Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 16 setembro, 2010

CARTA CAPITAL É CENSURADA PELO PARTIDARISMO DA VELHA MÍDIA QUE PREFERE O DISCURSO DA VEJA

Da Agência Educação Política

O tratamendo dado por alguns dos principais órgãos de imprensa do país a duas reportagens publicadas neste último fim de semana, revela o quanto a velha mídia brasileira está cada vez mais parcial, partidária e distante de qualquer sombra de jornalismo. As duas reportagens têm relação com o atual clima de disputa eleitoral, no entanto, cada uma está posicionada de um lado diferente.

Uma delas é de Leandro Fortes e foi publicada pela revista Carta Capital. A reportagem, fruto do mais puro jornalismo investigativo, traz uma denúncia contra a empresa da filha de Serra, Verônica Serra, que em 2001, teria deixado os dados bancários de 60 milhões de brasileiros expostos a visitação pública durante 60 dias. Um absurdo.
A outra reportagem é da “credível e honrada” revista Veja, e traz uma denúncia sobre o filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, que supostamente venderia facilidades aos interessados em fechar contratos com o Estado.

Ainda resta alguma dúvida?

Das duas matérias, uma delas teve total repercussão na mídia nos últimos dias. Fácil de imaginar qual delas quando se pensa no modelo de comunicação que toma conta do país: a reportagem da primorosa e limpa revista Veja.
Sobre a denúncia contra a filha de Serra publicada na Carta Capital, nem uma linha nos principais jornais, nenhuma chamada nos telejornais da Rede Globo. Nada! É como se ela nem existisse! Assim age a mídia brasileira!

Essa atitude da velha mídia só ajuda a perceber claramente quem ela é. Repercutir a matéria de uma revista que já provou de inúmeras formas não saber nada do que seja um jornalismo de fato, inventando coisas, distorcendo ou armando entrevistas, criando fontes que não existem, muito menos se reconhecem nas páginas da revista, tudo isso sem o menor escrúpulo ou pudor; é a mesma coisa que se associar a esse tipo de jornalismo, reconhecendo ser essa a comunicação válida no nosso país!

Agora, uma revista como a Carta Capital não merece uma linha desses veículos. De fato, ela não tem nenhuma credibilidade, os jornalistas que escrevem são péssimos, suas denúncias não devem ser levadas em consideração. Ela não passa de uma reunião de socialistas ressentidos que fazem campanha para o PT, e por aí vai o discurso conservador….

Ainda bem que a velha mídia pensa assim. Sinal de que o jornalismo da Carta Capital em nada se parece com o pseudo-jornalismo feito nesses veículos! Apenas é triste pensar que a maioria das pessoas se informa por essa grande e velha mídia, ou melhor, se desinforma, pois do público é tirado o legítimo direito de conhecer os dois lados da questão e a partir daí tirar suas próprias conclusões! Aula básica de qualquer manual de jornalismo!

A Velha Mídia reproduz o discurso mais fajuto do Brasil, mas o pior nem é isso. Até aí nenhuma surpresa. O mais grave é sentir que a realidade chega cada vez menos à maioria das pessoas e que o que se gesta com tudo isso é uma censura da informação contrária aos ideais conservadores da velha mídia. Ou seja, em última instância, o que se tem é uma ditadura da informação, uma imprensa que se acha munida de todo arsenal para fabricar o real e alienar corações e mentes a seu bel-prazer. É a reprodução do pior dos autoritarismos, com a diferença de que agora, as vozes da verdade se multiplicam em plataformas que não podem ser controladas! Felizmente, o mundo não é mais o mesmo…

Velha mídia ignora denúncia envolvendo filha de Serra
Rede Brasil Atual
João Peres

Ombudsman da Folha cobra que jornal tenha equilíbrio na cobertura e empresário citado por Veja desmente informações

São Paulo – Duas reportagens publicadas neste fim de semana tinham a tarefa de agitar o noticiário eleitoral. A primeira, sob o título Sinais trocados, foi publicada por Leandro Fortes em Carta Capital e narra o episódio em que a empresa de Verônica Serra, filha de José Serra, deixou, em 2001, os dados bancários de 60 milhões de brasileiros expostos a visitação pública durante 60 dias. A segunda, publicada pela revista Veja, conta que o filho da ministra-chefe da Casa Civil supostamente vende facilidades aos que querem fechar contratos com o Estado.

Uma delas, no entanto, foi ignorada pelos jornais de maior peso, os chamados “jornalões”. Não é difícil imaginar qual. A reportagem de Leandro Fortes sobre Verônica Serra não ganhou uma linha em O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. A matéria de Veja, por outro lado, foi o destaque de capa de dois deles, que dedicam boa parte de seu noticiário dominical à repercussão do tema. (Texto Completo)

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Neste caso (e olhe bem, neste caso), sou mais a favor do fortalecimento das agências reguladoras do que da reativação de uma estatal para fazer isso. Ocorre que o serviço de internet funciona de forma diferenciada: ele não tem que ser implantado apenas uma vez, tem que ser melhorado e ter sua banda aumentada constantemente. E isso significa praticamente construir a rede do zero de tempos em tempos. Para isso, é muito mais eficiente obrigar (grife esta palavra) empresas que concorrem entre si a melhorar constantemente seus serviços e a manter preços amigáveis, sob pena de multa e suspensão de contrato.

A piada da Oi, ajudada por este governo, não aumenta a banda de sua internet para as cidades do interior há séculos.

Aliás, numa socialdemocracia vigente o “cacete financeiro” por vezes funciona muito bem para resolver problemas. A distribuição de terras, por exemplo, poderia ser forçada não por um limite máximo expresso, mas por uma taxação progressiva fortíssima em cima da posse de terras (agravada se não houver respeito à legislação ambiental e condições dignas ao trabalhador), que conseguiria forçar a uma redistribuição significante da posse.

Quero destacar que não estou fazendo defesa de um governo – inclusive, prefiro o atual que o anterior. Mas não quer dizer que eu ame o atual.

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