Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 19 junho, 2010

DEPOIS DA BrOi, LUCIANO COUTINHO QUER CRIAR MONTADORA NACIONAL DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS

Em breve, só mesmo o carro-cóptero

Depois da BrOi, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, quer criar uma montadora de capital nacional de automóveis elétricos. Esperamos que não seja uma barca furada como a tele nacional. Veja o que está acontecendo com a tele nacional no PHA.

Fora isso, haja energia elétrica para abastecer a frota de 30 milhões de veículos, que cresce a cada ano. O site Inovação traz uma discussão sobre esse tema que está na pauta do governo (veja abaixo trecho).

O presidente Lula teme que o carro elétrico prejudique a indústria do etanol.

O caminho que o governo deve seguir, no entanto, é o incentivo a criação de veículos híbridos etanol/elétrico, de modo que os automóveis possam circular com 40 ou 50 km com um litro de etanol. Somente com essa tecnologia, que já está mais avançada, daria para abastecer uma frota três vezes maior que a atual.

Agora, haja dinheiro público para construir estradas e pontes para esses carros!! E tenha um bom congestionamento!

BNDES quer montadora nacional; Lula duvida da viabilidade; não
houve ainda anúncio das medidas; e Inovação ouve os técnicos

Janaína Simões

Mônica Teixeira

O governo federal ainda não marcou a nova data para o anúncio de medidas de incentivo ao uso de carros elétricos no País e de apoio à pesquisa e desenvolvimento das tecnologias associadas a ele.  Espera-se que, finalmente, o anúncio aconteça até o final de junho. O cancelamento abrupto da cerimônia prevista para o dia 25 de maio evidenciou a discordância entre setores do governo a respeito de que políticas públicas convêm mais ao País quando se trata da transição das tecnologias automotivas atuais para outras, menos emissoras de carbono.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um entre os que resistem ao pacote e temem que ele prejudique a indústria do etanol e a tecnologia flex, bem desenvolvida no País. No dia 31 de maio, ao visitar uma exposição organizada pela Michelin, fabricante de pneus, Lula duvidou publicamente da viabilidade dos carros elétricos no Rio de Janeiro. “É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala”, disse Lula no Riocentro, onde aconteceu a exposição.

Por outro lado, de acordo com a repórter Marta Salomon, de O Estado de São Paulo, a direção do BNDES — que, ao lado do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Meio Ambiente, aparece na imprensa como defensor das medidas — vê na transição a oportunidade para o aparecimento de uma montadora de automóveis nacional. O presidente do Banco, Luciano Coutinho, cogita incentivar o desenvolvimento de tecnologias nativas inclusive por meio de participação acionária do Banco em empresas. No debate público, o ministro Sergio Rezende, da C&T, afirma que o veículo flex é o presente e o carro elétrico é o futuro; e que já há R$ 10 milhões destinados a projetos de P&D relacionados à tecnologia.

Sempre de acordo com o noticíário, um grupo de trabalho interministerial produziu um estudo sobre o assunto, de 14 páginas, que recomenda as medidas que seriam anunciadas no final de maio. Segundo a apuração de Raquel Landim e Cleide Silva, também do Estado, o grupo de trabalho (criado em 2009) que preparou o documento de base do programa não anunciado não foi conduzido — como seria de praxe — pelo Desenvolvimento.

Funcionários do Ministério, em off, dizem que a tecnologia flex deve ser aperfeiçoada, para reduzir mais as emissões e torná-la mais eficiente, “até que outra tecnologia mais avançada seja viável”. Entre as medidas a serem adotadas com base no estudo, especula-se sobre redução de impostos para baratear o custo final dos carros elétricos, que é muito alto. Esse tipo de subsídio já foi adotado em vários países — Japão, Austrália, entre outros. Para incentivar o desenvolvimento tecnológico no País, haveria também a utilização do recurso de compras governamentais, além da oferta de recursos dos fundos setoriais e do BNDES. (Texto Integral)

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