Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 4 setembro, 2010

OS MÚLTIPLOS ROSTOS DE VAN GOGH

Um belo vídeo!

Em movimentos leves e exatos vão se desenhando os diferentes rostos, os olhares mudos, a aparência pensativa e enigmática de um pintor que construiu uma obra tão diversa e fascinante, como também foram diversas e fascinantes as diferentes formas com que ele via a si mesmo.

Estados de uma alma que nunca esteve dissociada da vida, tampouco de sua obra!

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JOSÉ SERRA, QUE SE REÚNE À PORTA FECHADA COM MILITARES, QUERIA QUE LULA CENSURASSE A INTERNET

O candidato José Serra é um perigo para a democracia brasileira.

Ele queria que o presidente Lula censurasse a internet.

Serra é o representante da liberdade de imprensa de meia dúzia de empresas desacostumadas com a democracia.

Empresas que tomam versões por fatos, mesmo tendo concessões públicas.

Só resta uma saída para o candidato Serra, o Golpe.

Veja o vídeo de Lula. Uma aula de liberdade de imprensa e de liberdade de expressão.

vi no PHA

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BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA TEM MUITO A COMEMORAR NO MÊS DO PRIMEIRO ENCONTRO DOS BLOGUEIROS

O mês de agosto, que aconteceu o Primeiro Encontro dos Blogueiros Progressistas, foi um mês também muito importante para o blog Educação Política.

1. Atingimos a marca de 250 mil acessos, ou como diria Silvio Santos, um quarto de milhão.

2. Batemos um recorde de acessos no mês de agosto, com 18.618 visitas.

3. E hoje iniciamos uma nova fase, com a produção de entrevistas exclusivas. Inauguramos uma página chamada Agência EP (Educação Política), que receberá a lista com links das matérias produzidas pelo blog.

A primeira, com o filósofo, Luiz Fuganti, já pode ser lida. Visite a nova página Agência EP.

Obrigado a todos os leitores do blog!

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“O JORNALISMO DA GRANDE IMPRENSA ESTÁ AÍ PARA FALSIFICAR A REALIDADE”, DIZ FILÓSOFO

Luiz Fuganti

Por Maura Voltarelli

Se você perguntar a um jornalista ou a um leitor de jornal qual a função do jornalismo, as respostas tendem a convergir para algo em torno de “buscar a verdade dos fatos”. Essa possibilidade, objeto dos estudos filosóficos desde os tempos de Platão, na Grécia Antiga, é ainda hoje um dos temas das aulas e dos estudos do filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti. Alto, cabelos finos e já esbranquiçados, olhos atentos e pensamento ágil, frenético, profundo e denso. Há mais de 20 anos, ele ministra cursos, palestras e seminários acerca de um tipo de pensamento sem referências, imanente à própria natureza.

Fuganti é autor de obras como Saúde, Desejo e Pensamento; Ética como Potência e Moral como Servidão; Formação do Pensamento Ocidental; Diferença e Analogia em Platão; e Espaço, Poder, Estética e Sentido, entre outros. Em sua casa, na cidade de São Paulo, onde realiza reuniões semanais que fazem parte de um projeto conhecido como Escola Nômade, ele recebeu a Agencia Educação Política para uma entrevista na qual se falou um pouco sobre tudo.

De saída, já foi antecipando: “o jornalismo da grande imprensa está aí exatamente para falsificar a verdade, já que produz um discurso cujo objetivo é promover o assujeitamento, pois o indivíduo desacredita de si próprio e vai buscar externamente a ele a noção de realidade”. Fuganti recorre ao legado de pensadores e filósofos como Spinoza e Michel Foucault para expor suas ideias. A seguir, seguem os principais trechos da entrevista que correu solta e descontraída em meio a almofadas coloridas espalhadas pelo chão e regada por uma boa dose de café.

AEP: É possível chegar a uma verdade absoluta? Ou ela carregaria sempre uma certa subjetividade?
Fuganti: Eu sempre digo que existe um absoluto de cada ponto de vista. É como dizem: inventem o real ou não existem fatos, só interpretações de um acontecimento. O fato, portanto, é sempre uma versão do acontecimento. E às vezes acontece que a objetividade é mais objetiva ou o fato é mais fato porque contemplam a crença geral e são sustentados por um comando que mantém a ordem social. Ou seja, a maneira de enunciar já está ligada a um princípio de realidade, que é social, econômica, política e historicamente constituído.

AEP: Quando você se refere à maneira de enunciar, está se referindo ao uso da linguagem e à importância que esta adquire dentro do jornalismo?
Fuganti: Exatamente, me refiro ao discurso, que além de ser determinado é também determinante, constitutivo da realidade. A linguagem fabrica a verdade. É uma fábrica semiótica das coisas, da qual fazem uso os gênios da mídia. Toda a imprensa faz parte dessa máquina social, produzindo sentidos de futuro, crenças e desejos. A informação, portanto, tem implicada e esconde sempre uma transformação incorporal na maneira de a gente apreender, vivenciar e experimentar o tempo. Isso causa a modificação do futuro, do passado e do modo como você percebe o presente, o que resulta em produção de subjetividade.

AEP: Como a gente descreveria o funcionamento da mídia?
Fuganti: Essa máquina semiótica ajuda a criar o sujeito assujeitado, desacreditado de si e que busca a verdade fora dele próprio. Ele mesmo não tem realidade suficiente; é como se nele existisse um buraco. Em seguida, vem essa instância da verdade objetiva –a mídia– e o preenche, gerando aceitação e requalificando depois de tirar a qualidade por meio do deslocamento e captura da atenção.

AEP: Mas como a mídia se sustenta neste processo?
Fuganti: A própria sociedade banca o poder da mídia. As pessoas preferem muito mais a versão ao invés da realidade, trata-se do eterno “ouvi dizer” e “experiência vaga” de que fala o filósofo holandês Baruch de Spinoza. Saiba mais

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