Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 10 setembro, 2010

PARA O DIRETOR DA LINUX, JOH HALL, O MODELO DE SOFTWARE PATENTEADO DEVE ACABAR

Joh Hall: "a liberdade é algo difícil de entender"

Para o diretor executivo da Linux Internacional, o software livre não seria apenas uma garantia de liberdade na produção e no acesso a bens culturais e à informação, como também, uma forma de libertar as pessoas do controle exercido pelo software proprietário que também as coloca, indiretamete, sob o controle governamental.

A guerra do Linux
Mariano Blejman / Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

Em 1985, Richard Stallman deixou seu lugar no MIT para fundar a Free Software Foundation. Naquele momento, Joh Hall e Richard Stallman estavam de bem. Quando o Linus Torvalds deu a conhecer o kernel Linux, não apenas usou instrumentos que Stallman estava criando com o projeto GNU, mas também a licença GPL (Generic Public License), que permitiu ao GNU/Linux ser politicamente robusto. Os caminhos se separaram quando uma corrente preferiu falar de códigos abertos, em vez de software livre.

A reportagem e a entrevista são de Mariano Blejman e estão publicadas no Página/12, 07-09-2010. A tradução é do Cepat.

Quando se pergunta a Jon Hall sobre sua relação com Richard Stallman, não faz mais que sorrir e coçar um pouco a cabeça, como quem acaba de lembrar de um amigo intratável que faz pouco tempo que não vê, mas em relação a quem segue tendo um pouco de carinho. “Conheço-o há 25 anos. Estamos de acordo em muitas coisas e em desacordo em muitas outras. Estamos de acordo em que estamos em desacordo. Mas os dois acreditamos que o software deve ser livre. E isso é bom para a sociedade. A liberdade é algo difícil de entender, meu ex-presidente tinha problemas com isso”, disse Hall. (Texto Completo).

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MAIS UM CAPÍTULO DA CRÔNICA DA VELHA MÍDIA: AS 21 EDIÇÕES PERFEITAS DO JORNAL NACIONAL

Da Agência Educação Política

Quem tem estômago e uma boa dose de paciência para acompanhar as edições do Jornal Nacional já percebeu que há um claro favorecimento do candidato tucano-conservador José Serra, em detrimento da candidata petista Dilma Rousseff.

As matérias são minuciosamente calculadas. O tempo da acusação por parte dos tucanos é bem maior que o tempo da defesa por parte dos petistas. O contéudo das entrevistas ou sonoras, como se chama em televisão, também é detalhadamente estudado para que as melhores falas acusatórias ou “magoadas” de Serra sejam exibidas, enquanto que à Dilma são reservadas apenas as declarações que a colocam na defensiva.

Marina Silva é colocada fora do conflito, falando apenas sobre questões que interessam aos brasileiros e, quem sabe, podendo levar a eleição para o segundo turno. Essa é a estratégia da Rede Globo, trata-se de uma bem feita edição do conteúdo televisivo de modo que o que se vê em nada se parece com aquilo que realmente acontece.

Só está difícil fazer o tucano voar!

Um velho e sórdido truque utilizado para enganar o telespectador no qual não se mente, pelo contrário, são ditas várias verdades que combinadas compõem a mentira fabricada pela Rede Globo. Os fragmentos são de fato peças da realidade, assim, a emissora se justifica dizendo que não inventa nada, no entanto, a forma como esses fragmentos são montados e encaixados, a imagem escolhida, o tempo disponível para cada uma, o tom de voz, o contéudo selecionado para ser exibido, todas essas escolhas intrínsecas à televisão, conseguem trasmitir uma outra imagem do real.

E aí reside o grande poder da televisão: de fato, ela não inventa, mas reconstrói a realidade e essa reconstrução se dá por meio de um conhecido processo de edição em que é possível dizer um monte de mentiras, contando apenas a verdade.

Mais 21 edições “perfeitas” de Ali Kamel no JN
Vi o mundo (Blog do Azenha)

Teremos mais três semanas de edições “perfeitas” do Ali Kamel no Jornal Nacional.

As notícias boas para o Brasil, especialmente na economia, serão surradas diariamente pela quebra do sigilo fiscal dos tucanos. O PT vai sempre aparecer na defensiva. Nessas reportagens, o tempo dedicado às acusações é sempre bem maior que o da defesa. Em seguida, quando quiser, José Serra aparecerá replicando as acusações da longa reportagem. Dilma será mostrada, igualmente, na defensiva. E Marina Silva? Mesmo que fale a respeito, Marina Silva será “editada” falando de temas que interessam aos eleitores. Como já aconteceu nos últimos dias.

Não foi opção dela, Marina. Foi a escolha de Kamel, atendendo aos patrões. Assim, enquanto PT e PSDB se pegam, Marina pode atrair a maior parte dos indecisos, quem sabe até roubando um pontinho ou outro dos adversários. (Texto completo)

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