Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

O CASO DO GOLEIRO BRUNO DO FLAMENGO É SÓ UMA PONTA DO ICEBERG DA VIOLÊNCIA CULTURAL CONTRA A MULHER

O caso do goleiro Bruno do Flamengo e seu possível envolvimento na morte de Eliza Samudio é apenas um pequeno detalhe da violência contra a mulher. Os números são assustadores e frequentes em todas as classes sociais. É um problema cultural e cada vez mais difícil de resolver. “Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil, média que fica acima do padrão internacional. A motivação geralmente é passional. Estes são alguns dos resultados do estudo intitulado Mapa da Violência no Brasil 2010, realizado pelo Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (DataSUS)”, diz reportgem do Estadão.

A Lei Maria da Penha tem ajudado, mas é preciso ter algo mais contundente, que obrigue a convocação do agressor em caso de ameaça, que obrigue as delegacias a tomarem todas as providências necessárias.

Veja trecho de um texto recentemente publicado na Carta Maior.

A violência contra a mulher é um problema de saúde pública

Andrea Fachel Leal/Carta Maior
Desde 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou que 25 de Novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Que importância tem essa data? Por que um dia especial?

É bom lembrar que esse é um problema de muitas pessoas. As mulheres constituem pelo menos metade da população mundial. Em algumas faixas etárias, como a dos idosos, são mais da metade das pessoas. Em todo o mundo, as mulheres têm maior expectativa de vida do que os homens. As mulheres sobrevivem aos homens, mas não podemos concluir que as mulheres tenham melhores condições de saúde do que eles.

Apesar de tantas mulheres no planeta, elas foram apenas muito recentemente reconhecidas como sujeitos plenos de direitos: na Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, ocorrida em Viena em 1993, declarou-se que os direitos das mulheres são direitos humanos. Acabaram-se as fronteiras entre o espaço público e o espaço privado como resultado, por um lado, de uma forte atuação do movimento organizado de mulheres, e por outro, das atrocidades cometidas na Guerra da antiga Iuguslávia, onde o estupro sistemático e em massa de mulheres foi empregado como estratégia de guerra. A violência doméstica e o estupro, crimes cometidos majoritariamente contra mulheres, foram declarados como crimes contra os direitos da pessoa humana.

Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela Organização dos Estados Americanos, OEA, em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

A violência contra a mulher é um problema de saúde pública. É necessário que estudantes (e profissionais já atuantes) na área da saúde sejam instrumentalizados e capacitados a atenderem as mulheres que chegarem aos serviços de saúde, vítimas de violência. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), “as conseqüências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras”. A violência de gênero é um problema que afeta a saúde física e mental das mulheres, e que tem consequências econômicas e sociais.

É importante salientar que a violência contra mulheres ocorre num contexto específico dado por relações de gênero. Não é por acaso que as mulheres são as maiores vítimas. Não é tampouco porque as mulheres naturalmente sejam mais frágeis ou submissas. A violência contra as mulheres ocorre no contexto social e histórico em que as mulheres são discriminadas, tendo menor acesso à educação, a recursos materiais e simbólicos e a poder, tanto no âmbito privado quanto no público.

Deve-se enfatizar que um grande empecilho, por muito tempo, para a formulação e execução de programas e políticas que enfrentem o problema da violência contra mulheres é justamente a crença arraigada de que a violência no âmbito doméstico contra mulheres ou meninas era um problema da ordem do privado e familiar. Este problema, no Brasil, pode ser visto na expressão popular “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”.

A lei promulgada no Brasil que trata especificamente sobre a violência contra a mulher, conhecida como a Lei Maria da Penha, é recente: data de 2006 (Lei 11.340, 7 de agosto de 2006). A partir da Lei Maria da Penha, foram criados Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher nos estados,pelos Tribunais, com o respaldo de recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2007 (Recomendação Nº 9, de 06 de março de 2007 do CNJ).

Vejamos alguns dados importantes sobre a violência contra mulheres, da Organização Mundial de Saúde (OMS), das Nações Unidas (UNFPA) e do Brasil:

* Todos os anos, mais de 1,6 milhões de pessoas morrem no mundo, vítimas de violência. Para cada pessoa que morre vítima da violência, muitas outras sofrem, sendo incapacitadas ou sofrendo por probelmas físicos, sexuais, reprodutivos ou de saúde mental. No mundo todo, a violência é uma das principais causas de mortalidade para pessoas com idade entre 15 e 44 anos. Isto significa que mais de 4400 pessoas morrem diariamente, vítimas de violência.

* No mundo todo, a violência praticada contra mulheres envolve uma série de violações aos seus direitos humanos: tráfico de mulheres e de meninas, estupro, abuso físico, abuso sexual de mulheres e de crianças e também práticas tradicionais que implicam problemas permanentes para a sua saúde sexual e reprodutiva de meninas.

* Uma das formas mais comuns de violência contra mulheres é a violência praticada pelo parceiro íntimo. Isto signifca que as mulheres sofrem violência dos maridos, namorados ou companheiros – atuais ou passados. Outros homens que também mantêm uma relação íntima ou próxima com as mulheres e que muitas vezes são os seus agressores incluem pais, irmãos, padrastos. O espaço doméstico, da casa, por isso mesmo, pode ser considerado um dos espaços mais perigosos para meninas e mulheres.

* As consequências da violência para a saúde das mulheres podem ser diretas ou de longo prazo. Incluem:

– danos e feridas por violência física ou sexual; morte (incluindo o suicídio e a mortalidade materna, resultado de abortos inseguros);

– contaminação por infecções sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS;

– gravidez indesejada;

– problemas de saúde mental (depressão, stress, problemas de sono, problemas de alimentação, problemas emocionais, uso e abuso de substâncias psicoativas e álcool);

– problemas físicos de médio e longo prazo (dor de cabeça, dor lombar, dor abdominal, fibromialgia, problemas gastrointestinais, problemas de locomoção e mobilidade).

* Muitas das mulheres que recorrem aos serviços de saúde, com reclamações de enxaquecas, gastrites, dores difusas e outros problemas, vivem situações de violência dentro de suas próprias casas – é extremamente importante que profissionais de saúde sejam capacitados para identificar, atender e tratar pacientes que se apresentam com sintomas que podem estar relacionados a abuso e agressão.

* A dimensão mais trágica da violência contra as mulheres são os assassinatos. De cada duas duas mulheres que morrem vítimas de homicídio no mundo, uma delas é morta pelo seu parceiro íntimo (40 a 70%), homens, em geral no contexto de uma relação abusiva.

* Uma forma específica de violência contra mulheres é o abuso sexual. Uma em cada quatro mulheres do mundo sofrem abuso sexual, perpetrado por um parceiro íntimo, ao longo de suas vidas.

* A prevalência de abuso físico ou sexual sofrido ao longo da vida por mulheres varia de 15% a 71% mundialmente.

* Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.

* As causas externas são a terceira causa de mortalidade no Brasil como um todo, o que aponta para a violência como um grave problema de saúde pública. A violência em geral pode ser exercida por diferentes agentes (por exemplo, policiais), contra diversas populações (o racismo é um exemplo de violência contra uma determinada população com base na cor da pele ou etnia) e pode ocorrer em muitos espaços (como a escola ou o espaço doméstico).

* No Brasil, uma em cada cinco mulheres (20%) já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem.

Quanto às consequências econômicas e sociais da violência contra mulheres, segundo dados do Banco Mundial (BM) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD):

* Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.

* A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.

* As mulheres com idade entre 15 e 44 anos perdem mais anos de vida saudável (“disability- adjusted life year” ou DALY) em função do estupro e da violência doméstica do que em razão de cancer de mama, cancer de colo de útero, problemas relacionados ao parto, doenças coronárias, AIDS, doenças respiratórias, acidentes de automóveis ou a guerra (World Development Report of the World Bank, 1993). O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.

* Mulheres vítimas da violência podem sofrer com isolamento social, incapacidade para trabalhar, ficarem sem remuneração ou com menor remuneração, incapacidade para participar em atividades na comunidade e terem sua capacidade de cuidar de si mesmas e de seus filhos diminuída. Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.

* No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.

* Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.

* Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.

* Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.

A violência pode ser física, psicológica, moral, sexual, patrimonial, institucional, social, econômica, política ou estatal. A violência física é definida como ação ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa. A psicológica, como ação ou omissão destinada a degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças e decisões de outra pessoa por meio de intimidação, manipulação, ameaça direta ou indireta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal. A violência moral é aquela destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputação de uma pessoa.

Violência sexual é o termo que se aplica a casos de estupro; abuso sexual denomina a violência sexual praticada principalmente contra crianças e adolescentes, por adultos. O assédio sexual é um ato de poder, onde uma pessoa se aproveita da condição de estar em posição superior no trabalho (ou escola, ou igreja, etc) para obrigar outra pessoa a aceitar suas propostas sexuais, mediante constante ameaça de demissão, rebaixamento salarial ou outra forma de perseguição; na maioria das vezes, ocorre por parte de homens contra mulheres. A violência patrimonial é qualquer ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores.

A violência institucional é todo tipo de violência motivada por desigualdades (de gênero, étnico-raciais, econômicas etc.) predominantes em diferentes sociedades. Essas desigualdades se formalizam e institucionalizam nas diferentes organizações privadas e aparelhos estatais, como também nos diferentes grupos que constituem essas sociedades.

Leia mais em Educação Política:
CASO ELOÁ: MORTE DA GAROTA É MAIS CULTURAL DO QUE PASSIONAL. SE MULHERES NÃO REAGEM, SITUAÇÃO DO BRASIL NÃO MUDA
MARIA DA PENHA É INDENIZADA PELO CEARÁ
MULHER NA MÍDIA: FAZER CROCHÊ, FICAR BONITA E ESQUECER VIDA POLÍTICA E CULTURAL
Anúncios

11 Respostas para “O CASO DO GOLEIRO BRUNO DO FLAMENGO É SÓ UMA PONTA DO ICEBERG DA VIOLÊNCIA CULTURAL CONTRA A MULHER

  1. Anonimo 9 julho, 2010 às 10:22 pm

    Essa reportagem, SEM HABILIDADE COM NÚMEROS
    Junia Oliveira, O Estado de Minas, 08/06/2010, traz uma perguntinha: desde de quando as mulheres mineiras estão parindo crianças geneticamente defeituosa que não aprendem matemática? Lamento sempre que pessoa que se diz informada, abre blog, mas nunca soube para que serve e-amil

    Curtir

  2. Chico Cerrito 11 julho, 2010 às 2:26 pm

    É a justicinha à brasileira…
    “O goleiro Bruno Souza deixou ontem a prisão onde cumpriu parte da pena pela participação no assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, desaparecida em 8 de junho de 2010. O jogador teve direito a liberdade condicional por ter cumprido um terço da pena com bom comportamento. Agora, Bruno afirma que quer voltar ao futebol.”
    http://www.jblog.com.br/rioacima.php?itemid=22394
    Quando será que a justicinha à brasileira vai parar de fingir que é uma justiça a favor dos ricos e poderosos, que não pune devidamente ninguém, muito menos recupera alguém, e vai:
    – deixar de ser extremamente lenta, aprender que celeridade é justiça e o oposto iniquidade,
    – deixar de ser suscetível a inúmeros recursos e instâncias, todas privilegiando réus abastados que podem contratar advogados de muito prestígio, talento jurídico e moralidade nem tanto,
    – deixar de ter tribunais superiores ou supremos de justiças separadas, cada um com seus castelos faraônicos em todas as capitais, salários imorais e milhares de funcionários,
    – passar a ter controle externo, da sociedade, com exigência de padrões mínimos de competência e moralidade absoluta,
    – ser realmente cega, e aplicar penas de maior severidade para delinquentes que tinham melhores condições e oportunidades de não delinquir.
    – obrigar os executivos estaduais a construírem presídios decentes para todos os presos, com qualidade e em quantidade adequada, com celas individuais ou em duplas, obrigatoriedade de trabalho, incentivo ao estudo, cultura, etc, assim talvez fosse possível que alguns presos se recuperassem; o sistema atual, presídios são depósitos imundos e lotados, não passa de pedagogia criminosa.
    – acabar com essa pseudo “humanidade” de progressão de pena, um sistema que permite a qualquer facínora permanecer preso muito pouco tempo, o que é um desrespeito a sentença do juiz e um incentivo ao crime; deveria existir o oposto, preso que se recusar ao trabalho ou apresentar mau comportamento deveria ficar preso um período maior.

    Curtir

  3. Pingback: VEJA A MELÔ SERTANEJA DO PEDÁGIO, QUE JOSÉ SERRA DIZ QUE NÃO É CARO « Educação Política

  4. Pingback: HERANÇA DA TORTURA DA DITADURA MILITAR, QUE O STF LEGITIMOU, ESTÁ NA ESSÊNCIA DA CRUELDADE DA MORTE DE ELISA SAMÚDIO « Educação Política

  5. Denis 14 julho, 2010 às 9:05 pm

    O mundo mudou e a mulher também mudou, precisamos nos atualizar.

    A violência contra a mulher tem sido assim simplesmente porque a moralidade dela é tão baixa quanto a de qualquer outro ser humano, caso alguém ainda não tenha percebido. (e isso só pode ser evidenciado com mais clareza depois que a mulher passou a ter maior participação em nossa sociedade).

    O que acontece é que quando a mulher “dá conta do recado” numa situação social, ela se sente orgulhosa e forte. Mas quando não “dá conta” se fragiliza e chama a sociedade de machista.

    A sociedade está sempre em mudança e não podemos nos deixar levar por um machismo ao contrário.

    Curtir

  6. Pingback: ESTE GRÁFICO PODE DECIDIR SEU VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCAIS DO BRASIL « Educação Política

  7. SALETE MARIA 16 julho, 2010 às 2:05 pm

    O CASO ‘ELIZA SAMUDIO’
    E O MACHISMO TOTAL

    O caso Eliza Samudio
    Que tem chocado o Brasil
    Emerge como prelúdio
    De um grande desafio:
    Exortar nossa Justiça
    Pra deixar de ser omissa
    Ante o machismo tão vil!

    Trata-se de um momento
    De grande reflexão
    Pois não basta só lamento
    Ou alguma oração
    É hora de provocar
    Propondo um outro olhar
    Sobre processo e ação

    Saiu na televisão
    Rádio, internet e jornal
    Notícia em primeira mão
    Toda manchete é igual:
    Ex-amante de goleiro
    (Aquele cheio de dinheiro!)
    Sumiu sem deixar sinal

    Muita especulação
    – discurso de autoridade-
    Uns dizem que é armação
    Outros dizem que é verdade
    Polícia e delegacia
    Justiça e promotoria:
    Fogueira de vaidades!

    Mei-mundo de advogados
    Investigação global
    Cada um no seu quadrado
    Falando em todo canal
    Subjacente a tudo
    Um peixe muito graúdo:
    Androcentrismo total!

    A mídia fala em Bruno
    Eliza e gravidez
    Flamengo, orgia e fumo
    -esta é a bola da vez!-
    Tem muito ‘especialista’
    Em busca de alguma pista
    Pra ser o herói do mês

    E a história se repetindo
    Mudando apenas o nome
    Outra mulher sucumbindo
    Sob ameaça dum homem
    Uma vida abreviada
    Cuja morte anunciada
    A estatística consome

    Assim é a violência
    Lançada sobre a mulher
    Ela pede providência
    E cara faz o que quer
    Mas a Justiça, que é lerda,
    Machista, ‘fazendo merda’
    Vem com papo de mané

    E oito meses depois
    Da ‘denúncia’ inicial
    Que é o feijão com arroz
    Do distinto tribunal
    Nadica de nada existe
    Mas autoridade insiste
    Que isto, sim, é normal:

    P.S: Para ler o cordel na íntegra visite http://www.cordelirando.blogspot.com
    P.S: Na minha opinião a Justiça era obrigada a aplicar as medidas protetivas previstas em Lei neste caso de Eliza, pois a mesma se socorreu do Judiciário e não foi amparada…e assim é com muitas Elizas Brasil afora…

    Curtir

  8. leila bahia de araujo 11 janeiro, 2011 às 4:18 pm

    oi querido,posso dizer que sou uma sobrevivente, que ainda vive com o “algóz”, mas para isso tive que aprender a não mexer com a fera,e conquistar meu espaço com sabedoria, pensando sempre na familia.
    por experiencia entendi que os homens precisam ser amados e entendidos em sua limitaçoes,mas para isso precisam ter a seu lado alguém inteligente, e nós mulheres somos, ou precisamos ser.
    nossa cultura não valoriza a educação, e seus maiores idolos não estão nos meios academicos e não são populares, e não fazem palestras para os jovens e não são adimirados como são os jogadores.

    mas creio que isso ainda pode ser revertido,orgulho nacional serão os grandes pesquisadores,talvez inventemos o nosso NOBEL.

    Curtir

  9. Pingback: JAIR BOLSONARO, DO PP, E ALI KAMEL, DA REDE GLOBO, PROVAM QUE NÃO SOMOS RACISTAS; VEJA ENTREVISTA DO DEPUTADO AO CQC « Educação Política

  10. Pingback: TRAGÉDIA EM REALENGO: CRIANÇAS ASSASSINADAS COMO NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRA QUE DESARMAMENTO É FUNDAMENTAL « Educação Política

  11. Pingback: “A ordem criminosa do mundo” e outros aturdimentos | Ani Dabar

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d blogueiros gostam disto: