Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 24 maio, 2010

ESTADÃO INCRÍVEL: EDITORIAL DEFENDE PLANO DE ACESSO À INTERNET QUE COLOCOU UM COMPUTADOR PARA CADA 63 MIL HABITANTES

Brasil precisa sair do apagão da banda larga imposto pelas Teles

O jornal Estadão deste domingo (ontem) traz um editorial sobre internet banda larga inacreditável. Ao final da leitura, percebe-se que o jornal defende o socialismo, mas só para os pobres. Para os ricos, capitalismo.

O editorial, intitulado Inclusão digital e social, é um texto típico de assessoria de imprensa do governo de São Paulo. Pelo estilo da linguagem, parece ter sido feito dentro do Palácio Bandeirantes e que o jornal se limitou a reproduzir em sua página de opinião.

O jornal defende como modelo a ser seguido o programa de inclusão digital do governo de São Paulo, chamado Acessa, que possui 4,7 mil computadores com conexão de internet. O Estadão não se deu ao trabalho de fazer alguns cálculos. Mas vamos às contas.

O estado de São Paulo tem 645 municípios, ou seja, o jornal elogia um programa que coloca uma média de 7 computadores por cidade. Olha que beleza! São 7 computadores por município. O cidadão que mora em uma cidade de duzentos mil habitantes sai de casa, toma chuva, pega ônibus, e entra na fila pelos 7 computadores. Pode usar só meia hora. Depois tem que voltar para o final da fila se quiser usar mais um pouco. É uma maravilha. No estado, temos 41 milhões de paulistas. O programa coloca um computador para cada 63 mil pessoas. Um para 63 mil.

Outra maravilha do governo de São Paulo que serve de modelo de acesso defendido pelo jornal é a internet com velocidade de 200 kbps (não considerada banda larga) que custa cerca de R$ 30. Internet de 200 kbps para o povão é uma internet ideal para um regime comunista e boicotado pela comunidade internacional. É esse modelo que o Estadão defende: socialização da miséria.

Veja a conclusão do jornal: “O programa paulista pode servir de modelo para outras unidades da Federação e mesmo para municípios que pretendam ter uma política continuada de inclusão digital das parcelas de jovens ou adultos da população”.  Durma com um barulho desse, ou melhor, acorde para um jornalismo desse.

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