Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 24 setembro, 2010

LERO-LERO, SOM URBANO DE LUÍSA MAITA

Luísa Maita vem sendo recebida com críticas positivas no Brasil e no exterior por suas músicas que têm como maior inspiração a cidade de São Paulo. Nos seus versos, ela vai decifrando bairros e personagens, utilizando-se de códigos que traduzem realidades específicas e ajudam a lançar um novo olhar sobre contextos diversos.

Todo esse engajamento social é revestido por um som suave, original, regado por uma quase imperceptível sensualidade urbana!

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VEJA COMO A EXTREMA-DIREITA AGE NO BRASIL; VÍDEO DO PSDB É ASQUEROSO E MOSTRA COMO CRIAR O LULISMO

Ciro Gomes já disse que se José Serra está na disputa é certeza de baixaria.

Veja esse vídeo que mostra bem a cara da extrema-direita no Brasil. É o mesmo estilo da extrema-direita norte-americana. Para defender interesses privados, aterrorizam a população com o discurso do medo.

O vídeo é bastante didático porque mostra como a extrema-direita (PSDB/DEM) construíram o lulismo.

Ele mostra como esses partidos, aliado à velha mídia, destroem a representação partidária e a democracia ao reafirmarem o personalismo de Lula. No vídeo, Lula é o salvador.

O lulismo só foi construído com a negação e ataques sistemáticos ao Partido dos Trabalhadores.

O vídeo é didático também porque mostra como pensa o PSDB/DEM.

Para eles, o presidente é um funcionário que deve pedir emprego a um executivo da extrema-direita. O presidente não é eleito pelo povo.

Não há democracia na escolha do presidente, mas uma entrevista de emprego.  A elite brasileira do PSDB/DEM quer um empregado na presidência. E Serra é o melhor empregado!

Prepare o estômago e assista a mais essa obra de José Serra:

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MODELO DE TRATAMENTO MENTAL IMPLANTADO PÓS REFORMA PSIQUIÁTRICA É QUESTIONADO

Edward Munch, O Grito

Da Agência Educação Política

Em 2001, a aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/2001) iniciou um novo processo no atendimento dos portadores de transtorno mental no Brasil. A Reforma Psiquiátrica defendia, principalmente, entre outras coisas, a desativação dos leitos nos hospitais e a adoção de novas práticas de tratamento mental que tivessem como objetivo principal a reinserção do paciente na sociedade. Pela nova lei, deveriam ser abertas vagas em hospitais gerais, onde os pacientes só seriam internados em momentos de crise por curtos períodos de tempo.

A história dos transtornos mentais sempre girou em torno da exclusão da loucura, do seu isolamento, da sua mistificação, da falta de conhecimento adequado e de tratamentos autoritários que não entendiam o transtorno mental em toda sua complexidade e manifestação. Foram séculos de exclusão, maus-tratos e, ainda hoje, entende-se o doente mental de forma estereotipada e superficial.

Diversos avanços já aconteceram no mundo e, principalmente, no Brasil, no que diz respeito ao tratamento mental. Muitos hospitais e serviços de saúde  já desativaram grande parte das alas hospitalares e hoje adotam um tratamento muito mais humano e eficaz, baseado no trabalho e também em atividades artísticas que fazem com que o paciente se ocupe com as atividades do corpo, que desafogam um pouco as inquietações da mente, e se reencontre no movimento criador e revelador de uma obra de arte.

Esse modelo menos autoritário, mais humano e social de tratar a doença mental, tem se mostrado eficaz e muitos pacientes conseguem revelar-se, de certa forma, a si mesmo e voltam a viver com a família ou constróem sua própria família. Além disso, a Lei da Reforma Psiquiátrica impediu a banalização das internações que até então existia. Por qualquer coisa, o indivíduo já era submetido a uma internação sem que necessariamente precisasse ficar internado.

A Reforma já foi, por todas essas razões, um grande passo na luta pela humanização do tratamento da doença mental, no entanto, ainda há muito a ser feito e algumas críticas começam a aparecer em relação a esse novo modelo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) critica que o fechamento dos leitos em hospitais psiquiátricos não foi proporcional à oferta de tratamento na rede substitutiva – o que deixou centenas de pacientes desamparados.

O importante é tentar resolver os problemas apontados dentro da realidade já conquistada, sem que para isso seja preciso voltar ao modelo antigo de tratamento, baseado em internações e procedimentos autoritários. Isso seria um grande retrocesso na história da loucura e das lutas do movimento antimanicomial, uma volta a um passado de sombra, distante da legítima experiência do desatino, essencialmente plural e livre!

Reforma Psiquiátrica propõe reinserção de pacientes na sociedade
Portal Vermelho
Por Mariana Viel

Em todo o Brasil cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Calcula-se que 6% deste total tenha transtornos mentais bem estabelecidos e 3% tenha transtornos mentais graves e persistentes. Segundo a Associação de Psiquiatria as doenças mais comuns dessa área estão relacionadas à depressão, ansiedade e aos transtornos de ajustamentos.

Os distúrbios mentais ou comportamentais também atingem mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 60% dos países desenvolvem políticas públicas específicas para o tratamento desses transtornos. (Texto Completo).

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