Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

POLÍTICOS DEVEM MATRICULAR SEUS FILHOS EM ESCOLAS PÚBLICAS; PROJETO DE CRISTÓVAM BUARQUE TEM UM PRINCÍPIO REPUBLICANO

Prova de Fogo

Por Kelly Maran Komatsu

O Projeto de Lei do Senado nº 480/2007, de autoria do Senador Cristóvam Buarque, determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica, até 2014.

A Udemo gostaria de ver esse projeto aprovado. Gostaria de ver, no mínimo, um Secretário da Educação tirando o seu filho da melhor escola particular do Estado, ou do exterior, para colocar na escola pública, que ele afirma estar totalmente estruturada, com profissionais motivados e bem remunerados.

É hora de fazer os políticos beberem do próprio veneno!

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16 Respostas para “POLÍTICOS DEVEM MATRICULAR SEUS FILHOS EM ESCOLAS PÚBLICAS; PROJETO DE CRISTÓVAM BUARQUE TEM UM PRINCÍPIO REPUBLICANO

  1. Sérgio Roxo da Fonseca 16 novembro, 2009 às 6:31 am

    SARESP 2009: A saga continua

    Será que vai dar tempo para a gráfica fazer o serviço desta vez?
    Tomara que sim. Quase 3 milhões de estudantes paulistas esperam a oportunidade de mostrar seus conhecimentos e, assim, o Governo poderá avaliar o “sistema”, consequentemente dará ou não aumento aos professores das escolas que forem bem nas provas et cetera e tal.

    A grande filha do Estado, a imprensa oficial, não divulga nada, não diz nada. Nenhuma CPI de gráficas, nenhuma coletiva com os responsáveis, nadica de nada. Mas encontra-se facilmente na Internet comentários do professorado, alunos, fiscais (R$100,00/dia), aplicadores (R$50,00/período) e demais envolvidos (sérios) que se sentiram lesados pelo adiamento das provas. A começar aqueles que estão no blog da jornalista que “primeiro divulgou” o cancelamento.

    Não se fala dos 45 mil prejudicados na região de Marília. Não se fala dos Jogos Regionais do Idoso (JORI), em Piracicaba, marcados há séculos para os mesmos dias do adiado SARESP; os velhinhos de 160 municípios de SP ficariam alojados em 16 escolas, mas como a Física já garantiu que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, foram todos remanejados para novas datas, afinal eles não são tão importantes assim.

    Muito menos digno de atenção é a IV Conferência de Educação da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), a realizar-se de 17 a 19 de novembro na cidade de Serra Negra, ou seja: junto com as “provas de avaliação do sistema”, daí que muitos professores ainda não comprovaram ter o poder da bilocação e deixarão de se apresentar em um dos eventos (ver nota à imprensa). Sem contar os muitos outros comentaristas que podem ser lidos aqui, aqui e até aqui… Mas são tudo bobagens, coisa de gentes que não lotam uma Romiseta, por isso mesmo a imprensa, boa filha, não mostra nada.

    Mas e quanto ao Seminário Paulista de Formação de Professores da Educação Básica, promovido pela Secretaria da Educação? Foi feita licitação e tudo, gente. O contrato 52/0435/09/05 (ver edital), para empresa de prestação de serviços de planejamento, organização e execução do Seminário teve como ganhadora a Naturiche Eventos Ltda (sem site, mas com Google), em DO de 15/setembro. Foram pagos até agora R$ 123.000,00 – tendo sido assinado em 22/setembro, com DO de 14/outubro. Originalmente seria nos dias 10 e 11 de setembro passado, mas por algum motivo não deu certo. Daí remarcaram para os dias 17 e 18 de novembro, justamente nos mesmos dias do SARESP. E agora? Como ficam os participantes? Ou estarão todos no Maksoud Plaza Hotel, das 8 às 18 horas, porque uma coisa não interfere na outra? E o Secretário Paulo Renato Costa Souza acompanhará qual dos eventos mais de perto?

    Seja como for, pela quantidade de mensagens sobre o SARESP 2009 que continua entrando em nossa caixa postal, “parece que sei lá”. As caixas com as provas estão chegando nas escolas – mas com problemas. Mensagens acusam que chegam abertas, sem o lacre, com papelão escangalhado, com erro de destinatário. Dá um desconto, gente – é a pressa, é o apagão, é o Rodoanel que despenca e atrasa a estrada. Vai dar certo, tem de dar certo, afinal tem centenas de pessoas trabalhando lá na gráfica.

    Então segue um pedido: vocês que nos escrevem de todo interior de SP e Capital, por gentileza, incluam maiores detalhes do que chamam de “problemas” na entrega das provas. Quem não recebeu as caixas ainda?

    Ao mesmo tempo, sabe-se pelo Diário Oficial de 13/novembro que a FDE (Fundação Para o Desenvolvimento da Educação) contratou em caráter de emergência e sem licitação, porém sob o respaldo da lei, a empresa JWA Transportadora Turística LTDA (JWA Turismo – CNPJ 47.900.949/000101), em apoio à logística de preparação das provas do SARESP/2009. A transportadora se dispôs a executar os serviços de acordo com nossas necessidades [da FDE e Secretaria da Educação], com preços compatíveis.

    Mas o que faz uma empresa de ônibus fretados nesta história de SARESP? Entregar as provas em seus destinos é que não deve ser, né? Para que será isso, gente?
    Eita, Diário Oficial doido.
    Sérgio Roxo da Fonseca

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  2. Walter Ricci 16 novembro, 2009 às 6:33 am

    Glauco, caso dos ônibus é justamente para transportar as pessoas contratadas nas pressas para trabalhar na gráfica.

    Essa é a tal EQUIPE que o secretario Paulo Renato montou para fazer a coisa acontecer. Essa equipe é paga com dinheiro público mas não são funcionários públicos Namaria.

    Como é esse contrato eu nao sei Namaria mas sei lá….Então já sabe o ônibus é para isso .

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  3. Sonia Cerdeira 16 novembro, 2009 às 6:38 am

    Marco Aurélio: Nome do filho de FHC já está no testamento do ex-presidente
    Atualizado em 15 de novembro de 2009 às 20:21 | Publicado em 15 de novembro de 2009 às 20:16

    por Marco Aurélio Mello, no Doladodelá

    Os jornais informam errado. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Miriam Dutra, da TV Globo. Ele já o fez, num cartório em Madrid, na Espanha, onde vive a ‘correspondente’ da emissora. O nome do jovem já foi, inclusive, incluído no testamento do ex-presidente, que não quer que os filhos fiquem brigando por herança, depois que ele partir desse para o outro mundo. Tomas Dutra Schmidt, de 18 anos, vive em Washington e ligou assustado para mãe hoje, depois de receber mais de quinhentos convites pelo Facebook (uma rede de relacionamentos pela internet, que é mania no Brasil, depois do Orkut). Os convites vieram, depois que ‘coincidentemente’ o jornal Folha de S. Paulo trouxe a notícia no primeiro caderno, pela jornalista e colunista da Ilustrada, Mônica Bergamo. Oficialmente, Fernando Henrique nega, porque não quer dar publicidade ao caso, considerado uma questão íntima, de família. Até seria, não fosse o caso dele ter se transformado em presidente da República e a Miriam passar todo este tempo ‘exilada’ sozinha, recebendo salários da família Marinho, detentora de uma concessão de serviço público. Hoje, Tomas tem 18 anos e sente na pele como é viver segregado e escondido. Quanto ao ex-presidente, na idade em que está, faz mais do que bem pacificar o seu passado. Quem sabe sua nova namorada, uma jornalista (mais uma?) não esteja ajudando-o neste doloroso processo. Sinto por eles, pelos filhos, mas sinto imensamente pelo país, que exige explicações sobre a relação promíscua de silêncio que se deu entre a grande imprensa e o ex-senador, ex-ministro de estado e ex-presidente da República.

    Sonia

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  4. Messias Franca de Macedo 16 novembro, 2009 às 6:40 am

    CONTADO PARECE MENTIRA!

    Uma das vítimas da TRAGÉDIA do MEGAPAGÃO DAS VIGAS DO ROUBOANEL DE SERRATUCANO reapareceu, na Rede “Roubo”, sorridente, mais uma vez!
    A vítima – olhando para os destroços das “vigas desabantes do CHOQUE de gestão tucana” – declarou, sorridente, ao “Fantástico”: “Eu nasci de novo! Eu sou sortuda! Eu tenho muita sorte!”

    CONCLUSÃO INUSITADA!: trafega sob “os viadutos de SUMPAULO DE SERRA”, é vítima de um trágico acidente, e se diz sortuda! Pelo menos neste tópico, [José] Serra não é tão azarado assim! Também pudera: com uma mídia desta, dispensa padroeiros!

    Messias Franca de Macedo

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  5. Thais Hekena Costa Scavancini 16 novembro, 2009 às 6:44 am

    A Queda, versão Rodoanel
    Atualizado e Publicado em 15 de novembro de 2009 às 16:51

    ——————————————————————————–
    As vítimas do Rouboanel do Zé Pedágio só serão indenizadas se elas:
    1-Provarem ser filiados ao PSDB;
    2-Provarem que votaram no Zé Pedágio em todas as eleições, desde 1962;
    3-Disserem que o Zé Pedágio socorreu elas pessoalmente e que eles devem as suas vidas ao Zé Pedágio;
    4- Disserem que a saúde pública do Zé Pedágio é a melhor do mundo;e
    5-Participarem de hoje em diante da campanha eleitoral, e de graça,do Zé Pedágio.

    Thais

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  6. Walter Paulo Siegl 16 novembro, 2009 às 6:47 am

    Ministério da Educação terá R$ 11 bilhões extra

    É incrível como uma notícia importante dessas, e que mostra o Congresso Nacional sob uma ótica positiva, fique escondida em notinha mal ajambrada no Caderno Cotidiano da Folha da quinta-feira 12 de novembro. Tanto que eu só a encontrei hoje, sexta-feira, quando resolvi dar uma repassada no jornal.

    A notícia é a seguinte. O Congresso Nacional aprovou, em sessão solene, o fim da DRU (Desvinculação de Receitas da União), um mecanismo criado por Fernando Henrique Cardoso, em 1994, que permitia ao governo tirar verba das áreas sociais (educação e saúde) para aplicá-las em outros fins. FHC tomou a decisão principalmente para usar o dinheiro para o pagamento de juros da dívida pública.

    Na prática, a medida vinha causando uma série de transtornos aos setores sociais, que sempre viam seus orçamentos contingenciados, cortados, mutilados, por conta das eternas crises econômicas, fiscais, etc, que assolam o Brasil e o mundo.

    O fim da DRU já foi aprovada no Senado. Com a votação do dia 11 pelo Congresso, o mecanismo está definitivamente extinto, significando, ainda para este ano, mais R$ 4 bilhões para o Ministério da Educação, R$ 7 bilhões em 2010 e R$ 11 bilhões em 2011.

    O setor educacional espera agora a aprovação de uma lei, proposta pelo senador Cristóvão Buarque (que quando para de fazer biquinho e resolve trabalhar, é um bom político), para dar um décimo quarto salário aos professores. Pessoalmente, tenho minhas dúvidas quanto a esse décimo-quarto. Prefiro um salário mais alto, mas, de qualquer forma, qualquer aumento de renda para os professores é bemvindo. Espera-se também a instituição do Piso Nacional do Professor, estimado em cerca de 950 reais, uma medida que será um passo muito importante para valorizar o pilar da educação em qualquer parte: o profissional, o professor.

    Por falar, em educação, tenho ficado estupefato com a truculência e o autoritarismo com que o governo Serra vem tratando a educação. Falo de Serra por razões óbvias. Ele é o principal candidato da oposição e poderá vir a ser presidente do Brasil. O que ele faz em São Paulo, portanto, pode-se considerar um ensaio do que fará no país todo. Ah, falemos também da prefeitura de Kassab, porque é da turma do Serra. Para mim, Serra e Kassab são uma mesma entidade. O que esta entidade faz com a educação em SP?

    1) Corta vagas em creches.
    2) Reduz alimentação das crianças.
    3) Manda espancar alunos e professores na USP.
    4) Não dialoga com associações ou sindicatos de classe de professores.
    5) Interfere, arbitratiramente, na carreira profissional dos professores, sem importar-se com que eles querem.
    6) Institui uma competição do tipo empresarial entre os professores, ao criar uma prova pela qual uns ganharão mais que outros.
    7) Distribui assinaturas do PIG para crianças e adolescentes de escolas públicas.

    Enfim, leiam neste blog a resposta da Unicamp, às agressões de Paulo Renato às universidades públicas de São Paulo.
    Walter Siegl

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  7. Antonio Oscar Guimaraes 16 novembro, 2009 às 6:49 am

    os órgãos da mídia corporativa passam o tempo todo exigindo maiores investimentos na área de educação. É um discurso vazio, porém. Quando as verbas surgem não conferem importância ao fato, como você bem notou, tampouco aproveitam a ocasião para propor uma discussão relevante acerca das políticas públicas para a educação e sobre a aplicação dos recursos com eficácia e efetividade.

    Por que o fariam? Afinal, não estão realmente compromissados com a educação. Não foi a “Veja” que publicou aquela assustadora entrevista com Paulo Renato Souza? A bem da verdade, para a mídia corporativa, investimentos em educação devem ser apenas aqueles feitos pela iniciativa privada, cuja maioria dos estabelecimentos de ensino se pauta por uma qualidade que todos conhecemos.

    Ademais, por que tratariam como importante o fim de um mecanismo, a DRU, criado justamente no governo FHC e o consequente aumento dos investimentos em educação, que terá início ainda no governo Lula?

    Um abraço!

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  8. José Roberto Weis Morgado 16 novembro, 2009 às 6:53 am

    Programa Magdalena – Radio Morada do Sol – Araraquara – SP

    Atraso estadual

    Atrasos nos pagamentos paralisam obras de construção de 1,2 mil viadutos, recapeamentos, duplicações e reformas em doze mil quilômetros de estradas vicinais paulistas, conforme reportagem da Folha de S.Paulo publicada domingo (15).

    O calote chega a 500 milhões de reais após três meses sem acertar dívidas com construtoras e fornecedores, de acordo com o sindicato que reúne a construção pesada em São Paulo.

    A inadimplência contrasta com o valor de investimentos anunciado no início deste ano pelo governo estadual, em torno de 3,9 bilhões de reais.

    O que não se entende também é o interesse da secretaria dos transportes em adquirir um helicóptero novinho em folha, equipado até com compartimento de bebidas, estimado em dez milhões de reais. A alegação é o transporte de autoridades e fiscais da pasta em deslocamentos pelo estado, inclusive sobre o Rodoanel que veio abaixo no final da última semana.

    Refrescando a memória: em janeiro de 2002 as pistas do prolongamento da rodovia dos Bandeirantes afundaram, bem como o túnel do metrô matou sete pessoas na construção da estação Pinheiros, além de outras ‘barbeiragens’, como classificou o Palácio dos Bandeirantes com as vigas que despencaram na Régis Bittencourt.

    A fatura, como sempre, é nossa.

    Um grande abraço, José Roberto.

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  9. Gabriel Fernandes Torres Massuno 16 novembro, 2009 às 7:35 am

    Educação versus Corrupção
    Sempre fui adepto de se ensinar competências e habilidades no ensino médio que se relacionem com o dia-a-dia de qualquer cidadão, tais como: Corrupção e a Impunidade, desvios e verbas públicas destinadas a Educação dos cidadãos, corrupção no dia a dia, imposto de renda, produtos e serviços bancários, técnicas básicas de serviços em alvenaria, hidráulica e rede elétrica etc.
    Mas, dando continuidade aos esquemas de corrupção e a impunidade na Educação Pública Estadual de Araraquara – SP, sempre bem lembrado nete blog, gostaria de citar também um artigo escrito por Betty Milan para a revista Veja acerca do papel da escola no combate à corrupção pois, em comparação recente, os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações internacionais e também o Brasil está entre os países mais corruptos.
    Isto nos leva a crer que estes fatos podem estar relacionados de alguma forma com a impunidade persistente, o governo José Serra finge que é cego e não vê, e os diretores indiciados continuam dentro das escolas públicas estaduais de Araraquara, perdurando o “caos”, não se observa que no ensino de habilidades e competências poderia estar incluso o ensino de leis, mostrando o quão importante é o respeito a elas, focalizando o vício nacional da corrupção e buscando sua superação, porque só a lei desautoriza os abusos e torna a punição legítima, evitando a justiça que o homem faz com as próprias mãos.
    É necessário ensinar a diferenciar o poder, que não aceita limite, da autoridade, que não se concebe sem o limite, diferenciar o amigo – que tem um amor pelo outro livre de interesses – do cúmplice, que só se liga por interesse.
    A escola precisa educar transmitindo valores,em tratando dos esquemas de corrupção nas escolas públicas estaduais se torna ainda mais grave a situação, porque os supervisores envolvidos até o pescoço estão impunes e agindo dentro e fora da diretoria de ensino Se regendo pelo princípio da neutralidade política, sem doutrinação, o que seria um equívoco, como dizia a filósofa alemã Hannah Arendt. Porque a doutrinação é contrária ao desenvolvimento do espírito crítico, que a boa educação também requer.
    É de Domínio Público conhecer a realidade de “Impunidade” que se encontra a diretoria de ensino de Araraquara, sendo a dirigente atual foi supervisora de ensino da escola que mais desviou recursos públicos e justificou gastos com notas fiscais frias.

    Permita-me dar mais alguns pitacos…,com a citação de harendt e com a necessidade de se incentivar a cultura política e republicana durante os anos escolares… a única forma de promover de fato a esfera pública e o tal do “espírito republicano”, em uma perspectiva emancipatória e que dê consciência ao cidadão em formação de que ele também é um agente público deve se dar em uma perspectiva de classes e que considere os conflitos que são inerentes à nossa atual condição… explico: do que adianta “ensinar as leis”, tão somente? O primeiro ente a desrespeitar a lei no Brasil é o próprio Estado. As elites se construíram no Brasil por meio do clientelismo, da corrupção e de relações com o Estado que passa à margem da lei. No entanto, em todas as áreas, nossa legislação é a mais avançada do mundo… Apenas para citar o exemplo de minha área: no Brasil, a habitação é um direito social fundamental. O Estatuto das Cidades é um dos mais avançados códigos urbanísticos do mundo. Não é por falta de lei que ainda não se fez uma evetiva reforma urbana e habitacional no país. No entanto, nosso déficit habitacional não pára de crescer.
    Como explicar a uma criança que apenas a lei define o limite do abuso se qualquer pobre na favela, quando é preso, é levado algemado e humilhado para a delegacia, mesmo quando inocente… e quando se algema um graúdo empresário, cria-se um escarcéu na imprensa devido a um suposto “abuso de autoridade”?
    Se justamente na escola os educadores se furtarem a colocar os estudantes como agentes em um processo de luta de classes e de exploração, então “ensinar a respeitar a lei” é de uma hipocrisia sem tamanho!

    Insistir nisso seria o mesmo que formar cidadãos acríticos e apolíticos, desejosos de se afastar da “política” pois passarão a considerá-la ato corrupto por natureza!Atitude que já se vê aqui e ali: a “ideologia da eficiência” não se trata de promover o controle do Estado, mas de alijar-se da vida pública e deixar a “gestão” das coisas para alguém…

    Não se pode “ensinar leis” de forma acrítica e despolitizada, pois elas fazem parte de um processo contínuo de exploração… “Ensinar a respeitar a lei” de forma acrítica só tende a gerar uma coisa: tecnocracia e negação da política.
    O Urgente e imprescindivel a ser feito pelos governantes deste Estado, em primeirissimo lugar é retirar o “Cancro (português europeu), existente dentro da diretoria de ensino de Araraquara – SP, diretores de escola envolvidos em corrupção, supervisores, etc…, ou câncer nomes comuns da neoplasia maligna, é uma doença caracterizada por uma população de células que cresce e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destróem tecidos adjacentes, e podem se espalhar para lugares distantes no corpo, através de um processo chamado metástase. E depois recomeçar, sem corrupção e sem corruptores.

    Gabriel Fernandes Torres Massuno

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  10. Elisangela Cristina Albanese do Nascimento 16 novembro, 2009 às 2:11 pm

    Ilmo. Sr. Secretário de Estado da Educação Paulo Renato Costa Souza
    Seriam, funcionários lotados em escolas públicas da rede estadual, educadores?
    É com esta indagação que me dirijo, respeitosamente, a Vossa Senhoria no momento em que, em minha opinião, tem havido toda sorte de preconceito, exclusão e discriminação com relação a esse contingente tão importante da rede pública de ensino. Com o advento mais uma vez do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP/2009, abriu-se inscrição pública para alocação de aplicadores e fiscais do evento, estimulada pelo CAED (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação). Isso propiciou aos funcionários de escola a possibilidade de participação ativa no processo, não como coadjuvantes, mas protagonistas na condução do processo.
    Apesar da aceitação em fase de inscrição em seu sítio, o CAEd estabeleceu, segundo informações da Diretoria de Ensino – Região de Marília perfis determinados para a seleção do pessoal envolvido diretamente na aplicação do SARESP, entre as exigências ter experiência docente – o que levou à conclusão de que apenas professores poderiam candidatar-se, sobretudo, à função de Aplicador. De minha parte houve o questionamento de tais prerrogativas, uma vez que manuais internos do Centro (CAEd) não foram amplamente divulgados, chegando a haver a convocação por correio eletrônico,com horário, unidade escolar, Série, Turma, além de outros dados privativos do aplicador aos selecionados, entre eles eu, independente de serem ou não professores
    Tal questionamento foi por mim enviado ao Centro de Políticas Públicas – CAEd que sequer respondeu oficialmente o porquê da confirmação de minha seleção como aplicador e, em seguida, a exclusão de minha participação. A única posição oficial – e mesmo assim provocada por mim – foi da Supervisão da D.E – Região de Marília que, em resposta ao meu e-mail, deixou clara sua postura de defesa do manual do CAEd e que a função de ensinar, acompanhar e avaliar é tarefa de professor .
    Diante disso, pergunto ao Sr. qual a verdadeira filosofia da educação publica paulista. É a de integração, inclusão ou apenas da defesa política e da oratória, sem aplicação prática no dia-a-dia da escola pública. Estamos brincando de educar? Sempre defendo a idéia de que no espaço escolar o aluno – motivo de todos os nossos esforços – não distingue quem deve educá-lo. Para ele todos estão ali – docentes ou não – para que possam contribuir no desenvolvimento de suas capacidades e auxiliá-lo. E essa postura de educador perpassa qual designação de cargo ou função. A simples posse de um diploma não torna o professor educador e sim o seu comprometimento com o aprendizado do aluno. Esse aprendizado é responsabilidade de todos na escola. De todos nós.
    Então, Sr. Secretário, delimitar em campos questionáveis um momento ímpar de avaliação dos alunos é esquecer que todos influenciamos em sua educação . Excluímos ao invés de reavaliar nossas posturas. Discriminamos ao invés de pesar as diferenças e, tudo isso, só nos leva a um quadro de extremo preconceito. Não sou eu ou nenhum funcionário que está implorando por atenção e promoção, é a impressão de uma Rede Pública Paulista que está impregnada da idéia anacrônica da diferença que grita socorro a ouvidos até agora surdos.
    Senhor Paulo Renato Souza: Seriam, funcionários lotados em escolas públicas da rede estadual, educadores?

    Edson Ferreira da Silva
    Agente de Organização Escolar
    Diretoria de Ensino – Região de Marília

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  11. Nilva Carla Maia Venturine 16 novembro, 2009 às 2:14 pm

    O sucesso da educação só será alcançado se houver uma aliança entre pais, alunos, professores e gestores do sistema. Por este caminho, Nova York fez uma reforma no seu sistema de ensino básico que deu bons resultados. Lá, escolas que não alcançaram as metas desejadas foram fechadas, após terem novas chances e fracassarem nos seus objetivos.

    É preciso ter coragem para que sejam enfrentados todos os problemas estruturais da educação brasileira e deve se feito um esforço para a construção de um amplo consenso entre todos os agentes do sistema e da sociedade. Sem isto, estaremos enxugando gelo. Sempre jogaremos mais dinheiro na Educação, mas os resultados continuarão sendo medíocres.
    È preciso dar uma resposta a uma pergunta simples:Por que o Chile, um país com uma economia bem menos pujante do que a nossa, tem um desempenho bem superior ao nosso, em todos os testes internacionais de avaliação do ensino básico de diversos países?

    Alguma coisa está errada no sistema brasileiro e isto não deve ser jogado para debaixo do tapete.

    Nilva.

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  12. Roberta Alcione Citadini 18 novembro, 2009 às 6:59 am

    O primeiro dia do SARESP 2009 foi realizado em SP. Um alívio, um sofrimento a menos. Uma maravilha.

    Nem tanto, Glauco, nem tanto. O que deu foi um montão de enrosco.

    De acordo com o publicado e confirmado no blog Namaria News:
    As mensagens recebidas anteriormente e ampliando o quadro, tivemos o seguinte levantamento dos pequenos problemas que, para aqueles que os enfrentaram, foram verdadeiros pesadelos:

    – Em 17/novembro; às 13:30 – de: —–Novaes (Vale do Ribeira)
    Cara Namaria;
    Finalmente as provas chegaram em nossa escola quase em cima da hora da aplicação assim quase não tivemos tempo de conferir tudo para entrega-las aos alunos. Tivemos que fazer cópias xerocadas das provas porque faltaram provas e sobravam alunos. Quer dizer que as provas não vieram em número suficiente para todos. Detalhe: nós pagamos as cópias de nosso bolso, fizemos a famosa vaquinha. Das duas uma: ou a listagem do banco de dados do CIE [Centro de Informações Educacionais, da Secretaria de Educação] está completamente furado, ou o mutirão convocado pelo secretário Paulo Renato para trabalhar lá na gráfica estava louco e não colocou a quantidade de provas suficientes nas respectivas caixas. Depois nós professores é que devemos ser avaliados e sempre somos os culpados de tudo? Assim é complicado, Namaria! Queremos só ver o que vai acontecer amanhã, manteremos você informada.

    – Em 17/novembro; às 12:55 – de Sérgio—– (Litoral)
    NaMaria, não apareceu nenhum fiscal aqui no período matutino. Foi uma desgraça de confusão mas no meio da desgraça ninguém sabia como resolver o problema. Você acha que merecemos tal desordem e ignorância dos nossos governantes? É melhor ser secretário ou qualquer outro burocrata do que ser professor ou aluno nesse São Paulo.

    – Em 17/novembro; às 11:14 – de: Virgínia—– (Grande SP)
    Olha NaMaria a coisa tah preta pro nosso lado. As provas chegaram aqui na escola parecendo uma caixa de lixo, sem o tal do lacre, faltando gabaritos, com provas rasuradas!! O pior eh que a gente deve notificar tudo para o CAED [empresa responsável pelo SARESP 2009] usando o fone 08007273112 que soh dah ocupado o tempo todo!!! Daí a gente liga para a FDE no 08007770333 e quando dah certo eles falam que eh tudo soh com o CAED. Se a gente deixar tudo errado como veio para a escola vai prejudicar todos que querem fazer o melhor. Eh para desistir? O QUE QUEREM DE NOS?

    – Em 17/novembro; às 12:10 – de: José MF—– (Vale do Paraíba)
    Uma desorganização tremenda, NaMaria! Nunca vimos tamanho descaso com a educação e ainda chamam isto de avaliação? Avaliar o que??? A falta de preparo, a falta de respeito deles conosco? Estamos aqui feito palhaços esperando e correndo para todos os lados para apagar os incêndios que a secretaria provocou. Essa porcaria de 0800 não atende a horas e horas. Dá vontade de largar tudo NaMaria. A gente só não abandona por causa dos alunos que não tem culpa dos nossos péssimos dirigentes. Esse saresp é uma vergonha igualzinho aqueles que o fizeram. Por favor Namaria denuncie tudo por nós. Abraços.

    – Em 17/novembro; às 15:23 – de: Wellington—– (Noroeste de SP)
    NaMaria as provas chegaram tudo trocadas aqui… kkkkkkkkkkkkk… a não ser que a gente passe todo mundo da 4ª para 3ª EM agora mesmo aí eles podem realizar as provas kkkkkkkkkkk Essa gente é piada. Vão ser desorganizados assim lá no Paraguai do Sul que eles inventaram naquele mapa deles … kkkkkkkkk… HELP NÓIS NAMARIA!

    – Em 17/novembro; às 11:59 – de: Maria R—– (Vale do Paraíba)
    Namaria vc sabe outro número diferente do 0800 do CAED? Essa droga de 0800 só dá ocupado ocupado ocupado… Como é que só dão um número de telefone para atender essa quantidade imensa de escolas? Está faltando um pedaço da prova, o que fazer? Nem a diretoria de ensino sabe.

    – Comentário de La Pasionaria Ibarrure no post anterior deste NaMaria:
    Pois é, depois de indas e vindas, de esquemas swuaterianos (da Swat) de segurança para evitar vazamentos, finalmente o Saresp está sendo aplicado.
    Mas eu pergunto: Prá que tamanho esquema de segurança se, ao chegar a algumas escolas, os envelopes não continham provas suficientes para os alunos? Solução doméstica (ordem dos dirigentes regionais), tirem xerox das provas, a APM paga a conta, pois não há verba para xerox. Pode? (…)

    Já deu para sentir o drama? Tem isto tudo e outro tanto. Pela WEB encontramos mais, como no dia anterior. Talvez dos relatos mais interessantes seja o que se lê no Professor Temporário – vale conferir a tragédia do Vazamento na prova do SARESP.

    Enquanto isto a grande imprensa, a boa filha de sempre, não toca sequer numa vírgula dessas agruras. Não cita a Prova São Paulo para 350 mil estudantes municipais, justamente nos mesmos dias do SARESP. Como terá sido? Talvez muito bem, já que governo e prefeitura dão-se às maravilhas. Alunos, professores e demais podem se ajustar como for. Qualidade dos resultados? Como assim?

    A mídia convencional cala-se geral, exceto pela manifestação de alunos contrários ao SARESP, na manhã de ontem (17). Mas o texto é tão pífio que não diz, por exemplo, nem de onde são os tais 300 alunos reunidos na Praça Coronel Fernando Prestes, perto da Avenida Tiradentes, como se fossem de todo e lugar nenhum. No entanto, qualquer micuim sedento sabe que em tal pracinha funciona o Centro Paula Souza, aquele que administra 167 Escolas Técnicas (ETEC’s) e 49 Faculdades de Tecnologia (FATEC’s) estaduais – as mesmas que o Governador Serra está divulgando desesperadamente nas emissoras de TV como suas pérolas mais caras e diletas.

    Ali bem próximo está a Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETESP), no Bom Retiro. O que o jornalão não diz é que foi de lá que partiu a manifestação e esta escola manteve a posição de sempre: não aderir ao SARESP. Estavam presentes outras sete ETEC’s. A Getúlio Vargas, do Ipiranga, só participou da prova porque não foi avisada em tempo. As demais entraram no barco da avaliação porque seus grêmios ainda não são tão fortes. Muitos seguranças e PM’s estavam presentes durante as quatro horas de reunião estudantil, porém apenas vigiando, ao contrário do que aprontaram na USP. Alunos faziam imagens e um deles nos disse que queriam contato com o pessoal da Carta Capital porque não confiam na grande mídia – que já os tachou de baderneiros.
    Os alunos tem toda razão.
    Pois é, amigo Glauco vale tudo no governo tucano até a montagem e a execução de uma “farsa”, como a Ilha da Fantasia, para justificar que tudo vai bem na Educação Estadual em São Paulo.
    Roberta Alcione Citadini

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  13. Ubirajara Ramos Bastos 18 novembro, 2009 às 9:37 am

    PREMIANDO A NULIDADE.
    Vem de fora o especialista dizer que não adianta avaliar a qualidade do ensino no Brasil se não for para tomar nenhuma medida. Isso a gente sabe…O Prof.Santiago Cueto, é especialista em educação na América Latina, diz no portal da Globo o óbvio.
    Pior que fazer avaliação é pagar por uma avaliação da qual todos sabem o resultado.
    Os alunos do Brasil e especialmente de São Paulo não aprendem o mínimo. Está muito mal em relação aos outros países também….Mal aqui e lá fora. Qualquer medida comparativa o Brasil perde longe…
    O especialista comete um erro grave, quando declara que salário não resolve problema da má qualidade do ensino, mas que um bom salário atrai os melhores funcionários. Acho que não contaram para ele que aqui em São Paulo o melhor sálário pode até provocar o interesse de bons profissionais, se não houvesse um sistema de pistolão para se contratar um professor. Ele é contratado com o Quem Indica e depois faz um concurso e de forma misteriosa, só ficam os indicados. Os profissionais de fora, e bons, continuam de fora.
    Não tendo um QI forte, nada feito. Temos a volta triunfal do pistolão na escola pública.
    Os dirigentes Regionais são cabos eleitorais dos deputados e recebem verba que distribuiem como querem…
    Fiscalização nenhuma. Fiscalização teria que ser feita por quem paga a conta. Os pais.
    Exatamente os pais são alijados do processo.
    Um pais onde a verba é suficiente para uma escola de primeiro mundo tem uma escola falida mergulhada na corrupção.
    Tanta verba que sobra bilhões, onde o governo divide entre os deputados, professores, dirigentes de ensino, diretores e supervisores de ensino.
    Uma escola miserável, verdadeiros escombros e sobra um bilhão de verba.(Diretoria de ensino de Araraquara e Taboão da Serra ) – que escandalosamente desvia e desviou recursos destinados as Escolas Públicas Estaduais e estão sendo investigadas)
    Essa espetacular “sobra” vai para premiar professores com nome de bônus.
    Uma gratificação….Agradecendo o quê ???
    PREMIANDO A NULIDADE….
    Abraços Glauco;
    Prof. Ubirajara Ramos Bastos

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