Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

TRABALHADORES NORDESTINOS SÃO VÍTIMAS DE EXPLORAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL EM FAZENDA NO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL

Os colchões para as camas tinham que ser comprados pelos próprios trabalhadores e custavam R$ 150,00 na cantina da fazenda

Modernização conservadora

Depois de Roraima agora é a vez do Mato Grosso do Sul: 14 trabalhadores aliciados para trabalhar em fazenda no estado não recebiam salários há aproximadamente três meses, corriam risco de contaminação, viviam em uma situação de total descaso e abandono e trabalhavam em um sistema que remonta ao tempo do Brasil Império; quando o trabalhador imigrante ficava preso à terra por dívidas contraídas ao consumir produtos na venda das antigas fazendas produtoras de café

Migrantes nordestinos são escravizados em Mato Grosso do Sul
Por Bianca Pyl/Repórter Brasil

Recrutados para “limpar” a área e formar pastagem, trabalhadores aliciados pela empreiteira Sadomil Empreitadas entre novembro de 2009 e março de 2010 nos estados nordestinos do Maranhão, Piauí e Pernambuco foram libertados da Fazenda 3R, no município de Figueirão (MS).

O grupo de 14 pessoas foi encontrado em condições análogas à escravidão junto com um casal local e um adolescente de 16 anos, morador de Campo Grande (MS), pela comitiva formada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Comissão Permanente de Investigação e Fiscalização das Condições de Trabalho em Mato Grosso do Sul (CPI/FCT). Ocorrida entre 18 e 19 de agosto, a operação foi motivada por uma denúncia feita à PRF. A propriedade pertence à Itararé Administração e Participação Ltda. e possui cerca de 10 mil hectares de extensão.

De acordo a procuradora Simone, os alojamentos eram barracos de lona preta. As camas era feitas de forma improvisadas. Os empregados tinham que comprar os próprios colchões, que custavam R$ 150 na cantina. “Eram colhões de espuma, finos e fora dos padrões de densidade mínima”.

Não havia instalações sanitárias no local, só uma fossa cavada há pouco mais de um mês pelos próprios trabalhadores. Os empregados tomavam banho em uma bica da represa, mesma fonte em que o gado bovino saciava a sede e da qual era retirada a água para consumo e preparo dos alimentos. (Texto Completo)

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2 Respostas para “TRABALHADORES NORDESTINOS SÃO VÍTIMAS DE EXPLORAÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL EM FAZENDA NO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL

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