Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 9 setembro, 2010

DRAMATURGO VENEZUELANO AFIRMA QUE EM SEU PAÍS NÃO HÁ CENSURA AO TEATRO

Autoritarismo universal, não necessariamente venezuelano!

Uma das atrações do Mirada – 1º Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos (SP) é a peça Passport, do dramaturgo venezuelano Gustavo Ott. A peça conta com um enredo forte, eminentemente político, que fala sobre questões fundamentais e atuais como direitos humanos, imigração, violência e incomunicabilidade.

Imediatamente o expectador é levado a pensar qual é o país autoritário e negligente em relação aos direitos humanos retratado na peça e, a maioria, associa o local retratado ao país de origem de Passport. No entanto, segundo Ott, a peça não se passa na Venezuela, onde ela já está em cartaz há dois anos. O próprio autor se surpreende com essa associação imediata que as pessoas fazem e também com o fato de muita gente imaginar de antemão que a peça pode estar sendo vítima de censura por parte do governo venezuelano.

Esse “pré-conceito” em relação ao governo Chávez nasce justamente das polêmicas que pairam em torno dele. No entanto, como lembra Ott, mesmo com todas as críticas que possam ser feitas ao seu governo, Chávez não pode ser acusado de ter sido eleito de forma anti-democrática, tampouco de atentar contra a liberdade individual e de expressão artística, já que no caso do teatro não há censura no país.

Apesar da liberdade com que conta o teatro na Venezuela, Otto lembra que isso não quer dizer que exista também um investimento generalizado em um teatro e em uma literatura mais críticos e independentes na Venezuela. O fato é que, ainda que falte mais apoio, não falta liberdade para que as artes se manifestem no seu espaço legítimo de expressão: o espaço público. E a presença dessa liberdade artística na Venezuela de Chávez já fala por si só!

Dramaturgo diz que não há censura ao teatro na Venezuela
Alex Rodrigues / Agência Brasil

Santos (SP) – Uma mulher viajando sozinha acorda ao chegar a uma estação de trem. Obrigada a desembarcar e sem saber onde está, ela busca obter informações com um soldado responsável por fiscalizar a entrada de imigrantes no país. Sem falar o idioma local, a mulher se vê enredada em uma série de mal-entendidos que culmina com sua prisão temporária, durante a qual será torturada pelo soldado e por um oficial truculento.

Que país é este de autoritarismo e desrespeito aos direitos humanos retratado na peça Passport? O dramaturgo venezuelano Gustavo Ott se apressa para esclarecer que a história apresentada na sexta-feira (3) e no sábado (4) como parte da programação do Mirada – 1º Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos (SP) não se passa na Venezuela do presidente Hugo Chávez.

“Um espectador ontem me perguntou se o país é a Venezuela e eu disse que não. Ele então quis saber se poderíamos apresentar esta peça em nosso país e eu lhe respondi que sim, que ela está em cartaz há dois anos. Quando eu lhe disse que não há censura na Venezuela ele me pareceu desapontado. Ele queria que eu dissesse que há, mas a verdade é que, no caso do teatro, mesmo do teatro político, não há censura”, disse o dramaturgo à Agência Brasil. (Texto Completo)

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PRESIDENTE LULA TEM 30 ANOS DE HISTÓRIA POLÍTICA E A VELHA MÍDIA QUER QUE ELE JOGUE FORA PARA BENEFICIAR O CANDIDATO TUCANO

O presidente Lula construiu uma carreira política durante 30 anos. Fez greve em pleno regime militar, lutou contra a ditadura e internamente dentro do PT e foi derrotado várias vezes nas eleições até chegar a presidência.

Para ter a popularidade que tem, quase 80% de aprovação, é inegável que tenha trabalhado bastante para tentar fazer um bom governo.

A velha mídia pede: Lula jogue fora 30 anos de história

Agora, a velha mídia (Estadão, Veja, Folha, Globo, etc) querem que ele jogue tudo isso ao vento para beneficiar um candidato tucano.

Querem que Lula não participe da eleição. É inacreditável. FHC participou das eleições anteriores e ninguém reclamou. Agora não participa para esconder o que José Serra representa, ou seja, um governo de concentração de renda e aperto fiscal.

Capas da Veja desrespeitaram o presidente, publicaram notícias falsas em vários jornais; agora quem Lula, Sua Excelência.

O problema maior está na república de São Paulo. Veja que lástima as pautas do Estadão: “O presidente Lula passou dos limites”, diz Cientista Político. É piada.

A velha mídia passou dos limites. Nenhuma linha na capa sobre a quebra de sigilo de políticos do PT por um funcionário do governo do PSDB do Rio Grande do Sul. Como disse Mário Prata, a mídia está podre.

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MODELO DE CONCESSÃO DE RODOVIAS EM SP PERMITE QUE AS CONCESSIONÁRIAS TENHAM LUCRO MAIOR QUE OS BANCOS

Enquanto uns pagam, outros ganham...

Levantamento realizado pela Austin Rating em 2009  mostra como o modelo de privatização das estradas paulistas é falho e deixa claro que a forma como se deu a distribuição de concessões no estado de São Paulo potencializa os lucros das empresas responsáveis por administrar as concessões a ponto de estes serem superiores aos do próprio sistema financeiro do Brasil.

Ou seja, enquanto os paulistanos enfrentam uma das tarifas de pedágio mais altas do mundo distribuídas em cerca de 237 praças de pedágio (mais que 50% do total de pedágios no país), as empresas só veem a curva do capital subir.

Os pedágios em São Paulo são o tipo de negócio feito para enriquecer poucos e explorar muitos, no mais perfeito modelo da privatização dos lucros e socialização dos prejuízos! E aos que dizem que as obras nas rodovias estão sendo feitas e a qualidade no transporte melhorando, a resposta óbvia é a de que investimentos necessários podem ser feitos sem tanta concentração de capital nas mãos das concessionárias.

Esse capital excedente direcionado para as empresas poderia, por exemplo, estar sendo investido em outros meios de transporte, mais rentáveis e menos poluentes que o transporte rodoviário, mas os capitalistas conservadores de plantão preferem disfarçar a concentração de riqueza por meio da realização de grandes obras do passado!

Em SP, concessionárias lucram com pedágios mais que bancos
Luiz Felipe Albuquerque / Rede Brasil Atual

Considerada uma das tarifas de pedágio mais caras do mundo, tendo um número de praças superior a todo o restante do país, com 227 pontos de cobrança (50,6% do total), o modelo de concessão da malha viária do estado de São Paulo permite que as empresas responsáveis pelas concessões das rodovias obtenham lucros superiores ao do próprio sistema financeiro brasileiro.

Segundo um levantamento realizado pela Austin Rating em 2009 para o Monitor Mercantil, a rentabilidade média das 15 empresas analisadas foi superior ao do setor financeiro, com 30% de rentabilidade do patrimônio líquido das concessionárias ante os 20,3% conquistados pelos bancos. Além disso, o lucro de algumas companhias ultrapassa a margem os 80%. Um exemplo é sistema Anhanguera-Bandeirantes, regido pela concessionária AutoBan e pertencente ao grupo CCR, com índice de rentabilidade avaliada em 80,5%. A Centrovias Sistemas Rodoviários, por sua vez, responsável, entre outras, pela Washington Luís, demonstra um retorno de 47,2%. Apesar disso, a empresa que apresentou maior lucratividade no país encontra-se no Rio Grande do Sul, a Concessionária do Planalto (Coviplan), com um índice de 82,9%. (Texto Completo)

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