Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 7 maio, 2010

REVISTA VEJA MENTE, DETURPA, INVENTA, DESRESPEITA E SERVE DE LOBBY PARA EMPRESAS, MOSTRA NOTA DA ASSOCIAÇÃO DE ANTROPÓLOGOS

Frases contra a revista Veja nas ruas de São Paulo

Um dia a história do jornalismo brasileiro vai dedicar um capítulo especial para se entender a que ponto chegou o jornalismo brasileiro, que é conhecido hoje como “Jornalismo de Esgoto”.

Isso porque o conhecimento sobre o baixo nível do jornalismo da Veja já não é mais exclusividade do debate dos especialistas. Leia essa nota da Comissão de Assuntos Indígenas e da Associação Brasileira de Antropologia e perceba como outros setores da sociedade já conseguem fazer excelentes análises desse jornalismo.

Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ABA
A reportagem divulgada pelo último número da revista Veja, provocativamente intitulada “Farra da Antropologia oportunista”, acarretou uma ampla e profunda indignação entre os antropólogos, especialmente aqueles que pesquisam e trabalham com temas relacionados aos povos indígenas. Dados quantitativos inteiramente equivocados e fantasiosos (como o de que menos de 10% das terras estariam livres para usos econômicos, pois 90% estariam em mãos de indígenas, quilombolas e unidades ambientais!!!) conjugam-se à sistemática deformação da atuação dos antropólogos em processos administrativos e jurídicos relativos a definição de terras indígenas.
Afirmações como a de que laudos e perícias seriam encomendados pela FUNAI a antropólogos das ONGs e pagos em função do número de indígenas e terras “identificadas” (!) são obviamente falsas e irresponsáveis. As perícias são contratações realizadas pelos juízes visando subsidiar técnica e cientificamente os casos em exame, como quaisquer outras perícias usuais em procedimentos legais. Para isto o juiz seleciona currículos e se apóia na experiência da PGR e em consultas a ABA para a indicação de profissionais habilitados. Quando a FUNAI seleciona antropólogos para trabalhos antropológicos o faz seguindo os procedimentos e cautelas da administração pública. Os profissionais que realizam tais tarefas foram todos formados e treinados nas universidades e programas de pós-graduação existentes no país, como parte integrante do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. A imagem que a reportagem tenta criar da política indigenista como uma verdadeira terra de ninguém, ao sabor do arbítrio e das negociatas, é um absurdo completo e tem apenas por finalidade deslegitimar o direito de coletividades anteriormente subalternizadas e marginalizadas. Saiba mais

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