Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

REDISTRIBUIÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA PARA QUE RICOS PAGUEM MAIS DO QUE POBRES SERIA UM BOM TEMA PARA AS ELEIÇÕES 2010

Ricos (renda acima de 30 salários minimos) pagam metade da carga tributária que incide sobre os mais pobres (até 2 salários mínimos)

Qual candidato à presidência da república se compromete a redistribuir a carga tributária para que quem ganha mais pague mais e os mais pobres paguem menos impostos. Esse seria um bom tema de debate para os candidatos à eleição presidencial. Isso porque seria interessante saber como fazer isso? Como é possível redistribuir a carga tributária? É possível fazer isso sem taxar grandes fortunas e o patrimônio? Como eliminar impostos para quem ganha de 1 a 2 salários mínimos por mês? Qual candidato tem propostas para inverter esse gráfico ao lado?

O próprio Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do governo Federal, mostra em gráfico que os mais pobres continuam pagando mais impostos do que os mais ricos.  Isso quer dizer que as pessoas que reclamam dos impostos, ou seja, os grandes empresários, são os que pagam menos impostos em termos proporcionais. Esse gráfico acima é uma boa explicação para o fato de o Brasil ser o país mais desigual e um dos que têm maior violência urbana no mundo.

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3 Respostas para “REDISTRIBUIÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA PARA QUE RICOS PAGUEM MAIS DO QUE POBRES SERIA UM BOM TEMA PARA AS ELEIÇÕES 2010

  1. Chico Cerrito 23 julho, 2010 às 7:00 pm

    O candidato a presidência da república que representa os poderosos tradicionais de sempre, os partidos de direita, as organizações privadas virtualmente oligopolistas, os fascistas e os reacionários de modo geral, justamente esses que vivem se queixando da alta taxa de impostos da economia brasileira, certamente não será o candidato que se compromissará com sua redistribuição justa.
    Até porque, nesse caso, esses setores passariam a pagar mais impostos, em benefício dos mais pobres e da sociedade como um todo.
    Esse candidato dos poderosos congrega a oposição real ao atual governo, governo moderadamente de esquerda e que após décadas de escandalosa e vergonhosa concentração de renda promoveu alguma distribuição ainda que modesta, é o candidato dos fascistas dos institutos Millenium e Ludwig von Mises da vida, de gente que considera que “a estatística pode ser a arte de torturar números até que eles confessem qualquer coisa” (como faziam com as pessoas os ditadores que essa classe apoiava!) ou que “O IPEA, que desde o comando de Márcio Pochman tem sido uma máquina ideológica à serviço do governo” (vide sítios dessas organizações, infelizmente patrocinadas pelo que de pior existe na sociedade).
    Este candidato da máfia midiática controlada tristemente e nas barbas da sociedade por meia dúzia de “famiglias”, é o candidato que não irá alterar o perfil da distribuição de impostos.
    O candidato da coalização PSDB-DEM-PPS-PTB, José Serra, concentra o que há de mais atrasado em seu arco político de apoiamento, gente de mentalidade anterior ao pré-capitalismo, do tempo da exploração feudal, gente que considera que paga impostos demais, e que portanto não promoverá uma distribuição mais justa da carga tributária, muito pelo contrário.
    E mesmo considerando que o PNUD, hoje divulgado, assinalou que apesar dos progressos sociais registrados na década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo.
    Isto não lhes importa, não lhes diz respeito.
    Ou vai ver acham que as Nações Unidas também “torturam as estatísticas”.
    Já a candidata Dilma Rousseff, a candidata da continuidade da política de desenvolvimento econômico e social promovido pelo governo Lula, e da ainda incipiente distribuição de renda, poderá se comprometer com a distribuição da carga tributária justa e inversamente proporcional a renda, principalmente se instada a isso durante e após a campanha eleitoral.

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