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GILBERTO DIMENSTEIN DEFENDE A FALTA DE POLÍTICA EDUCACIONAL DE JOSÉ SERRA E PAULO RENATO PARA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

A alternativa é trabalhar em ONGs como a de Gilberto Dimenstein

Por Flávia Semeria Franco

Gilberto Dimentein falando sobre educação para o jornal da família Frias, no dia 31 de maio, defende as propostas de educação do governo estadual. “O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda no pagamento das mensalidades -além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que determinou que mesmo aprovado em concurso o professor terá de ficar um semestre se preparando para dar aula.”

Por um lado falam em mais cursos de licenciaturas para melhorar a qualidade da educação, por outro o que se vê é um aumento alarmante dos números de cursos à distância. Essa é a proposta de Serra com o Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). É claro que formando professores a distância, que não tem uma realidade didática enquanto aluno, em algum momento ele deva fazer um curso presencial, se colocar alguma vez na condição de aprendiz.

Quanto à prova para avaliação de docentes temporários nós professores temos outra proposta para o governador: Que se abra concurso público para preencher essas vagas. E que leve em consideração os anos de experiência dos professores. Desta forma avaliaremos quais professores tem condição de assumir uma sala de aula.

O último ponto do Dimenstein é sobre a bonificação, como instrumento de valorização dos professores. Como ela é medida com índices incentivemos assim a aprovação automática dos alunos para melhorar os “índices”. Seguiremos a risca as cartilhas distribuídas pelo governador, pois se não perguntarem onde fica o Paraguai melhoraremos os índices.

Eles falam que é preciso atrair mais profissionais qualificados para as salas de aulas. Porem quando se fala em remunerar o professor o próprio Dimenstein diz que “não há relação direta entre mais dinheiro no bolso dos professores e melhor desempenho dos alunos”. Talvez porque com os salários achatados dos professores da rede pública, e as péssimas condições de trabalho, os professores “bem qualificados” prefiram dar aula nas escolas particulares – onde estudam os parentes dos colunistas deste jornal. Sendo tão baixo o salário no ensino público, os profissionais da educação dariam aula por salários também baixos nos colégios particulares. Reduzindo os custos das mensalidades, aliviando os bolsos dos amigos dos colunistas deste jornal.

Outra opção de trabalho para esses “professores bem formados” seriam as ONG´S de educação, como a dos colunistas deste jornal. Com melhor estrutura de trabalho – estão a quilômetros das escolas públicas, não sabem o que é aula superlotada, buraco nas lousas, falta de merenda e de água… – preferem trabalhar nestas organizações, ganhando mais, enquanto os donos das ong´s e fazendo papel de bom moço.

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1 resposta em “GILBERTO DIMENSTEIN DEFENDE A FALTA DE POLÍTICA EDUCACIONAL DE JOSÉ SERRA E PAULO RENATO PARA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO”

…já escrevi em outros lugares, mas é sempre bom repetir: O sr gilberto dimenstein NÃO TEM CREDIBILIDADE NENHUMA para emitir opiniões sobre educação…

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