Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 18 setembro, 2010

QUANTIDADE DE FAMINTOS NO MUNDO CAI PELA PRIMEIRA VEZ EM QUINZE ANOS, MAS DECISÕES POLÍTICAS NÃO SÃO A CAUSA DA DIMINUIÇÃO

A política deve ter o humano como o maior engajamento

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), de 2009 pra cá, o número de famintos diminuiu em 98 milhões mas, apesar desta redução, 925 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Foi a primeira vez que o número de famintos caiu nos últimos quinze anos, no entanto, essa queda não se deve a decisões política, como era de se esperar, mas ao sucesso das colheitas dos dois últimos anos.

Neste caso, é bom lembrar que as boas colheitas não veem sempre. Um ano chove mais, outro chove menos, em uma época o calor é mais intenso, em outra as temperaturas saem do controle e causam secas e outros desequilíbrios ambientais. Não se pode prever. É exatamente em função dessa instabilidade natural que a postura dos governantes em relação a problemas humanitários tão graves quanto a fome precisa mudar.

A política muitas vezes parece se esquecer de certas coisas essenciais à vida humana e, com isso, vai também de distanciando da sua primitiva razão de ser. Quando a política se distancia do homem, dos seus problemas, das suas inquietações, das suas necessidades, da sua realidade como um todo, ela é qualquer outra coisa, menos política! Política vem de pólis, cidade, e a cidade é formada por cidadãos. Em outras palavras, sem cidadão não há cidade e sem o espaço da cidade, não há política. Sem o homem não há luta, participação ou representação.

Por isso, é grave que as decisões políticas não tenham se direcionado no sentido de resolver o problema da fome no mundo, deixando que este fosse resolvido com uma certa dose de sorte pela própria natureza. Se os governos tivessem intervido de alguma forma, a fome poderia ter sido reduzida à metade e nós ainda não teríamos que conviver com um número tão duro quanto o “925 milhões” de pessoas que ainda sentem fome!

Tudo isso ajuda a perceber que a política mundial precisa reencontrar seu sentido, ela é muito mais que eleições, partidos, interesses, negociações…

Decisões políticas não têm interferido na diminuição de famintos no mundo
Revista Fórum
Natasha Pitts

Reduzir pela metade a quantidade de pessoas famintas no mundo até o ano de 2015 ainda é possível. A afirmação consta em relatório produzido e publicado pela entidade britânica Oxfam, no último dia 14. Nos dois últimos anos a quantidade de pessoas famintas caiu, no entanto, isto não se deu por consequência de decisões políticas. Caso haja vontade dos chefes de Estado de todo o mundo, ainda será possível concretizar o principal Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a quantidade de pessoas que não têm condições de se alimentar adequadamente caiu 98 milhões no último ano, mas apesar desta redução 925 milhões de pessoas espalhadas por todo o globo ainda passam fome.

O documento ‘Reduzir a fome à metade: ainda é possível?’, de autoria da Oxfam, concorda com dados da FAO e vai mais fundo ao acrescentar que a quantidade de famintos caiu pela primeira vez nos últimos quinze anos. A redução foi festejada, pois 2009 marcou o ano de maior crescimento negativo da história com 1,020 milhões de pessoas assoladas pela fome. Infelizmente, esta queda não foi impulsionada por decisões políticas de chefes mundiais. O relatório da Oxfam esclarece que foram as boas colheitas dos dois últimos anos que puxaram esta redução. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

FOLHA DE S.PAULO FAZ JORNALISMO BOA NOITE CINDERELA: FILIADO AO PSDB, EX-PRESIDIÁRIO VIRA CONSULTOR E EMPRESÁRIO
O FIM DOS MONOPÓLIOS INFORMATIVOS É URGENTE PARA GARANTIR A LIBERDADE DE IMPRENSA
CARTA CAPITAL É CENSURADA PELO PARTIDARISMO DA VELHA MÍDIA QUE PREFERE O DISCURSO DA VEJA
PSDB/DEM TEME A CAPACIDADE DE VOTO QUE LULA AGREGA, MAS FORAM ELES QUE CRIARAM O LULISMO

O ÚLTIMO QUE SAIR APAGA A LUZ: AÉCIO VAI DEIXAR O PSDB E SERRA OUVE QUE TUCANO VOTA NA DILMA

Nem tucano vota no Serra

Nem o PSDB aguenta o PSDB.

Matéria da Carta Capital mostra Aécio Neves está de malas prontas para deixar o PSDB e liderar uma nova oposição, possivelmente menos autoritária que a linha adotada pelos radicais DEM/PSDB paulista.

Em outro momento, Serra ouve a notícia de que um famoso político do PSDB não foi ao comício porque está com a Dilma Rousseff.

Veja vídeo abaixo. Serra tenta fazer o orador parar de falar, mas não consegue:

Leia mais em Educação Política:

PSDB/DEM TEME A CAPACIDADE DE VOTO QUE LULA AGREGA, MAS FORAM ELES QUE CRIARAM O LULISMO
JOSÉ SERRA DEVERIA EXPLICAR EMPRESA DA FILHA VERÔNICA QUE ASSESSORAVA COMPRAS GOVERNAMENTAIS QUANDO ELE ERA MINISTRO
O PRESIDENTE LULA FOI NO PONTO CRUCIAL: CADÊ O SIGILO DE VERÔNICA SERRA? CADÊ O SIGILO DE EDUARDO JORGE?
LAVANDERIA SEM CHAVE: JOSÉ SERRA TENTA GANHAR VOTO COM TEMA QUE INTERESSA PRINCIPALMENTE AOS CORRUPTOS

ROTAÇÕES POR MINUTO EM TEMPOS DE GIGABYTES POR SEGUNDO: O VINIL NA ERA DA INTERNET

Da Agência Educação Política

Muitas vezes, em épocas onde a tecnologia é altíssima, em que tudo passa pelo crivo do digital e as coisas mudam a uma velocidade surpreendente, sente-se falta de algumas peças do passado, de alguns objetos de desejo, de alguns fetiches que o digital não substitui, pelo contrário, ajuda a popularizar e divulgar ainda mais.

Um desses objetos é o livro. A internet oferece publicações e mais publicações on line. Equipamentos como o IPAD, o Kindle, dentre outros, estão aí para mudar o suporte do livro tradicional. Mesmo assim, sentimos falta do livro em papel, da textura das páginas, do cheiro do tempo, do formato perfeito com que ele parece nos envolver e seduzir. Assim como acontece com as letras, vale o mesmo raciocínio para o som. A música hoje é predominantemente digital. Baixa-se conteúdos, descobre-se quase tudo e, ao mesmo tempo, essa alta tecnologia resgata a nostalgia por um som analógico – de qualidade mais macia e envolvente.

A tecnologia pode evoluir que livros, revistas e discos continuarão a rondar o imaginário humano por serem objetos de fetiche, terem valor histórico, guardarem memória e durarem quase eternamente, se bem conservados. É por isso que em tempos de revolução musical, ouvir um som analógico tem se tornado cada vez mais popular. Ao contrário do que muitos pensavam, a internet não extinguiu o vinil, muito pelo contrário, ela resgatou a sua essência, fez com que o objeto redescobrisse sua própria razão de ser e fez com que as pessoas também o redescobrissem em tudo aquilo que ele tem de único e original.

Porque a realidade é como um disco de vinil, circular, ela vai e volta...

A prova desse fato está na volta do funcionamento da Polysom, que fica em Belford Roxo (RJ), única fábrica de discos de vinil do Brasil que fechou suas portas em setembro de 2001, depois de oito anos de funcionamento. Ainda bem que foi por pouco tempo! A fábrica de Nilton Rocha está de volta e a todo vapor. Reformas e ampliação da fábrica pretendem melhorar ainda mais a qualidade dos discos ali prensados. Além disso, a nova fase da Polysom vem cheia de projetos. Um deles é permitir o acesso às discografias clássicas da MPB, reeditando obras que já estavam escassas no Brasil em formato LP, graças ao interesse de colecionadores do mundo todo. É o caso do disco África Brasil, lançado por Jorge Ben em 1976 e reeditado neste mês pelas prensas da Polysom.

Uma ótima notícia que só confirma o aumento da popularidade dos bolachões nos últimos tempos. Enquanto a venda de CD’s vem caindo, já que a mídia atualmente está quase que totalmente sendo substituída pelo som em formato mp3, o vinil guarda certas peculiaridades que fazem dele um item sempre presente no mercado musical.

O mais interessante de todo esse movimento é que é justamente a revolução digital da música que tem aumentado a popularidade do vinil. A radicalização no som digital é tão grande quando se fala em formato ou reprodução da música, que a vontade de ter acesso a um som dos velhos tempos, mais puro e esteticamente refinado, é cada vez maior.

A volta dos vinis e a crecente popularização dos sebos e livrarias está aí para mostrar que a tecnologia da internet, longe de ser uma mídia excludente que substitui todas as demais é, acima de tudo, uma grande agregradora de ideias, ritmos e possibilidades. Ali, tudo se potencializa, e pode até parecer um paradoxo, mas o fato é que, é justamente o contato com aquilo que há de mais moderno que tem nos devolvido para os velhos tempos, para as velhas coisas, sempre novas e sempre belas!

Vi no site da revista Cult

Leia mais em Educação Política:

PÚBLICO X PRIVADO: QUAL O MELHOR CAMINHO PARA DEMOCRATIZAR A INFORMAÇÃO NO BRASIL?
PSDB/DEM TEME A CAPACIDADE DE VOTO QUE LULA AGREGA, MAS FORAM ELES QUE CRIARAM O LULISMO
1011 – BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA ATINGE MIL ACESSOS EM UM ÚNICO DIA E SENTE A FORÇA DA BLOGOSFERA
FALTA DE CONCORRÊNCIA FAZ COM QUE TV POR ASSINATURA NO BRASIL SEJA MAIS CARA QUE A DE PAÍSES COMO PORTUGAL E ARGENTINA
%d blogueiros gostam disto: