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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 20 maio, 2010

JORNALISMO CHAPA ROSA NÃO FALA DA MANIPULAÇÃO DAS TELES PARA DESTRUIR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA

Teles jogam pesado contra governo para manter monopólios regionais

Todo mundo conhece o jornalismo chapa branca. Aquele que é acrítico com o Estado, seja qual for o ente do Estado. Mas existe também o jornalismo chapa rosa.

O chapa rosa é totalmente acrítico com a usurpação promovida por empresas privadas. É o caso hoje do jornalismo da grande mídia em relação às empresas de telecomunicação, que por sinal são grandes anunciantes.

O jornalismo chapa rosa não vê que há seis meses as grandes empresas de telefonia, que monopolizam a internet banda larga no Brasil com preços abusivos e péssimo serviço, estão jogando sujo com o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende colocar um pouco de competição e capitalismo no setor. Essas empresas têm ojeriza ao capitalismo concorrencial, mas amam o monopólio regional criado pelo governo do PSDB/FHC.

Há seis meses essas empresas vêm fazendo pressão e tentando desqualificar e destruir o Plano Nacional de Banda Larga. Primeiro falaram que seria um atraso, mas não deu certo. Depois falaram que o plano era ruim e que o governo teria de gastar dezenas de bilhões logo de início, o que não deu certo. Depois apresentaram um plano via Ministério das Comunicações, em que pediam para o governo reduzir os impostos para elas continuarem com o monopólio. O governo tem resistido.

Essas grandes empresas de telefonia, que monopolizam o acesso à Internet Banda Larga, estão empacando o desenvolvimento do Brasil para manter seus benefícios. Agora estão dizendo que vão perder uma mamata de R$ 20 bilhões com contratos do governos federal, estadual e municipal, segundo matéria de Elvira Lobato, da Folha. Eunice Guerra, ministra da Casa Civil, já afirmou que esses números são absurdos.

Para Erenice, a reclamação das teles é estranha. Ela diz que, no início as teles teriam afirmado à imprensa que a entrada da Telebrás na prestação de serviços para órgãos públicos não seria um problema, mas sim a competição no fornecimento de internet rápida (banda larga) ao consumidor. “Depois, quando ficou claro que a Telebrás não iria competir com as teles na última milha, mas sim fazer parcerias com elas, o problema mudou, passou a ser a perda de renda com contratos públicos.” Segundo Erenice, o valor de R$ 20 bilhões é “cabalístico porque ele nunca tinha aparecido antes e não é esse valor [de contratos das teles com o setor público] de jeito nenhum” e de “forma nenhuma representa 20% do faturamento delas”. (Matéria da Folha no blog do Nassif)

Apesar de a Folha mostrar a posição do governo, é um jornalismo declaratório em que todo mundo pode falar o que quiser. Não há uma investigação para mostrar a guerra que as Teles estão fazendo para continuar mamando no Estado e no monopólio regional. O receio das Teles é o capitalismo. O Plano Nacional de Banda Larga vai investir na concorrência, o que pode reduzir o lucro dessas empresas. Aliás, concorrência é um palavrão para quem atua em telefonia. Elas gostam de monopólio regional e de ficar penduradas nas mamas públicas criadas pelo processo de privatização. Saiba mais

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