Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

BRASILEIROS PRECISAM REAGIR À CRESCENTE CORRUPÇÃO NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO E DO PAÍS

A corrupção assusta

Por Luiz Henrique da Silveira Gomes

A corrupção cresceu ainda mais nos últimos sete dias, com novos escândalos surgindo na mídia, o que deixa os brasileiros ainda mais assustados e perplexos.

A última grande revelação dá conta de superfaturamento na gestão de diretores de escola da cidade de Araraquar apelo menos 55 diretores praticavam esquemas de corrupção na diretoria de ensino de Araraquara. Todas as prestações de contas tiveram seus preços iniciais reajustados em 450%, o que possibilitou o desvio de até R$ 100 milhões, que teriam ficado com os próprios diretores e a ex dirigente de ensino.

Em praias brasileiras, Paris, Londres, onde passam boa parte do ano instalados nos hotéis mais caros da Europa.

A SEE-SP orientou a expedição de burocrática nota oficial desmentindo as acusações. Burocraticamente, representantes do ministério público admitiram que as novas denúncias “podem” permitir, adiante, posicionamentos mais conseqüentes da Justiça.

De fato, a SEE-SP – Diretoria de Araraquara parece ter se transformado num grande “ninho de corrupção”, como, acertadamente, qualifica os comentários na Internet no mundo todo. Ninho, contudo, intocável, pois a sociedade não conhece caso em que corruptos e corruptores tenham conhecido o “braço da lei”. É tão ampla e tão profunda a corrupção nas Escolas de Araraquara – SP, que usam dos mecanismos institucionais em sua defesa da e a sociedade está igualmente envolvidas no processo, como foi demonstrado em sucessivas averiguações dos últimos tempos, a começar pela do Judiciário.

Tenho vergonha do Brasil. Chegou a hora de o povo reagir”, disse um dos brasileiros mais conhecidos e respeitados no exterior, Pelé.

Reagem os índios, os professores, os pais de alunos. Mas a sociedade civil brasileira não reage. É inacreditável, o que apenas amplia o sentimento de vergonha e perplexidade.
O novo ciclo de denúncias de corrupção não decorre, como defendem alguns, da liberdade de imprensa ou da capacidade de informar da mídia. Ele não é hoje igual ao passado, só que agora mais divulgado, como justificam os menos informados. Ela, a corrupção, é estatisticamente maior. Denúncias igualmente ocorrem nos grotões do País, com o desvio de recursos para a educação, e nas grande capitais, como São Paulo, onde elas se multiplicam e alcançam não apenas o Executivo, mas também o Legislativo e o Judiciário.

Políticos quase sempre, mas também juízes, policiais, empresários, fiscais, administradores públicos de todos os escalões são os personagens principais da corrupção.

Propina, superfaturamento, falsificação de licitações, desvio de verbas, tráfico de drogas, enriquecimento ilícito, extorsão constituem o cardápio da corrupção brasileira.
A corrupção é tanta, que a dirigente de ensino de Araraquara nega a sua existência, tenta enganar, confundir e alienar as pessoas que desconhecem os fatos . A Nação, perplexa e assustada, assiste a tudo. Na expectativa de que alguma coisa aconteça. Se não reagir, nada acontecerá.

Este novo ciclo de corrupção assusta os brasileiros, que, indignados, apenas acompanham os fatos. Os mecanismos institucionais de defesa estão emperrados, quando não diretamente envolvidos.
Luiz Henrique da Silveira Gomes

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34 Respostas para “BRASILEIROS PRECISAM REAGIR À CRESCENTE CORRUPÇÃO NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO E DO PAÍS

  1. Renata Alcantâra Prates 1 novembro, 2009 às 5:23 pm

    Resposta a entrevista do secretário da educação na revista Veja
    Sr. Redator da Revista Veja

    Sobre a entrevista do secretário da educação Paulo Renato, a diretoria da Udemo – Sindicato de Especialistas da Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo gostaria de fazer algumas observações:

    1- Não somos contrários à “meritocracia” proposta pelo governo na Lei Complementar 1097/2009. O que não podemos aceitar, enquanto sindicato que tem por obrigação defender a escola pública e os interesses dos seus associados é a ausência de reajustes salariais anuais, inclusive para os aposentados, direito constitucional de todos os trabalhadores do Brasil. Em 2009, nada foi concedido ao magistério estadual, nem mesmo a reposição da inflação. A meritocracia somente tem sentido no momento em que os salários dos profissionais da educação pública estadual estejam compatibilizados, o que não é o caso do estado de São Paulo. Além disso, a Lei é excludente, impedindo que 108.000 temporários participem das provas. Ao afirmar que 220.000 professores estão aptos a prestar a prova, no próximo ano, o Sr. Secretário da Educação omite um dado importante. Com as restrições impostas pela Lei, dos 111.000 efetivos, no máximo 80.000 poderão participar da primeira avaliação.

    2- Não é verdade que os sindicatos se omitem em relação ao bom ensino. Nosso sindicato, por exemplo, não só produz materiais pedagógicos, entre os quais a “Revista do Projeto Pedagógico”, publicada em janeiro de cada ano, para auxiliar diretores e professores durante o planejamento. A UDEMO realiza capacitações em todo o estado. Nestas capacitações tratamos exclusivamente de questões educacionais e administrativas de interesse da educação e dos seus profissionais.

    3- Comparar salários pagos ao magistério estadual paulista com os de países nos quais a educação é levada a sério, como Espanha, França, Inglaterra, Japão e Coréia, é zombar da inteligência das pessoas.

    4- O fato de o Secretário “colocar em dúvida” os resultados do ENEM é “perfeitamente justificável”: 90% das escolas de Ensino Médio da rede pública estadual não conseguiram alcançar média 5 em Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais. Trata-se de um dos piores desempenhos no conjunto dos Estados.

    5- Esses resultados desastrosos são consequência da omissão da Secretaria da Educação, que não capacita adequadamente seus professores, ignorando, se o que se ministrou nos treinamentos – quando raramente acontecem -, chegaram a sala de aula, que não paga salários minimamente condizentes e que não dá às escolas e aos professores condições adequadas de trabalho. São exceções as escolas públicas estaduais que conseguem, através de parcerias com empresas privadas, condições satisfatórias de trabalho. As exceções comprovam a regra geral.

    Atenciosamente

    Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto

    Presidente da Udemo.

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  2. Eliana Palmeiras Altino 1 novembro, 2009 às 5:32 pm

    Programa Magdalena
    31/10 – Fora de controle

    Fora de controle

    Balanço trimestral divulgado pela secretaria de segurança pública nesta sexta-feira (30) indica um crescimento de todos crimes em São Paulo na comparação com o mesmo período de 2008.

    É o terceiro trimestre consecutivo com aumento de sequestros (de 11 para 26, taxa de 126%), homicídios (3%, 1119 assassinatos intencionais), estupros (52%), roubos (18%), latrocínios (roubo seguido de morte com 14%, 74 para 82 casos) e furtos.

    Os assaltos à mão armada (roubo) divulgados no site do governo não conferem com a nota divulgada pela secretaria (que não quis comentar o assunto): 62308 contra os 64399.

    Em entrevista no mês de agosto, o secretário classificou a polícia de “inépta e letárgica”.

    E a população, como fica? (ÁlvaroTaniguti)

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  3. Agda Campos Mendonça 1 novembro, 2009 às 5:36 pm

    O “Wally” de Araraquara…

    Um certo diretor de escola, envolvido até o pescoço no esquema de corrupção de Araraquara, que durante dez anos desviou milhões de verbas da APM para os bolsos de supervisores, diretores de escola e principalmente da dirigente de ensino, “fugiu” para São Paulo. Ele recebeu a promessa de que seria “salvo”, desde que calasse o bico, já que seria um dos “pilares” do esquema e seu testemunho poderia ser fatal na explosão do escândalo, que está até hoje bastante morno… (Pois é, você viu ou ouviu algo sobre isto na Globo, na Band, na Folha, no Estadão?…)

    Pois bem, esse “Wally” de Araraquara foi identificado aqui em Sampa. O que o traiu foi seu modus operandi, exatamente igual ao que usava em seu local de origem. Isto significa que não mudou de atitude e muito menos se arrependeu de seus atos.

    Esse “Wally” está desde 2004 como diretor efetivo numa escola da Capital, onde foi aplicando seus métodos:

    Já entrou instituindo o uniforme, que mandava confeccionar em Matão e revendia a “preços módicos” para os pobres alunos – lógico – OBRIGADOS a usá-lo, caso contrário seriam barrados na porta da escola.

    Escolhe a dedo os membros do Conselho de Escola e da APM. A diretora financeira da APM da sua escola, que deveria ser uma mãe de aluno, é uma professora “fingida” de mãe. Ela assina cheques em branco para ele, que é “especialista” em notas frias.

    Em sua escola, ele conseguiu “se livrar” do EJA, o curso para adultos mais críticos, que estavam se apercebendo de suas falcatruas.

    Desde sua entrada na escola, costuma organizar muitas festas e… adivinha para onde vai o dinheiro? No ano passado, “sumiram” 8 mil reais arrecadados numa dessas festas…

    Sabe as carteirinhas de identificação de alunos que a SEE distribuiu GRÁTIS para as escolas? (grátis uma ova, cara pálida: você pagou essas carteirinhas com o dinheiro suado dos seus impostos…) Pois bem, o “Wally” cobrou de cada aluno R$ 3,50 pela carteirinha!

    Sabe as provas que os alunos fazem na escola? Ou pagam R$ 3,00 ou “se viram”…

    Sabe esses policiais da ronda escolar que deveriam ficar do lado de fora da escola, mas que todos os diretores convidam para “disciplinar” os alunos? Na escola do “Wally” eles ficam bem à vontade, comem a merenda dos alunos, usam os computadores à vontade e aí vai…
    E então, alguém se habilita a adivinhar… onde está “Wally”?

    Este Wally é nada mais , nada menos do que o Diretor da EE Prof. J.S. (escola localizada em Capão Redondo). Este ai é mestre em faucatruas e robalheiras nos cofres públicos. Não sei como não o representaram ainda na Cogesp e SEE e o pior de tudo é que a Dirigente de Ensino (Maria Ligia) está deixando muito vagarosa esta situação e o supervisor desta escola (Amauri) é mestre em proteger este diretor
    quem acorberta roubalheira é ladrão também

    Pois veja bem:
    o diretor ladrão que trata mal os pais e alunos , que chama os policiais amigos que entram na escola para comer da merenda das crianças que não é servida aos alunos do noturno, que usam os computadores que os alunos não podem usar (embora os computadores são para os alunos) e que tem um supervisor de ensino que o acoberta e uma dirigente que não está nem ai para o caso
    isto não é araraquara 2?

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  4. Marcelo Mendes Oliveira 1 novembro, 2009 às 6:06 pm

    Corrupção na Educação Publica Estadual de Araraquara – SP.
    O blog Educação Politica é o que eu chamaria de Jornalismo de Guerrilha: sem medo de criticar, importunar, inquietar e, acima de tudo, fazer pensar os seus leitores.
    Não se iludam com a linguagem repleta de adjetivos; tal recurso – muito combatido pelos dogmáticos das redações corporativas – é apenas um tempero, e não um suporte para canalhices típicas como de Veja e afins.
    O Educação Politica apenas diz o que tem de ser dito de modo claro, aberto, honesto.
    É o que todo jornalista deveria fazer: mostrar a realidade por trás dos factóides, usando, para isso, todos os recursos que forem necessários.

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  5. Priscila Cristine dos Reis Marantes 1 novembro, 2009 às 6:26 pm

    A Democracia ultrajada ou ainda há Justiça no Governo Estadual de São Paulo – Diretoria de Ensino de Araraquara – Escolas Públicas Estaduais – Secretaria da Educação – Paulo Renato de Souza

    Conhecida nos meios jurídicos, a lenda do moleiro de Sans-soussi, diz que, em meados do século XVIII, o rei prussiano Frederico II, descontente com a existência de um velho moinho que comprometia a visão da bela paisagem que cercava um de seus palácios, decidiu mandar derruba-lo. O dono do moinho, homem humilde, não cedeu à pressão do rei e impediu que isso acontecesse. Inconformado, o soberano confrontou o homem dizendo que ele era o rei, que poderia prendê-lo ou confiscar sua propriedade, ou as duas coisas, ou pior, se quisesse, não fosse obedecida sua ordem; ao que o cidadão respondeu, com a confiança das almas simples: “ainda há juizes em Berlim”. Não sabia, naquele momento, se poderia ganhar a causa, mas na sua simplicidade, acreditava na justiça.

    A nota da publicada no Educaforum
    As provas do crime
    Clique nas imagens para ampliá-las

    Temos recebido críticas de alguns leitores por sermos muito proliiiiiiiiixos, o que dificultaria o entendimento de assuntos complexos e graves como o imbroglio do desvio de verbas do ensino em Araraquara. Nós mesmos temos dificuldade para entender alguns detalhes do assunto: o que mais espanta, no entanto, é a indiferença das autoridades competentes em compreender ou aceitar a veracidade de fatos incontestáveis e de provas que foram entregues às comissões processantes da Secretaria da Educação, ao Ministério Público e à Polícia Federal.

    Resolvemos então mudar de tática: em vez de intermináveis textos, vamos agir conforme o ditado “para bom entendedor, meia palavra basta”, na esperança de que nossos leitores consigam nos acompanhar.

    Muitas notas fiscais “frias”, de que tanto falamos, foram emitidas com talões roubados ou por empresas “fantasmas” e continham em seu corpo a discriminação de serviços que não teriam lógica na educação, por exemplo, “Organização dos arquivos da Secretaria” ou “Comissões”. Qual escola terceiriza a organização de seus arquivos??? Para quem uma escola pagaria comissões??? Além disso, algumas notas vinham de lojas de “rações para animais”. Como assim?!

    Para encurtar, veja acima a imagem de uma série de notas fiscais “frias”, todas de um único talão da empresa Rodrigo Fernando Magrini. O proprietário da mesma declarou à Folha Ribeirão, em 09/12/05, que sua prestadora de serviços havia sido fechada em 2003, que ele havia mudado de ramo de atividades e que as notas apresentadas pelas escolas seriam de um antigo talão, que não havia sido destruído. “Eu nunca emiti nenhuma nota desse talão e nunca prestei nenhum serviço em escolas. Fiz boletim de ocorrência do extravio desse talão e minha conta bancária está à disposição de todos”, afirmou Magrini.

    Sr. Secretário Paulo Renato, seria possível saber como as Comissões Processantes da Secretaria trataram o caso das notas fiscais desse talão? Perceba que cada uma das notas fiscais acima é destinada à APM de uma escola diferente, mas todas foram emitidas em dezembro de 2004 e se referem ao pagamento de “comissões”. Que comissões seriam essas, Secretário?

    Para os leitores que não têm preguiça de acompanhar o caso, seguem os links para os proliiiiiiixos posts anteriores sobre o caso:
    Como funcionava o esquema de Araraquara?

    Cronograma do esquema de Araraquara
    ndenunciando ter a polícia civil gaúcha ingressado na sede da Entidade, em Porto Alegre, e em um segundo endereço desta; na região metropolitana, na tarde de quinta-feira (29); e lá aprendido material de divulgação política, com denúncias de corrupção no Governo Estadual; poderia ser mais um de tantos episódios vergonhosos que temos assistido nos últimos tempos. Mas é pior que isso.

    Não se trata de identificação com o ideário anarquista, embora sua longa tradição histórica de lutas libertárias mereça nosso respeito. Voltaire teria dito “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la”. Não pode pensar diferente quem acredita na democracia.

    Trata-se de defendermos nossa frágil ordem democrática, recém saída de nosso último período ditatorial; afinal um quarto de século na história é nada; ante tamanha barbaridade cometida em cumprimento a um mandado judicial; e acreditamos que tenha havido tal mandado, pois é difícil crer que a sensação de impunidade de um grupo político e seus sicários tenha chegado a tal ponto que, em uma situação dessas, tenha agido manu militari, ao total arrepio da lei; mas isso dá ainda maior gravidade ao fato. Eles tinham mandado!

    Mesmo não conhecendo o processo, fica difícil entender o que leva a ações de Continuas Impunidades na diretoria de ensino de Araraquara, em plena vigência de um Estado Democrático de Direito, determinam medidas dessa natureza. E quando sob uma das partes pesam graves e devastadoras denúncias ainda não esclarecidas.

    Prendam a vítima e soltem o meliante.

    Uma decisão dessas soa como total inversão de valores, e não ajuda ao cidadão acreditar na seriedade e efetividade da justiça na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Espera-se que tenha mínima coerência com a realidade dos fatos. E a realidade que ninguém mais ignora é o papel desempenhado pela atual mandatária e da societas delinquentium naquilo que se transformou o Estado.

    Nessa altura do campeonato qualquer decisão envolvendo esses fatos precisa observar um mínimo de prudência para que, na intenção legítima de se salvaguardar um direito, não se acabe dando salvo-conduto para quem ainda nem começou a acertar suas contas com a lei e com a sociedade.

    Todos são atingidos por uma decisão dessas; inacreditavelmente editada em um Estado democrático; mesmo amparada legalmente. Agora foram os anarquistas, amanhã serão os comunistas; depois os trabalhistas, socialistas, liberais, dirigentes sindicais.

    E, nessa toada, logo lhes farão companhia procuradores federais, promotores de justiça, advogados, juizes, delegados. E quem ouse desafiar e apontar os crimes de quem talvez creia ser uma nova versão de Frederico II. Com castelo e tudo.

    Se cada vez menos temos a convicção do moleiro de Sans-soussi, mais importante se torna não nos calarmos frente a esse tipo de atrocidade cívica. Antes que tenhamos a voz arrancada da garganta e a democracia pisoteada e ultrajada, bem em nossa frente.

    Nosso luto aos diretores de escola, ex dirigente de ensino, supervisores de ensino ainda impunes dos atos de corrupção praticados, nossa solidariedade aos prejudicados, perseguidos, excluidos, amordaçados pelos protetores e aliados deste esquema de Corrupção na diretoria de ensino de Araraquara e, em especial, à militante Giulia do blog Educaforum!

    Abraços Glauco da Priscila Cristine

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  6. Carlos Alberto de Moraes Santana 1 novembro, 2009 às 6:34 pm

    SECRETÁRIO-LOBISTA DE SERRA QUER COBRAR MENSALIDADE EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

    Em recente entrevista de aluguel à repórter Monica Weinberg, da revista Veja, o empresário-lobista Paulo Renato Souza – que, nas horas vagas, é também o Secretário da Educação do Estado de São Paulo – mostrou-se defensor convicto da cobrança de mensalidades nas universidades públicas brasileiras. Falando em tom professoral, enquanto meneava as taturanas que lhe servem de sobrolhos, o ex-ministro de FHC aproveitou a deixa e elogiou a si próprio pela genialidade de seu projeto que prevê aumento salarial dos professores mediante aprovação em provas de avaliação.
    Para você não gastar seu dinheiro comprando porcaria, leia abaixo – de graça – a íntegra da entrevista em que o tucano afirma ser “bobagem” esse negócio de universidade pública gratuita.
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    Um relatório recente da OCDE mostra que o Brasil foi o país que mais aumentou o investimento na educação em proporção ao total dos gastos públicos – mas muitos se queixam de falta de dinheiro nas escolas. Estão certos?
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    O maior problema no Brasil não é a falta de dinheiro, mas como esses recursos são empregados – em geral, de maneira bastante ineficaz. Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso das verbas já existentes. Prova disso é que, com orçamento idêntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima qualidade e outras, de péssimo nível.
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    O que explica isso?
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    As boas são comandadas por diretores com uma visão moderna de gestão, coisa raríssima no país. Não existe no Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda gestor. Quem se sai bem na função de diretor, em geral, é porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.
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    As avaliações sempre chamam atenção para o despreparo dos professores brasileiros. A que o senhor atribui isso?
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    Às universidades que pretendem formar professores, mas passam ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a questões mais teóricas. Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. É uma situação difícil de mudar. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.
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    Como isso se reflete nas escolas?
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    Muitos professores propagam em sala de aula uma visão pouco objetiva e ideológica do mundo. Alguns não dominam sequer o básico das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram as técnicas para passar o conhecimento adiante. Vê-se nas escolas, inclusive, certa apologia da ausência de métodos de ensino. Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método. No ensino superior, há também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se à razão.
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    O senhor daria um exemplo?
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    Existe um terrível preconceito nas universidades públicas contra o setor privado. Ali, qualquer contato com as empresas é visto como um ato de “venda ao sistema”. Como se as instituições públicas fossem sustentadas por marcianos e não pelo dinheiro do governo, que vem justamente do sistema econômico. O resultado é que, distantes das empresas, as universidades se tornam menos produtivas e inovadoras.
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    Em muitos países, as universidades públicas cobram mensalidade dos estudantes que têm condições de pagar. Seria bom também para o Brasil?
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    Sem dúvida. Só que esse é um tabu antigo no país. Se você defende essa bandeira, logo o identificam como alguém que quer privatizar o sistema. Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia.
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    Na semana passada, foi aprovado em São Paulo um novo plano de carreira para professores e diretores. Esse tipo de medida tem potencial para revolucionar o ensino nas redes públicas?
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    Planos de carreira são essenciais para tornar essas profissões novamente atraentes, de modo que os melhores alunos saídos das universidades optem por elas. Sem isso, é difícil pensar em bom ensino. O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais. Ou seja: esforço e talento serão premiados, um estímulo que a carreira não tinha. A meritocracia consta de qualquer cartilha de gestão moderna, mas é algo ainda bem novo nas escolas brasileiras.
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    Os principais adversários do projeto foram os sindicatos desses profissionais. Que lógica há nisso?
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    É uma manifestação de puro corporativismo. Pela nova lei, só poderão pleitear aumento de salário aqueles professores assíduos ao trabalho – um pré-requisito mais do que razoável. É o mínimo esperar que, para alguém almejar ascender na carreira, ao menos compareça ao serviço. Apenas o sindicato não vê desse jeito. Ele encara as “faltas justificadas” como um direito adquirido. E ponto. Não quer perdê-lo. Mas repare que eu não estou dizendo que os professores ficarão sem esse direito. Só estou tentando fornecer um estímulo adicional para que eles deem suas aulas. O último levantamento que fizemos mostra que a média de ausências na rede estadual de São Paulo é altíssima: foram trinta faltas por docente apenas em 2008. Ao resistir a uma medida que premia a presença na escola, o sindicato dá mais uma mostra de como o espírito corporativista pode sobrepor-se a qualquer preocupação com o ensino propriamente dito.
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    O movimento sindical passa ao largo da preocupação com o bom ensino?
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    É exatamente isso. Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação. Entendo, evidentemente, que lutem pelos interesses da categoria, propósito de qualquer organização do gênero. Mas a qualidade do ensino, que é de responsabilidade social deles, deveria vir em primeiro lugar. Em 1984, quando fui secretário da Educação em São Paulo pela primeira vez, já se via essa forte tendência nos sindicatos. Em reuniões com os professores, palavras como aluno ou ensino jamais eram mencionadas por eles. Apenas se discutiam ali os interesses da categoria. E esse problema só piora.
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    O que causa a piora?
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    O movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação. Estas debandaram. Hoje, os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda sem nenhuma relevância para a sociedade. Para essas agremiações insignificantes, o sindicalismo serve apenas como um palanque, capaz de lhes dar uma visibilidade que jamais teriam de outra maneira. É aí que tais partidos aparecem e fazem circular seu ideário atrasado e contraproducente para o ensino. Repare que esses sindicalistas são poucos – e estão longe de expressar a opinião da maioria. Mas têm voz.
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    Com a nova lei fica determinado que, para pular de nível na carreira, o professor seja submetido a uma prova. Por que os sindicatos rejeitaram a ideia?
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    É lamentável que um grupo de professores critique a existência de uma prova. Veja o absurdo. Eles alegam que um exame os obrigaria a estudar mais e que não têm tempo para isso. A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira.
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    Nisso o Brasil destoa de outros países?
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    Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os professores brasileiros que agora resistem a passar pela avaliação certamente não estão atentos a isso. Sua maior preocupação é lutar por direitos iguais para todos – velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma regra do projeto que limita o número de promoções por ano: não mais do que 20% dos profissionais poderão subir de nível. É um teto razoá-vel: evita um rombo no orçamento e, ao mesmo tempo, promove uma bem-vinda competição. Demandará mais empenho e estudo dos professores – o que não lhes fará mal.
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    No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários. Esse não é um valor que deveria ser preservado?
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    Não. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferenças de desempenho entre os profissionais, não têm impacto relevante no ensino. O que faz diferença, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha.
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    Há experiências no Brasil com a concessão de bônus aos melhores professores. Isso funciona?
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    Sem dúvida. Quando há um sistema feito para reconhecer e premiar os talentos individuais, a eficácia das políticas públicas para a educação aumenta. Coisa de quinze anos atrás, o Brasil estava a anos-luz disso. Não havia informação sobre nada – nem mesmo se sabia o número de escolas no país. O dado variava entre 190 000 e 230 000 colégios, dependendo da fonte. Hoje, já dá até para comparar o ensino de Capão Redondo, na periferia de São Paulo, com o das escolas da Finlândia. Desse modo, é possível traçar metas bem concretas para a educação e cobrar por elas – alicerces para uma boa gestão em qualquer setor.
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    Já se formou um consenso no Brasil de que esse é o caminho acertado?
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    Acho que sim. Nos primeiros anos de governo Lula, os petistas chegaram a pôr em xeque a ideia de que a qualidade do ensino precisa ser aferida com base em dados objetivos. Foi um retrocesso. Mas hoje o MEC norteia suas políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados. Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem.
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    O Enem não é um bom indicador da qualidade do ensino em escolas públicas e particulares?
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    O problema é que, como só faz o exame quem quer, ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo. E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova? O retrato sairá distorcido. Grosso modo, o Enem até espelha bem a realidade. Mas, como a amostra de alunos de cada escola é aleatória, há espaço para que se cometam injustiças. Em tese, qualquer colégio particular que se sentisse prejudicado pelo ranking poderia processar o MEC. De modo geral, porém, sou absolutamente favorável a que se lance luz sobre os resultados. O monitoramento deve ser constante.
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    No começo do ano, flagraram-se em material que seria distribuído às escolas pela Secretaria Estadual da Educação erros crassos, tais como a inclusão de dois Paraguais num mapa da América do Sul. Faltou fiscalização por parte do governo?
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    Sem dúvida. Ainda que o material não seja produzido pela secretaria, é de responsabilidade dela que não passem erros. Não há o que argumentar aí. Depois do episódio, os cuidados foram redobrados. Cada livro é revisado de três a quatro vezes. Apostila com erro é um desserviço à educação – e desperdício de dinheiro público.
    Carlos Alberto

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  7. Ana Luiza Merlin Matheus 1 novembro, 2009 às 6:36 pm

    “Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista.”

    Ah tá, então quer dizer que o que fazemos até as 23h na USP é desperdício de dinheiro público? Bom professor não tem que ter uma boa formação teórica, e sim tem que papagaiar o que as apostilazinhas do Governo mandam?

    Que NOJO desse homem, que NOJO desse governo, que NOJO dos meus conterrâneos que INSISTEM em eleger essa corja.

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  8. Adriana Costa Marinho 1 novembro, 2009 às 6:37 pm

    “Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas…”

    Me fala que essa entrevista é fake, por favor. Não tô me aguentando de raiva…

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  9. Cristiane Vianna Grumper 1 novembro, 2009 às 6:39 pm

    Meu Deus, os anos passam, passam e essas malditas idéias (racinalidade, eficácia, e etc…) continuam mais vivas que nunca na vóz de seus ideologos. Pensei estar lendo alguns dos livros do Roberto Campos ou discursos do Simonsen, editados há mais de trinta anos atras.
    “Visão ideológica”?! Oras, tudo nesse mundo é ideologia inclusive o que esse c… está falando!
    Já to de saco cheio de ficarem dizendo que o problema da educação é a formação dos professores. O problema da educação está fora da escola, esta na própria sociedade, no caos em que se vive hoje em dia!
    Sindicatos são orgãos voltados para a organização política do trabalhador no sentido de exigir seus direitos e lutar por melhores condições de trabalho, a função social do professor é para ser discutida também no sindicato mas não unicamente. Mas essa é a extratégia, esvaziar a discussão política dentro dos sindicatos.
    Partidos de esquerda não tem relevancia na sociedade? Bem, baseado em quê ele diz isso?
    Aliás, o conteudo das respostas são de achismo absurdo! Baseado em que ele diz que os partidos de esquerda não tem relevancia? Baseado em que ele diz que na faculdade de educção se discute política? E se isso é verdade? A faculdade é o espaço para se pensar a sociedade e não escolão técnico. A formação do educador e do pesquisador deve essencialmente passar pela reflexão sobre a sociedade o que ensejará sempre discussões políticas. Gostaria de saber em que facul e curso superior o borrabotas se formou, ou será que ele comprou o diploma?!!!!

    Estudei em Universidade Federal (UFSM)e o marxismo era uma das vertentes teóricas de alguns professores. Tínhamos céticos, liberais, anarquistas. Também tinha um pessoal de certo partido afim do supracitado ex-alguma coisa que se envolveu com algumas fundações e tal…. Vai ver que querem fazer que nem ‘o caso das carteiras’, desviar o dinheiro dos diplomas…

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  10. Edgar Peixoto Montes 1 novembro, 2009 às 9:34 pm

    Pérolas do DOE – doiario ofocial do estado de São Paulo:

    Você leu este texto?
    Faltavam alguns valores das compras sem licitação. Então vamos atualizá-los:

    DO – 26/agosto/2009
    Contrato: 15/0529/09/04 – Empresa: Ediouro Publicações de Passatempos e Multimídia Ltda. – Objeto: Aquisição de 62.129 assinaturas da Revista “Coquetel Picolé”, que serão encaminhadas às escolas da Rede Pública, sendo 01 exemplar por aluno de 1ª série – CEI – “Programa Ler e Escrever” – Prazo: 517 dias – Data de Assinatura: 25/08/2009.
    – Valor: R$ 1.183.557,45

    DO- 29/agosto/2009
    Contrato: 15/0614/09/04 – Empresa: Editora Abril S/A. – Objeto: Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante Atualidades Vestibular – Edição nº 10 e 27.500 exemplares da publicação Atualidades Revista do Professor, incluindo a entrega à 3.530 unidades escolares e 92 Diretorias de Ensino da Rede Estadual de Ensino – Prazo: 30 dias – Data de Assinatura: 28/08/2009.
    – Valor: R$ 3.249.760,00

    DO – 1/setembro/2009
    Contrato: 15/0528/09/04- Empresa: Editora Abril S/A – Objeto: Aquisição pela FDE de 2.259 assinaturas da Revista RECREIO destinada as escolas e Diretorias de Ensino, sendo 01 exemplar por classe da 1ª série – CEI – Programa Ler e Escrever – Prazo: 486 dias – Data de Assinatura: 28/08/2009.
    – Valor: R$ 891.220,68

    Portanto, o valor parcial para este tipo de negócios (e clientes) também subiu de R$75.913.495,60 para R$ 81.238.033,73.
    Pesquisado por NaMariaNews

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  11. Maria da Glória Oliveira 1 novembro, 2009 às 9:39 pm

    O FIM

    Infelizmente o sonho acabou…

    E também a esperança de uma educação melhor está se acabando…
    E o sonho de uma profissão linda de ser professor…também…
    Não vejo mais luz no fim do túnel…
    e quando eu olho para o céu, desesperado, não vejo passarinhos, pardais ou andorinhas…
    Só vejo um grande Tucano, sobrevoando a carniça podre em que estamos…

    Relato de um Professor desesperado.

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  12. Jussara Seixas 1 novembro, 2009 às 9:41 pm

    O INVEJOSO, SURTOU!
    O ex-presidente FHC (ex- é ótimo) surtou. Ele não está mais suportando o imenso sucesso do governo do presidente Lula. Ainda mais agora, depois de saber que o presidente Lula vai receber em Londres o prêmio Estadista do Ano (Chatham House 2009), concedido pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.
    Escreveu um artigo que está sendo publicado nos jornais com o titulo “Para onde vamos?”. Ele ataca no atacado. As declarações do presidente Lula, as frases ditas pelo presidente Lula, todas as decisões do governo Lula.
    Está furioso com o pré-sal, com o imenso sucesso da Petrobras, que ele, Serra e o PSDB queriam e querem privatizar. FHC não reconhece sua incompetência, sua negligência: por não investir na Petrobras, provocou o afundamento da maior plataforma de extração de petróleo do mundo na época, a P36. Não se conforma com o foto de que o presidente Lula transformou o Brasil em um imenso canteiro de obras com as obras do PAC, que geram empregos e renda e vão beneficiar milhões de brasileiros.
    Cita a Transnordestina, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco, o Trem-bala. Fala do programa Minha Casa Minha Vida como se tudo fosse apenas publicidade, fala como se nada existisse, se tudo fosse miragem. Insano, compara o governo Lula ao regime militar.
    Diz que o presidente Lula fala impropérios quando empresários e jornalistas ousam descordar do “Brasil potência”. Antes falasse. Mesmo sendo atacado diariamente pela mídia, mesmo tendo sido chamado de assassino por um psicanalista charlatão, colunista da Folha, um tal F. Daudt, quando ocorreu o acidente com o avião da TAM, o presidente Lula nada fez contra o psicanalista louco ou contra o jornal.
    Não abriu nenhum processo. Diferente da coleguinha de partido de FHC, Yeda Crusius, do PSDB, amiguinha do Serra, que mandou invadir a sede de Federação Anarquista para censurar material que a críticava, com toda a truculência digna da ditadura militar.
    O estadista Lula também agiu com paciência e tolerância quando A. Virgilio e Aceminho disseram que dariam uma surra no presidente. A que ponto chega o ódio dessa gentinha contra o melhor presidente que o Brasil já teve, que ostenta mais de 80% de apoio popular, é elogiado e reconhecido mundialmente.
    FHC não se lembrou de comentar a queda na desigualdade social do país graças ao governo Lula, não se lembrou de falar do PROUNI, não se lembrou de falar que no governo Lula as classes D e E passaram a ser classe média. Não se lembrou de falar que no governo Lula não teve apagão: muito ao contrário, o governo Lula levou energia elétrica a milhões de pessoas que viviam isoladas nos rincões de nosso imenso país. FHC não se lembrou de falar do sucesso do presidente Lula ao lidar com crise econômica mundial: o Brasil não quebrou, diferentemente de quando FHC foi presidente (quebrou o Brasil três vezes!). O Brasil ainda saiu bastante fortalecido da crise, fato reconhecido e invejado mundialmente.
    FHC não soube lidar com as crises, foi incompetente, quebrou o país, fez imensa divida com o FMI, foi responsável pelo maior desemprego que o país já viveu, por juros estratosféricos, e deixou um saldo de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. FHC está desesperado, como estão o PSDB, o Serra e seus rabos, o DEM e o PPS — aliás, a patética figura do boçal-mór Roberto Freire, do PPS, pediu publicamente que o PSDB do Serra esconda FHC, o desastrado governo de FHC.
    Jussara Seixas

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  13. André Caramante 1 novembro, 2009 às 9:43 pm

    Violência continua a crescer em SP
    A comparação entre o 3º trimestre de 2008 com o deste ano aponta aumento nos crimes contra a vida e o patrimônio

    Os sequestros, por exemplo, subiram 136%; Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) não se manifestou sobre os índices

    ANDRÉ CARAMANTE
    DA REPORTAGEM LOCAL

    Pelo terceiro trimestre seguido neste ano, a violência continuou a crescer no Estado de São Paulo. Dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) apontam o aumento em praticamente todos os tipos de crime.
    A comparação do 3º trimestre de 2008 com o mesmo período deste ano revela que subiram os crimes de sequestro, homicídio doloso (intencional), estupro, roubo, furto, roubo e furto de veículos e também o roubo de cargas e de bancos.
    Em todo o Estado, foram assassinadas 1.119 pessoas nos meses de julho a setembro deste ano -um aumento de 3% em relação a 2008. Na cidade de São Paulo, porém, houve queda de 8,2% -de 317 para 291, mais de três assassinatos por dia.
    A variação mais alta foi contabilizada nos crimes de sequestro: 136% -11 casos em 2008 e 26 agora. O total de pessoas mortas em latrocínios (roubo seguido de morte) subiu 14% -74 para 82 vítimas.
    Principal bandeira do atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que assumiu a pasta em março com a promessa de combater os crimes contra o patrimônio, roubos e furtos tiveram alta de 18% e 6%, respectivamente.
    Em maio, quando os números referentes ao 1º trimestre do ano já apontavam para o aumento da criminalidade no Estado, o governo atribuiu o problema à crise econômica.
    Com 64.399 roubos registrados, o 3º trimestre deste ano entrou para a história como o período em que mais crimes desse tipo ocorreram em todo o Estado. A marca negativa anterior (63.729) havia sido registrada no 2º trimestre deste ano. Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, os roubos aumentaram 18% agora.
    O total de roubos (64.399) não inclui os casos de roubo de veículos, a bancos e de cargas.
    O furto, delito que historicamente sempre foi o mais registrado nas estatísticas da criminalidade, subiu 6%.
    No caso de crimes de estupro, houve aumento de 52% (de 863 para 1.311), mas a variação, segundo nota oficial da Segurança Pública, ocorreu por causa da mudança na lei, que passou a considerar estupro também casos de “atos libidinosos” e “atentados violentos ao pudor”.

    Ninguém fala
    Logo após a divulgação dos dados da violência na noite de ontem, na página da pasta, o porta-voz da Secretaria da Segurança Pública, Enio Lucciola Lopes Gonçalves, disse à Folha que ninguém do órgão iria se manifestar sobre os dados “por causa do horário”.
    Segundo Gonçalves, parte das explicações foi dada em uma “nota explicativa” no site http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas. Mas, na própria nota, há divergências. Pelo texto, foram 62.308 roubos no Estado. No quadro abaixo da informação, porém, o total que aparece é de 64.399.

    Esse é o resultado do péssimo governo Serra em SP. Serra só determina que polícia, bata e prenda estudantes, professores, e até a própria policia, por conta de manifestações salários e melhores condições de trabalho. Serra é um embuste, o rei do trololó

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  14. Marla Carneiro Franco 1 novembro, 2009 às 9:45 pm

    Governo do Estado de São Paulo trabalhando por você:
    Carne podre era servida em escola e hospital

    A Polícia Civil fechou ontem um frigorífico que armazenava mais de 30 toneladas de carne com validade vencida ou prestes a vencer. O alimento era reembalado com datas de validade falsas e vendido para hospitais, creches, escolas e penitenciárias de São Paulo e mais dois Estados.

    O frigorífico ficava na rua João Graeber, 164, no Parque São Lucas (zona leste de SP). No local havia carne bovina, suína, de peixe e embutidos em cinco câmaras frias repletas de sujeira e bolor. Havia alimentos armazenados sem refrigeração em corredores.”Os clientes são, na maioria, prefeituras, hospitais, penitenciárias e algumas empresas privadas”, disse o delegado Anderson Pires Giampaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Segundo ele, a polícia acredita que o grupo, cujo dono é o empresário Eduardo Antônio Gouveia dos Santos, 57 anos, usava pelo menos quatro razões sociais, entre elas, frigorífico Gouveia Santos, para participar de diferentes tipos de licitação.
    De acordo com a polícia, as empresas dele conseguiam vencer as licitações porque compravam carne prestes a vencer de outros frigoríficos por preços muito mais baixos que os de mercado.A carne então era descongelada e recebia novas embalagens e etiquetas com carimbos federais e datas de vencimento futuras. Depois, ela era reembalada e congelada.
    A reportagem do Agora encontrou no frigorífico peças de carne com validade vencida há um ano e meio que haviam recebido novo prazo de validade datado de janeiro de 2010.Segundo levantamento preliminar da polícia, entre os clientes estavam mais de 20 prefeituras de São Paulo e de Minas Gerais –que usavam os alimentos para fazer merenda escolar e comida de hospital.
    Também recebiam carne a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, que abastecia pelo menos dez penitenciárias e o Hospital do Servidor Público Municipal. A Secretaria da Segurança Pública do Mato Grosso do Sul também era cliente.Jornal Agora

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  15. Caio Marcos do Nascimento Pereira 1 novembro, 2009 às 9:47 pm

    TRIO DESESPERO

    Estudo mostra que Serra fez governo ainda pior que o de Alckmin
    O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.
    A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do “crescimento”. Iniciado em janeiro de 2007, o Governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.

    Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.

    O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.

    Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

    A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas.

    O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.

    Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano.

    Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.

    Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual.

    Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%.

    Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.

    Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%.

    Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos.

    Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.

    Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.

    Carga tributária
    Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.

    Privatizações
    O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.

    Gastos com terceirizações
    As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

    Aumento da dívida pública
    A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.

    Tolerância com grandes devedores
    Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.

    Calote nos precatórios
    O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.

    Redução de investimentos
    Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos.
    Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008.

    A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes.
    A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.

    Investimento em propaganda
    As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.

    Promessas
    Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900.
    Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935
    Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13.

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  16. Helena Velho Mourão 1 novembro, 2009 às 9:50 pm

    Deputada Célia Leão ( PSDB – Campinas ) dá uma ajudinha vergonhosa ao Serra
    .

    Deu no site Conversa Afiada:

    Zé Pedágio muda Constituição para fazer propaganda fora de SP. Ele pode

    O turista eleitoral

    No último dia 15, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou a
    Proposta de Emenda Constitucional 1/2008, da deputada Célia Leão
    (PSDB). Agora, a administração José Serra está livre, NA PRÁTICA, para financiar
    “publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado, para
    fins de propaganda governamental”. A idéia é promover o turismo.
    Entenderam?

    Mas espera um pouquinho – e aquela milionária campanha
    “institucional”, paga pelo contribuinte para o governo paulista se
    vender aos espectadores amapaenses? Era tudo irregular mesmo, na cara
    dura? E ninguém faz nada?

    Nota do Chicão:

    Prestem atenção no trecho da lei: “É vedada … a publicidade … fora do território do Estado, exceto às empresas que ENFRENTAM CONCORRÊNCIA DE MERCADO e divulgação destinada a promover o turismo estadual”.

    A Sabesp, empresa de água do estado, que segundo os tucanos enfrenta uma concorrência enorme FEZ propaganda por todo o Brasil. Gastou milhões em estados como o Acre. Deixou a Globo feliz com patrocínios que atingiu todo o país. É dinheiro no bolso dessa gente.

    Pelo jeito era tudo ilegal, além de imoral.

    Os deputados amiguinhos do governador correram para socorrê-lo.

    Afinal, os gastos indecentes e vergonhosos em publicidade do Serra não aconteceria se não houvessem deputados SERVIS E CONIVENTES.

    Um destes deputados que ENVERGONHA a região de Campinas é a Deputada Célia Leão (PSDB – Campinas).

    A pouca vergonha é tão grande que chega-se a tirar dinheiro de áreas fundamentais como combate a enchentes e educação para financiar a EXPLOSÃO de propaganda do Serra, o novo Maluf.

    Deputada Célia Leão ( PSDB – Campinas ) não assina CPI da Alstom
    .

    O povo de Campinas tem que ficar de orelha em pé.

    E não é por causa das atitudes ruins do Sarney e do senador Arthur Virgílio.

    O problema está dentro de “casa”.

    A cidade elegeu uma deputada estadual que não colabora com a tão sonhada luta CONTRA a impunidade.

    Refiro aqui ao caso Alstom. A empresa que é investigada em vários paises por ter pago propina para políticos.

    No caso brasileiro pagou propina para a turma do PSDB de São Paulo.

    A deputada é fiel ao Serra e ao Alckmin e ajuda a bloquear uma CPI para investigar a corrupção.

    É uma pena! O povo de Campinas tem que SABER O QUE ACONTECE.

    Os jornais da cidade ESCONDEM a ação ruim da deputada Célia Leão.

    Mas, o Blog do Chicão faz questão de denunciar.

    Se a deuputada quiser expor suas explicações aqui no blog pode mandar sua mensagem.

    Se você não sabe o que é o caso Alstom leia abaixo:

    “Alstom: nova auditoria. Mais documentos auditados na Suíça, pela KPMG, revelam que o propinoduto da Alstom destinado a contas offshore em paraísos fiscais e que foi usado para subornar políticos de quatro países para obter contratos com estatais, já teria ultrapassado US$ 90 milhões. A maior parte teria sido dada a tucanos paulistas e o resto, distribuído entre Cingapura, Indonésia e Venezuela. Só pela obtenção de um contrato de R$ 110 milhões com a área de hidrelétricas, em São Paulo, a propina teria ultrapassado R$ 10 milhões. Os mais de 140 contratos da Alstom com o governo paulista, nos últimos anos, superam a casa dos US$ 4,8 bilhões (hidrelétricas e trens para o Metrô). O período investigado pelos ministérios públicos da Suíça, França e Brasil é de 1993 a 2003. Agora, teriam surgido gravações grampeadas e atribuídas ao empresário José Amaro Pinto Ramos (ele só se comunica através de telefonia via satélite), que já depôs no Ministério Público daqui.”

    Texto do colunista Giba Um

    Como podem observar a corrupção desta empresa parece ter sido muito grande. Ela é investigada em mais de 6 países. Incluindo a Suiça.

    São bilhões em contratos com o governo Serra, Alckmin e Covas. São milhões em possíveis propinas.

    Os jornais escondem este escândalo absurdo.

    Nós, cidadãos, não podemos ficar calados.

    A assembléia de São Paulo tem que fazer uma CPI já.

    Deve investigar e ajudar a punir os culpados, independente de qual partido político pertencem.

    E o povo de Campinas deve fazer pressão para que a Deputada Célia Leão ajude a criar a CPI da Alstom.

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  17. ANDREA DIAS DE ARAUJO 1 novembro, 2009 às 10:11 pm

    DEPUTADO ROBERTO MASSAFERA MANDA NA EDUCAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL DE ARARAQUARA:
    FONTE JORNAL TRIBUNA IMPRESSA;
    Cidade: Poupatempo pode ser instalado no prédio da Diretoria de Ensino
    O deputado estadual Roberto Massafera sugeriu a instalação do Poupatempo no prédio onde hoje funciona a Diretoria de Ensino, na Rua 1. A Diretoria, por sua vez, seria transferida para um imóvel no Jardim Morumbi, atual sede da Oficina Pedagógica dos professores da rede estadual de ensino.
    Segundo o deputado, a vantagem do prédio da Rua 1 é a proximidade com o Terminal Central de Integração, além da localização na área central da cidade.
    Até agora, três locais que haviam sido vistoriados e foram inicialmente descartados por não preencher os requisitos necessários para o empreendimento, voltaram a ser cogitados.
    Um deles é o Centro Empresarial América, que fica na Via Expressa, onde o Poupatempo seria instalado por um “aluguel simbólico”, em torno de R$ 4 mil mensais, apenas para incrementar o movimento no local.
    Outro imóvel que continua sendo cogitado para instalação do serviço é o Shopping Tropical, que recentemente foi vendido a um grupo empresarial que vai remodelar o empreendimento.
    A terceira opção confirmada pela Prefeitura é uma área anexa ao imóvel onde funcionava o Instituto Araraquarense de Psiquiatria (IAP), na Vila Xavier.
    No ano passado, a lista de imóveis incluía ainda o Shopping Lupo e o prédio da Secretaria da Fazenda, na Avenida Espanha.
    Segundo o edital de chamamento público divulgado no ano passado, o imóvel deve ter aproximadamente 700 m² de área edificada em um único pavimento e estar localizado preferencialmente na região central da cidade, em local servido por transporte público, entre outros requisitos.
    ANDREA DIAS DE ARAUJO

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  18. JOÃO PEDRO CASAGRANDE PORTENHO 1 novembro, 2009 às 10:16 pm

    PORQUE O ENGEWNHIRO DEPUTADO ROBERTO MASSAFERA PEDIU ESCLARECIMENTOS?:
    COMUNICADO
    C005/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para construção da EMEF RUA EDSON
    DANILLO DOTTO, situada na Rua Edson Danilo Dotto, s/nº – SP/CT
    C008/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras p/ construção da EMEI Parada de
    Taipas
    C009/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras p/ construção de prédios p/ canil e gatil
    de adoção e manutenção do Centro de Controle de Zoonoses.
    C11/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para construção da EMEI RUA WILLIAM
    CREMEM – JARDIM DIONÍSIO, situada na Rua William Cremem – Jd.
    Dionísio – SP/MB
    C12/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras p/ construção da CEI Conjunto
    Habitacional Apomi.
    C13/EDIF/SIURB/09 Execução de serviços e obras p/ construção da EMEI JD. Monjolo
    C14/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras p/ construção da EMEI Cohab Vila Jacui
    A
    C15/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para construção da CEI JARDIM
    BANDEIRANTES, situada na Rua Aldésio Prati X Rua Edith X Rua
    João Portes de Rey – SP/G
    C16/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para reforma e ampliação do PSM
    PROF. CAETANO VIRGÍLIO NETO, situado na Rua Augusto Farinha,
    1125 – SP/BT
    C17/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para reforma e ampliação da EMEF
    DES. PAULO COLOMBO P. DE QUEIROZ, situada na Rua Dr.
    Abelardo de C. Lobo, 348 – SP/CL
    C18/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para construção da CEI JARDIM
    ELIANA, situada na Rua Paola, s/nº – SP/CS
    C19/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para construção da CEI JARDIM
    DAMASCENO, situada na Via Coletora B – Conj. Habitacional Yadoia –
    SP/FB
    C20/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para reforma e ampliação da CEI
    JENNY KLABIN SEGALL, situada na Rua Soldado José Higashiro, 5 –
    SP/MG
    C21/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para a construção da CEI Fazenda do
    Carmo, situada na Rua Henriqueta Noques Brieba X Rua Indira Ghandi
    – SP/CT
    C22/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para a construção da CEI Jardim
    Ipanema, situada na Rua Alfredo Vasconcelos – SP/IQ.
    C23/EDIF/SIURB/09
    Execução de serviços e obras para reforma e ampliação do CENTRO
    DE FORMAÇÃO EM SEGURANÇA URBANA – CFSU, situado na Ria
    Ariston de Azevedo, 64 – SP/MO.
    C16/EDIF/SIURB/08
    Execução de serviços e obras para reforma e ampliação da EMEF
    DR. JOSÉ DIAS DA SILVEIRA, situada na Rua Roque Petrella, 1054 –
    SP/PI
    C018/EDIF/SIURB/08
    Execução de serviços e obras para reforma geral da CASA DA
    CULTURA DA PENHA, do EDIFÍCIO CULTURAL DO TEATRO
    MARTINS PENNA e da BIBLIOTECA JOSÉ PAULO PAES, situados
    no Largo do Rosário, 20 – SP/PE
    A SECRETARIA DE INFRAESTRUTURA URBANA E OBRAS DO MUNICÍPIO DE SÃO
    PAULO – SIURB, com fundamento no artigo 18, §2º da Lei Municipal nº 13.278/02,
    comunica aos interessados em participar das licitações em epígrafe, que,
    equivocadamente na fórmula do ÍNDICE DE ESTRUTURA DE CAPITAL (COMPOSIÇÃO
    DO ENDIVIDAMENTO – CEE), constante do item 6.1.2. Qualificação Econômico
    Financeira, alínea “c”, do Edital o parêntese foi “posicionado” equivocadamente em local
    errado. A fórmula correta é CEE = PC / (PC + ELP).
    No mais, consideram-se respondidos os pedidos de esclarecimentos formulados pelas
    empresas EDIVIA EDIFICAÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA. e CONSTRUTORA
    MASSAFERA LTDA.
    São Paulo, 29 de outubro de 2009
    FABIO MAKOTO HIGUSHI
    Membro da CPL-1
    IZILDA MARIA RINALDI
    Presidente Suplente
    da CPL-1
    LILIAN C.O.NASCIMENTO
    Presidente Suplente

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  19. Eduarda C. Vasconcellos 1 novembro, 2009 às 10:26 pm

    Artigos: Políticos em campanha: a quem tentamos enganar?
    Tenho acompanhado com bastante atenção o noticiário local e nacional neste período que antecede as eleições de 2010. Confesso, algumas notícias são bastante difíceis de serem digeridas. Outras, parecem fora do tempo e do espaço. Outras, ainda, são relíquias e merecem ser arquivadas, pois, um dia, certamente, servirão à história. Em Araraquara, tem sido muito interessante essa movimentação. Ontem, por exemplo, li com bastante atenção o extenso artigo assinado pelo presidente do PT de Araraquara, senhor André Agatte, em resposta à colaboradora Maria Aurélia Minervino. E, realmente, sou obrigada a concordar com o senhor Agatte: “quando o tema é futebol, religião ou política, não tem jeito, é quase impossível dissociar as opiniões das paixões e travar um debate imparcial”. O texto do senhor Agatte é tão rico em detalhes e escrito de forma tão apaixonada que, se não o conhecesse de outros artigos, arriscaria dizer que havia sido escrito pelo próprio ex-prefeito, senhor Edinho Silva. Dois pontos no texto da senhora Maria Aurélia parecem ter atingido o “estômago” do presidente do PT de Araraquara e provocado uma defesa tão apaixonada: a afirmação de que o ex-prefeito não era visto em espaços públicos durante sua gestão e a de que, agora, às vésperas do período eleitoral, está nos jornais e em todos os lugares. Mais uma vez, que me perdoe a senhora Maria Aurélia, sou obrigada a concordar com o senhor Agatte. Em oito anos à frente da Prefeitura, o senhor Edinho Silva pôde ser visto em diversos lugares da cidade, principalmente em eventos oficiais, como inaugurações e plenárias do Orçamento Participativo. Pelo que pude acompanhar pelos jornais neste período, ele só não aparece em greve de servidores municipais, aí, ele estava em Brasília, cuidando dos interesses de Araraquara. Transparência Agora, em relação ao segundo ponto do texto da senhora Maria Amália, senhor Agatte, qualquer tentativa de defesa é fruto de posição político-partidária das menos racionais e das mais comprometidas pela paixão. Não dá para negar, acompanhe só algumas das noticiais veiculadas na imprensa local envolvendo o ex-prefeito, agora presidente de um partido político, nas últimas semanas: 1.Presidente estadual do PT visita militância de Auriflama (onde????) 2.Presidente do PT/SP acompanhou visita da ministra Dilma na região do ABC 3.Edinho participa de ato de filiação de Chalita ao PSB 4.Edinho faz debate sobre conjuntura na Assembléia 5.Edinho participa de evento religioso com ministra Dilma Senhor Agatte, se isso não é pré-campanha, o que é então? A quem interessa saber em Araraquara se o presidente do partido A ou B se reuniu com militantes numa cidade da região de Araçatuba? Se o presidente do partido A ou B participou de uma missa? Senhor Agatte, interessa apenas ao político em ano pré-eleitoral… Para finalizar, lamentável, e aí sou obrigada a concordar com a senhora Maria Amélia, o senhor, na tentativa apaixonada de defender o ex-prefeito Edinho Silva, atacar os deputados Roberto Massafera, Dimas Ramalho e o atual prefeito Marcelo Barbieri. Acima de tudo, pouco ética a sua estratégia. Os três têm mandatos, estão trabalhando, têm obrigação de estar presente e fortalecer as iniciativas do município. Aliás, devemos criticá-los sim quando eles não estiverem presentes. A propósito, não me lembro muito bem de sua presença a não ser em época de eleição… Até mais ver.

    Eduarda C. Vasconcellos
    Leitora deste blog e do jornal e eleitora de Araraquara

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  20. Pedro Ramos Araujo 1 novembro, 2009 às 10:53 pm

    Professor de Araraquara:
    A VERDADE TODOS NÓS SABEMOS: UMA DAS PIORES CATEGORIAS PROFISSIONAIS É REALMENTE A NOSSA. SOMOS PISADOS, HUMILHADOS, EXTORQUIDOS E DISCRIMINADOS PELO GOVERNO.NÃO NOS IMPOMOS, ACEITAMOS QUALQUER MIGALHAS, POIS SOMOS PASSA FOME E PEGAMOS QUALQUER TOSTÃO. É VERDADE. SE NÃO FOSSE ASSIM A REALIDADE SERIA OUTRA. VEJAM OS PROFESSORES SUBSTITUTOS POR EXEMPLO: TRABALHAM COMO EFETIVO, GANHAM A METADE, SÃO ALTAMENTE DISCRIMINADOS E POR PREGUIÇA NÃO ACIONAM O MINISTÉRIO PÚBLICO PARA RECEBER AS DIFERENÇAS DE SALÁRIOS DO ANO 2009 A QUE TEMOS DIREITO. REALMENTE SOMOS O QUE SOMOS. AGORA, 6 MIL TEMPORÁRIOS, 100 EFETIVOS. É UMA VERGONHA SER PROFESSOR, SER MESTRE NESTE PAÍS CONTAMINADO POR POLÍTICOS MISERÁVEIS, SEM ESCRÚPULOS, MENTIROSOS E PRINCIPALMENTE CORRUPTOS.cADA UM DE NÓS DEVERIA DAR O EXEMPLO ATÉ DE CIDADANIA QUE TANTO ENSINAMOS.-PROCURAR NOSSOS DIREITOS.LAMENTO SER O QUE SOU: PROFESSOR NESTE PAÍS.

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  21. Fabio Marques 1 novembro, 2009 às 11:00 pm

    Só quero saber uma coisa:

    Nós professores vamos só ficar aqui neste site reclamando, sentados diante de um computador???

    Não vamos fazer NADA????

    Sinceramente, acredito que isto é muito cômodo, não acham???

    Se resolverem fazer alguma coisa e tomar alguma atitude, mantenham-me informado.

    E COMETENDO ARBITRARIEDADES EAS NOTAS FISCAIS FRIAS???

    maestrofabio@hotmail.com

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  22. Flavia Semeria Franco 2 novembro, 2009 às 12:12 pm

    Gilberto Dimentein falando sobre educação para o jornal da família Frias, no dia 31 de maio, defende as propostas de educação do governo estadual. “O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda no pagamento das mensalidades -além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que determinou que mesmo aprovado em concurso o professor terá de ficar um semestre se preparando para dar aula.”

    Por um lado falam em mais cursos de licenciaturas para melhorar a qualidade da educação, por outro o que se vê é um aumento alarmante dos números de cursos à distância. Essa é a proposta de Serra com o Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). É claro que formando professores a distância, que não tem uma realidade didática enquanto aluno, em algum momento ele deva fazer um curso presencial, se colocar alguma vez na condição de aprendiz.

    Quanto à prova para avaliação de docentes temporários nós professores temos outra proposta para o governador: Que se abra concurso público para preencher essas vagas. E que leve em consideração os anos de experiência dos professores. Desta forma avaliaremos quais professores tem condição de assumir uma sala de aula.

    O último ponto do Dimenstein é sobre a bonificação, como instrumento de valorização dos professores. Como ela é medida com índices incentivemos assim a aprovação automática dos alunos para melhorar os “índices”. Seguiremos a risca as cartilhas distribuídas pelo governador, pois se não perguntarem onde fica o Paraguai melhoraremos os índices.

    Eles falam que é preciso atrair mais profissionais qualificados para as salas de aulas. Porem quando se fala em remunerar o professor o próprio Dimenstein diz que “não há relação direta entre mais dinheiro no bolso dos professores e melhor desempenho dos alunos”. Talvez porque com os salários achatados dos professores da rede pública, e as péssimas condições de trabalho, os professores “bem qualificados” prefiram dar aula nas escolas particulares – onde estudam os parentes dos colunistas deste jornal. Sendo tão baixo o salário no ensino público, os profissionais da educação dariam aula por salários também baixos nos colégios particulares. Reduzindo os custos das mensalidades, aliviando os bolsos dos amigos dos colunistas deste jornal. Outra opção de trabalho para esses “professores bem formados” seriam as ONG´S de educação, como a dos colunistas deste jornal. Com melhor estrutura de trabalho – estão a quilômetros das escolas públicas, não sabem o que é aula superlotada, buraco nas lousas, falta de merenda e de água… – preferem trabalhar nestas organizações, ganhando mais, enquanto os donos das ong´s e fazendo papel de bom moço.
    Flavinha

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  23. Gabriela Hernandez Passion 2 novembro, 2009 às 12:14 pm

    Criminalização do Movimento, política institucional
    Serra quer militarizar a educação básica pública estadual.Como já sabemos, o governador José “Exterminador do Futuro” Serra militariza tudo o que venha lhe trazer algum problema. Já colocou a polícia contra a polícia, a polícia contra o povo pobre de Paraisópolis, a polícia contra professores, funcionários e estudantes da USP, UNESP e UNICAMP, ou seja, a polícia é a principal política pública do social-darwinista que quer ser presidente do Brasil. Agora ele quer implantar a polícia permanentemente no sistema educacional. Segue entrevista de professor da rede pública comentando a questão.

    “Vigiar e punir é política estranha à educação”, avalia professor
    Há duas semanas, o governo de São Paulo anunciou parte de um plano de combate à violência nas escolas da rede estadual. O plano se fundamenta na instalação de câmeras nas escolas e no deslocamento de um oficial da Polícia Militar para trabalhar na Secretaria de Estado da Educação. Sua função será “realizar um trabalho de inteligência”.
    Serão instaladas 11 mil câmeras em todas as 2200 unidades de ensino da região metropolitana de São Paulo. A proposta é mapear os problemas que ocorrem nas escolas.
    O Observatório da Educação entrevistou Eduardo Amaral, professor de filosofia da rede estadual de São Paulo. Ele avalia o plano de combate à violência nas escolas da rede estadual, anunciado pelo Governo de São Paulo.
    OE – Como avalia a instalação de câmeras nas escolas da rede estadual de São Paulo como forma de combate à violência?
    Eduardo – A impressão geral é ruim, porque traz outro tipo de cultura para a escola, deixando de lado o caráter pedagógico que poderia ter a questão da disciplina escolar. Transforma num caso de polícia. Acho isso grave. Por outro lado, considero que vai ser um enorme gasto de dinheiro e que não terá os resultados esperados. Burlar a câmera ou fazê-la sumir vai virar uma espécie de regra. Acho um equívoco grave do estado, de manter uma política de vigiar e punir, que é absolutamente estranha à educação.
    OE – Que impactos a presença das câmeras pode trazer ao cotidiano escolar?
    Eduardo – Medidas de vigilância policial tem uma certa dimensão. Se é patrimonial, funciona de um jeito. Se é para incidir sobre disciplina ou violência que se comete contra o professor, há outras alternativas, por mais grave que seja a situação. Passa por uma reestruturação da escola sobre como resolver seus conflitos. A violência explode onde não se tem meios de resolução do conflito. Se não há uma gestão democrática na escola, a relação dos professores e direção da escola em relação aos alunos é pautada pelo autoritarismo. Seria uma medida mais eficaz, mas também de médio e longo prazos, trabalhar para que as escolas resolvam seus conflitos, e estabelecer formas de convívio democrático nas escolas.
    OE – E como avalia a idéia de destacar um oficial da policia militar para atuar na secretaria de educação e fazer esse monitoramento?
    Eduardo – Considero que a polícia não está preparada para lidar com assuntos da escola, educacionais. Mesmo a ronda escolar que, em tese, deveria ter formação específica para lidar com as pessoas numa ação educativa, não faz isso. Se há violência na escola também há violência da ronda policial em relação aos alunos. Senão agressão física propriamente, violência verbal. Isso, do ponto de vista pedagógico, é uma lástima, porque ensina que é assim que se resolvem os problemas, na base dos berros, na coerção física, fugindo de qualquer formação para cidadania. Ou seja, o que estará se ensinando vai na oposição do que deveríamos esperar de uma escola pública.
    OE – Há situações de violência na escola onde você trabalha? Como lida com elas?
    Eduardo – Não temos casos. É raro, e de tal modo abafado, que não tem espaço de discussão. A regra nas escolas é a expulsão do aluno, que é uma medida de recusa de qualquer pedagogia, tira-se o problema para não precisar resolver, ou encaminha para outras instâncias, como o boletim de ocorrência, etc. A violência física é quando estoura, e medidas precisam ser tomadas até para proteger a integridade física das pessoas. A questão é como a escola se organiza para resolver seus conflitos mais cotidianos, como estabelece relação mais dialogada e participativa dos alunos. Hoje se fala em protagonismo juvenil, mas isso é mais retórico do que, de fato, ter instâncias dentro da escola em que o jovem do ensino médio possa discutir o que faz na escola, o que espera da escola, quais suas expectativas de vida. São essas questões que aparecem no dia-a-dia da escola, que não consegue responder a esses anseios, angústias de qualquer jovem nessa idade.
    OE – Que tipo de política pública deveria ser desenvolvida pelo Estado para lidar com esse tema?
    Eduardo – O primeiro é encaminhar como pauta na escola um processo de efetiva democratização de sua gestão. Ter uma escola democrática, em que as coisas têm espaço para serem discutidas, é algo que ainda precisamos conquistar e estabelecer como cultura escolar. Além disso, ter mecanismos de resolução de conflitos, dialogados; há algumas experiências isoladas, mas não vemos ecoar para a rede. Mas não é algo de curto prazo, não há panacéia para resolver o problema. A violência não é apenas de dentro da escola, mas está na sociedade, pelos problemas que ela carrega de desigualdade, e não será uma política pública isolada que conseguirá dar resposta para esse volume de questões.

    Gabi Passion

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  24. Alisson Pereira 2 novembro, 2009 às 12:17 pm

    A escola pública Brasileira esta marginalizada? O que vc vê de errado? Diga idéias p/ reverter essa situação?
    Brigas entre alunos. Alunos que desrespeitam professores e depredam a escola. Professores que não estão nem ai para os alunos. Escolas caido aos pedaços. o ‘não estar nem ai’ da cabeçinha da maioria dos nossos estudantes. Professores que vão na escola para dar ‘passa-tempo’ para alunos fazerem, uma aula de uma matéria importante se torna algo q tdos qrem q passe logo inclusive o professor. A mente pequena dos alunos que não veem nada além do ensino médio, nem pensam em faculdade, etc…
    Eu digo isto porque vejo mto em escolas estaduais do Estado de São paulo, RESPONDA de acordo com oq vc sabe ou ouve dizer na sua região, em sua realidade.

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  25. Pietra Laura Mancine 2 novembro, 2009 às 12:19 pm

    CNTE aponta envelhecimento dos professores e desinteresse pelo magistério
    Os professores brasileiros comemoram hoje (15) o seu dia na expectativa de que a Lei do Piso Salarial Profissional, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em julho do ano passado pelo presidente da República, finalmente “pegue” e seja adotada por todas unidades da federação.
    .
    “O grande presente que poderia ser dado aos professores neste momento é o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade da Lei 11.738 que estabeleceu o piso nacional para os docentes”, assinala Roberto Franklin Leão, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação).
    .
    O que é preciso para incentivar os jovens a seguir a carreira docente?
    Você manda: envie fotos com seu professor preferido
    Para consultor da Unesco, cenário sobre professores no Brasil é preocupante
    Pesquisa mostra que alunos preferem professores a instituições de ensino
    Magistério começa a ter dignidade resgatada no Brasil, dizem especialistas
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    A adoção do piso e a melhoria da carreira podem reverter o envelhecimento da profissão e o desinteresse dos mais jovens pelo magistério, acredita Leão. Segundo ele, a falta de renovação já compromete a disponibilidade de professores de matemática, química, física e biologia.”O salário é muito baixo. A perspectiva de fazer o percurso da carreira é muito obscura, sujeita a toda sorte de sobressaltos. O professor precisa saber o que lhe espera nesses 25 ou 30 anos que ele percorre durante a vida profissional”, aponta o presidente da CNTE.
    .
    Roberto Leão vê no Poder Público a responsabilidade de reverter o quadro. “Se não houver por parte das autoridades responsáveis pela educação uma vontade de tornar a carreira do magistério mais atraente, nós vamos passar por dificuldades maiores do que as atuais”, diz, criticando processos de avaliação dos professores baseada no desempenho dos alunos. “É injusto. Não se pode avaliar o professor pela nota que recebe o aluno sem considerar as condições de vida do estudante, a origem familiar e os espaços sociais que frequenta”.
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    Aos problemas da carreira do magistério, o presidente da CNTE associa a violência na escola, a indisciplina e a má-criação dos alunos. “A violência não é uma coisa da escola. A violência está na sociedade e a escola faz parte da realidade. Mas essa situação de violência também é sim um fator para que as pessoas pensem: ‘eu ganho pouco, não tenho carreira, eu ainda vou me sujeitar a ser agredido por um menino?'”, ressalta.
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    Na opinião do historiador e professor da Unicamp (Universidade de Campinas), Jaime Pinsky, o magistério não tem mais prestígio e em sala de aula o professor lida com uma maior irreverência dos alunos, “que às vezes ultrapassa os limites da educação”, diz, acrescentando que em todos os níveis sociais os pais estão “terceirizando” as funções da família para a escolas e estão cobrando dos professores responsabilidades que não são suas.
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    Escola mais atraentePara Leão, “a escola precisa ficar atraente para os alunos. Por mais pobre que os alunos sejam, há a possibilidade de eles estarem em contato com as novas tecnologias. Há um descompasso: enquanto os alunos são digitais, a escola é analógica”. Jaime Pinsky avalia que o papel do professor mudou nos tempos de internet, celular e notebook. “Não cabe mais levar informação, mas relacioná-las e transformá-las em conhecimento”. Para ele, a mudança exige formação teórica mais sólida dos professores e mais leitura.
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    “Em geral, os professores lêem muito pouco. Muitas vezes, utilizam os próprios manuais e livros didáticos que adotam para aprender sobre o conteúdo que precisam ministrar. Se a publicação tem falhas, ele não tem conhecimento para superar essas lacunas”, afirma Pinsky.
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    O historiador lamenta o “pacto da mediocridade” entre escola, professor e aluno. “Um finge que aprende. O outro finge que ensina. O empregador finge que paga bem”.
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    Formação.
    Perguntado em entrevista coletiva sobre os problemas de formação dos professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o MEC está possibilitando “acesso irrestrito” dos docentes à universidade pública. “Por isso, lançamos o Plano Nacional de Formação de Professores para que todo professor possa ter uma formação adequada. Os 50 mil primeiros professores já foram inscritos e vamos reabrir as inscrições para o primeiro semestre de 2010”.
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    O plano oferece formação a três perfis diferentes de profissionais: primeira licenciatura para professores que não têm curso superior; segunda licenciatura para aqueles que já são formados, mas lecionam em áreas diferentes da que se graduaram; e licenciatura para bacharéis que necessitam de complementação para o exercício do magistério. Segundo o MEC, até 2011 serão oferecidas 331 mil vagas em universidades públicas, reservadas exclusivamente pelo plano.
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    Gilberto Costa e Amanda Cieglinski Repórteres
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    Postado por Domingos às 18:07 0 comentários
    Manifestantes fazem “nu pedagógico” em protesto no Dia dos Professores em SP
    15/10/2009 – 15h48
    ANDRÉ MONTEIROda Folha Online

    Professores de cinco entidades representativas fizeram um protesto inusitado na tarde desta quinta-feira na cidade de São Paulo. Os profissionais promoveram um “nu pedagógico” na praça da República (centro), em frente à Secretaria Estadual de Educação.
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    Mas, ao invés de tirar a roupa, eles vestiram uma espécie de avental de cor bege com silhuetas de um corpo nu desenhadas na frete e no verso.
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    “Tiramos a roupa metaforicamente para colocar à nu a educação praticada em São Paulo”, disse Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto, presidente da Udemo (sindicato que inclui diretores e coordenadores de educação). A manifestação acontece na data em que é lembrado o Dia do Professores.
    .
    As entidades reivindicam, entre outras coisas, um reajuste salarial de 27,5% para os professores da rede estadual de ensino, revisão do plano de carreira da categoria, e a retirada do projeto de lei complementar número 29 que, segundo os manifestantes, congela os salários dos professores. O projeto já está pronto para ser votado na Assembleia Legislativa, e a expectativa é que entre em pauta na próxima terça-feira (20).
    .
    Cerca de 10 mil professores eram esperados para o protesto, mas os organizadores afirmam que a chuva e a impossibilidade de deixar as salas de aula impediram a participação de grande parte dos manifestantes. A Polícia Militar ainda não divulgou uma estimativa do total de pessoas no local, mas o protesto foi pacífico.
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    Participam do protesto integrantes do Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), Apase (Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo), CPP (Centro do Professorado Paulista), Afuse (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo), e da Apampesp (Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo).
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    Para sinalizar o que chamaram de “luto pela educação”, os manifestantes soltaram cerca de 2.000 balões de cor preta no final do protesto, por volta das 16h.
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    Outro lado
    A Secretaria Estadual de Educação informou que não comentaria o protesto nem as reivindicações dos professores.

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  26. Bruna Paula Marques dos Anjos 2 novembro, 2009 às 12:27 pm

    bem..eu tenho apenas 15 anos,estudo numa escola publica em Araraquara – SP, minha cidade é de porte médio/grande, eu acho q o estudo aqui nas escolas estaduais são fracos e ruins por causa do abandono de todos, mas de alguns dias para ca eu percebi q estava enganada é toda a regiao é assim.Acho q a culpa é da supervisao da escola,professores,pais e alunos e do GOVERNO ESTADUAL, O SERRA E A SUPERVISAO:se ocorre alguma coisa na escola a supervisao nao toma as providencias q deveria.Ex: na minha escola pouco tempo atras um aluno bateu numa professora e nem uma ocorrencia deram pra esse aluno e ele msm disse q ele faz o q qer na escola.PROFESSORES:(quero deixar bem claro q nao é todos q fazem isso)Em Araraquara acho q o salario de professor é um dos melhores q existe no Brasil porque todos os professores tem carro zero, e ainda reclamam dos seus salários, os professores ficam revoltados e acham q devem dar a aula da msm forma q recebem que acham pouco.
    Os professores da minha escola culpam os PAIS: nao dao a educaçao certa para o filho,pois o aluno mostra na escola o q aprende em casa(nao ensinam a respeitar o professor e nem a ninguem).ALUNOS:nao querem saber de estudar,só vao na escola pra colocar conversa em dia,dormir,brigar e etc;e se brigam na escola é pq veem isso em casa.

    acho q reverter essa situaçao é dificil,mas nao IMPOSSIVEL,sa cada pessoa fizer sua parte tudo vai melhorar.
    supervisao tomar as providencias certas e mostrar quem “manda”,o governo melhorar o salario dos professores(por que daqui alguns anos nao vai existir professores),pais educar seus filhos corretamente e alunos pensarem no seu proprio futuro.

    Cada um faz seu proprio futuro!Se o aluno quer ser um marginal ele vai ser,mas se ele quiser ser alguem na vida ele vai ser(com a sua competencia, capacidade e primeiramente com a ajuda de Deus).Porque apesar dos professores terem carro zero dizem que é financiado então aumentem os salários dos professores para melhorar a educação da escola publica estadual.
    Bruna.

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  27. Jonas Euclides Bonamaste Gianne 2 novembro, 2009 às 12:29 pm

    Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco
    da Agência Brasil

    Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário “preocupante”, de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.
    .
    Ao comentar o estudo “Professores do Brasil: Impasses e Desafios”, lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).
    .
    O especialista destaca, entretanto, que é preciso “elevar o status” do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de “uma verdadeira revolução” nas estruturas institucionais e de formação.
    .
    Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado “de impacto”, segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria –50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.
    .
    O estudo alerta para um grande “descompasso” entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de “aliança” entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.
    .
    Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser “pontos de partida” para uma “ampla recuperação” da profissão no Brasil.
    .
    “Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual”, disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. “Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada.”

    Prof. Jonas

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  28. Janaina Cristina Xavier de Barros 2 novembro, 2009 às 12:34 pm

    DIRETORIA DE ENSINO DE ARARAQUARA
    QUALIDADE NA EDUCAÇÃO, VALORES ESSENCIAIS AO SER HUMANO, ZERO;
    QUALIDADE DOS PROFISSIONAIS DIRIGENTES DA EDUCAÇÃO ZERO
    As provas do crime

    NOTAS FISCAIS FRIAS “BLOG EDUCAFORUM”

    Temos recebido críticas de alguns leitores por sermos muito proliiiiiiiiixos, o que dificultaria o entendimento de assuntos complexos e graves como o imbroglio do desvio de verbas do ensino em Araraquara. Nós mesmos temos dificuldade para entender alguns detalhes do assunto: o que mais espanta, no entanto, é a indiferença das autoridades competentes em compreender ou aceitar a veracidade de fatos incontestáveis e de provas que foram entregues às comissões processantes da Secretaria da Educação, ao Ministério Público e à Polícia Federal.

    Resolvemos então mudar de tática: em vez de intermináveis textos, vamos agir conforme o ditado “para bom entendedor, meia palavra basta”, na esperança de que nossos leitores consigam nos acompanhar.

    Muitas notas fiscais “frias”, de que tanto falamos, foram emitidas com talões roubados ou por empresas “fantasmas” e continham em seu corpo a discriminação de serviços que não teriam lógica na educação, por exemplo, “Organização dos arquivos da Secretaria” ou “Comissões”. Qual escola terceiriza a organização de seus arquivos??? Para quem uma escola pagaria comissões??? Além disso, algumas notas vinham de lojas de “rações para animais”. Como assim?!

    Para encurtar, veja acima a imagem de uma série de notas fiscais “frias”, todas de um único talão da empresa Rodrigo Fernando Magrini. O proprietário da mesma declarou à Folha Ribeirão, em 09/12/05, que sua prestadora de serviços havia sido fechada em 2003, que ele havia mudado de ramo de atividades e que as notas apresentadas pelas escolas seriam de um antigo talão, que não havia sido destruído. “Eu nunca emiti nenhuma nota desse talão e nunca prestei nenhum serviço em escolas. Fiz boletim de ocorrência do extravio desse talão e minha conta bancária está à disposição de todos”, afirmou Magrini.

    Sr. Secretário Paulo Renato, seria possível saber como as Comissões Processantes da Secretaria trataram o caso das notas fiscais desse talão? Perceba que cada uma das notas fiscais acima é destinada à APM de uma escola diferente, mas todas foram emitidas em dezembro de 2004 e se referem ao pagamento de “comissões”. Que comissões seriam essas, Secretário?

    Para os leitores que não têm preguiça de acompanhar o caso, seguem os links para os proliiiiiiixos posts anteriores sobre o caso:
    Como funcionava o esquema de Araraquara?

    Cronograma do esquema de Araraquara
    Janaina Cristina Xavier de Barros

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  29. Domingos Amatore de Franco 2 novembro, 2009 às 9:29 pm

    A Quem o Governo quer enganar?

    Mais um golpe do governo contra o professor, a escola e a educação pública

    O governador José Serra encaminhou o PLC 29/09 com remendos ao já tripudiado plano de carreira do magistério. O objetivo, segundo o governo, é criar novas regras para a valorização da carreira, por meio de provas, mais o cômputo da assiduidade e o tempo de permanência do profissional na mesma escola.

    Mais uma vez, as entidades representativas dos profissionais da educação não foram ouvidas. O descaso do governo para com os representantes da categoria, a constante falta de diálogo, a desconsideração da LC 836/97, que prevê uma comissão paritária governo-entidades para a regulação da evolução na carreira pela via não acadêmica, demonstram a opção por governar de forma autoritária.

    Os educadores estão abandonando a profissão, ela não atrai novos profissionais e, agora, esperar mais de 12 anos para evoluir na carreira, com certeza, não contribuirá para atrair os jovens ou manter os bons profissionais em exercício.

    Apesar das centenas de projetos de reforma implantados nas últimas décadas, a educação pública não caminha bem. A sociedade e os profissionais da educação precisam referendar nas urnas um projeto de avaliação de mérito de gestão desses governos. Uma avaliação que mostre seu descontentamento.

    Fomos mais uma vez bombardeados com notícias enganosas induzindo o leitor a acreditar que o governo de São Paulo tem uma política de salário e de valorização do magistério. Por que será?
    .
    Projeto de Lei Complementar nº 29/2009

    Segundo o projeto enviado à ALESP-SP:

    – O Bônus Resultado, o Auxílio Transporte, a Sexta-Parte, os Quinquênios e a Gratificação de Representação (secretário de escola, diretor e supervisor) continuam.
    – O Auxílio por Localização de Exercício (ALE) continua e será incorporada (1/25 – para mulher e 1/30 – para o homem) para cada ano de permanência na escola.
    * A ALE é para poucos.
    * A prática de “penduricalhos”, de exclusão, de migalhas, continua.

    Como é o novo sistema de promoção?
    .
    O projeto cria cinco faixas em cada uma das carreiras: professor, diretor e supervisor. Dentro de cada faixa são mantidas as evoluções previstas na legislação atual, baseadas em tempo de serviço e cursos. As promoções significam uma evolução salarial com os seguintes percentuais:
    – Promoção da Faixa 1 para a 2, equivalente a 25% da remuneração inicial.
    – Promoção para a Faixa 3, equivalente a 50% da remuneração inicial.
    – Promoção para a Faixa 4, equivalente a 75% da remuneração inicial.
    – Promoção para a Faixa 5, equivalente a 100% da remuneração inicial.
    Até 20% dos profissionais poderão ser promovidos. Ou seja, a porcentagem dos beneficiados dependerá da “boa vontade” do governo de plantão.

    Segundo o governo, o programa poderá aumentar salário dos profissionais da educação quase quatro vezes.
    * Para conseguir atingir o que o governo alardeia, por exemplo, um supervisor de ensino teria que, forçosamente, submeter-se a nove avaliações e ser feliz em todas elas!

    Quem pode participar?

    – Os professores que já completaram quatro anos de efetivo exercício.
    – Os professores temporários que se tornaram estáveis pela Lei 1010/07 (SPPrev), após cumprirem quatro anos de seu primeiro vínculo como temporários.
    * O projeto exclui os professores temporários Categoria L e, mais uma vez, lamentavelmente, os aposentados.

    Quais as regras para participar?

    – Em cada promoção, o integrante do quadro do magistério poderá avançar apenas uma faixa.
    – a primeira participação após 4 anos de exercício. As promoções subsequentes dar-se-ão em três anos.
    Para percorrer todas as faixas, o candidato, desde que já tenha quatro anos de efetivo exercício, precisa esperar, no mínimo, 12 anos, ser incluído nos até 20% abençoados pelo governo e atingir nas faixas 2, 3, 4 e 5 as notas 6, 7, 8 e 9 respectivamente. Difícil, senão impossível!

    A quem o governo está querendo enganar?

    Os argumentos de que esse projeto irá “contribuir para direcionar o aperfeiçoamento dos profissionais do magistério para as áreas em que as deficiências forem notórias” e que “a vinculação da assiduidade à evolução da carreira fará diminuir o absenteísmo nas escolas” não se sustentam. Acredita o governo que, presenteando uma pequena parcela de 20% da categoria, irá garantir uma escola pública de boa qualidade?

    O professor, o diretor e o supervisor são profissionais que, juntos, contribuem para o desenvolvimento pessoal e intersubjetivo do aluno e que, pela natureza de seu ofício, obrigatoriamente, fazem parte da comunidade científica que produz conhecimento não só a respeito de sua área de atuação, mas sobre toda a sociedade.

    O projeto não articula as condições de trabalho, a jornada, a organização e funcionamento da escola, a formação e os salários de todos os profissionais.

    Enfim, o fator central para a reversão da qualidade do ensino – uma política de valorização de todos os profissionais da educação -, por meio de uma política salarial que remunere condignamente toda a categoria, continua a ser desconsiderado.
    Desviar o foco da Campanha Salarial Unificada, não será essa a intenção do governo?

    A Campanha Salarial Unificada continua, com força renovada, pois sabemos agora quais são as reais intenções do governo.
    A luta é por 27,5% de reajuste salarial já, para toda
    Prof. Domingos

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  30. Amauri de Marco Coutinho 2 novembro, 2009 às 9:33 pm

    Auditoria aponta falhas em reforma de escolas do Estado

    De 31 unidades visitadas em SP pelos técnicos do TCE, 23 “apresentaram problemas visíveis na execução das obras”.

    Em escola da capital, troca de estrutura de lata por alvenaria excluiu salas de aula; em outras, sobraram goteiras e curtos-circuitos

    Numa escola, a reforma que deveria substituir a estrutura de lata pela alvenaria excluiu as salas de aula -onde, segundo alunos, a temperatura ficou mais alta. A existência de um consórcio pago para fiscalizar os trabalhos não evitou a falha.Em outras unidades, mesmo depois da realização de obras, restaram curtos-circuitos, goteiras e refluxo de esgoto.

    Os problemas foram apontados por auditoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) em escolas estaduais de São Paulo. Ela verificou que reformas foram mal feitas e não tiveram fiscalização adequada.Da amostra de 31 unidades visitadas pelos técnicos, 23 “apresentaram problemas visíveis na execução das obras”.

    O acompanhamento foi feito como parte da análise das contas de 2008 do governador José Serra (PSDB), aprovadas em junho, com recomendações.

    No ano passado, o programa de reformas de escolas consumiu R$ 261,5 milhões, equivalente a quase metade do gasto para pagamento de bônus por desempenho aos docentes. Neste ano, as reformas deverão receber R$ 363 milhões.Segundo a auditoria, um dos problemas mais graves foi verificado na escola Prof. Sérgio da Costa, zona norte da capital paulista, que atende a alunos do ensino fundamental e médio.

    Foi lá que a reforma deveria fazer a troca do padrão Nakamura (espécie de escola de lata) para a estrutura de alvenaria.Os técnicos verificaram, porém, que a substituição ocorreu em apenas algumas áreas, excluindo as salas de aula. Nas classes, o telhado recebeu uma manta para tentar atenuar o calor, mas a temperatura ficou ainda mais alta, conforme relatos de estudantes e professores.

    Os blocos usados nas paredes externas, dizem os técnicos, são muito frágeis e facilmente destruídos. Por isso, começou a haver furtos na unidade.

    A reforma custou R$ 610 mil. O consórcio LBR-TCL-Ambiente Brasil recebeu R$ 4,7 milhões para fazer a fiscalização das escolas dessa área (norte 2) e de outras nove regiões no Estado de São Paulo. O grupo não se pronunciou sobre as falhas apontadas pelo tribunal.

    GoteirasMesmo após reforma, permaneceram curtos-circuitos na escola Bairro dos Pimentas 2, em Guarulhos (região metropolitana de SP). Na Dr. Átila Ferreira Vaz, em Diadema (ABC paulista), foram constatadas “fortes goteiras” mesmo em dias sem chuvas.

    Na escola Tristão de Athayde, também em Diadema, há vazamento de esgoto no estacionamento, “que chega a incomodar a população local”.

    O secretário da Educação do governo José Serra, Paulo Renato Souza, não se pronunciou sobre a auditoria. Por meio de nota, a pasta afirmou que tem melhorado os sistemas de gestão das obras. Não foram comentados os problemas específicos de cada escola nem se já foram solucionados.

    Fiscalização
    O Tribunal de Contas também apontou falhas na fiscalização das obras, ação a cargo da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão da Secretaria da Educação). O serviço foi terceirizado para oito grupos de empresas, que receberam R$ 34 milhões (cerca de R$ 4 milhões cada um).

    De acordo com a auditoria, “mesmo com as contratações de consórcios de empresas de engenharia, em face das inúmeras ocorrências negativas relatadas neste trabalho, a fiscalização foi negligente em relação às falhas observadas”.

    O relator da análise das contas, Robson Marinho, afirmou em parecer que “a Fundação para o Desenvolvimento da Educação deve atuar com maior rigor na fiscalização das obras/reformas nas escolas”.
    Secretaria diz que gestão de obras melhorou

    A Secretaria Estadual da Educação afirmou que tem tornado “mais célere e eficiente” o atendimento às escolas, inclusive para pequenas obras. Diz ainda que melhorou os processos de gerenciamento.

    A nota enviada pela pasta não comenta especificamente as escolas citadas pela auditoria.A secretaria afirma que “nem todos os apontamentos constantes no relatório do Tribunal de Contas dizem respeito à qualidade da obra realizada, mas, sim, da situação física do prédio quando da visita dos técnicos do tribunal”.

    A pasta diz que tem aumentado o número de intervenções nos colégios: de janeiro de 2007 até este mês, foram concluídas 179 obras novas e ampliações, com a criação de 1.216 salas.Atualmente, diz, há em andamento 203 obras novas, 2.452 intervenções em escolas e 546 coberturas de quadras. A Secretaria Estadual da Educação afirma que agilizou os processos ao implementar um canal direto entre diretores e FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão da pasta responsável pelas obras).

    Afirma ainda que, devido ao “aumento da quantidade de obras realizadas pelo governo do Estado em agosto de 2008, a FDE alterou a sistemática de gerenciamento das obras, de forma a permitir uma melhor fiscalização”.Entre as medidas adotadas, segundo a pasta, “está a auditoria permanente das empresas contratadas pela FDE para gerenciar as milhares de obras realizadas nas escolas”.

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  31. Ana Claudia Fernandes dos Santos Camarosanium 2 novembro, 2009 às 9:45 pm

    Glauco sou sua leitora e não poderia deixar de falar dos esquemas de corrupção e impunidade deste governo, não poderia deixar de falar das ampliações de escolas com verbas no valor de 1 milhao e que deveria ser entregue em junho de 2008 até a presente data nao foi terminada, pois dizem os responsáveis pela obra que encontra-se em fase de acabamento, o que nunca acaba, pois nunca vemos material suficiente para o andamento da obra, trabalha um dia e depois o material acaba e fica-se mais uma semana parada, do jeito que vai levará mais um ano, e o pouco caso dos fiscais do FDE que dificilmente aparecem na obra, ou quando aparece é correndo somente para fazer o termo de visita e falar que está tudo normal, pois eles são técnicos profissionais e não podemos questionar, porque não fomos formados para engeneharia de obras, mas para educadores.
    Eu ja trabalhei como vice em uma escola em reforma e conheço bem como estes esquemas funcionam.
    Quando questionei com o engenheiro ele disse que não podia fazer nada, queria que eu assinasse o termo de visita e eu não assinei.
    Então recebi um telefonema do FDE pedindo pra que assinasse o documento, me recusei,pois pra mim a obra não estava acabada.
    Imaginem colocaram a calha somente de um lado da cobertura da quadra,fora outras coisas irregulares…

    me pediram que eu enviasse um oficio assinado por mim informando o porquê de minha recusa .
    Eu fiz e entreguei pro moço do FDE.
    Vieram arrumaram algumas coisas, mas a calha não colocaram…ficou guardada no almoxarifado da escola…vocês imaginem o gasto com esse material!
    Vejo que o problema esta nestes órgãos ficalizadores e as Empreiteiras…Um coluio só… e as Construtoras
    que construiram até hoje estão com centenas de obras do governo estadual de SP na capital e muito no interior, acompanho o diario oficial e vejo os nomes trocados das empresas, não de empreiteiros que só repassam as suas familias para não dar muito na cara,mas a splacas são de familias poderosas que nunca deixaram o OSSO, e continuam nas mãos sujas mas de poderosos politicos eleitos pelo povo paulista, os grandes donos de empresas que prestam serviços a FDE são politicos e só poderiam ser de politicos, deputados etc, donos destas empresas de fachada.

    DESCOBRIRAM ISSO ,SOMENTE AGORA?
    PORQUE SERÁ?
    RESPOSTA: ANO POLÍTICO? RSRSRSRSRSR..KAKAKAKAKAKAKAKAKA

    Ana Claudia

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  32. Bruno Douglas Torres do Amaral 2 novembro, 2009 às 10:05 pm

    Por uma educação de qualidade e sem ideologias políticas

    “A educação vítima da corrupção, que começa nas negociatas e termina nas notas baixas”

    Vide – “blog Educaforum” – As provas do Crime.
    Mas sobre este tema faço algumas considerações:
    Corrupção na educação
    O Desempenho de estudantes de municípios onde há desvio ou má gestão de verbas é, em média, 15 pontos menor.
    O desvio e a má gestão dos recursos repassados para as escolas públicas brasileiras têm gerado efeitos colaterais danosos para alunos e professores, além de prejudicar diretamente o potencial de crescimento econômico do País. A conclusão é de um estudo desenvolvido por economistas da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), Universidade de Berckley e do Banco Mundial.
    Cláudio Ferraz, Frederico Finan e Diana Moreira analisaram o resultado da auditoria dos gastos de 365 municípios feita pela Controladoria Geral da União (CGU), entre 2001 e 2004. Depois, cruzaram esses dados com o resultado obtido na Prova Brasil pelos alunos da 4ª série (5º ano) do ensino fundamental das 1.488 escolas públicas existentes nos municípios analisados. A Prova Brasil é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) que mede o desempenho em língua portuguesa e matemática de alunos da 4ª e da 8ª séries (5º e 9º anos) de escolas públicas.
    Os pesquisadores perceberam que a nota dos alunos que estudavam nos municípios onde houve mau uso ou desvio de recursos foi menor da dos estudantes das outras localidades. A diferença foi, em média, de 15 pontos – a nota vai de 0 a 500.
    O estudo também mostrou que não há relação direta entre grandes quantias de dinheiro repassadas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) – atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) – aos municípios e a excelência no ensino. O valor do Fundef era calculado segundo o número de alunos matriculados na rede.
    “Se você tem muita corrupção e o dinheiro é mal gasto, isso explica, em parte, porque gastar muito não está associado com a melhora do desempenho em provas internacionais”,diz Cláudio Ferraz, professor assistente do Departamento de Economia da PUC-Rio e um dos autores do estudo, citando a classificação dos alunos brasileiros no Pisa, um exame internacional. Em 2006, o Brasil ficou em 54º lugar entre os 57 países avaliados em matemática e em 49º entre 56 países na avaliação sobre capacidade de leitura.

    CORRUPÇÃO

    De acordo com o trabalho, dos 365 municípios analisados, 35% apresentaram algum tipo de corrupção na educação. Desses municípios, 15% registraram desvio de recursos do programa de merenda escolar e outros 28%, das verbas que seriam destinadas para professores e melhorias de infraestrutura. “A corrupção na educação faz mais do que simplesmente reduzir suprimentos escolares”, afirmam os economistas. “Ela também afeta a infraestrutura e reduz os salários dos professores, o que potencialmente afeta a motivação, e ainda pode prejudicar os níveis de nutrição das crianças”, acrescentam.
    Nos municípios onde houve desvio de dinheiro público repassado para a educação, o porcentual de professores que recebeu treinamento pedagógico foi 10,7 pontos menor se comparado às cidades sem registro de corrupção.

    Para Ferraz, uma má provisão de bens e serviços públicos pode ter efeito direto sobre o crescimento. “Se você tem muita corrupção e gera má qualidade da educação hoje, a mão de obra estará mal qualificada daqui a 15 anos, o que fará com que ela seja menos capaz de absorver novas tecnologias. Isso pode causar um efeito negativo sobre seu desenvolvimento, fazendo com que o País se cresça menos do que deveria”, afirma.

    SOLUÇÕES

    Uma das soluções apontadas pelos pesquisadores para tentar reverter o quadro é aumentar os mecanismos de fiscalização e acompanhamento do uso dos recursos destinados à educação nos municípios.

    “Nossas descobertas mostram que a corrupção em educação é significativamente mais baixa em municípios que mantém eleições para a direção no lugar de nomeações feitas pelo prefeito”, alertam os economistas.

    Ferraz também defende uma maior participação de pais e de toda a comunidade na gestão da escola, seja por meio da presença nos conselhos escolares, como feito em algumas localidades do México, ou por mecanismos de avaliação do desempenho dos colégios em relação aos demais.

    “Em vários países existem evidências de que há uma melhora da gestão escolar quando os pais e a comunidade estão envolvidos com o colégio”, afirma o economista. Será que a escola quer os pais participando?
    Leitores deste blog leiam mais sobre este tema que é Crime, tão Assustador, polêmico, recorrente e antigo que é a Corrupção dentro das escolas, no blog educaforum da escritora Giulia Pierro, e vcs entenderão que é muito mais grave e intensa no Estado de São Paulo por conta da Impunidade dos gestores das escolas.
    Bruno Douglas Torres do Amaral

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  33. Dario Quintanilha de Souza 2 novembro, 2009 às 10:27 pm

    Somos todos tolos do Brasil? Este blog tem combatido, divulgado, insistido em mostrar a Cara das Escolas Estaduais de Araraquara, Cara de Corrupção.
    Tem é dedicado a vocês mesmos. Vocês que não entendem os comentários que são até ácidos e independentes. Que ouvem todos os lados desta multicolorida sociedade brasileira, paulista, Araraquarense e politiquenses. A maioria defende suas ideologias políticas com um fanatismo praticamente religioso. Muitos jamais teriam coragem para montar um blog com uma acidez toda peculiar e com essa variedade de informações.
    Parabéns Glauco pelo seu blog Educação Politica, lendo e aprendendo.
    Quem sabe lendo, e relendo, poderemos cobrar a tão sonhada Justiça dos nossos Governantes e confiar que a Impunidade está com os seus dias contados.
    Dario

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  34. Virgilio de Abranches Quintão Soma 4 novembro, 2009 às 12:51 pm

    CAROS LEITORES LEMBREM-SE DESTE RESULTADO QUE É ATUAL SAIU EM 2009, PORTANTO É ATUAL, ALÉM DE EXISTIREM PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES – CONTRA DIRETORES DE ESCOLA DA DIRETORIA DE ENSINO DE ARARAQUARA E REGIÃO – ACUSADOS DE TEREM SUPOSTAMENTE COMETIDOS CRIMES DE PECULATO, IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA,DE TEREM COMETIDOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL E FEDERAL E ESTÃO SENDO JULGADOS ATUALMENTE/2009 NAS COMISSÕES PROCESSANTES DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO – GOVERNO JOSÉ SERRA E SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO PAULO RENATO DE SOUZA. OS MESMOS AINDA ESTÃO SENDO PROCESSADOS E INVESTIGADOS NA POLICIA FEDERAL PELOS MESMOS CRIMES. LEMBREM-SE QUE SE TRATA DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS DA SEE- SP, ENVOLVIDOS EM FRAUDES – JULGAMENTOS – 2009.
    ESTA EX DIRIGENTE DE ENSINO QUE ATUOU DURANTE 12 ANOS NA DIRETORIA DE ENSINO DE ARARAQUARA E REGIÃO NO GOVERNO PSDB RECEBEU POR TODOS OS ATOS PRATICADOS, APENAS ESTA PENA PUBLICADA EM DIARIO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, APÓS INUMERAS PROVAS APRESENTADAS CONTRA A REFERIDA INDICIADA QUE APOSENTOU-SE PARA EVITAR UM ESCÂNDALO MAIOR PARA O PARTIDO.
    GABINETE DO SECRETÁRIO
    Resolução, de 21-5-2009
    Aplicando, por mitigação, a pena de SUSPENSÃO, PELO
    PRAZO DE 90 (NOVENTA) DIAS, em face de portadora da cédula de identidade RG nº
    4.382.962, Supervisor de Ensino, SQC-II-QM, à época dos fatos
    classificada na Diretoria de Ensino Região de Araraquara,
    subordinada à Coordenadoria de Ensino do Interior (CEI), nos
    termos do artigo 251, inciso II, c.c. os artigos 252 e 254, todos
    da Lei nº 10.261/68, alterada pela Lei Complementar nº 942/03,
    a qual deixa de surtir seus regulares efeitos, tendo em conta sua
    prévia aposentadoria, procedendo-se o registro dos fatos apurados
    nos seus assentamentos individuais, para resguardo de
    futuros interesses da Administração, conforme preceitua o artigo
    261, § 5º, da Lei nº 10.261/68, alterada pela Lei
    Complementar nº 942/03.(Processo nº 0095/2600/2006 (04
    Volumes) – Apenso nº 1214 /0000/2006 (08 Volumes).
    (Intime-se Dr. Richard Cristiano da Silva, OAB/SP 258.284,
    bem como Dr. José Osmir Bertazzoni, OAB/DF 25.967).
    Virgilio de Abranches Quintão Soma.

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