Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 14 setembro, 2010

FALTA DE CONCORRÊNCIA FAZ COM QUE TV POR ASSINATURA NO BRASIL SEJA MAIS CARA QUE A DE PAÍSES COMO PORTUGAL E ARGENTINA

"O conteúdo brasileiro deve estar aberto aos agentes econômicos", diz Manoel Rangel, presidente da Ancine

Da Agência Educação Política

Em comparação com Portugal, Espanha, Chile e Argentina, o Brasil é o país que paga mais caro pelo serviço de TV por Assinatura, diz um estudo da Ancine (Agência Nacional do Cinema) e isso acontece, principalmente, pela falta de concorrência. Lei básica da economia: quanto maior a oferta menor são os preços, quanto menor a oferta, maior são os preços, eis a conhecida Lei da Oferta e da Procura que realmente se aplica ao funcionamento do mercado em uma economia capitalista.

A falta de concorrência surge como consequência direta da existência de entraves que barram a competição tanto na produção quanto na distribuição de contéudo, as duas camadas que formam o segmento de TV por Assinatura. Esses entraves tendem a diminuir com a aprovação de um Projeto de Lei do Congresso Nacional que ao permiter o ingresso das teles no mercado, aumentaria a concorrência, possibilitando, em um segundo momento, um barateamento dos custos.

Se o projeto for mesmo aprovado, seria essa uma boa notícia para conter mais um absurdo no segmento de TV por Assinatura no Brasil!

TV paga brasileira é 171% mais cara que a da Argentina, aponta Ancine.
Do Portal Tele Síntese
Miriam Aquino

A TV por assinatura brasileira é muito cara, e a culpa não são os impostos, mas sim a falta de concorrência, apontou hoje o presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Manoel Rangel. Conforme levantamento feito pela entidade com pacotes de programação equivalentes de operadoras de TV por assinatura que atuam nas capitais de Portugal, Espanha, Chile, Argentina, e no Rio de Janeiro (no Brasil), constatou-se que o Brasil é o país que cobra mais caro pelo serviço.

A Ancine analisou os segundos pacotes mais baratos oferecidos pelas empresas Zon e Portugal Telecom, em Portugal; Digital+ e Telecable, na Espanha; Direct Chile, Telmex Chile e VTR, no Chile; Cablevision e Direct Argentina, na Argentina; e NET, Sky, TVA, Embratel e Oi, no Rio de Janeiro e constatou que o pacote dos brasileiros é 30% mais caro do que o pacote chileno; 70% mais caro do que a programação oferecida por Portugal e Espanha e 171% mais caro do que os canais argentinos.

“Em 2007, a situação era muito pior”, assinalou Rangel, salientado que os preços, embora ainda muito altos, só caíram após o ingresso de dois novos competidores no mercado brasileiro a partir do ano passado. (Texto Completo)

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O DESEMPENHO DE MARINA SILVA NAS PESQUISAS ELEITORAIS É UM CLARO SINAL DO ERRO COMETIDO NA SUA CAMPANHA

Poderia ter sido diferente...

Da Agência Educação Política

Que Marina Silva errou ao longo da campanha pela presidência da república é ponto quase comum. Ela escolheu colocar Dilma e Serra em um mesmo time, como se fossem a mesma coisa, ao invés de deixar claro que Serra constituía uma oposição total ao governo do presidente Lula e que, se eleito, faria com que o Brasil voltasse a viver no passado, sob a sombra de um governo conservador e contrário a todas as mudanças até então conquistadas pelo atual governo. O Educação Política falou sobre isso em texto publicado recentemente.

No entanto, os erros de Marina Silva parecem ir além dessa simples oposição direta tanto a Dilma, quanto a Serra. A candidata do Partido Verde simplesmente não consegue crescer nas pesquisas. Ela mantém praticamente o mesmo índice desde o começo da corrida eleitoral. Isso é ruim quando se pensa que a candidata poderia chegar ao segundo lugar, deixando os tucanos pra trás, bem no fim da fila.

Por que Marina Silva não cresce nas pesquisas?
Carta Capital
Celso Marcondes

Em todas as pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais, de todos os institutos, há um dado que se mantém praticamente imutável há meses: o das intenções de votos em Marina Silva nas pesquisas estimuladas, sempre entre 8 e 10%, dentro da chamada “margem de erro”.

A 25 dias do pleito, qual a razão deste fenômeno? Acredito que são três os motivos básicos. O primeiro deles vale para explicar também a queda de Serra nos últimos levantamentos: a força do presidente Lula e seu governo e a transfêrencia de prestígio para sua candidata Dilma Rousseff é um fato, a maioria da população está satisfeita com a situaçãodo País.

O segundo se situa no terreno da estrutura: Marina entrou na briga sózinha, sem qualquer coligação a ajudar seu frágil PV, sem dinheiro, sem tempo na tevê. Diante dela, desde o primeiro momento, dois adversários em situação opostas em todos estes quesitos.

O terceiro motivo, de outra natureza e menos óbvio, é o que vale debater. A base do programa de governo de Marina e matriz de seu discurso é a defesa de um desenvolvimento economicamente sustentável para o País(e para o mundo). Não é uma tese de fácil compreensão – ou digestão – para a grande maioria do eleitorado de um país em desenvolvimento, ainda com problemas gravíssimos a serem resolvidos na base de sua pirâmide social. (Texto Completo)

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