Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

PROFESSOR: QUANDO SE FALA EM EDUCAÇÃO, QUESTÕES PROFUNDAS DO SER HUMANO VEM À TONA

Por uma educação limpa e sem corrupção no Estado de SP.

Por João Flávio Pires Pontes

Recentemente, comentando em um blog de uma colega lembrei que há tempos eu mesmo “não faltava a escola”. Em certo sentido, sinto-me ainda aluno da escola pública, onde aprendi a ler e a escrever, e aonde agora leciono, ou pelo menos, penso que tento. Pois, então, tirei a tarde e lá vou eu voltar a postar na internet, como se isso não houvesse prazer, mas também obrigação.

O que me tocou, a comentar , foi ler os posts em vários blogs sobre o atual quadro do ensino público e seu abandono,corrupção de diretores de escola, a impunidade e a falta de atitude da SEE-SP que me parece inerte, cega e de propósito. E qual o papel dos diretores de escola, no qual constam alguns deveres, como o de dirigir o estabelecimento de ensino e pesquisa, gastar as verbas com responsabilidade.

Polêmica e de ampla discussão foram as matérias deste assunto postados em muitos blogs, nos jornais por estes dias, então recorri ao seu blog pra ler de perto a notícia, num sinal de vitalidade, ou experança, de que é possível outra escola.

É estranho que quando nos voltamos a falar sobre a educação, no sentido forte da palavra, sempre voltam as questões mais profundas do ser humano vivendo em sociedade, e a necessidade de criarmos valores de igualdade, fraternidade e honestidade.

A escola, tão pouco importando a sua localização, e para além dos resultados que possam ser apresentados nas matrizes estatísticas dos governos, sejam estas avaliações quais forem, que apresentam as mesmas condições.

Talvez, isto seja um sintoma da contemporaneidade, e que precisamos diretores capazes, honestos, pra enraizar na cabeças dos adolescentes que há diferenças que precisam e devem ser respeitadas, e que são por elas que se formam as cidadanias.
E que saibam que não SOMOS CEGOS, SURDOS E MUDOS.
João Flávio Pires Pontes

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8 Respostas para “PROFESSOR: QUANDO SE FALA EM EDUCAÇÃO, QUESTÕES PROFUNDAS DO SER HUMANO VEM À TONA

  1. Marco Antonio Bertolli 2 novembro, 2009 às 11:54 am

    Uma das grandes contribuições à ordem que o sindicato dos professores faz é não evidenciar esse papel vigilante e repressor das chefias locais. Focam seus discursos somente em cima da figura do governador e deste ou daquele partido justamente para manter intacta a figura dos gestores internos.

    No entanto, coordenadores, vice-diretores, diretores, supervisores de ensino, coordenadores de oficinas pedagógicas, dirigentes regionais e toda a burocracia que os auxilia constituem os cães de guarda responsáveis por implementar as políticas, modelos de gestão, desenvolvidos pelos tecnocratas que, gestados em grupos de pesquisa na USP e Unicamp, assumem um poder enorme, embora silencioso. Comandam a educação sem passarem por qualquer controle popular.
    Marco Bertolli

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  2. Célia Aurelina Schippa 2 novembro, 2009 às 11:56 am

    A atitude autoritária da diretora, ao meu ver, não significa um retrocesso ao período da ditadura militar.

    Para mim, essa intolerância revela apenas o despreparo da profissional que dirige a instituição. O fato de os professores não aproveitarem seu tempo de forma produtiva enquanto reunidos na sala dos professores ressalta o mesmo argumento.

    É falta de preparo e pouco profissionalismo. De qualquer forma, sua iniciativa foi interessante. Parte do insucesso, provavelmente, foi a abordagem inadequada aos problemas, atribuindo argumentos de ordem que não fazem o menor efeito em pessoas que só querem fazer o pouco do serviço que lhe cabem e receber uns trocados no fim do mês.

    A culpa do “sistema”, neste caso, é permitir que pessoas despreparadas assumam posições tão essenciais para construir a sociedade. Mas esse é outro debate.
    Célia

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  3. Estela Maris Schippa Paranhios 2 novembro, 2009 às 11:58 am

    Quando é que a classe dominada da sociedade em que vivemos irá quebrar a lógica incorporada na velha frase de Marx: “O pensamento dominante de uma sociedade é o pensamento da classe dominante da sociedade”?
    Acho que não tem nada de errado… o sistema está funcionando muito bem! Nesse sistema é de esperar que isso aconteça. E é até bom que uma diretora seja estúpida e mostre a cara, porque as coisas ficam mais transparentes… pior seria um diretor “moderno”, que domina com técnicas sutis de “gestão participativa”…
    Estela

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  4. Helena Dias Caparroz 2 novembro, 2009 às 10:52 pm

    Regimento Escolar: é hora de mudar!

    Com a edição dos cadernos Normas Gerais de Conduta Escolar e Manual de Proteção Escolar e Promoção da Cidadania, pela FDE, entendemos que é hora de mudar os regimentos das nossas escolas. As Normas de Conduta vieram preencher lacunas nesses regimentos causadas por omissões nas Normas Regimentais Básicas da Secretaria da Educação. A questão dos direitos e deveres, a explicitação das responsabilidades e proibições na escola; as possíveis punições a alunos; a falta de autonomia e autoridade da direção para agir, no caso de infrações; o comportamento exigível de um aluno, em sala de aula ou dentro do prédio escolar; tudo isso, que nas Normas Regimentais estava muito solto, ou não existia, agora aparece explicitamente nas Normas de Conduta. Aliás, na forma como a Udemo sempre defendeu. Por isso, estamos sugerindo a todos os colegas que, junto com o Conselho de Escola, alterem o regimento escolar, ainda este ano, e encaminhem o novo texto à DE, para homologação. Lembrem-se: é obrigatória, e salutar, a participação do Conselho de Escola, e as alterações só vão valer para o próximo ano.

    Veja, a seguir, as principais alterações sugeridas. Se você adotou o modelo de regimento enviado pela Udemo, os artigos são estes. Se você adotou outro modelo, insira-lhe o conteúdo abaixo.

    Artigo 23. Todo aluno tem direito a:

    1. Usufruir de ambiente de aprendizagem apropriado e incentivador, livre de discriminação, constrangimentos ou intolerância;
    2. Receber atenção e respeito de colegas, professores, funcionários e colaboradores da escola, independentemente de idade, sexo, raça, cor, credo, religião, origem social, nacionalidade, deficiências, estado civil, orientação sexual ou crenças políticas;
    3. Receber informações sobre as aulas, programas disponíveis na escola e
    oportunidades de participar em projetos especiais;
    4. Receber Boletim Escolar e demais informações sobre seu progresso educativo, bem como participar de avaliações periódicas, de maneira informal ou por instrumentos oficiais de avaliação de rendimento;
    5. Ser notificado, com a devida antecedência, sobre a possibilidade de ser
    encaminhado para programa de recuperação, em razão do aproveitamento escolar;
    6. Ser notificado sobre a possibilidade de recorrer em caso de reprovação escolar;
    7. Ter garantida a confidencialidade das informações de caráter pessoal ou
    acadêmicas registradas e armazenadas pelo sistema escolar, salvo em casos de risco ao ambiente escolar ou em atendimento a requerimento de órgãos oficiais competentes;
    8. Organizar, promover e participar do grêmio estudantil;
    9. Participar da publicação de jornais ou boletins informativos escolares, desde que produzidos com responsabilidade e métodos jornalísticos, que reflitam a vida na escola ou expressem preocupações e pontos de vista dos alunos;
    10. Promover a circulação de jornais, revistas ou literatura na escola, em qualquer dos veículos de mídia disponíveis, desde que observados os parâmetros definidos pela escola no tocante a horários, locais e formas de distribuição ou divulgação. Fica proibida a veiculação de conteúdos difamatórios, obscenos, preconceituosos, racistas, discriminatórios, comerciais, de cunho partidário ou de organizações paramilitares, que promovam a apologia ao crime ou a atos ilícitos ou estimulem a sua prática, ou cuja distribuição perturbe o ambiente escolar, incite à desordem ou ameace a segurança ou os direitos fundamentais do cidadão, conforme previsto na Constituição Federal, na Lei Federal nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e demais previsões legais;
    11. Afixar avisos no mural administrativo da escola, sempre acatando os regulamentos estabelecidos por esta. Fica proibida a veiculação de conteúdos difamatórios, obscenos, preconceituosos, racistas, discriminatórios, comerciais, de cunho partidário ou de organizações paramilitares, que promovam a apologia ao crime ou a atos ilícitos ou estimulem a sua prática, que perturbem o ambiente escolar, incitem à desordem ou ameacem a segurança ou os direitos fundamentais do cidadão, conforme previsto na Constituição Federal, na Lei Federal nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e demais previsões legais;
    12. Ter assegurados o ingresso e a posse de materiais de uso pessoal na escola, exceto nos casos em que representem perigo para si ou para os outros, ou que perturbem o ambiente escolar;
    13. Ser tratado de forma justa e cordial por todos os integrantes da comunidade escolar, sendo assegurado a ele:
    13.1. Ser informado pela direção da escola sobre as condutas consideradas apropriadas e quais as que podem resultar em sanções disciplinares, para que tome ciência das possíveis consequências de suas atitudes em seu rendimento escolar e no exercício dos direitos previstos no Regimento Escolar e nas legislações esparsas;
    13.2. Ser informado sobre procedimentos para recorrer de decisões administrativas da direção da escola sobre seus direitos e responsabilidades, em conformidade com o estabelecido no Regimento escolar e na legislação pertinente;
    13.3. Estar acompanhado, quando menor, por seus pais ou responsáveis em reuniões e audiências que tratem de seus interesses quanto a desempenho escolar ou em procedimentos administrativos que possam resultar em sua transferência compulsória da escola.

    Artigo 24. São deveres e responsabilidades de todos os alunos:

    1. Frequentar a escola regular e pontualmente, realizando os esforços necessários para progredir nas diversas áreas de sua educação;
    2. Estar preparado para as aulas e manter adequadamente livros e demais materiais escolares de uso pessoal ou comum coletivo;
    3. Observar as disposições vigentes sobre entrada e saída das classes e demais dependências da escola;
    4. Ser respeitoso e cortês para com colegas, diretores, professores, funcionários e colaboradores da escola, independentemente de idade, sexo, raça, cor, credo, religião, origem social, nacionalidade, condição física ou emocional, deficiências, estado civil, orientação sexual ou crenças políticas;
    5. Contribuir para a criação e manutenção de um ambiente de aprendizagem colaborativo e seguro, que garanta o direito de todos os alunos de estudar e aprender;
    6. Abster-se de condutas que neguem, ameacem ou de alguma forma interfiram negativamente no livre exercício dos direitos dos membros da comunidade escolar;
    7. Respeitar e cuidar dos prédios, equipamentos e símbolos escolares, ajudando a preservá-los e respeitando a propriedade alheia, pública ou privada;
    8. Compartilhar com a direção da escola informações sobre questões que possam colocar em risco a saúde, a segurança e o bem-estar da comunidade escolar;
    9. Utilizar meios pacíficos na resolução de conflitos;
    10. Reunir-se sempre de maneira pacífica e respeitando a decisão dos alunos que não desejem participar da reunião;
    11. Ajudar a manter o ambiente escolar livre de bebidas alcoólicas, drogas lícitas e ilícitas, substâncias tóxicas e armas;
    12. Manter pais ou responsáveis legais informados sobre os assuntos escolares, sobretudo sobre o progresso nos estudos, os eventos sociais e educativos previstos ou em andamento, e assegurar que recebam as comunicações a eles encaminhadas pela equipe escolar, devolvendo-as à direção em tempo hábil e com a devida ciência, sempre que for o caso.

    Artigo 25. É proibido ao aluno:

    1. Ausentar-se das aulas ou dos prédios escolares, sem prévia justificativa ou autorização da direção ou dos professores da escola;
    2. Ter acesso, circular ou permanecer em locais restritos do prédio escolar;
    3. Utilizar, sem a devida autorização, computadores, aparelhos de fax, telefones ou outros equipamentos e dispositivos eletrônicos de propriedade da escola;
    4. Utilizar, em salas de aula ou demais locais de aprendizado escolar, equipamentos eletrônicos como telefones celulares, pagers, jogos portáteis, tocadores de música ou outros dispositivos de comunicação e entretenimento que perturbem o ambiente escolar ou prejudiquem o aprendizado;
    5. Ocupar-se, durante a aula, de qualquer atividade que lhe seja alheia;
    6. Comportar-se de maneira a perturbar o processo educativo, como, por exemplo, fazendo barulho excessivo em classe, na biblioteca ou nos corredores da escola;
    7. Desrespeitar, desacatar ou afrontar diretores, professores, funcionários ou colaboradores da escola;
    8. Fumar cigarros, charutos ou cachimbos dentro da escola;
    9. Comparecer à escola sob efeito de substâncias nocivas à saúde e à convivência social;
    10. Expor ou distribuir materiais dentro do estabelecimento escolar que violem as normas ou políticas oficialmente definidas pela Secretaria Estadual da Educação ou pela escola;
    11. Exibir ou distribuir textos, literatura ou materiais difamatórios, racistas ou preconceituosos, incluindo a exibição dos referidos materiais na internet;
    12. Violar as políticas adotadas pela Secretaria Estadual da Educação no tocante ao uso da internet na escola, acessando-a, por exemplo, para violação de segurança ou privacidade, ou para acesso a conteúdo não permitido ou inadequado para a idade e formação dos alunos;
    13. Danificar ou adulterar registros e documentos escolares, através de qualquer método, inclusive o uso de computadores ou outros meios eletrônicos;
    14. Incorrer nas seguintes fraudes ou práticas ilícitas nas atividades escolares:
    . Comprar, vender, furtar, transportar ou distribuir conteúdos totais ou parciais de provas a serem realizadas ou suas respostas corretas;
    o Substituir ou ser substituído por outro aluno na realização de provas ou
    avaliações;
    o Substituir seu nome ou demais dados pessoais quando realizar provas
    ou avaliações escolares;
    . Plagiar, ou seja, apropriar-se do trabalho de outro e utilizá- lo como se fosse seu, sem dar o devido crédito e fazer menção ao autor, como no caso de cópia de trabalhos de outros alunos ou de conteúdos divulgados pela internet ou por qualquer outra fonte de conhecimento.
    15. Danificar ou destruir equipamentos, materiais ou instalações escolares; escrever, rabiscar ou produzir marcas em qualquer parede, vidraça, porta ou quadra de esportes dos edifícios escolares;
    16. Intimidar o ambiente escolar com bomba ou ameaça de bomba;
    17. Ativar injustificadamente alarmes de incêndio ou qualquer outro dispositivo de segurança da escola;
    18. Empregar gestos ou expressões verbais que impliquem insultos ou ameaças a terceiros, incluindo hostilidade ou intimidação mediante o uso de apelidos racistas ou preconceituosos;
    19. Emitir comentários ou insinuações de conotação sexual agressiva ou desrespeitosa, ou apresentar qualquer conduta de natureza sexualmente ofensiva;
    20. Estimular ou envolver-se em brigas, manifestar conduta agressiva ou promover brincadeiras que impliquem risco de ferimentos, mesmo que leves, em qualquer membro da comunidade escolar;
    21. Produzir ou colaborar para o risco de lesões em integrantes da comunidade escolar, resultantes de condutas imprudentes ou da utilização inadequada de objetos cotidianos que podem causar danos físicos, como isqueiros, fivelas de cinto, guarda-chuvas, braceletes etc.;
    22. Comportar-se, no transporte escolar, de modo a representar risco de danos ou lesões ao condutor, aos demais passageiros, ao veículo ou aos passantes, como correr pelos corredores, atirar objetos pelas janelas, balançar o veículo etc.;
    23. Provocar ou forçar contato físico inapropriado ou não desejado dentro do ambiente escolar;
    24. Ameaçar, intimidar ou agredir fisicamente qualquer membro da comunidade escolar;
    25. Participar, estimular ou organizar incidente de violência grupal ou generalizada;
    26. Apropriar-se de objetos que pertencem a outra pessoa, sem a devida autorização, ou sob ameaça;
    27. Incentivar ou participar de atos de vandalismo que provoquem dano intencional a equipamentos, materiais e instalações escolares ou a pertences da equipe escolar, estudantes ou terceiros;
    28. Consumir, portar, distribuir ou vender substâncias controladas, bebidas alcoólicas ou outras drogas lícitas ou ilícitas no recinto escolar;
    29. Portar, facilitar o ingresso ou utilizar qualquer tipo de arma, ainda que não seja de fogo, no recinto escolar;
    30. Apresentar qualquer conduta proibida pela legislação brasileira, sobretudo que viole a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Penal.

    § 3º. As faltas descritas nos itens 23 a 30 serão sempre submetidas ao Conselho de Escola, para apuração e aplicação de medida disciplinar, sendo sua ocorrência e a medida disciplinar aplicada comunicadas à Secretaria Estadual da Educação, via Diretoria de Ensino.

    § 4º. Além das condutas descritas no parágrafo segundo, também são passíveis de apuração e aplicação de medidas disciplinares as condutas que os professores ou a direção escolar considerem incompatíveis com a manutenção de um ambiente escolar sadio ou inapropriadas ao ensino-aprendizagem, sempre considerando, na caracterização da falta, a idade do aluno e a reincidência do ato.

    Artigo 26 (novo) O não cumprimento dos deveres e a incidência em faltas disciplinares poderão acarretar ao aluno as seguintes medidas disciplinares:

    I – Advertência verbal;
    II- Retirada do aluno de sala de aula ou atividade em curso e encaminhamento à diretoria para orientação;
    III- Comunicação escrita dirigida aos pais ou responsáveis;
    IV- Suspensão temporária de participação em visitas ou demais programas extracurriculares;
    V- Suspensão por até 5 dias letivos;
    VI- Suspensão pelo período de 6 a 10 dias letivos;
    VII-Transferência compulsória para outro estabelecimento.

    § 1º. As medidas disciplinares deverão ser aplicadas ao aluno em função da gravidade da falta, idade do aluno, grau de maturidade e histórico disciplinar, comunicando-se aos pais ou responsáveis.
    § 2º. As medidas previstas nos itens I e II serão aplicadas pelo professor ou diretor;
    § 3º. As medidas previstas nos itens III, IV e V serão aplicadas pelo diretor;
    § 4º. As medidas previstas nos itens VI e VII serão aplicadas pelo Conselho de Escola.

    ATENÇÃO: Se a sua escola adotou o modelo de regimento da Udemo, é necessário renumerar os demais artigos.

    Se você quiser mais dados sobre os Cadernos da FDE, entre no site http://www.fde.sp.gov.br. No meu da esquerda, entre em Serviços de Qualidade, Serviços on-line, Sistema de Proteção Escolar, Manuais: 1. Normas Gerais de Conduta Escolar, e 2. Manual de Proteção Escolar e Promoção da Cidadania.

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  5. Luiz Ortega Freire 2 novembro, 2009 às 11:00 pm

    Para Ter a Escola que Queremos

    O século XXI, que ora se inicia, é um tempo de avanços do conhecimento humano e novas tecnologias. O mundo está passando por incríveis mudanças que, de forma acentuada, marcam nova direção na história da humanidade. Para se ter uma visão mais real da situação descrita, basta observar que, nos últimos 25 anos, as descobertas e inventos da terra equivalem ao que aconteceu nos últimos 5.000 anos. E mais, 80% dos descobridores e inventores estão vivos e acompanhando o desenvolvimento humano e tecnológico. Portanto, o mundo está em ebulição e nesse contexto, estamos envolvidos, observando, colaborando, desfrutando informações instantâneas, criando um mundo cada vez menor, levando-se em conta os conhecimentos. Para a população ativa restringem-se os empregos formais, aperfeiçoa-se as tecnologias, diminuem as oportunidades laborais. Nessa luta pela ocupação do espaço, só aos bem formados e informados restam bem remuneradas ocupações. Nessa tarefa, a educação (no sentido de formação) detém o maior índice de responsabilidade, principalmente se considerarmos a profunda alteração do papel da família nos últimos 30 anos. A mãe, que até então assumia grande parcela de responsabilidade na formação do filho, deixa a função específica de cuidadora da família para assumir a condição de provedora. Assim, a responsabilidade da escola aumentou e, sem dúvida alguma, suas condições diminuíram em qualidade. A última metade do século XX tornou-se um marco da mudança criativa e inovadora para a história da humanidade. A responsabilidade da escola é tanto maior porque os avanços tecnológicos não correspondem às demandas de uma humanidade em larga escala empobrecida. O crescimento do número de excluídos é assustador. E a situação só se reverterá com a educação, não tenhamos dúvidas.

    E a escola, como está?

    Dizer que ela está atravessando sérias dificuldades não é pessimismo e sim, realidade. Fazemos parte de um sistema educacional com tradição centralista e temos dificuldades para alterar o quadro, que se nos apresenta. Um relativo número de escolas (e estamos analisando escola pública) tem boa qualidade, o que deveria ser norma. Não é fácil enfrentar problemas como: deficiência de módulo, falta de professores, violência, burocracia excessiva, baixíssimos salários, baixa auto-estima, que somados, conspiram contra a qualidade desejada. Mas não façamos da realidade uma constante. Procuremos, de todas as formas, otimizar a escola que temos. É nossa obrigação. As novas exigências sociais não permitem a cada um de nós o conformismo.

    Direção tem que enfrentar desafios

    O título da matéria é muito pertinente, sem dúvida alguma. Não há como negar que administrar uma escola não é tarefa fácil. É desafiadora. O melhor caminho é o trabalho em equipe, mas ele não existe sem que haja um líder. É a figura que deve maximizar o potencial das pessoas envolvidas. Como disse Bill Bethel – “uma equipe bem sucedida é um grupo de muitas mãos, mas de uma mente”. O Diretor de Escola é a figura central do processo educacional dentro da escola que dirige. Ele deve ser um grande visionário para assumir uma missão que inspire o grupo. Deve ser um pensador, que se comunique com eficiência. Deve ter coragem para arriscar e ser capaz de criar um ambiente favorável. O verdadeiro líder tem sensibilidade para fazer sábio uso do poder nas tomadas de decisão (e a todo instante ela é necessária). O líder deve ser corajoso (não herói) e assumidor de compromissos. Ajuda-nos muito a leitura do livro – “Qualidades que fazem de você um líder”, de Sheila M. Bethel, que deve servir de base a este trabalho. O líder deve transformar a educação em prioridade máxima nacional. A educação é o caminho mais curto para o desenvolvimento desejado. O Diretor de Escola tem que liderar, tem que ter posturas firmes e exemplos a serem seguidos.

    Diretor de Escola – tem que ser grande líder: tem que ser diferente

    Querer negar a verdade de que os profissionais do magistério não recebem o reconhecimento a que fazem jus é impossível. Mesmo com as circunstâncias desfavoráveis, o contexto ai está. A escola está inserida nesse contexto social difícil. Não há como mudar, por decreto, pelo menos. Mas é preciso mudar. Nesse ponto de necessidade se destaca a importância do Diretor de Escola. Está comprovado: “sem direção não dá”.

    O Diretor de Escola precisa ser um líder, precisa ser diferente. Diferenciar-se, para ele, é uma necessidade através do uso da sua liderança, embora ela não seja algo que se aprenda de uma vez por todas. Liderança que se diferencia, não pelo salário, pela origem, sexo ou cargo. É aquele que tem consciência dos desafios que enfrenta e que serve aos outros. Um verdadeiro líder é dinâmico e tem habilidades e aptidões para fazer as coisas. Tem sempre em mente a idéia de diferenciar-se, de crescer e modificar-se. E deve ficar bem claro que o melhor tipo de liderança é pelo exemplo. Distinguir a diferença entre comandar e liderar é fundamental. Para administrar basta trabalhar com pessoas ou grupos para alcançar determinados objetivos. Liderar é a arte de influenciar os outros. O desdobramento positivo é o envolvimento de todos. A seguir, as principais qualidade de um líder.

    Um líder tem uma missão de peso

    Quando se fala em missão, o entendimento não deve ficar restrito ao cumprimento de um dever ou tarefa. Ela deve partir de um sonho ou visão, movidos por um objetivo. Uma missão de peso torna o líder diferente dos outros. Eis o segredo da construção de peso: inspira, motiva os outros.
    Uma missão sempre começa pequena, no primeiro passo. E o primeiro passo, quase sempre, é o mais difícil, o líder deve esclarecer aos liderados a missão a que se propõe. Tomadas de decisões e comunicações destacam o líder. E, à medida que a missão se desenvolve, percebe-se aparecer novos desafios. É como escalar uma montanha. Chegando-se ao topo dela, percebe-se que há outras montanhas mais altas. Nos desafios é que se percebe a importância do comportamento individual: ele é a chave do desempenho organizacional. Uma missão de peso é composta de pelo menos duas partes essenciais: uma prática e outra mágica. Esta segunda é o que a missão faz na mente e no coração. A primeira é o resultado. Nem sempre é fácil propor uma missão desafiadora. Aí é que entram dois ingredientes fundamentais: paciência e persistência.

    Um verdadeiro líder pensa grande

    Um líder que pensa grande se diferencia. Enxerga coisas que os outros não conseguem ver. Não há dúvida que um grande pensador é, ao mesmo tempo, pragmático e místico. Os administradores tem listas do que fazer, os líderes tem listas do que criar. Os líderes que pensam grande são visionários. A visão ultrapassa os limites da imaginação. Visão é um sonho acordado. “Criar é a verdadeira essência da vida”, segundo Niebuhr. Para ilustrar a idéia de visionário, há a história de uma criança de 5 anos, que perguntado o que fazia, respondeu “que estava desenhando o retrato de Deus”. Mas querida, afirma a professora – “Ninguém sabe qual a cara de Deus”. “Daqui a um minuto todos vão saber”, responde a criança. A missão importante é um desafio. Tanto é verdade que entre os educadores há reatores e atores. Reatores esperam os acontecimentos. Atores usam a imaginação – dirigem e controlam os acontecimentos. O pensar grande precede à grande realização.

    Um líder é mestre em mudança

    O mundo moderno sofre, a cada momento, muitas mudanças. Mudança não é fato novo na rotina do dia a dia. Elas sempre existiram. As preocupações nossas dizem respeito à velocidade com que elas acontecem. O verdadeiro líder que se diferencia tem capacidade de adaptar-se à essas mudanças. A mudança mais importante é aquela acontecida com o próprio líder. Depois, deve ser capaz de processar as mudanças nos outros. Quase sempre as mudanças implicam em abrir mão do passado. Elas são necessárias, quase sempre, não só pela importância do objetivo da qualidade, mas também para melhorar a sociedade. O líder diferencia-se por manter em perspectiva de mudança de forma constante. Sabe acompanhar o crescimento dos outros.
    O líder que se diferencia deve manter o bom humor. Como se sabe, o sorriso é muito importante. É o índice de bom humor. É o sorriso que faz menor a distância entre duas pessoas. O senso de humor, quando bem desenvolvido, torna as pessoas bastante carismáticas.
    A manutenção de ter a mudança em perspectiva favorável é muito bom para os líderes modernos, porque em cada emoção há uma reação. O medo das mudanças, ao contrário, ocasiona a perda de identidade pessoal.

    Para provocar a mudança desejada, o líder deve conhecer o seu pessoal, individualmente. É o primeiro passo. A partir daí a tarefa fica mais fácil.

    Um líder é sensível

    Muitas pessoas confundem sensibilidade com medo. Sensibilidade não diminui as qualidades de um líder. Quando se tem que tomar uma decisão, a sensibilidade favorece muito, possibilitando o uso do poder. Conhecemos muitos exemplos de diretores de escola com elevado grau de sensibilidade, que motivam outras pessoas a ele se juntarem.
    Segundo Edith Wharton, “há duas maneiras de difundir a luz: ser vela ou espelho que a reflete”. O otimista sempre reflete a luz, embora seja impossível a ausência de pessimistas.
    Merece consideração o comportamento e a atitude de um líder que se diferencia. mas há que se considerar a diferença entre cada um deles. O comportamento diz respeito ao que dizemos e fazemos. A atitude é aquilo que sentimos e em que acreditamos. É claro que um líder deve trabalhar, primeiramente, com suas atitudes.

    Não há sensibilidade sem empatias, pois, com ela, compartilha os sentimentos de outras pessoas. Devemos considerar que o estilo de liderança é fundamental. Aliás, estilo é aquilo que os outros percebem no líder. Portanto, sensibilidade implica em aceitar as pessoas como elas são. Quanto mais sensível for um líder, mais amplas se tornarão suas percepções.

    Um líder corre risco

    Viver já é um grande risco. À liderança que se diferencia, serão indispensáveis os riscos.
    O Diretor de Escola, e isso quase sempre acontece, porque é líder, usa a capacidade de correr riscos para criar um ambiente que favoreça a inovação e a criatividade.
    Ao correr riscos, o líder recebe os benefícios de aumentar sua conscientização, o auto-convencimento, amplia os conhecimentos e, por conseqüência, faz crescer o envolvimento das pessoas.

    É claro que o risco pode induzir ao erro, mas o líder que tenha a responsabilidade pelos erros e falhas ganham credibilidade, sem nenhuma dúvida. O líder que é diferenciado ajuda os outros a se arriscarem e há duas maneiras de fazê-lo. Uma é a da participação dos envolvidos nas decisões. A segunda maneira é aceitar que as outras pessoas possam cometer erros.

    Um líder toma decisões

    A tomada de decisão implica em liberar o potencial existente e fazer algo acontecer. Para o líder diferenciado é mais importante tomar uma decisão, mesmo inconscientemente equivocada do que nenhuma decisão. Pode ser a parte mais difícil de uma determinada tarefa. Será aconselhável que se houver necessidade de uma tomada de decisão em grupo, deva sê-la por um pequeno grupo e pelas pessoas certas. Não basta apenas ter boas intenções: é preciso decidir.

    Observação importante é a responsabilidade social de quem toma decisão. Nessa hora é que se distingue no líder sua aptidão (mesmo que estilo) e a sua atitude (reflexo de seus valores). Uma decisão, para ser tomada, precisa ser preparada com cautela. Nem sempre a decisão é fácil e as implicações advindas dela podem mudar o rumo das coisas.

    Toda decisão é um julgamento – uma escolha entre algumas alternativas. Líderes que se diferenciam procuram orientações possíveis, mesmo sabendo que a eles cabe a tomada de decisão ou julgamento. Quando se trabalha em grupo, os participantes sempre esperam a decisão do líder.

    Aliás, é assim no cotidiano da escola, todos sabemos.

    Um líder sabe usar o poder

    Eis aqui uma questão bastante controvertida. Se buscarmos no dicionário sinônimos de poder, vamos encontrar: autoridade direta, influência, força, hierarquia, posição social, superioridade, influência política, prestígio, ascendência, domínio e persuasão. Na frieza dos sinônimos ou não o poder é inerente à liderança. Mas o líder diferenciado não perde o poder, mesmo sendo forte, porém gentil. Não há o exercício do poder quando ele não ofereça soluções humanas.
    O poder não é sinônimo de sabedoria, necessariamente, mas tem muita eficácia, quando se aprende a usar a influência. Ele é o impulsionador de pessoas e encontros.
    O Diretor de Escola, como líder diferenciado, pode compartilhar o poder e obter bons resultados. Deve usar recursos fundamentais como: informações e apoio. Toda vez que o poder é compartilhado, a tendência é um bom retorno. Diferentemente do poder compartilhado, o poder individualizado diminui. O uso do poder pode exigir ações mais duras. Quando for necessário, há até um sábio conselho afirmando que, se tiver de usar o martelo, envolva-o em veludo.
    À medida que o poder é usado de forma abusiva, ele força a formação de um sistema de defesa, podendo gerar, muitas das vezes, um confronto. Há dois tipos de poder: o poder proveniente do cargo e o poder que vem de dentro. O segundo é o poder pessoal, o mais conveniente. Como diria Federman – “Seu posto lhe dá autoridade – seu comportamento conquista para você o respeito”. O exercício do poder implica em grande responsabilidade, mas, ao mesmo tempo, ele é instrumento delicado. O poder tem como grande aliado a humildade e a cortesia.

    Um líder sabe comunicar-se

    Para um líder diferenciar-se, sempre há necessidade de comunicação efetiva. A comunicação eficiente aumenta e melhora o relacionamento entre as pessoas. É o poder da comunicação que certamente aumenta a liderança.

    A eficácia de tal comunicação pode transformar o entendimento em ação. Quando o líder sabe comunicar-se, ele será capaz de: motivar e inspirar as pessoas a colocarem as ações em prática; estabelecer cooperação e confiança; manter o foco sobre as questões; resolver conflitos; oferecer informações úteis; evitar rupturas de comunicação.

    A comunicação é importante para o exercício efetivo da liderança. Entretanto, saber ouvir é, pelo menos, metade da comunicação. Ouvir é muito importante, na mesma proporção que temos uma boca e duas orelhas.

    Mesmo com comunicação eficiente o líder não pode ignorar a existência de conflitos. Resolver conflitos favorece a vida em harmonia. É real que temos uma reação emocional. A prevalença dela pode gerar conflitos. O verdadeiro líder sabe temperar a emoção e a resposta intelectual. Isto é, a maturidade que nada mais é do que a emoção temperada pelo intelecto.
    A mais elevada forma de comunicação é o exemplo.

    Um líder forma equipes

    É inegável que os seres humanos sempre tiveram tendências para a formação de grupos. Na nossa escola não é diferente, apesar da cultura nossa valorizar ao individualismo.

    Assim como acontece com o líder, uma equipe bem formada pode diferenciar-se. Para formação de equipes há alguns princípios básicos a serem considerados: saber dirigir, motivar, treinar, delegar e reconhecer. Numa equipe bem formada será preciso que todos os componentes se sintam donos dela.

    O desejo e a necessidade de dirigir precisam se calcados em um princípio: não basta dirigir a equipe, será preciso que ela queira ser dirigida.

    Elogiar faz bem. O açúcar leva mais longe que o vinagre. Motivar é algo que podemos fazer, começando por nós mesmos.

    Outro cuidado que o líder diferenciado deve ter é oferecer ao grupo um apoio construtivo em vez de crítica construtiva. Também o treinamento é fundamental para que melhore a capacidade das pessoas para a função a que se propõem. Confúcio já dizia – “Vejo e esqueço. Ouço e me lembro. Faço e entendo”.

    Líder sabe delegar e sabe fornecer informações de duas maneiras: fazendo perguntas e dando orientações. É muito importante sempre será preciso recompensar o esforço da equipe.

    Um líder é corajoso

    O mundo sempre foi um lugar perigoso para viver. Portanto para viver nele sempre é preciso coragem. Coragem é o estado ou qualidade da mente ou espírito que possibilita a alguém encarar o perigo com autocontrole, confiança e resolução. Para ter coragem é preciso planejar. É preciso coragem para: ter fé, procurar a verdade, para resistir à pressão social, para falar francamente, para ser controverso, para assumir responsabilidade, para liderar, para se posicionar, para persistir, para servir, para seguir, etc… Numa reflexão um pouco mais aprofundada conclui-se facilmente que o Diretor de Escola é um corajoso.

    Um líder compromete-se

    Compromisso é algo muito importante na vida de um líder. Ele é fundamental em cada etapa do desenvolvimento da liderança. O compromisso faz a vida ter mais significado. Não deixa de ser uma verdade irrefutável que o comprometimento, muitas vezes, exige sacrifícios. Afinal de contas, a liderança não é alguma coisa reivindicada. Ela é conquistada. Também é verdade que um líder diferenciado tem um potencial infindável e consegue reconhecer o potencial de seus liderados.
    Em muitos momentos da vida, cada um de nós se compromete. É no momento do casamento, da aquisição de um imóvel, ao segurar no colo o filho que acaba de nascer. O Diretor compromete-se ao assumir o cargo. Ingredientes como persistência e fidelidade são partes integrantes de um compromisso. Ação fecha a cadeia. Ao Diretor, sempre compromissado, é preciso querer diferenciar-se.

    Um líder tem um elevado senso ético

    A ética é uma das condições mais importantes nas atividades relacionais. Buscando no dicionário um sinônimo para a palavra, encontraríamos: moral, integridade, honestidade, valores, confiança, dever, virtude, verdade, decência, coragem, prudência, lealdade, honra, bondade, fidelidade, consciência.

    Ética não é moral e sim, produto da moralidade. São ações baseadas no certo e no errado. É um conjunto de princípios fundamentais para a vida. É aplicação. Um líder ético só existe verdadeiramente quando baseado em dois princípios fundamentais: confiança e lealdade. Qualquer relação afetiva é assim direcionada. O líder diferenciado tem a capacidade de estabelecer confiança e lealdade. Não pode ser indeciso. A escola precisa de líderes que coloquem a ética no topo da lista de qualidades de liderança.
    Conclusão

    São grandes as responsabilidades de o Diretor de Escola à frente da escola pública, cada vez mais necessária às camadas menos privilegiadas da população. Num contexto social de violências, individualismos, centralismo administrativo, falta de estrutura para funcionamento e baixo índice de participação comunitária, a escola tem papel relevante na preparação e formação do cidadão participativo. E na escola há de se reconhecer a importância do trabalho imprescindível dos docentes e pessoal de apoio, sem os quais, pouco pode ser feito. Mas a figura do Diretor é fundamental, praticamente a forma de ser da escola. “Diretorar” é mais do que exercer as funções do cargo. É ser líder, é ser articulador. A direção exige da liderança a capacidade de trabalhar em equipe, deve ser inspiradora do grupo. Mais do que isso, o Diretor deve ser um visionário, um exímio comunicador, uma pessoa que arrisca. Deve ter sensibilidade, deve saber usar o poder, deve criar as mudanças, deve assumir compromissos e ser corajoso, trabalhar dentro de um comportamento ético e convencer pelo exemplo, acima de tudo.

    Por tudo isso, o Diretor de Escola é muito importante e se diferencia. Faz a equipe diferenciar-se. Não basta administrar a escola pública. É preciso liderar, influenciar o comportamento dos outros. Influenciando e proporcionando aos participantes do processo, condições para transformar o conceito de escola pública, de escola do governo para escola do povo. O Diretor de Escola deve estar no centro do processo, liderando, articulando, sendo diferente, reafirmamos.

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  6. Waldomiro Antunes Cerqueira 2 novembro, 2009 às 11:14 pm

    Operação – Ratabranca

    DESVIO DE VERBAS
    POLICIA APURA DESVIOS DE VERBAS EM ESCOLAS De ARARAQUARA E REGIÃO
    Um suposto esquema de desvio de verbas das APMs (Associação de PAIS e
    Mestres) pertencentes à Diretoria de Ensino de Araraquara e;região é
    investigado pela Polícia Civil, Policia Federal, Ministério de Policia
    Federal e pela Secretaria Estadual da Educação.

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  7. Lucia Cândida de Abreu Marinho 2 novembro, 2009 às 11:20 pm

    Pessoal sou de araraquara e estou lendo este blog e considero isso uma verdadeira bomba que ainda está para explodir tudo isto é sobre a diretoria de ensino daqui e tem um grupo de pessoas lutando para não virar pizza, gente postem opiniões de reais em 10 anos e a secretaria da educação está abafando o caso para não virar escandalo segue as noticias:
    Ajudem a encontrar saidas para que todos sejam averiguados, conto com vs.
    Abraço grande.
    Lucia Cândida de Abreu Marinho
    Comissão irá acompanhar depoimentos na Policia Federal e Secretaria da Educação
    Leia o depoimento de Sandra Rossato à Policia Federal e Secretaria da Educação

    Pais de alunos da Rede Estadual de Ensino de Araraquara e Região acompanharão os processos de Diretores de escola, supervisores de ensino e ex dirigente de ensino.

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  8. Daniel Ramos Trentin 2 novembro, 2009 às 11:40 pm

    POR UMA EDUCAÇÃO MORALIZADA, DIGNA, LIMPA E JUSTA;
    MEUS PRINCIPIOS NÃO MUDAM CONFORME AS CIRCUNSTÂNCIAS, NÃO TENHO MEDO DE SER PERSEGUIDO, EXONERADO, DESTITUIDO, ETC;
    A EDUCAÇÃO PUBLICA ESTDUAL DE ARARAQUARA CONTINUA SENDO REDUTO DE DESCASO, IMPUNIDADE E INCOMPETENCIA;
    LIBERDADE DE EXPRESSÃO
    “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

    DIGNIDADE EDUCAÇÃO PUBLICA ESTADUAL DE ARARAQUARA

    Quem sou eu

    DIGNIDADE EDUCAÇÃO PUBLICA ESTADUAL DE ARARAQUARA
    CASADO, 34 ANOS, HABITANTE DAS TERRAS DA MORADA DO SOL, QUE FAZ USO DO SEU DIREITO DE EXPRESSÃO COM RESPONSABILIDADE. E, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, COMO ELEITOR E CONTRIBUINTE, FAZ O PAPEL DE AGENTE DO CONTROLE SOCIAL, FISCALIZANDO E PROMOVENDO,NA REDE BLOG,DEBATES DEMOCRÁTICOS SOBRE QUESTÕES RELEVANTES À SOCIEDADE.
    MESMO COM AS TROCAS DE DIRIGENTES REGIONAIS DE ENSINO, A DIRETORIA DE ENSINO DE ARARAQUARA CONTINUA REDUTO DO DESCASO, IMPUNIDADE E INCOMPETENCIA

    NOSSO DINHEIRO QUANDO NÃO VAI PARA A EDUCAÇÃO DOS NOSSOS ALUNOS, VAI PARA AS MÃOS DE
    PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO QUE ATUAM NAS ESCOLAS
    ESPERAMOS QUE ESTES ATOS DE CORRUPÇÃO ESTEJAM COM DIAS CONTADOS
    “REGALIAS” PARA DIRETORES DE ESCOLAS PATROCINADAS COM O DINHEIRO PÚBLICO”.
    É COMO O VÍCIO DO CRACK JÁ PODE SER CONSIDERADO EPIDEMIA.
    E OS OS “LARANJAS”??? PARECE BIZARRO: PEITO BOMBA!!!
    A INDIGNAÇÃO É NOSSA, SECRETÁRIO PAULO RENATO!
    ATOS SECRETOS NUNCA ANULADOS E PIZZA SERVIDA
    PARABÉNS !
    ATÉ QUE ENFIM!!! …
    TRAGÉDIA ANUNCIADA!!!!

    O QUE MUDOU NA EDUCAÇÃO EM ARARAQUARA, APÓS A TROCA DE DIRIGENTE? MUITO, TUDO CONTINUA PIOR
    A QUEM INTERESSA O FIM DAS AVERIGUAÇÕES?

    RESPOSTA: “AOS SENHORES” DA EDUCAÇÃO DE ARARAQUARA.
    Daniel Ramos Trentin

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