Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 22 setembro, 2010

POEMAS DA COLETÂNEA SOL DE AGOSTO, DO POETA NEO-REALISTA PORTUGUÊS JOÃO JOSÉ COCHOFEL

Evocação dum poeta (João José Cochofel), Mário Dionísio

VI
Rapariga delicada
toda em voos e perfumes:
em ti é a tarde que afago
e o sol dos olhos e dos cabelos.

Dá-me as tuas mãos:
entre nós, nem ciúmes
nem medos.

O dia, hoje,
teceu grinaldas para os nossos dedos.

***********************************
XI
O concreto, o real, coisas que me comovem.
É sobre os sentidosque vivo debruçado.
Fácil o que a vista enxerga.
O resto é-me vedado.

***********************************
XV
Faze que a tua vida seja o que te nega.
A luta é tua: fá-la.
Agora, os sonhos em farrapos,
melhor é a luta que pensá-la.

Ergue com o vigor do teu pulso;
solda-o em aço.
E da tua obra afirma:
– Sou o que faço.

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AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA SERÁ LIVRO BASE DE LEITURA PARA AS ESCOLAS DA BOLÍVIA

Atemporal, humano, social...

Da Agência Educação Política

Uma ótima notícia que valoriza não só a literatura, como a educação de forma geral. O Ministério da Educação boliviano decidiu adotar, a partir de 2011, a obra As Veias Abertas da América Latina como um livro base de leitura nas escolas do país. O livro do historiador, escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, além de muito bem escrito, desconstrói muitos dos estereótipos e falsas ideias relacionadas à colonização latino-americana difundidas pela cultura dos povos que ajudaram a explorar e descaracterizar a América Latina ao longo da sua história.

É exatamente pela quantidade de informações históricas e bem apuradas trazidas pelo livro e pela capacidade de fazer com que se entenda as raízes da nossa colonização e se expliquem muitos dos nossos problemas atuais; que o livro deve mesmo ser encarado como leitura obrigatória. Ao ler a obra, os bolivianos conhecerão melhor a sua história, entenderão o presente com base nas luzes lançadas sobre um passado que foi, na maior parte do tempo, dominado por sombras.

Além disso, a obra de Galeano tem um peculiar poder catártico. Ela faz com que o leitor se transforme, com que amadureça as suas impressões, com que saia, por alguns minutos, de dentro de si mesmo, e veja a realidade em todo seu espectro complexo de causas e consequências, interesses e ambições, desigualdade e exploração de muitos em benefício de poucos.

Um livro social, atemporal, leitura urgente e obrigatória que nunca se extinguirá na historiografia literária ou no conjunto das obras essencialmente jornalísticas pelo seu engajamento que se faz, no mesmo movimento, humano e social! Vale dizer que a postura do Ministério da Educação da Bolívia deveria se estender aos demais países da América Latina já que, é consenso dizer que para mudar o presente, é indispensável conhecer a VERDADE, sobre o passado!

Galeano será leitura básica na Bolívia
A partir de 2011, o livro “As veias abertas da América Latina” deverá ser adotado por todas as escolas do país

Brasil de Fato
Vinicius Mansur

O anúncio foi feito pelo vice-ministro de Descolonização, Félix Cárdenas, durante o 1º Encontro Nacional do Processo de Descolonização, realizado durante esta semana na cidade de La Paz.

Em entrevista ao jornal boliviano Cambio, Cárdenas afirmou que, “a partir de 2011, o Ministério de Educação estabelecerá que a obra de Galeano deve ser necessariamente assumida como um livro base de leitura (…) O livro ‘As Veias abertas da América Latina’ permite ter uma outra visão, já que desestrutura a história colonial da região”, disse Cárdenas. De acordo com o vice-ministro, outros livros serão incluídos, como os do sociólogo Zavaleta Mercado, “que inspiraram a revolução de 52”.

O livro do historiador, escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano foi publicado em 1971. A obra analisa a história da América Latina desde a colonização européia, com crônicas e narrativas do constante saqueio de recursos naturais da região, divididas em duas partes: “A pobreza do homem como resultado da riqueza da terra” e “O desenvolvimento é uma viagem com mais náufragos que navegantes”. (Texto Completo)

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