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AGÊNCIA NORTE-AMERICANA DIZ QUE ETANOL BRASILEIRO EMITE MENOS 61% DE DIÓXIDO DE CARBONO DO QUE A GASOLINA

Etanol brasileiro emite 61% menos gases estufa que gasolina, diz
agência ambiental dos EUA em norma final para biocombustíveis

Bias Arrudão/Inovação

Etanol brasileiro é menos poluente

A Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency, EPA) dos Estados Unidos, em documento divulgado no dia 3 de fevereiro, anunciou que o uso de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 61% em relação ao uso de gasolina e, portanto, qualifica-se como “combustível avançado”. O documento é a versão final do National Renewable Fuel Standard (Norma de Combustíveis Renováveis), chamada de RFS2. Em maio de 2009, a agência havia apresentado a minuta do documento, em que já destacava as qualidades do etanol de cana frente ao etanol de milho. Os EUA e o Brasil são os maiores produtores do mundo de etanol.

A análise final da EPA abre caminho para o Brasil exportar, até 2020, entre 15 e 40 bilhões de litros de etanol para o maior mercado consumidor de combustíveis do mundo. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que reúne o setor sucroalcooleiro nacional, influiu no resultado que consta do RFS2 por meio de documento enviado à agência durante a fase de consultas. Com a decisão da EPA, o esforço do setor deve agora se concentrar na remoção da tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,25 por litro) que o etanol exportado pelo Brasil paga para entrar nos EUA.

Até 2022

A classificação do etanol está contida nas revisões finais do RFS2, que definiu a produção e o uso de biocombustíveis nos Estados Unidos e estabeleceu metas de consumo de 2010 até 2022 para o país. O vasto e exaustivo documento ― só a Análise Final do Impacto Regulatório tem 1.120 páginas ― estudou detalhadamente biocombustíveis celulósicos, diesel produzido a partir de biomassa e os chamados combustíveis avançados. (Texto integral no Inovação Unicamp)

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