for a política, mais ela coíbe a corrupção, que é o câncer da política brasileira.  (Roseli Manfredi de Campos Silva – Professora)

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3 Respostas para “PROFESSORA: CORRUPÇÃO É A TORTURA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

  1. David Capra Bueno de Assis 19 outubro, 2009 às 7:25 am

    18 de Outubro – Dia do Diretor de Escola

    O Diretor de Escola é, por muitos motivos, uma figura exponencial na estrutura de qualquer sistema de ensino, seja público ou privado.

    Suas funções alcançam praticamente todos os setores da escola, e múltiplos são os seus afazeres numa instituição que congrega milhares de alunos, centenas de pais, dezenas de professores e funcionários.

    Suas responsabilidades são imensas, uma vez que estão sob seus cuidados crianças e jovens nem sempre preocupados consigo mesmos, ao longo dos 200 dias letivos, numa escola onde tudo pode acontecer, inclusive tragédias.

    O Diretor é o mestre pensador, aquele que projeta a escola de qualidade desejada pela comunidade, embora quase nunca possível, pelos péssimos salários e condições de trabalho.

    A tanto empenho do diretor, qual é a contrapartida dos governantes e das autoridades educacionais?

    De concreto, nenhum. Geralmente, apenas pronunciamentos vazios e hipócritas, tais como “A Escola é a Cara do Diretor”.

    Em função de todas as adversidades que cercam nossa profissão, nós, diretores da escola pública estadual, neste 18 de outubro temos muito pouco a comemorar, a não ser o sentimento do dever cumprido.

    Porque, acima de tudo, nós somos educadores!!!

    Parabéns!!!

    A todos os colegas, dedico o seguinte poeminha:

    Ser Diretor

    Ser diretor, ai que horror!
    Toda gente em nosso pé:
    Desde bandido sem fé,
    Que não nos faz cafuné,
    Até seu Serra-terror,
    Mais os asseclas, que invadem
    nossos planos e projetos,
    sonhando ser Bin Laden,

    Ai que raiva!!!

    De dia, aquele tormento:
    É o Joãzinho, sem rumo,
    Quebrando tantas vidraças,
    Justificando, sem graça,
    Muito cheio de marola:
    “Foi sem querer, diretor,
    A culpada foi a bola! ”
    E pobre de nossa escola.

    Dá uma vontade…!!!

    De noite, vem o mistério.
    Metido a besta, o artista
    Transmuda-se em pichador.
    Procura-se alguma pista,
    Finalmente, surge a prova.
    Vem, então, o humanista:
    Coitadinho do Picasso,
    exercitava seu traço!!!

    Ah, se te pego!!!

    Também tem o professor
    Que fica fora de prumo,
    Quando os alunos capetas
    Aprontam-lhe mil falsetas,
    Naquela aula infeliz,
    Que ministra sem paixão.
    Pode escrever, meu amigo,
    Tem fila na porta da direção!!

    Jesus! Dai-me paciência!!!

    E vem também pai de aluno,
    Zangado com o inspetor
    Porque seu santo rebento
    Provocou, em tal momento,
    Gente de quem se temia,
    Levando em bom pagamento
    Bordoadas sem amor.
    E sobra pro diretor!!

    Êta, dureza!!!

    E, de quebra, todo dia,
    É chato, de todo lado,
    A rondar a direção,
    Pra vender enciclopédia,
    Salame, queijo, comédia,
    Informática e inglês,
    Quase tudo por quase nada.
    Mas, que gente descarada!!

    Caramba!!!

    E tudo isso, por quanto?
    Uns mil seiscentos e tanto,
    Esse, sempre, o inicial.
    Um salário, de dar dó,
    Que dá vontade, afinal,
    De dizer para os molóides:
    Não tendes vergonha na cara,
    De nos pagarem um salário
    Do ó do borogodó ??

    Perdoem-me a quase baixaria!!!

    E quando chega o momento
    De receber algum louro,
    Que é esse tal do bônus,
    Pobre de nós. Do tesouro,
    Pra levar algum por cento,
    Assumimos todo o ônus,
    Dos que se fazem de mouro.
    E, lá se vai nosso ouro.

    Até quando, Serra, abusarás da nossa paciência?

    Deixemos de brincadeira,
    Pois diretor que se preza
    Ama sua profissão,
    Professores, serviçais,
    Os alunos e seus pais.
    Sonham com a escola perfeita,
    Cidadã e sem violências,
    Formadora de consciências!!

    Agora, falando sério:

    Não fosse bem verdadeira
    A permanente emoção,
    Que em tal lida nos envolve,
    Há muito nossas escolas,
    Vítimas de mil percalços
    Impostos pelo padrasto,
    Já estariam no chão.
    Não seriam o que são.

    E que viva, a direção!!!

    Decálogo
    a ser seguido pelos gestores para a solução dos problemas de infra-estrutura das Escolas Públicas Estaduais

    1
    Se não houver merendeira na escola,
    não será fornecida a merenda;

    2
    Se não houver pessoa responsável pela Biblioteca, ela permanecerá fechada;

    3
    Se não houver escriturários e secretário,
    de acordo com o módulo, não haverá entrega de documentos na DE;

    4
    Se não houver verba para compra
    de material e manutenção da sala de informática, o local não será utilizado;

    5
    Se não houver recursos para reparos e vazamentos no prédio escolar,
    não haverá consertos;

    6
    Se não houver recursos para pintura do prédio, o prédio não será pintado;

    7
    Se não houver verba para a contratação de contador para as escolas, não haverá prestação de contas à FDE;

    8
    Se não houver verba suficiente para a contratação de funcionários pela CLT,
    o dinheiro será devolvido;

    9
    Se a mão-de-obra provisória
    não for qualificada, será recusada;

    10
    Se as festas não tiverem o objetivo de integrar a escola à comunidade, não serão realizadas

    A nossa escola é, por previsão constitucional, pública e gratuita. Portanto, ela tem de ser custeada pelos cofres públicos. Todas as omissões do Estado, com relação aos itens acima, deverão ser objetos de ofícios da direção às Diretorias Regionais de Ensino, a fim de isentarem o diretor de eventuais responsabilidades administrativas.
    Toda e qualquer ameaça de punição aos diretores associados da Udemo, por tomarem aquelas atitudes, será objeto de defesa jurídica por parte do Sindicato, seguida de denúncia ao Ministério Público e propositura de Ações Civis Públicas contra o Estado, pelo não cumprimento das suas obrigações para com as unidades escolares e pelos prejuízos causados à comunidade escolar.

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  2. Rita de Cássia Moura Andrade 14 novembro, 2009 às 8:40 am

    A DIRETORIA DE ENSINO –
    REGIÃO DE ARARAQUARA, publica Portaria da Dirigente Regional de Ensino,DIRETORIA DE ENSINO para que os diretores de escola não cumpram as orientações da UDEMO – SINDICATO DE ESPECIALITA DA EDUCAÇÃO DO MAGISTÉRIO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – ASSUNTO: SARESP

    Orientação da Udemo para todos os seus associados, com relação ao SARESP: não participem!

    Orientem os professores para também não participarem!

    É um absurdo o que o governo paga para as empresas que se encarregam dessa avaliação; é uma vergonha o que eles querem pagar para nós, e o que eles nos exigem para implementar o SARESP.

    A nossa posição é a seguinte: a empresa, que recebe milhões para elaborar e aplicar a prova, que se encarregue de arrumar pessoal para a logística e a aplicação das provas.

    CONVOCAÇÃO DA DIRIGENTE REGIONAL DE ENSINO DE ARARAQUARA:

    REGIÃO DE ARARAQUARA
    Portaria da Dirigente Regional de Ensino,
    de 13-11-2009
    Convocando, com fundamento nas Resoluções SE 30/09,
    75/09 e 85/09, os docentes em exercício nas unidades escolares,
    para aplicação das provas do Saresp 2009, de acordo com as
    necessidades apontadas pelos Diretores de Escola. O efetivo
    exercício será publicado em D.O. mediante serviço prestado.
    (Esta publicação anula a Portaria de 9-11-2009, publicada em
    10 -11- 2009)

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  3. Marcia Paganini Cavéquia Garcia 14 novembro, 2009 às 8:48 am

    AUTORITARISMO DO GOVERNO JOSÉ SERRA E DA DIRIGENTE REGIONAL DE ENSINO DE ARARQUARA:
    A DIRETORIA DE ENSINO – PUBLICAÇÃO – DIARIO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – sábado, 14 de novembro de 2009 Diário Oficial Poder Executivo – Seção I São Paulo, 119 (213) – pagina – 29.
    REGIÃO DE ARARAQUARA, publica Portaria da Dirigente Regional de Ensino, DIRETORIA DE ENSINO para que os diretores de escola não cumpram as orientações da UDEMO – SINDICATO DE ESPECIALISTA DA EDUCAÇÃO DO MAGISTÉRIO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO – ASSUNTO: SARESP.
    UDEMO:
    Orientação da Udemo para todos os seus associados, com relação ao SARESP: não participem!
    Orientem os professores para também não participarem!
    É um absurdo o que o governo paga para as empresas que se encarregam dessa avaliação; é uma vergonha o que eles querem pagar para nós, e o que eles nos exigem para implementar o SARESP.
    A nossa posição é a seguinte: a empresa, que recebe milhões para elaborar e aplicar a prova, que se encarregue de arrumar pessoal para a logística e a aplicação das provas.
    CONVOCAÇÃO DA DIRIGENTE REGIONAL DE ENSINO DE ARARAQUARA:
    REGIÃO DE ARARAQUARA
    Portaria da Dirigente Regional de Ensino,
    de 13-11-2009
    Convocando, com fundamento nas Resoluções SE 30/09,
    75/09 e 85/09, os docentes em exercício nas unidades escolares,
    para aplicação das provas do Saresp 2009, de acordo com as
    necessidades apontadas pelos Diretores de Escola. O efetivo
    exercício será publicado em D.O. mediante serviço prestado.
    (Esta publicação anula a Portaria de 9-11-2009, publicada em
    10 -11- 2009)

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