Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

DE OPOSICIONISTA A LULA, SERRA SE TRANSFORMOU NO MELHOR ‘AMIGO’ DO PRESIDENTE

"Serrinha paz e amor" quando se trata de Lula

Perdido no jogo eleitoral e amargando sucessivas quedas nas pesquisas de intenção de voto, o candidato tucano à presidência da república decidiu transformar Lula em vítima de Dilma, buscando uma aproximação com o primeiro e uma desesperada desqualificação da segunda e o que é pior, tudo isso por meio de uma mal feita reedição do jeito Collor de se fazer política!

Sem bater em Lula, o marketing de Serra tenta transformá-lo em vítima de Dilma*
Maria Inês Nassif / Valor Econômico

Em 1989, Fernando Collor de Mello, ex-governador do Estado mais pobre da Federação, Alagoas, assumiu um discurso ofensivo – no sentido também de ofender -, selecionou uma série de desaforos destinados a abalar um governo caindo de impopularidade e partidos em crise, e definiu bordões para causar pânico em torno do candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal concorrente. Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.

A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.

Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães. (Texto Completo)

*Matéria publicada no site do Luis Nassif

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