Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 13 setembro, 2010

PROJETO NO CONGRESSO NACIONAL PRETENDE REVERTER A PEQUENA PARTICIPAÇÃO DE PROGRAMAS NACIONAIS NA TV POR ASSINATURA

Por uma televisão mais nacional!

Da Agencia Educação Política

Estudo divulgado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) mostra que a exibição de contéudo brasileiro nos canais de TV a cabo é muito inferior à quantidade de produção estrangeira que chega ao telespectador. Isso é um absurdo levando em consideração que o brasileiro paga caro pelo serviço de TV por Assinatura para assistir a uma programação que não traz quase nada de sua própria cultura, reservando um espaço que, por direito e lógica deveria ser ocupado pelas produções brasileiras, para os enlatados estrangeiros.

Com isso, além do brasileiro se alienar de sua própria cultura e identidade, as produções nacionais vão sendo cada vez mais desvalorizadas diante do material estrangeiro o que gera, em última instância, um processo de descaracterização da cultura nacional e um domínio do modelo estrangeiro. Incorre-se, com isso, em um dos pontos delicados da intensa globalização contemporânea: a uniformização cultural com vias de massificação e a desvalorização da cultura local.

O ideal seria uma situação de equilíbrio na qual tanto a programação estrangeira, quanto a programação nacional tivessem a mesma porcentagem de participação na programação dos canais de TV a cabo. No entanto, parece que, para as operadoras de TV por Assinatura, essa situação não seria muito vantajosa. Elas defendem que as cotas para o contéudo nacional sejam aplicadas na TV aberta e não nos canais de TV por Assinatura.

O fato é que a situação na TV aberta não é tão desigual e o mais urgente seria corrigir a situação dos canais de TV por Assinatura, afinal, quando se paga por uma programação, esta, no mínimo, deve ser de qualidade, exibindo algo além de produções importadas. No entanto, é preciso lembrar que apesar da situação dos canais de TV aberta ser menos desigual, nestes também prevalece a predominância de programação estrangeira em comparação com a presença de contéudo nacional. Dos filmes exibidos em 2009 na TV aberta, a Ancine diz que 11,4% foram brasileiros e 78% norte-americanos. Neste caso, os números já falam por si só.

Filmes e minisséries brasileiros ocupam apenas 1% dos canais de TV por Assinatura
Do Portal Tele Síntese
Miriam Aquino

O brasileiro paga caro para assistir aos enlatados estrangeiros. Esta é a constatação a que se chega ao se defrontar com o estudo da Ancine (Agência Nacional do Cinema) apresentado durante a ABTA 2010. Segundo o presidente da entidade, Manoel Rangel, além de o cliente brasileiro de TV por Assinatura pagar um dos preços mais altos entre os países íbero-americanos, ele pouco conhece de sua própria cultura.

No ano passado, dos 5.538 filmes de longa-metragem que foram exibidos pelos 12 canais de filmes pagos (Canal Brasil, Cinemax, 3 canais HBO, Maxprime, 5 canais Telecine e TNT), 85,4% foram títulos estrangeiros. Rangel observou que a participação de 14,6% da produção nacional só se confirma se for levada em conta a programação o Canal Brasil, que, por força da Lei do Cabo, é obrigado a transmitir produção nacional.

Sem esse canal, o conteúdo nacional na TV paga brasileira é praticamente inexistente: só foram exibidos 64 títulos nacionais, ou 1,4%¨do total de filmes exibidos no ano passado pelas operadoras de TV paga. (Texto Completo)

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ÍNDICE DE LEITURA CRESCE NO BRASIL, MAS AINDA É PEQUENO EM COMPARAÇÃO AOS PAÍSES DESENVOLVIDOS


Da Agência Educação Política

O brasileiro está lendo mais. Saltou de cerca de apenas um livro por ano para uma média de quatro. Isso já é uma ótima notícia sem dúvida alguma, já que os países mais desenvolvidos econômica e socialmente falando são justamente aqueles que têm um alto índice de leitura entre a sua população. Isso demonstra a relação direta existente entre conhecimento da população e desenvolvimento humano, econômico e social de um país.

Ler é bom em todos os sentidos. Melhora a escrita, a capacidade de reflexão e raciocínio, amplia o leque de argumentos para defender esta ou aquela opinião, alimenta o espírito, potencializa a imaginação e confere diversos sentidos para o cotidiano e para a vida. Um país deve se orgulhar de ter um povo que lê e incentivar, sempre que possível, a leitura por meio de políticas editoriais específicas que tornem possível a oferta de livros mais baratos e acessíveis para a maior parte da população.

Isso já vem sendo feito. O aumento no índice de leitura reflete justamente uma variedade de ofertas do mercado editorial. As populares edições de bolso, por exemplo, são um grande instrumento para aproximar leituras clássicas de uma população que nunca teve acesso a elas; e isso graças ao baixo custo que não compromete em nada a qualidade do material.

São políticas como essa de barateamento dos custos sem prejuízo da qualidade associadas a muitos outros projetos de difusão e promoção da literatura como um todo que podem aumentar ainda mais o índice de leitura do brasileiro, fazendo com que o livro seja na vida de cada um, a mais livre e fascinante realidade!

Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos, mas ainda é pequeno segundo editores
Agência Brasil
Alex Rodrigues

São Paulo – O índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. Passou de 1,8 livro por ano em média, para 4,7. Apesar do aumento, a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia Machado Jardim, disse que o índice de leitura anual no Brasil ainda é pequeno comparado ao de países mais desenvolvidos.

“É baixo não só por estar muito aquém dos de países desenvolvidos ou até mesmo de alguns países em desenvolvimento, mas também porque inclui os livros didáticos, de leitura obrigatória.

A presidente fez a declaração durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Snel, que constatou aumento de 13,5% de obras publicadas no ano passado em relação a 2008.

“Nosso grande desafio é a formação de leitores, mas o que a pesquisa demonstra é que podemos ter uma esperança já que 15% do mercado corresponde aos livros infantojuvenis”, declarou Sônia, que disse estar preocupada pelo fato de as compras governamentais de livros técnico-científicos – mais voltadas à formação profissional e ao público universitário – não acompanharem o aumento do interesse pelo setor. (Texto Completo).

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