Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 25 setembro, 2010

INTELECTUAIS PARTICIPAM DE ABAIXO-ASSINADO CONTRA A PARTIDARIZAÇÃO DA VELHA MÍDIA

Democracia na mídia já! Em defesa do povo brasileiro...

Da Agência Educação Política

Artistas e intelectuais se mobilizam pela democracia e pelo povo e mostram como defender essa causa é importante e urgente para que o futuro seja de liberdade e oportunidades, duas palavras que combinam com desenvolvimento e não com retrocesso.

Esse abaixo-assinado é o grito de toda uma nação que começa a viver. Ele representa um rompimento de divisões históricas como a da casa grande e da senzala, além de uma existência plena e forte da liberdade de expressão. É a voz de quem não vai se deixar calar novamente!

Segue o texto do abaixo-assinado com algumas das assinaturas:

À NAÇÃO

Em uma democracia nenhum poder é soberano.
Soberano é o povo.
É esse povo – o povo brasileiro – que irá expressar sua vontade soberana no próximo dia 3 de outubro, elegendo seu novo Presidente e 27 Governadores, renovando toda a Câmara de Deputados, Assembléias Legislativas e dois terços do Senado Federal.
Antevendo um desastre eleitoral, setores da oposição têm buscado minimizar sua derrota, desqualificando a vitória que se anuncia dos candidatos da coalizão Para o Brasil Seguir Mudando, encabeçada por Dilma Rousseff.
Em suas manifestações ecoam as campanhas dos anos 50 contra Getúlio Vargas e os argumentos que prepararam o Golpe de 1964. Não faltam críticas ao “populismo”, aos movimentos sociais, que apresentam como “aparelhados pelo Estado”, ou à ameaça de uma “República Sindicalista”, tantas vezes repetida em décadas passadas para justificar aventuras autoritárias.
O Presidente Lula e seu Governo beneficiam-se de ampla aprovação da sociedade brasileira. Inconformados com esse apoio, uma minoria com acesso aos meios, busca desqualificar esse povo, apresentando-o como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.
Desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.
O manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.
Em nome da liberdade de imprensa querem suprimir a liberdade de expressão.
A imprensa pode criticar, mas não quer ser criticada.
É profundamente anti-democrático – totalitário mesmo – caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa.
Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo.
Mesmo quando acusaram sem provas.
Ou quando enxovalharam homens e mulheres sem oferecer-lhes direito de resposta.
Ou, ainda, quando invadiram a privacidade e a família do próprio Presidente da República.
A oposição está colhendo o que plantou nestes últimos anos.
Sua inconformidade com o êxito do Governo Lula, levou-a à perplexidade. Sua incapacidade de oferecer à sociedade brasileira um projeto alternativo de Nação, confinou-a no gueto de um conservadorismo ressentido e arrogante.
O Brasil passou por uma grande transformação.
Retomou o crescimento. Distribuiu renda. Conseguiu combinar esses dois processos com a estabilidade macroeconômica e com a redução da vulnerabilidade externa. E – o que é mais importante – fez tudo isso com expansão da democracia e com uma presença soberana no mundo.
Ninguém nos afastará desse caminho.
Viva o povo brasileiro.

Leonardo Boff
Maria Conceição Tavares
Oscar Niemeyer
Marilena Chaui
José Luis Fiori
Emir Sader
Theotonio dos Santos
Fernando Morais
Nilcea Freire
Laura Tavares
Walnice Galvão
Eric Nepomuceno
Martha Vianna
Felipe Nepomuceno
Pablo Gentili
Florencia Stubrin
Flavio Aguiar
Renato Guimarães
Ivana Bentes
Vera Niemeyer
Giuseppe Cocco
Sergio Amadeu
Hugo Carvana
Martha Alencar
Carlos Alberto Almeida
Luiz Alberto Gomez de Souza
Ingrid Sarti
Gaudêncio Frigotto
Isa Jinkings
Leila Jinkings
Sidnei Liberal
Sueli Rolnikaixo
Celio Turino
José Gondin
Lejeune Mirhan

Para assinar o abaixo-assinado clique aqui

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EM OPORTUNO ARTIGO, LEONARDO BOFF DIZ TUDO QUE VAI PELA EXISTÊNCIA OCA DA VELHA MÍDIA BRASILEIRA

"O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos?"

Da Agência Educação Política

O grande nome da Teologia da Libertação demonstra, como não poderia deixar de sê-lo, haja vista sua lucidez e clareza de pensamento, as razões que explicam o compartamento vergonhoso e partidário da mídia comercial do Brasil, como ele chama no texto, diante do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff.

Boff revela no texto como as famílias ilustres que controlam a comunicação no nosso país nunca se conciliaram com o povo ao longo da história, pelo contrário, sempre estereotiparam o legítimo cidadão brasileiro, sempre sentiram vergonha de sua liberdade e força, sempre o exploraram assentados sobre o capital e nunca suportaram ver um presidente de origem popular no cargo que eles sempre almejaram para alguém da elite, algum intelectual brilhante, cidadão do mundo, alguém assim como eles. Grande pretensão para um grupo que sempre se sentiu pequeno diante do mundo e que não passa de um conjunto de “conservadores alienados, antiprogresssitas, antinacionais e não contemporâneos”, como fala Boff citando o historiador José Honório Rodrigues.

Além dessa concepção histórico-social que ajuda a entender um pouco essa separação entre as elites e o povo, Boff percebe que o discurso da imprensa alegando estar sendo tolhida pelo presidente Lula em sua liberdade de imprensa é totalmente despropositado e fora de contexto. Diz ele sobre a velha mídia, “Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta”.

E obviamente, Boff não deixa de lembrar que por trás de toda essa guerra muda que a mídia tem travado com o presidente Lula e contra Dilma Rousseff há o medo do povo que pensa, do povo que começa a ganhar importância, que cresce cada vez mais no governo Lula. No fundo, Lula alterou aquela velha estratificação da sociedade, rompeu os limites da luta de classe e conseguiu chegar lá no alto. A atual visão de cima, de fato, deve ser muito ofuscante e dolorida para quem acha que aquele lugar de cima pertence a eles, a ninguém mais! Mas essa é a democracia e, na democracia, a força vem do povo, daqueles a quem a mídia conservadora sempre insistiu em calar!

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff
Adital – Notícias da América Latina e Caribe

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição. (Texto Completo)

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