Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: outubro 2010

A MISSÃO DAS FOLHAS, RUY BELO

Ruy Belo

Da Agência Educação Política

Os poucos versos que seguem são do poeta português Ruy Belo e considerados por muitos críticos como a chave-interpretativa para toda sua extensa obra.

Basicamente, nesta poesia, Ruy Belo coloca em questão o par visível/invisível que pode ser estendido para uma associação homem/Deus, voz/silêncio, papel/poesia.

As folhas definem o vento, ou seja, o vento, elemento que não pode ser visto, passa a existir, é definido pela folha, esta sim elemento material, capaz de ser visto e tocado. A matéria define o espírito.

Da mesma forma, Deus é definido apenas pelo homem. De entidade invisível, ele passa a existir de forma concreta na crença humana. O silêncio, igualmente abstrato, ganha forma na voz do poeta. A poesia totalmente imaterial, metafórica e inteligível, faz-se notada, vista, ganha formas e sentidos na superfície de papel.

Os temas do visível e do invisível são recorrentes na obra poética de Ruy Belo, perpassada por um forte tom de religiosidade e por uma permanência do divino por meio da figura do espírito, do inteligível, traduzido por uma espécie de sopro.

A poesia de Ruy Belo também é a poesia da alteridade, da relação com o outro, que pode ou não ser visto. Essa relação com o outro está presente nestes versos aqui colocados na forma da relação entre a folha e o vento. Desenham-se sucessivos pares de equivalências em versos de uma beleza singular que dizem muito, quando dizem pouco!

Folhas/ a guardar o eterno / a dizer o que amas/ a traduzir o belo

 

A MISSÃO DAS FOLHAS

Naquela tarde quebrada
contra o meu ouvido atento
eu soube que a missão das folhas
é definir o vento

 

 

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EU QUE SE REALIZA NA OBRA: EXPOSIÇÃO DE IBERÊ CAMARGO DEIXA VER ARTISTA POR TRÁS DA TELA

Carreteis, 1959

Da Agência Educação Política

A exposição Iberê Camargo, Os Meandros da Memória, em cartaz na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, até o dia 3 de abril de 2011, tem algumas peculiaridades que fazem dela especial. A começar pela sensibilidade de seu curador, o filósofo, sociólogo e diretor da Associação Internacional dos Críticos de Arte, Jacques Leenhardt. Jacques decidiu fazer das lembranças de Iberê Camargo o grande fio condutor das 52 obras selecionadas para a exposição.

Na mais perfeita associação entre a obra de arte e o ser do artista, entre memória e criação, entre imaginação e realização, Iberê traduziu a sua vida, deixando cair um pouco o peso de seu passado, bem como os fantasmas de algumas lembranças, em cada uma de suas obras plásticas.

O movimento realizado pelo pintor gaúcho ao fazer da sua obra uma espécie de canal por onde escoava parte do que ia em sua própria alma, pode ser relacionado com o que diz o filósofo francês Gaston Bachelard ao relacionar alma e poesia. “O objeto poético, devidamente dinamizado por um nome cheio de ecos, será, a nosso ver, um bom condutor do psiquismo imaginante” (BACHELARD, 1990).

Gasômetro, 1942

Parafraseando Bachelard, a obra plástica, sem dúvida alguma, parece ser uma boa condutora do psiquismo imaginante de Iberê. A exposição na Fundação Iberê Camargo percebeu isso e optou mais pelos desenhos e gravuras do que pelas pinturas do artista gaúcho, justamente pelo fato de que os desenhos e gravuras parecem revelar mais o eu do artista e trazem uma visão total da obra que não se vê nas pinturas, segundo o curador Jacques.

Modelo e Manequim, 1986

Como imagens recorrentes na obra de Iberê Camargo, na exposição também pode ser notada a presença constante dos carretéis que, de claramente percebidos, passam a protagonizar uma existência mais velada que depois se converte em imagens de ciclistas e equilibristas. Sobre essa constante em sua obra que os críticos não sabem claramente de onde vem, Iberê declarou certa vez: “Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza”.

Nesta frase em que o pintor gaúcho deixar ver um pouco de si mesmo, fica claro um outro talento do artista: o de pintar belas cenas por meio do uso exato e limpo da palavra. Em vários escritos de Iberê, fica evidente todo seu talento literário que estabelece um diálogo poético com as gravuras, desenhos e telas. Quem tiver o prazer de visitar a exposição será presenteado com trechos de intensa e rara sensibilidade, como o seguinte:
“Na memória, o antigo permanece. No passar vertiginoso do tempo, o instante quer ficar. O pintor é o mágico que imobiliza o tempo”.

Sem título, 1966

Quando: até 3 de abril de 2011
Horários: terça a domingo, das 12h às 19h; quinta, das 12h às 21h
Onde: Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre
Entrada Franca
Mais informações: http://www.iberecamargo.org.br

Vi no site da Revista Cult

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LEITOR MOSTRA POR QUE DOMINGO SERÁ UM BOMDILMA PARA COLOCAR A BAIXARIA TUCANA NO SEU DEVIDO LUGAR

Domingo será um BomDilma!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Esses entreguistas, estão agora ainda mais desesperados com a derrota iminente nas urnas, estão vendo seus sonhos de poder e de entregar as reservas do pré-sal ao multicapital mercador do óleo se desfazerem, e as novas e imensas descobertas de jazidas pela Petrobrás só os deixam ainda mais insanos.

A sanha de poder os faz agirem como hoje, quando mais uma das inúmeras baixarias foi perpetrada, segundo o noticiário:
“A distribuição de um panfleto apócrifo, intitulado “Lula chora derrota de Dilma – soldado nazista protege palácio”, virou caso de polícia ontem em São Paulo. Indignada com o que considerou uma ofensa ao presidente Lula, a advogada Tânia Machado Candia, de 51 anos, ligou para o 190.

“O que me chamou a atenção foi a palavra nazista”, anotou Tânia, que diz não ter filiação partidária. “Me senti agredida, desprotegida como cidadã.”

Um criminalista, ferrenho defensor da candidatura de José Serra, promete retomar hoje a distribuição dos panfletos.”

Mas Domingo será com certeza um BomDilma para darmos o troco a essa gente, pois quem compara ponto por ponto, vota Dilma:

É Dilma X Serra.

É avanço X retrocesso.

É Lula X FHC.

É Petrobras X PetrobraX.

É Luz para todos X Apagão.

É emprego X desemprego.

É Reuni e ProUni X Universidade só para os ricos.

É SAMU-192 X Sanguessugas do Serra.

É rede de escolas técnicas X nada.

É Brasil soberano x dependência ao FMI.

É aumento salarial dos professores X pauladas do Serra.

É pedágio de R$ 1,00 X pedágios de quase R$ 20,00.

É aposentadoria em meia-hora X FHC chamando aposentados de vagabundos.

É a CGU X a Dª Anadir que achava nada.

É a Polícia Federal Republicana X a que não investigava aliados no governo passado.

É o Procurador Geral da República independente X o engavetador-mór.

É a 8ª economia do mundo (recuperada no governo Lula) x 13ª (no governo FHC).

É o amor ao próximo X abandono dos mais carentes.

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VÍDEOS: UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA E O ELO COM A CAMPANHA DE LULA EM 1989

A baixaria da campanha de José Serra, com acusações hipócritas, visto que acusa o outro de suas próprias práticas, fez renascer a Campanha de 1989, quando Lula também foi agredido de forma mais torpe possível.

A agressividade da campanha de Serra fez surgir uma mobilização nacional de artistas, intelectuais, trabalhadores e movimentos sociais.

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SOU CAPITALISTA, MAS NÃO SOU IDIOTA

Microconto – Ficção

Estou farto de farsantes. Eu sou capitalista, mas não sou idiota. Sim, acham que me iludo com essas assombrações do passado, com um medo infinito de um comunismo cego e autoritário como na China, onde os amigos do rei se tornam capitalistas. Sou um capitalista, mas não temo pela democracia.

Não me venham com fantasmas fascistas, nazistas, integralistas, monarquistas e outras tradições obscurantistas. Esse é o capitalismo dos fracos, dos avaros, dos pobres de espírito dos pequenos intelectos, dos medrosos. Capitalismo é liberdade, não terrorismo ideológico, retrógrado, enrustido.

É certo que não sou um grande capitalista, apenas uma média empresa, alguns imóveis, mas não me sinto no mesmo barco de banqueiros, grandes empreiteiros, grandes empresários. Tenho meus interesses e esses interesses não são os mesmos dos que querem definir seus negócios pela política, pelas mamas governamentais. Esses são os falsos capitalistas, os sugadores do Estado.

Meus negócios não são licitações, mas consumo, consumo de um povo e meu negócio precisa de um povo, de pessoas capazes de comprar o que distribuo. Preciso de salário e preciso de uma grande massa de consumidores, de pessoas que tenham casas, comida e algum dinheiro para comprar meus produtos.

Gosto de viver bem e de ter liberdade, liberdade de sonhar um empreendimento, não liberdade de ser submetido a fantasias da ultra-direita, que pensa apenas em diminuir os impostos dos mais ricos e taxar os pequenos empresários, dos que impedem todos os avanços de uma relação tributária mais justa e que permita que pequenos empresários possam ser mais competitivos.

Quero um país que possa taxar as grandes fortunas e diminuir os impostos de materiais importantes para alimentação, educação e saúde.  Por isso, não me venham falar de comunismo, estou farto. Aqui no Brasil nada tem o nome certo, os de nome de social-democrata são de extrema-direita, os de nome de trabalhador são social-democratas. Acertem os ponteiros, acertem os referentes, liguem o nome à coisa e não o nome à fantasia da coisa. Vamos dar o nome aos bois, aos fascistas, aos capitalistas, aos trabalhadores, vamos dar nome de mercado ao mercado, de capital ao capital, de imposto ao imposto.

Estou farto de tantos signos que não morrem, que renascem para ser meu representante sem ter voto algum, apareçam, surjam na sua cara mais feia e suja, mostrem a sua miséria, a sua dor. Não me representem. Estou farto. Já não bastaram as torturas, as mortes, o sangue interminável dos anos da ditadura.  Estou farto dos delinquentes que querem me representar e defender o meu dinheiro. Sei… Querem é manter o apartheid a ferro e fogo. Não preciso de vocês. Estou farto de farsantes.

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BLOGOSFERA DEMOCRÁTICA E DIFUSORA DA VERDADE X VELHA MÍDIA PANFLETÁRIA E ANTI-JORNALÍSTICA

Watergate tinha Bob Woodward e Carl Bernstein, GloboGate tem a Blogosfera...

Da Agência Educação Política

Vale a pena ler o texto escrito por Antonio Martins no site Outras Palavras, o primeiro do Dossiê GloboGate.  O texto, além de bem escrito e lúcido, faz uma análise dos recentes fatos que marcaram o descontrole a que chegou a velha mídia brasileira diante da possibilidade cada vez mais real e próxima de uma mulher, sucessora de Lula, chegar à presidência da república e dar continuidade ao projeto de inclusão social e erradicação da pobreza, duas coisas que há séculos incomoda os detentores do poder.

O texto mostra que dois episódios – a manipulação explícita e irresponsável de imagens na ocasião da farsa da agressão à Serra e o episódio em que vazaram os depoimentos dados pelo jornalista Amaury Ribeiro, envolvido na quebra de sigilo de Verônica Serra, mostrando que o existia de fato era nada mais nada menos do que uma briga interna no PSDB – são claros exemplos de como a velha mídia que usa e abusa de uma concessão pública jamais pensa no interesse público ao transmitir uma informação.

No último caso aqui citado, a situação foi ainda pior, já que ficou provado que a Globo teve acesso a toda entrevista concedida por Amaury e escondeu do público dados extremamentes relevantes para decidir o futuro do país, mostrando apenas coisas sem a menor importância. De fato, a Globo, do alto de todo seu poder e influência sobre o Brasil, fez do jornalismo uma mera bolinha de papel.

Como propõe o autor do texto, essas acusações e farsas praticadas pela Rede Globo precisam ser investigadas a fundo depois que terminarem as eleições, pois ainda deve existir muita sujeita escondida debaixo do tapete. E quando toda essa sujeira vir à tona o escândalo da maior rede de televisão do país pode entrar para a história como GloboGate.

O nome se faz bastante apropriado não só por ser uma espécie de eco histórico em razão do escândalo ocorrido nos Estados Unidos, como também pela relação que os dois jovens jornalistas norte-americanos da época, que investigaram a fundo o caso e conseguiram derrubar um presidente da república, estabelecem com a blogosfera brasileira.

Essa rede informal e independente, ao contrário da velha mídia conservadora e manipuladora, de fato busca a verdade dos fatos e existe à serviço do Brasil, da opoinião pública e do povo brasileiro. É nas páginas e nas letras de milhares de blogueiros espalhados por todo o Brasil que ainda respira o verdadeiro jornalismo e que pode, por que não, a exemplo do que fizeram os jornalistas norte-americanos em Watergate, não digo derrubar um império de comunicação, mas, com certeza, exigir e fazer valer a democratização da informação!!

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Bola do PSDB. Cada vez mais murcha.

Da Agência Educação Política

Os tucanos de fato parecem não ter limites. Não bastasse a tomografia depois da bolinha de papel e a manipulação explícita da realidade visando influenciar a opinião pública, agora alguns setores do PSDB decidiram envolver o nome da senadora Marina Silva em ações de apoio à candidatura de José Serra.

Foi criado um endereço de email falso (marina@pv.gov.br) usado para disparar mensagens que supostamente seriam de Marina contendo declarações de apoio a Serra no segundo turno das eleições. Além disso, um post publicado na página da campanha de Serra na internet trazia declarações distorcidas dadas por ela durante a campanha do primeiro turno que também apontavam um apoio à candidatura mais baixo nível da história.

Os tucanos mostraram que além de não respeitar o eleitor, eles também não respeitam uma candidata que recebeu expressiva votação no primeiro turno, usando seu nome e suas opiniões da maneira como bem entendem. É o vale-tudo eleitoral, como bem disse Marina Silva a respeito do nível a que chegou a campanha tucana.

Nunca vi tanto desespero para ser presidente da república. Já está virando neurose obsessiva. Aí sim, caso de tomografia computadorizada e minucioso exame mental.

Marina Silva critica eleitores do PSDB por campanha falsa
Rede Brasil Atual
Por Fábio M. Michel

São Paulo – A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou duramente, nesta quinta-feira (28), os setores do PSDB que promoveram iniciativas fraudulentas de envolvê-la em ações de apoio à candidatura de José Serra.

“Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral”, advertiu Marina ao tomar conhecimento de um endereço de e-mail falso (marina@pv.gov.br) e de um post do blog Eu Vou de Serra 45 que manipula declarações dadas por ela durante a campanha do primeiro turno.

“Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos”, declarou a ex-candidata do PV. (Texto Completo)

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OFF BIENAL REÚNE OBRAS DE 62 ARTISTAS ENTRE PINTURAS, ESCULTURAS, FOTOGRAFIAS E INSTALAÇÕES

Da Agência Educação Política

A Off Bienal foi criada em 1996 pelo crítico de arte Carlos von Schmidt acreditando na ideia de que aqueles artistas que, por um motivo ou outro, não tiveram seus trabalhos expostos na Bienal de Arte também mereciam um lugar de destaque para suas obras e para revelar seu potencial igualmente criativo e esteticamente inovador. De lá pra cá, cerca de 150 artistas já tiveram seus trabalhos expostos no espaço da Off Bienal.

Este ano, a mostra está na sua 4ª edição e reúne diversas manifestações artísticas (pinturas, fotografias, esculturas, instalações) de 62 artistas que ficaram de fora da 29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

"Boquinhas de salvador Dali", obra da artista Cris Campana que será exibida na Off Bienal

A Off Bienal traz uma proposta interessante ao reservar um espaço para aqueles que a priori não teriam um espaço e, em consequência disso, propiciar que o público conheça obras de arte que, não fosse essa iniciativa, permaneceriam sem ser vistas, pelo menos, nos circuitos mais conhecidos aqui do Brasil.

Conserva-se com isso o espírito da arte: inclusivo e diverso! Ninguém fica de fora e a diversidade é a voz que fala mais alto! Muito bom que seja assim!

Aviso aos navegantes:
OFF BIENAL 4
De 27 de outubro a 27 de novembro
Entrada Franca
Segunda a sexta das 11h às 20h. Sábados das 11h às 15h
Galeria de Arte Cidade Jardim
Avenida dos Tajurás, 236 (continuação da Av. Cidade Jardim) – Cidade Jardim – São Paulo
Informações: (11) 2359-1402

Vi no Terra Magazine

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NOS LIMITES DO PROSAICO, NA ARTE DO COTIDIANO

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Em que canoa embarcar?

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

DE BANCO DO BRASIL EU ENTENDO UM POUCO

Por Raimundo Wilson S. D. Morais(*)

Abram aspas. Antes da chuva de pedras, que fique bem claro: nunca pertenci à classe rica, e pobre não fui. Consegui cursar duas excelentes faculdades (públicas, é claro!), onde só entravam os bafejados pela sorte: ou tiveram formação escolar em ótimas escolas públicas (garanto a vocês que existia); ou vieram de famílias que podiam sustentar boas escolas particulares e dois ou três anos nos famigerados cursinhos pré-vestibular; ou, ainda, trabalhavam em regime de seis horas diárias (também não é piada, eu juro que isso existiu!). Os cursos preferidos pela elite exigiam horário integral: Medicina e Engenharia, nem pensar! Havia, como sempre houve, um limite entre o ideal do sonho e o real do pesadelo. Alguns “sortudos” transpunham esse limite.

Continuem entre aspas. Estudei em bons colégios (particulares e públicos), podia pagar cursinho e trabalhava no Banco do Brasil, uma empresa que só admitia funcionários por concurso público e respeitava o expediente legal de 6 horas diárias de trabalho (perdoem-me, leitores incrédulos, no século XX ainda sobrevivia esse respeito). Consegui cursar a Universidade de São Paulo, em uma época de intensa resistência à repressão dos militares. Ao mesmo tempo, eu fazia parte de uma empresa com um quadro funcional de grande competência, onde a regra (com as exceções, é claro!) era trabalhar para o Brasil e não para um governo.

Prossigam entre aspas. Tudo o que aprendi de importante em minha vida partiu de duas fontes: à Universidade de São Paulo eu devo a teoria e ao Banco do Brasil eu devo a prática. Na USP e no BB foram recrutadas “cabeças pensantes” que ajudaram a sustentar tanto a ditadura militar de ontem quanto a democracia que temos hoje. Que ninguém se iluda: dessas duas instituições foram convocados tanto os cérebros do mal (qualquer que seja a posição ideológica adotada) quanto os do bem! Basta olhar a História e seus atores nos últimos 50 anos. Por causa dessas condições que emolduravam minha formação num meio elitista, Lula nunca seria o presidente de meus sonhos. Sempre acreditei que o cargo mais alto do País jamais deveria ser exercido por militar da ativa ou por civil sem formação universitária. Que soubesse pelo menos se expressar com elegância na língua pátria! Tive que jogar fora meu sonho, é claro!

Preparem-se para fechar aspas. No ano de 1989, Lula não era o ideal sonhado, mas o pesadelo real emergia de modo truculento, no cérebro de um tal de Dom Fernando I, o Caçador. Dele se afirmava ser um colorido pavão, espécime rara que surgiu do nada, ou melhor, foi criado num cinescópio que soltava um som irritante: plim-plim!. Não havia tempo a perder: filiei-me ao Partido dos Trabalhadores. Deposto Fernando I, veio o reinado de Fernando II, o Vaidoso. Dele diziam ser mais um pavão, criado com boa alimentação importada; aparecia em preto e branco, pregava a favor da amnésia (para os outros), e foi feito de encomenda para que o Brasil esquecesse todas as suas cores, doadas para estrangeiros. Ah, sim, esqueçam o que escrevi: no ano de 2010, Dilma não era a candidatura que eu queria no PT. Mas foi a escolhida pelo Partido. É o que basta para ter meu apoio. Aprendemos muito nesses anos, diria o poeta. E tenho horror a pesadelos, caçadores, esquecimentos, estradas com pedágio, corrupção, subidas e descidas de serra. Fechem comas.

Tomei posse no Banco do Brasil em plena ditadura, numa cidade do interior do Piauí, para onde foram transferidos alguns funcionários punidos pelo regime militar. Era tradição do BB dar posse a novos funcionários (salvo algumas exceções de bom apadrinhamento) em lugares distantes, antecipando uma política que os militares apelidariam de “Integrar para não entregar” e que foi lema do Projeto Rondon. Se a intenção de alguns militares era fazer do Projeto Rondon uma espécie de lavagem cerebral na juventude, o resultado foi exatamente o contrário. Havia um ponto muito positivo naquela política: criava-se um quadro de soldados que conheciam muito bem as áreas de combate. Só que esses soldados não estavam nos quartéis, mas nas escolas.

Como se sabe, generais são poucos, e dificilmente morrem em combate. Já os soldados rasos são milhares, e só por sucessivos golpes da sorte (e outros golpes) chegam ao generalato. Os recrutas vivem e aprendem no teatro da guerra, pela simples razão de estarem em pé, na frente, enquanto os generais estão atrás, deitados em berço esplêndido. Ao alocar funcionários recém-empossados e funcionários “subversivos” na mesma cidade do interior do Piauí (e de outros estados), o BB aproximou a gasolina da fagulha. Num repente, começaram a nascer sindicatos em lugares “nunca dantes imaginados na História deste país”.

Os leitores já devem ter percebido que, entre comas e mais comas, prestei uma homenagem. A região em que trabalhei, no Piauí, seria a escolhida por Lula, muitos anos depois, para dar início ao combate à miséria. O quadro funcional do Banco do Brasil do meu tempo não existe mais, mas o BB está de volta ao cenário, abarrotado de recursos, como parceiro importante de um governo que tirou da fome e da miséria cerca de 30 milhões de irmãos nossos, cujo defeito maior era a pobreza que não lhes permitiu dar sequer um passo à frente. Em 2010, o perigo está de volta: a privatização do BB, da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal não significa apenas o sonho tucano de “fazer caixa” rapidamente: é o pesadelo real da volta da miséria e da exclusão dos “azarados”. Saiba mais

A POESIA DE VINICIUS DE MORAES E O VIOLÃO DE BADEN POWELL EM UM MESMO CANTAR DE VIVER

O Documentário sobre Vinicius de Moraes, para quem quiser provar de sua emoção!

Neste trecho, que faz parte do emocionado e belo documentário Vinicius, de Miguel Faria Jr., que conta a vida, os amores, a música e toda intensidade do grande compositor da Bossa Nova, mestre da música popular brasileira, fica evidente o clima de alegria, de paixão e de descontração que marcou a vida do ‘poetinha’ quando ele e um grupo de amigos cantam ‘Canto de Ossanha’.

Faz bem impregnar-se desse ritmo, dessa vida que pede pra ser vivida! Desse Vinicius eterno nos nossos dias…

Canto de Ossanha
Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell

-“O canto da mais difícil
E mais misteriosa das deusas
Do candomblé baiano
Aquela que sabe tudo
Sobre as ervas
Sobre a alquimia do amor”

Deaaá! Deeerê! Deaaá!

O homem que diz “dou”
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz “vou”
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz “sou”
Não é!
Porque quem é mesmo “é”
Não sou!
O homem que diz “tou”
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!

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Clique na imagem e veja os investimentos públicos realizados na região Nordeste

Da Agência Educação Política

Desconstruindo o preconceito que parte da elite do sul e do sudeste tem em relação ao nordeste por atribuir à região uma espécie de preferência alienada pelo presidente Lula e agora pela candidata Dilma Rousseff em razão de programas de transferência de renda como o Bolsa Família, a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco, em entrevista concedida à revista Carta Capital, mostra que a alta popularidade do governo petista na região nordeste não se dá única e exclusivamente em razão do bolsa família, mas também e, principalmente, pelas diversas melhorias sentidas na região em áreas como o comércio varejista, por exemplo, que atraiu investimentos diversos para a região.

A presença de um braço da Petrobrás na região nordeste também é apontado como fator responsável por dinamizar e alavancar o crescimento da região, sem falar na ampliação dos investimentos em infraestrutura promovidos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que contribuem e muito para o desenvolvimento social e econômico do nordeste.

O fato é que o que existe no nordeste, ao contrário do que muitos gostam de falar, não é apenas um programa assistencialista de transferência de renda que ‘compra’ os votos dos nordestinos por meio de uma ilusão temporária. Essa é a base do preconceito vendido pela elite do sul e sudeste. Não é difícil escutar: “No nordeste todos votam no Lula e agora na Dilma só por causa do Bolsa Família, todos pobres que acham que estão mudando de vida”.

Esse discurso carregado de estereótipos e preconceitos que nunca teve fundamento é facilmente desconstruído com uma análise mais pontual que mostra os diversos fatores que têm contribuído para um desenvolvimento sólido e permanente na região nordeste, como a feita pela professora da Universidade Federal de Pernambuco.

A realidade é simples: Lula decidiu olhar para o nordeste, coisa que os tucanos nunca pensaram em fazer. E este olhar não vai ser por eles tão facilmente esquecido. Mérito dele e de Dilma Rousseff que, com certeza, não desviará o olhar…

Desconstrução do preconceito
Carta Capital
Por Mauricio Dias

Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.

Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.

Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.
“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.

O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.
Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”. (Texto Completo)

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SE JOSÉ SERRA GANHAR AS ELEIÇÕES, TOME ESSE REMÉDIO NO DIA SEGUINTE, VAI FAZER BEM

É de marca, não é genérico!

Depois de ter colocado o presidente Lula no seu programa político e de defender os programas de governo de Lula…

Depois de ter usado a questão do aborto na campanha, mesmo tendo praticado em família, segundo ex-aluna de Mônica Serra

Depois de ter acusado sem provas a campanha da Dilma de quebra de sigilo de sua filha… depois que ficou mais do que evidente que a quebra de sigilo foi feita a mando do PSDB de Minas Gerais em parceria com um jornal mineiro…

Depois de ter feito tomografia computadorizada após receber uma bolinha de papel na cabeça…

Depois de tudo isso e da guerra suja da internet, se José Serra ganhar esta eleição, tome esse remédio da foto, Hipocrisil.

É de marca e deve  curar a ressaca da solução falsa.

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CORDEL DA GLOBOMENTE E DA BOLINHA DE PAPEL

Novo logotipo da Globomente. Vi no Conversa Afiada

O caso globomente
que ao Brasil se revelou
aparece como debate
entre mídia e sociedade.
Lutar pela verdade do fato
faz parte da democracia em ato,
construtora do sonho que não acabou.

Não mais respeitam a realidade,
os fatos viram brinquedo
e tudo para convencer a sociedade
de que PT é com violência e sem piedade.
Como caem na sua própria ilusão!
Fazem de tudo pra ganhar uma eleição,
e informação acaba em sujo enredo.

Toda essa dramatização barata
é apenas mais um símbolo
de que a velha mídia não para.
Ela mente de alma lavada
e esquece o jornalismo
em nome do partidarismo
do candidato que virou seu ídolo.

Globomente está em desespero
é um império com medo de cair do céu,
tem medo do pobre lhe tomar o emprego,
escolhe a covardia dos que têm medo.
E assim vai se escrevendo esta crônica
que por não estar tão boa nem irônica
dela pode ser feita uma bolinha de papel.

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"Mentira é feito pena de tucano. Depois que espalha fica difícil juntar!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Alessandra Luiza de Almeida Pinho

Engraçado que eu me lembrei deste caso (PREDESTINADO: PRESIDENTE DO PSDB, SÉRGIO GUERRA, QUER TRANSFORMAR A ELEIÇÃO NUMA GUERRA CIVIL) hoje, antes do Educação Política postar esta matéria. Até procurei o vídeo do Arthur Virgílio “Micky Tyson” no youtube. Achei, mas não abriu. Foi ótimo o blog comentar aqui no seu espaço, do qual sou leitora assídua.

Uma vergonha completa essa campanha dos Tucanos. Um show de palhaçada e deboche com o povo brasileiro.
Quero logo que isso tudo acabe. Eu queria dormir agora e acordar no dia 1/11 ouvindo as comemorações em vitória da Dilma. Mas até lá vamos ter que fazer muito esforço e dieta leve para suportarmos as “náuseas” e aguentarmos o que ainda veremos até o final do dia 31 de outubro, término das apurações.
Aguenta coração!

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HUMOR: CANSEI, DESCULPEM MEUS AMIGOS, MAS VOU VOTAR EM JOSÉ SERRA, DO PSDB

“Desculpem meus amigos,mas vou votar no Serra.”

Imagem ridicularizando o movimento conservador Cansei

Cansei
de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato
demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a
comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei
dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na
universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um
desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e
competir com essa raça.

Cansei dos bares e restaurantes lotados
nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite.
Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza
comprando e desfilando com seus celulares. Cansei dos estacionamentos
sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a
minha empregada. “É uma vergonha!”, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e
cobrar caro.
Desculpem mas Voto no Serra….

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um.
Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega, tem Orkut…Vergonha, vergonha, vergonha…
Cansei

dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim…

Também cansei dessa coisa de biodiesel, petroleo do pré-sal, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou “empreendedor” no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser
utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,  SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha, Estadão, etc.). A coitada da “Veja” passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero
investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.”

A única coisa que peço é que defendam seus direitos!! E votem consciente!
(texto anônimo)

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ESTUDANTES SE ORGANIZAM À FAVOR DE DILMA E CONTRA UM PASSADO DE PRIVATIZAÇÃO E SUCATEAMENTO DA EDUCAÇÃO

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Da Agência Educação Política

Os estudantes representados pela UNE (Unição Nacional dos Estudantes) e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) estão unidos e organizados em torno da defesa de um projeto de país inclusivo, de combate à miséria e incentivo à educação representado pelo governo Lula e pela candidata petista à sua sucessão, Dilma Rousseff; e da crítica a um modelo de governo privatista e excludente, representado pelo candidato tucano José Serra.

Os jovens estudantes não querem a volta de um passado neoliberal marcado por privatizações e pelo sucateamento da educação pública. Eles lutam pela continuidade de um Brasil que vem dando certo por valorizar o ser humano, a democracia, a oportunidade de sonhar e lutar por um futuro melhor.

Nunca um governo fez tanto pela educação como o governo Lula. Universidades foram criadas ao lado de um programa de acesso à universidade (ProUni) por jovens que sem ele, com certeza, não estariam tendo essa oportunidade, e os estudantes estão reconhecendo tudo isso.

É muito bom que os jovens estudantes estejam organizados em torno do apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Isso demonstra que além dos artistas e dos intelectuais, os estudantes, ou seja, aqueles que são responsáveis por construir a realidade brasileira no futuro, pensam em construí-la de forma justa, honesta e responsável, inspirados por um projeto de país no qual eles acreditam e querem ver prosperar.

Às vezes, os jovens olham para o mundo e pensam que ele já está pronto, que tudo já está construído. Pensam que já há muitos médicos, engenheiros, professores…Mas, na realidade, nada está pronto. Ainda há muito a ser feito, muita coisa pela qual lutar.

O mundo precisa de mais médicos para curar as doenças do corpo, de mais arquitetos para construir o abrigo do lar, de mais psiquiatras e artistas para curar as doenças da alma. O mundo está por se construir e é muito bom pensar que as pessoas que continuarão a construí-lo estão movidas e inspiradas pelos ideiais democráticos e humanos que estão na base do projeto de governo pelo qual eles já começaram a lutar!

UNE e UBES lançam campanha anti-Serra
Do Portal Vermelho

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançaram uma campanha com objetivo de impedir o retrocesso no país e a volta do projeto neoliberal de privatizações e sucateamento da educação: “Para o sonho não virar pesadelo. Serra Não! Vote Dilma!”
Com convocatória e cartaz que primam pela comparação entre os projetos educacionais de Dilma e FHC, UNE e Ubes lançam campanha em defesa da eleição de Dilma Rousseff. Leia a íntegra do texto de convocação e o cartaz que as entidades distribuem em escolas e universidades por todo o Brasil:

“A característica basilar do movimento estudantil brasileiro é a sua disposição histórica em participar, como protagonista, dos principais debates e decisões nacionais, sem omissões ou negligências com o futuro do Brasil. Se no primeiro turno das eleições, quando UNE e UBES apresentaram ao país o “Projeto UNE Brasil”, havia mais de um candidato com propostas progressistas – entre eles os qualificados Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio – neste momento não há nenhuma dúvida. O avanço para o Brasil é Dilma Rousseff. (Texto Completo).

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BOM DESEMPENHO DE ALUNOS DO PROUNI MOSTRA COMO ESSE TIPO DE PROGRAMA SOCIAL DÁ CERTO
ESCOLA PÚBLICA RESERVA UM TEMPO PARA O APRENDIZADO DA CULTURA POPULAR BRASILEIRA POR MEIO DA TRADIÇÃO ORAL

POPULAR E CLÁSSICO: GAROTA DE IPANEMA EM UMA BELA EXECUÇÃO

Os acordes inesquecíveis da bela composição de Tom Jobim e Vinicius de Moraes com compasso de praia, ritmo de sol, harmonia de mulher e timbre de verão, Garota de Ipanema, em uma bela apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo!

Para ouvir e fazer ouvir!

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PUNKS NO BRASIL: ELES QUERIAM ABRAÇAR A LIBERDADE!

Da Agência Educação Política

O documentário Botinada, de Gastão Moreira é uma ótima opção para quem quer conhecer um pouco mais sobre a origem do movimento punk no Brasil. O documentário, fruto de quatro anos de pesquisa, é muito bem feito. Traz uma grande riqueza de fontes (77 pessoas entrevistadas), além de imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez que contribuem para contextualizar o documentário e preenchê-lo com inúmeras referências artísticas e culturais.

O vídeo conserva um ritmo dinâmico e, muitas vezes, bem humorado, fruto da habilidade do diretor em relacionar as entrevistas e ir tecendo uma verdadeira trilha documental de uma época.

O registro de depoimentos daqueles que estiveram no centro do movimento punk quando este começou a surgir, dizem alguns, em São Paulo, e também daqueles que ajudaram o movimento acontecer, além de depoimentos inusitados e bastante pertinentes, como o de uma das mães dos líderes do movimento punk, formam uma rede de fatos, história, luta política e social e, principalmente, de memória!

Os braços do "A" rompem o círculo, vencem os limites em que estão inseridos e avançam em direção à liberdade!

É gostoso ver como a geração de 82, a principal retratada pelo vídeo, ainda guarda boas lembranças e fala daquela época com risos e brilho nos olhos. Os depoimentos contagiam quem assiste, pois eles passam um sonho que ainda parece viver em cada um dos entrevistados, uma vontade de ser visto, de ser livre, de fazer música e, com certeza, de fazer a revolução. Mesmo que hoje eles façam outra coisa, tenham se distanciado completamente do punk e até da música, o fato é que a experiência que eles viveram em iniciar o movimento punk no Brasil a partir de São Paulo parece ocupar um lugar privilegiado naquele canto da alma que guarda nossas conquistas, nossas lutas, uma ou outra utopia.

Mas, o grande trunfo do vídeo, é justamente fazer conhecer um outro lado do movimento punk que só poderia ser trazido por aqueles que realmente fizeram o punk acontecer no Brasil. Um lado que vai além do cabelo arrepiado, dos olhos pintados, da postura aparentemente esquiva e agressiva, dos coturnos, das roupas pretas cheias de tachas, das tatuagens a perder de vista e da música caracterizada pelo som forte, pela guitarra intensa e explosiva, pelas letras quase sufocadas pelo grito do vocalista.

O vídeo permite ver que o que realmente sufoca a letra não é o grito do vocalista, mas o grito mudo e perverso que sai da desigualdade social. Ele mostra um movimento formado, principalmente, a partir de garotos da periferia, excluídos pelo estado, esquecidos pelas oportunidades, condenados a serem mais um símbolo do eterno desperdício de talentos que marca o Brasil até hoje. E como marca!

O movimento punk, acima de tudo, foi uma reação a essa injustiça, a essa espinhosa desigualdade social. Foi uma luta social, cultural e política por uma efetiva democracia que pudesse ver a todos e existir de fato para todos. O vídeo ajuda a compreender como a mídia destruiu a essência do movimento punk fazendo com que ele fosse visto apenas como símbolo de violência, truculência e agressividade. Quem era punk passou a ser associado a tudo de ruim que a sociedade poderia produzir ou assimilar e, como mais uma praga, passaram a ser evitados, ignorados, espremidos pelos muros do capitalismo e, por fim, apagados.

Um documentário como o de Gastão Moreira ajuda a resgatar a verdade da história e dos fatos, ajuda a curtir um som, voltar em uma época. Ajuda a provar do gosto de um dos ideias mais bonitos que já se criou: o ideal da liberdade, do anarquismo, da mútua comprensão e do amplo respeito pelo outro que conduz à mais harmônica e livre sociedade.

Não há nada mais bonito e foi exatamente por isso que eles lutaram. Com tachas pelo corpo, olhos pintados, cara de mau, som agressivo, mas, talvez, fosse essa apenas mais uma forma ou a única forma de conseguir ser visto, de conseguir ser ouvido, notado nesse mar em que navega a multidão. Os punks queriam existir, queriam que aqueles que sempre os ignoraram tivessem que vê-los, ouvi-los, suportá-los. Assim como o anarquismo, eles queriam quebrar o círculo de barreiras que prende e condiciona os indivíduos, estourar esse círculo e abraçar a liberdade!

Não há barulho mais belo…

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FADO TROPICAL, CHICO BUARQUE E RUY GUERRA

Da Agência Educação Política

As imagens a sucederem-se marcam o caminhar da história.
A letra forte e pura,
a melodia que fere e cura
vão observando o movimento,
imaginando o futuro,
detalhando o tempo.
Marcas de um passado,
olhares de um presente,
o que se quer daqui pra frente?

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Em duas partes do país, especialistas desmontam a farsa que a Globo montou sobre a bolinha de papel. A concessão da Globo precisa ser revista. É preciso uma investigação. No mínimo, a emissora tentou mostrar algo que não existia na imagem, ainda que pudesse ter acontecido em outro momento.

Veja outra desmontagem.

Professor de Jornalismo Gráfico desmascara, quador a quadro, a grande armação pró-Serra do Jornal Nacional


José Antonio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.


Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.


Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.


Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?


E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…


Tudo pode ser digitalizado, menos a  credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…


Veja a sequência abaixo e tente encontrar o rolo de fita voando em direção à cabeça do candidato.













Observe aquela cabeça atrás de Serra…






Cadê o rolo chegando na cabeça de Serra, que deveria estar neste quadro?



Fita mágica atinge John Fitzgerald Serra (imagem TV Globo/Folha.com)



Cadê o rolo saindo da cabeça de Serra, que deveria estar neste quadro?














Vi no Nassif e no PHA

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Sérgio Guerra quer guerra

Como diria Zé Simão, Guerra tem um nome predestinado.

Democracia para o presidente do PSDB é entrar de sola de sapato

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, está insuflando os partidários do PSDB a brigarem com petistas. Veja a declaração dele à Agência Estado em que apela para a violência. Que democrata!

Lembra-me o Arthur Virgílio e o ACM Neto dizendo que iriam bater no presidente Lula. É uma reação típica da elite. Quando não se tem razão, parte-se para a ignorância.

Lula só falou o que todo mundo já sabia. Veja trecho da reportagem:

O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, afirmou hoje que o seu partido vai interpelar judicialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou como “farsa” a suposta agressão sofrida pelo candidato tucano à Presidência, José Serra. “Como é que vem o presidente falar contra o nosso candidato de forma agressiva, desrespeitosa e injuriosa. Nunca fizemos teatro, nunca inventamos dossiês, nunca andamos com malas dinheiro nem cuecas contaminadas de dinheiro sujo”, afirmou Guerra, que chamou Lula de “chefe de facção”.

Para o tucano, houve agressão de um grupo democrático por outro, não democrático, e isso “poderá radicalizar a campanha nas ruas”. “Provavelmente vamos reagir nas ruas a essa provocação”, declarou Guerra, acrescentando que a caminhada marcada para domingo na orla do Rio de Janeiro será “pela democracia, em defesa dos melhores valores”. (Texto Completo no Yahoo)

Gostei dos “melhores valores”!

Em tempo, professor desmoraliza a Globo, no Paulo Henrique Amorim. Não existe fita crepe.

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Por Frederico

Observando as últimas capas da Veja, fica claro a preferência de Veja por Serra. Sendo que, diferentemente do jornal Estadão, que tornou explícito seu apoio a Serra, Veja apoia o tucano de forma oblíqua.

Veja as capas da revista de apoio implícito a José Serra: http://veja.abril.com.br/arquivo.shtml

O que me deixa chateado é a revista pensar que todos os leitores são ignorantes e incapazes de perceberem a manipulação. O que me deixa chateado é os repórteres da revista exigirem liberdade de expressão para poderem manipular os (e)leitores e na maior cara-dura dizerem que são isentos, que estão trabalhando em pró da democracia e outras balelas.

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Uma Poeta...

Dora Ferreira da Silva é uma poeta e tradutora paulista, dona de uma vasta obra poética bastante desafiadora e rica. A poesia de Dora, basicamente, gira em torno de três elementos principais: a imaginação que adquire um profundo aspecto reflexivo, a presença dos mitos que fazem referência à Grécia antiga e à presença de uma forte carga simbólica e arquetípica, produto do contato de Dora com obras do psiquiatra suíço C. G. Jung traduzidas por ela.

Sua poesia é um desafio, pela riqueza linguística e imagética, mas é um presente aos sentidos! Em todos os sentidos…

EIS-ME AQUI

Quem – senão tu – sabe de que fundo germinei
de que abismo ou estrela me precipitei entre os que acolhem
ou repudiam?

A princípio morava à beira de um rio
em sua margem de conchas e pedras
e as palavras não soavam tão estranhas. Mas por ordem arbitrária
afastei-me de todo o convívio e segui sem pouso fixo.
Assim o quiseste. Acendi a lâmpada apoiando-a sobre o peito
ou foste tu que me acendeste na lâmpada queimando o coração?
Assim o quiseste. Nasci de teus dedos tua mão exigente
não assinalava caminhos. Apenas impelia.
Curvei-me nos altares de passado e futuro
no abismo do instante conheci o eterno: a flor em seu aceno
a árvore e o céu lento
o outono –
esse o aprendizado que me foi pedido.

(Dora Ferreira da Silva, 1987)

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caiu a máscara 3

Afinal, o que existe de verdade em José Serra?

Depois usar o aborto na campanha de forma hipócrita, visto que ex-aluna da sua esposa confirmou que ela fez aborto no Chile,  depois de acusar Dilma Rousseff de quebra de sigilo que, na verdade,  foi feito pelo PSDB de Minas Gerais, agora José Serra simula um ferimento e faz até tomografia em hospital do Rio de Janeiro.

Afinal, o que existe de verdade em José Serra?

Caiu a máscara 1

Caiu a máscara 2

vi no Nassiff

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Os escombros dividem espaço com a propaganda eleitoral do PSDB

Da Agência Educação Política

No último debate eleitoral antes do segundo turno, Serra foi questionado por Marina Silva sobre seus planos para emergências. Veja o que o candidato respondeu:

“Tive a experiência como governador de enfrentar essas situações. Quero dizer inclusive que no caso da cidade de São Luiz do Paraitinga, que foi inteiramente tomada pelas águas, nós já entregamos a reconstrução. De tudo que tinha de mais importante já foi entregue. Contrariamente do que se faz na esfera federal, em que as coisas vão se arrastando”.

Serra disse que o governo de São Paulo já tinha entregue a reconstrução da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, que fica no Vale do Paraíba e foi totalmente destruída por uma enchente no começo de 2010. Fotos tiradas pela equipe da Rede Brasil Atual mostram que a realidade não é bem assim. Casas continuam destruídas, patrimônios históricos da cidade seguem em ruínas e a vida da população está longe de ter voltado ao normal.

Moradores de local entrevistados pelos repórteres da Rede Brasil Atual reconhecem que há sim um esforço de reconstrução, mas dizem que ela acontece de forma bastante lenta e que não há uma sensibilização maior diante do sofrimento da população de São Luiz. De fato, o que Serra diz, está bem distante do que Serra faz. Por isso, há que se redobrar a atenção no seu promesômetro que segue agitado nos últimos dias. Enquanto ele promete, os moradores da cidade estão preocupados com a nova temporada de chuvas agora no verão e temem mais destruição, já que agora a cidade encontra-se muito mais vulnerável.

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